2008-05-24
B&W
O debate na TVI
Manuela Ferreira Leite tem o discurso mais consistente, organizado e credível.
Pedro Passos Coelho revela a melhor imagem e joga bem nesse capítulo mas não têm a consistência de Ferreira Leite.
Pedro Santana Lopes diz as mesmas coisas de sempre com um ar que uma pessoa fica sem saber se há-de rir ou chorar.
Patinha Antão protagoniza uma candidatura inexistente que não conta para o campeonato e que ninguém entende o porquê se a analisar fora de um conceito de exercício de narcisismo.
No final do debate Vasco Pulido Valente disse o óbvio: Manuela Ferreira Leite ganhou de longe porque está muitos pontos acima dos seus adversários, os quais involuntariamente lhe prestam reverência. Todos os três para justificarem algumas coisas, socorriam-se do facto da economista não os contradizer.
No entanto Manuela Ferreira Leite não tem nem a imagem nem a frescura de Passos Coelho, mas tem claramente a autoridade política que mais nenhum tem. Isto para dizer que o ex-líder da JSD tem muito caminho para caminhar e o seu futuro político não se esgota nesta eleições. Muito pelo contrário.
Manuela Ferreira Leite, de todos os candidatos, é a única a quem os portugueses são capazes de imaginar em 2009 como possível chefe do Governo.
2008-05-21
Os pesadelos um dia também se acabam
- O PSD nos últimos sete meses viveu o momento mais negro da sua história. É mau demais para ser verdade. Estou convencido que mais sete meses viessem e era uma vez um Partido Social Democrata.
Felizmente o pesadelo está a acabar, até porque Santana Lopes não parece ter grandes hipóteses de vitória e tanto Manuela Ferreira Leite como Pedro Passos Coelho, são soluções infinitamente melhores do que aquilo que temos actualmente.
Não é com alegria que escrevo estas linhas. É com mágoa. A mágoa de quem gosta do PSD e o vê chegar a este estado.
2008-05-14
Não vai
- Que pena - terão dito os militantes e simpatizantes dos outros partidos.
Terapias de grupo
Assim a TAP pode contribuir para o bem estar e a saúde dos portugueses.
Gran hermano
Adivinha
2008-05-12
Eles não são doidos. Nós é que somos uns exagerados

Até que enfim que acabou
Terminada a Super Liga é caso para dizer que o SLB passou ao lado da mesma porque quis e por sua única culpa e responsabilidade. Ao olharmos a tabela classificativa final, observa-se que o clube apenas teve mais uma derrota que o FCP, vencedor indiscutível, só que empatou por 13 vezes. Só para se ter uma ideia, apenas duas equipas empataram mais vezes (14), o Leixões e a Académica que ficaram na tabela do meio para baixo. O Estrela da Amadora também empatou por 13 vezes. Dessas 13 vezes, algumas, muitas, foram em casa, onde a obrigação era ganhar. Isto significa apenas uma coisa para ser justo: o FCP é o vencedor merecido e isso não está em questão, mas o SLB desperdiçou um segundo lugar confortável, conforme foi possível observar nas últimas jornadas. Até porque apenas perderam mais um jogo que o FCP, o que é sintomático.
Espero que tenham aprendido com os erros e que sejam capazes, direcção, equipa técnica e jogadores, de fazer melhor na próxima época. Este ano a temporada foi medíocre. Receberam o FCP em casa com apenas um ponto de desvantagem e a partir daí foi o descalabro. Na Liga dos Campeões foi o que se viu, podiam ter feito muito melhor, e na Taça UEFA foram eliminados contra um clube acessível. A Taça de Portugal dou de barato. Não é desprestígio ser eliminado contra o SCP, mesmo nas condições em que foi.
Enfim, para esquecer. Só tenho pena que não haja consequências…
2008-05-02
Coisas que não consigo aferir
Survivor
A impunidade não dá despromoção
Julgo que os regulamentos da Liga Profissional de Futebol não são omissos nesta matéria e até prevêem a despromoção. Estrela da Amadora e Boavista são alguns dos casos onde há problemas financeiros graves, mas não são os únicos. Como nos mais diversos sectores de actividade em Portugal, os regulamentos existem e nos seus textos são encontradas as penalizações para os infractores. No entanto, parece que não há quem aplique essas mesmas penalizações e os clubes infractores podem passar impunes, endividando-se cada vez mais e de forma cega, porque na realidade nada lhes acontece.
É um pouco como se passa nalguns sectores da vida empresarial e do próprio Estado, onde o desrespeito pelas regras e por terceiros assume a máxima falta de vergonha possível. Como não se fiscaliza, também não se pune. E daí para a completa impunidade é um passo muito pequeno.