2005-07-29

Diferenças de opinião 

José Sócrates disse ontem uma coisa que me parece correcta: mesmo em tempo de crise e de dificuldades no controlo da despesa do Estado é necessário investimento público. Claro que sim. Mas até agora ainda não ouvi dizer o contrário. A questão é se esse investimento público tem justificação e mais do que isso, rentabilização.
Alguém acha que a construção ou o melhoramento substantivo de dez estádio de futebol foram um investimento rentável? Talvez nem metade nos próximos anos.
A questão é essa: o esforço financeiro que é pedido ao país e aos contribuintes em contraste com a necessidade e rentabilização dos equipamentos criados.

Valentim o gigante 

Valentim Loureiro voltou ontem a entrar pela minha casa a dentro sem que eu pudesse evitá-lo. Podia ter mudado de canal mas corria risco semelhante. Existem mais canais é um facto, mas à hora do jantar não dá muito jeito ver a SIC Mulher ou o Canal História. Já me basta o Panda, às vezes, por razões óbvias. E por isso o homem lá entrou e disse o que disse.
No fim da reportagem sobre a apresentação da sua candidatura retive uma frase dita com um ar tão sereno como irónico. Da gritaria do costume não me sinto preparado para adjectivar. Mas daquela tirada da falta de dimensão de Marques Mendes tenho um comentário a fazer.
Quando o major fala da dimensão ou falta dela, do líder do PSD uma dúvida salta à vista. Será que está a falar de estatura física? Devo vos dizer, nomeadamente para quem nunca esteve perto do major, que é pouco maior que Marques Mendes. Uns centímetros é certo, mas poucos. Ou seja, o major não se safava como jogador de basquetebol.
Se a dimensão não é física mas moral, aí nem ouso acrescentar mais nada. Deixo ao critério de cada um.
Valentim afirmou que Mendes chegou a ministro agarrado às calças de alguém. Bem, isso não sei. Valentim porém nunca chegou a esse estatuto, supostamente porque não quis e disso eu tenho a certeza. Se Santana Lopes já foi primeiro-ministro e Rui Gomes da Silva ministro, Valentim Loureiro podia muito bem ter sido governante de uma pasta qualquer. Quiçá, a do futebol.
Como tal ao fim da reportagem sobraram-me algumas dúvidas sobre o assunto mas nada que não seja capaz de digerir nos próximos dias.
Entretanto acrescento, se me é permitido, que passar um discurso de apresentação de candidatura a falar mal de alguém, mesmo que esse alguém seja o nosso maior inimigo, é no mínimo um desperdício de esforços. A menos que o povo que esteja a assistir se sinta satisfeito com o tom da conversa. A julgar pelo que vi ontem, se calhar até veio a propósito.

2005-07-28

Um dia histórico 

O dia de hoje fica marcado para a História do Reino Unido e da Europa.
Vamos ver se não são apenas palavras.

Será??? 

Em Fevereiro deste ano, estes senhores também ajudaram a mudar o governo. Tinham, com certeza, as suas razões. Provavelmente também achavam, como era comum dizer-se, que Portugal era governado por «incompetentes fascistas neo-lberais» como tantas vezes foi propalado pelos partidos de esquerda e pelos sindicatos.
O que os terá levado agora a chamar os mesmos nomes aos que neste momento têm a missão de governar o país?
Será que estão sempre do lado do contra, independentemente de quem governa?
Será que estes lhes faltaram à palavra?
Será que as expectativas foram todas pelo cano?
Será que este governo é ainda mais à direita do que o anterior?
Será que não existem soluções alternativas?

Upgrade:Governo vai poupar 140 M€ com congelamento de carreiras

Coisas de campanha 

Ver Manuel Maria Carrilho à volta de um camião de recolha de lixo é caso para pensar que o homem perdeu a cabeça ou então está por tudo.
O futuro vereador da autarquia lisboeta chegou a sentar-se no lugar do pendura, espreitou para o volante a ver se era igual ao dos outros automóveis e no fim lançou uma frases a tresandar a demagogia.
Como é óbvio apareceu um assessor de um vereador a impedir que o candidato do PS circulasse dentro da viatura o que deu um ar ainda mais caricato do que aquele que Carrilho estava a protagonizar.
Quando as luzes das câmaras de televisão se apagaram e os fotógrafos deixaram de fotografar, imagino a cara de Carrilho a pensar:
- Meu Deus, as coisas que eu tenho de fazer…e logo eu, uma figura do jet-set nacional habituado aos melhores salões do Poder e da cultura, aqui no meio de restos de comida, pacotes de leite vazio ou fraldas descartáveis com recheio.

2005-07-27

Manifesto 

O DN publica hoje mais um manifesto subscrito por alguns economistas e gestores de referência nacional, tanto da área do PSD como do PS. Trata-se de mais um aviso à navegação o qual não entra em ouvido de mercador.
Manter as expectativas da população em alta através do anúncio de grandes obras pode ter um efeito político eficaz no imediato. Mas em política as palavras devem originar actos. Como tal, quem promete deve cumprir.
O governo está a meter-se num beco sem saída.

Mais uma 

Camionistas fazem hoje marcha lenta em várias regiões do país

2005-07-26

A Guerra dos Mundos 

Filme patético e repleto de lugares comuns, interpretações medianas, enredo repisado, final mais do que previsto (como seria de esperar), mas muito bem feito, com efeitos especiais de grande nível e uma realização à Spielberg. Eis a Guerra dos Mundos.

As apostas 

“Gostei” de ver o tom de gozo de António Vitorino ontem no seu programa propagandístico, feito à medida, que dá pelo nome de Notas Soltas.
O deputado socialista informou o país que no dia de ontem ganhou duas apostas a outros tantas amigos na sequência da decisão de Mário Soares avançar na corrida a Belém.
Temos a RTP que merecemos.

2005-07-25

Legstrong 


Um dos mais míticos atletas de todos os tempos sagrou-se ontem campeão, pela sétima vez consecutiva, do Tour de France que é só a prova rainha do ciclismo mundial e uma das provas desportivas mais importantes no contexto de todas as modalidades.
Lance Armstrong é, por várias razões, um exemplo de vida. Alguém que ganhou um estatuto de mito dentro e fora das corridas. Curou-se de um cancro, voltou às bicicletas e triunfou.
O ciclista americano esteve em Tavira no ano passado, onde disputou a Volta ao Algarve. Na cidade de Tavira ganhou o conta-relógio (com uma perna às costas) o que lhe proporcionou vestir a camisola amarela numa competição que serviu apenas para desentorpecer as pernas.
Agora parece que irá retirar-se da alta competição o que só demonstra inteligência. Sai por cima depois de ter conquistado algo inédito: vencer por sete vezes o Tour.
Vai deixar muitas saudades.

Presidenciais 

Consta que Mário Soares anda com umas certas saudades das viagens faraónicas.
Voltaremos ao asunto.

Já se zangou uma vez com o amigo Salgado Zenha. Se calhar o episódio vai repetir-se com Manuel Alegre.

2005-07-22

A Serra da Estrela 

As imagens que nos chegam da Serra da Estrela mostram o horror das chamas em pleno Parque Natural. As nossas serras e florestas, um dia, podem vir a ter o mesmo estatuto que têm hoje os dinossauros: extinção.

Bom começo 

Teixeira dos Santos não entrega declaração de rendimentos desde 2000

Mas certamente irá entregar.

2005-07-21

Há vida para além da OTA e do TGV. 

Campos e Cunha esgotado deixa pasta das Finanças

Sintomas do esgotamento. Ansiedade e náuseas.

Campos e Cunha: - Vou e não volto... 

1 - O PS continua fiel à sua tradição. Enleia-se, arranja problemas, desperdiça oportunidades, ou seja, revela a sua fraca vocação para o exercício do Poder.

2 - Campos e Cunha ainda não tinha tomado posse e já tinha encetado o primeiro conflito com o Primeiro Ministro. Em entrevista a um jornal falou da inevitabilidade da subida dos impostos, ao contrário do que tinha sido prometido por Sócrates. O tempo veio dar-lhe razão e não estranha que alguns sindicatos coloquem cartazes na rua em que o líder do PS aparece com um nariz à Pinóquio.

3 - A apresentação do Orçamento Rectificativo colocou uma vez mais os dois governantes em rota de colisão. Enquanto Sócrates falava em orçamento de verdade e que o governo falava claro, não mentia aos portugueses e apresentava um documento rigoroso e com contas bem feitas e blindadas, eram descobertos erros que representavam milhões de euros. A opinião pública começou a olhar para o problema com desconfiança.

4 - Em relação à acumulação de reformas por parte dos detentores de cargos públicos, nem vale a pena falar no embaraço do ministro e na forma como explicou a sua situação pessoal. A austeridade e a contenção eram para os outros.

5 - Campos e Cunha era a sombra e Manuel Pinho o sol deste governo. O ministro da Economia aparecia em público a prometer este mundo e o outro e o mesmo acontecia com o seu colega das Obras Públicas e com o próprio Primeiro Ministro. Uns diziam vamos fazer, o outro dizia vamos analisar. O governo não falava a uma só voz e a outra voz era só a do ministro de Estado e das Finanças.

6 - Campos e Cunha revelava no confronto com os deputados uma postura de passividade gritante. Falavam com ele mas não obtinham respostas. O embaraço e o pouco à vontade era notório. O ex-ministro das Finanças não tinha, e isso não é pecado nem defeito, estofo político para o cargo que ocupava.

7 - Por fim o artigo no Público e as críticas veladas ao percurso que as coisas estão a tomar. Campos e Cunha percebeu que o governo não está tão empenhado como se pensava no controlo das contas públicas e isso foi um rude golpe nas suas expectativas em relação à missão a que estava proposto cumprir. Sócrates está tão preocupado com o défice como estava Santana Lopes.

8 - Por fim uma questão evidente. Este governo em menos de seis meses acumula um património de contestação social, desilusão, contradições e até quebra de promessas verdadeiramente notável pela negativa.

9 - Não nos podemos esquecer, sendo certo que as circunstâncias são diferentes, que em Dezembro passado o Presidente da República dissolveu a Assembleia, não só mas também, pela demissão ruidosa de um ministro da Juventude e do Desporto. Eu sei que este é o país onde o futebol é mais importante do que muita coisa importante. Mas o problema actual é exponencialmente mais grave. Vamos ver o que diz Sampaio sobre o assunto. O meu palpite? Não vai dizer nada ou quase nada, como já vem sendo costume desde que os seus camaradas entraram para o governo.

10 - Private joke: o governo resolveu de forma eficaz a crise gerada pela entrevista de Freitas do Amaral que chama uma coisa muito feia ao Primeiro-Ministro. Arranjou uma crise ainda maior. Assim já não se fala do «caso Freitas» porque já existe o «caso Cunha». Ciência Política no seu estado mais puro.


2005-07-20

A demissão do Ministro das Finanças 

Este governo está mesmo bom.
Se isto fosse no tempo de Santana Lopes...
Voltaremos ao assunto, naturalmente.

Coisas da vida 

Andamos nós aqui a discutir a OTA o TGV e outras coisas iguamente importantes. Andamos nós preocupados com o défice, a queda das exportações, o endividamento das famílias, o preço do petróleo e outros assuntos semelhantes. Mas quando chegamos a casa o frigorífico está cheio, a sopa está quente, a comida no prato tem bom aspecto e a fruta à sobremesa é da mais fresca que existe. No entanto estamos todos muito preocupados com tudo e até com o buraco na camada de ozono que ameaça estragar o que resta do nosso planeta, a poluição, os alimentos trangênicos, os direitos dos animais, o referendo à constituição europeia e por aí fora.
Será que nos resta tempo para nos preocuparmos com notícias como esta?
É tudo tão relativo nesta vida, não é?

A entrevista 

A entrevista de Freitas do Amaral está a marcar a agenda política do dia de hoje. Esta manhã, a Antena 1 dava conta de um comunicado do Ministro dos Negócios Estrangeiros a bramir sobre o Diário de Notícias em relação a «frases desgarradas retiradas do contexto». O DN já veio dizer que a entrevista foi a que foi e que as palavras pertencem a Freitas do Amaral.
Parece que o ilustre Professor caiu em si e percebeu o estrago que as suas declarações estão e vão provocar na estrutura do governo e do Partido Socialista.
Eu ainda não li a entrevista. Mas vou ler. Depois falamos.

o que se sabe? 

O Primeiro Ministro e o Ministro das Obras Públicas fizeram declarações públicas a anunciar o TGV e o Aeroporto da OTA como uma certeza. O Ministro das Finanças diz que o assunto está em análise.

Sobre uma matéria que não sendo fundamental para a vida dos portugueses é estruturante para a economia do país, mais que não seja pelos custos que implica e com o esforço financeiro que será necessário fazer, era bom que existisse por parte de quem nos governa uma maior sintonia.
Talvez o Ministro das Finanças saiba, a este propósito, coisas que nós não sabemos mas que o Primeiro Ministro sabe. Resta saber se todos eles querem que o povo saiba. O quê? Quanto vamos ter de pagar para ter TGV e um novo mega Aeroporto na Ota a dezenas de quilómetros da cidade de Lisboa.

Não seria estranho se saísse do Governo para ser candidato 

Voltaremos ao assunto assim que haja tempo.

A lua de Tavira 


Agradecimentos 

Ao "camarada" Daniel Tecelão, à "simpática" Teresa Costa, ao "lampião irritável" net pulha, ao "motard" LC, à suave "softy susana", ao Anti-PSD, ao "atento" CC, ao "destrambelhado" Pedro Marques, ao "dragão da pasta de sardinha" Asulado, à "misteriosa" Alma Mater, ao "desconhecido" RM, ao "amigo monárquico" Jorge Lamy Leal, ao Fungagueiro, ao Tchau, ao "grande artista e alentejano" Nikonman (um dia gostava de saber fazer fotografias como as tuas), ao "sem papas na língua" bcool e ao "poeta" José Carlos Barros (parabéns pelo prémio no concurso da letra para o Hino do Algarve), a todos o meu MUITO OBRIGADO.

2005-07-19

2 anos com 2 dias de atraso. 

E aí estão. 2 anos de Al(maria)do. Parece que foi ontem é uma frase demasiado redutora e com sabor a lugar comum. Mas a verdade é que parece.
Sabia que tinha sido em Julho mas já não me lembrava do dia e acabei por deixar passar. Pouco importa.
Como é óbvio quero agradecer a todos os que por cá passaram e que têm sido, também, a razão para isto se manter vivo. A experiência tem sido interessante, apesar dos problemas, muitos por sinal.
Entre insultos, elogios, debates acalorados, diferenças de opinião e algumas concordâncias, a verdade é que acabou por ser uma agradável surpresa chegar até aqui com uma actividade periódica razoável.
Se tivesse que escolher entre o melhor e o pior, o melhor seriam os “amigos” que não conheço sequer mas que contactei através da blogosfera, os compagnons de route que seguem o blogue de forma assídua e fazem comentários. Acresce ao lado positivo a estranha sensação de alguém que não conhecemos chegar ao pé de nós e dizer:
- Gosto de ler o seu blogue. Continue.
Ou então, como também já aconteceu:
- Não concordo com nada do que escreve mas vou lá só para me chatear.
O pior? Bem isso nem vale a pena referir. Foram também tantas coisas más…
Não sei se isto vai durar muito mais tempo, até porque a vontade e o entusiasmo já não são os mesmos, mas vou pelo menos fazer um esforço. Se terminar, paciência. Como eu costumo dizer: - Também não se perde muito.
E aqui está o Al(mariado)do. Um blogue onde se fala de tudo…até de política. Vejam bem.

Obrigado a TODOS.

2005-07-18

Mar Azul 


Emily 

Esta fotografia foi tirada em plena Riviera Maya (Akumal) ao nascer do sol. A paz e a tranquilidade contrastam com a agressividade do furacão Emily que durante os dias de ontem e hoje assolou uma das zonas mais bonitas das Caraíbas.
Segundo a TSF já estão contabilizadas três mortes e, provavelmente, prejuízos materiais muito significativos.
Uns quilómetros mais à frente onde esta fotografia foi feita fica a segunda maior barreira de recife de coral do mundo (Ilha de Cozumel) um verdadeiro paraíso para muitos mergulhadores.
Esperemos que o Emily passe depressa sem fazer mais vítimas.

Marenostrum 

Isto sim, são boas notícias.

A seca 

Na Roménia as cheias já mataram pessoas e dizimaram zonas habitacionais.
Por cá, é o que se vê. Seca e mais seca. No Algarve o abastecimento vai sofrer restrições pela inevitabilidade das barragens se encontrarem a quotas muito baixas. Os apelos à poupança não resultaram e o consumo de água até aumentou face ao mesmo período no ano anterior.
Se a partir de Outubro não começar a chover, o problema pode tornar-se ainda mais delicado. O lençol freático nalgumas zonas da região está bastante elevado só que essa água não está em condições para consumo nem pode ser tratada através das Estações de Tratamento.
Resta apelar mais uma vez à sensibilidade da população para que faça um esforço de poupança e contenção.

2005-07-16

Eles estão cá 

São motas por todo o lado. Estalam rateres, cheira a pneu queimado, ouvem-se os barranaldos. Umas passam por nós na Via do Infante ou na 125 a grande velocidade. Outras são mais moderadas e cumprem o código da estrada.
É a grande concentração do Moto Clube de Faro, uma enorme manifestação que consegue atrair a atenção de milhares de pessoas em todo o mundo mas que infelizmente, nesta edição, já conta com dois motards falecidos vítimas de acidentes.

2005-07-15

Fim de semana prolongado 

Eu sei que não estou autorizado a tocar no assunto mas é só para lembrar que hoje foi mais um dia de greve, várias por sinal. Naturalmente que foram marcadas para uma sexta-feira com muito calor. O Algarve agradece.

2005-07-14

Excelente 

O Carlos é de uma eficácia impecável. Os seus post, quase todos, merecem referência. Este é um desses.

Isto não é cimento nem tijolos 

A história do SLB vender o nome do estádio a troco de uns milhões de euros é tão miserável que pouco mais há para dizer. A história, as referências e a dignidade de uma grande instituição como o Sport Lisboa e Benfica, para os seus dirigentes, pouco vale. Tudo o que for uns milhões de euros para comprar brasileiros ou pagar principescamente os que já cá estão, justifica até vender o nome do estádio.
Se não gostam de Luz então ponham Estádio Eusébio da Silva Ferreira. Pelo menos honram a história e a memória daqueles que fizeram do clube o gigante que é hoje.

Ainda as notícias do nosso Algarve 

Da imprensa regional ressalta também a sondagem feita em Vila Real de Santo António que coloca o candidato do PSD folgadamente à frente do seu adversários mais directo e uma entrevista do líder do PS/Algarve que cautelosamente, com se recomenda ao profile politicamente correcto, não faz muitas ondas pelo facto de não haver ninguém da região no Governo. Ou seja, apesar da vitória histórica alcançada em Fevereiro passado, Sócrates parece não acreditar em ninguém do Algarve para trabalhar na sua equipa. Ele que os conhece melhor do que qualquer um de nós, lá saberá porquê.
Nem o facto de o Governo ter nomeado para a Delegação Regional da Cultura um “estrangeiro” amigo de Jorge Sampaio, faz estalar o verniz ao líder regional dos socialistas. Isto é que é fígado.

WPP em Portimão 

Muito boa a entrevista que o Barlavento publica hoje ao fotógrafo indiano Arko Datta vencedor da última edição da World Preess Photo.
A explicação do porquê da fotografia e o olhar do fotografo a uma tragédia que marcou o mundo no fim do ano passado. Verdadeiramente recomendável a leitura.

Nota: Os puristas da fotografia continuam a torcer o nariz à tecnologia digital. Só para se ter uma ideia, a última edição do WPP foi toda ela digital. Não há volta a dar. É o progresso.

2005-07-13

Contrastes 


Propaganda política 

Esta semana assisti, pela primeira, vez ao programa semanal cujo nome julgo ser Notas Soltas (Jorge Lamy deves tomar providências e processar a RTP por plágio).
Basicamente percebi que se trata de um programa em que um dirigente e deputado do PS defendo e publicita o governo do seu partido em horário nobre na televisão que é paga por todos nós.
Antevendo que alguém me faça lembrar Marcelo Rebelo de Sousa, devo adiantar o seguinte:
- Não, não é a mesma coisa. Marcelo Rebelo de Sousa não é dirigente nem deputado do PSD nem o era no tempo da TVI. Aproveito também para referir que é verdade que tenha ajudado a fazer cair o governo de Guterres mas o mesmo aconteceu com o de Santana Lopes, só por aqui se vê o grau de independência dos seus comentário. Permitam-me que ache que António Vitorino jamais dirá algo, mesmo que seja a mais pura das verdades, contra o governo de Sócrates e que os seus comentários, por mais genuínos que sejam, são a mais pura e absoluta propaganda política paga com o dinheiro dos contribuintes, à imagem do que acontecia no Estado Novo.

A porta da rua é serventia da casa 

Um cidadão que deseja filiar-se num partido deve ter para com o mesmo uma identificação ideológica, o sentido de solidariedade com o seu percurso e com as suas acções e, naturalmente, o conhecimento da obrigação dos estatutos. Isto é o básico, da mesma maneira que quem se associa numa qualquer associação com estatutos aprovados deve cumpri-los.
Os militantes do PSD que dão corpo a candidaturas contra o próprio partido e os que apoiam outras candidaturas, devem ser punidos estatutariamente de acordo com o que está determinado nos regulamentos de disciplina interna. Uma coisa e divergir sobre questões internas, a liderança do partido ou mesmo a acção governativa, outra, completamente diferente, é contribuir para que o seu partido seja derrotado.
Por esta razão, militantes como Valentim Loureiro, Isaltino Morais e José Miguel Júdice devem seguir o seu caminho. Alguém que lhes abra a porta.

2005-07-11

A OTA e a Portela 

Quem diz que a construção do aeroporto na OTA vai ser boa para o TGV e vice-versa porque os passageiros podem apanhar o comboio (TGV) em Lisboa até ao aeroporto e depois seguir de avião para o Porto não está a ver bem o problema.
O TGV (não discuto aqui a importância estratégica) vai matar a ponte aérea Lisboa – Porto. Por outro lado não sei se justifica parar um comboio de alta velocidade, 40 quilómetros após começar a sua viagem, como também tenho muitas dúvidas que alguém se desloque à OTA para apanhar um avião para o Porto, havendo outras alternativas, neste caso o próprio TGV.
Não é a coisa mais aconselhável ter um aeroporto dentro da cidade, nomeadamente para os residentes. É um facto. Mas quem conhece a localização de alguns dos maiores aeroportos do mundo sabe que muitos deles ficam dentro de grandes cidades porque estas cresceram para cima deles e porque a sua proximidade com o centro urbano facilita a vida às pessoas e compensa o investimento que nele se faz.
O problema do aeroporto da Portela em termos de gestão de tráfego é sobretudo o facto das pistas estarem cruzadas uma com a outra, mas sobretudo pelo facto de um dos taxiways (acesso da placa de parqueamento para a pista) cruzar uma das pistas quando o seu percurso poderia ser feito sem que isso acontecesse. Bastava, na minha opinião, a aquisição ou expropriação dos terrenos na ala nascente, na cabeceira da pista 21. Em termos de gestão de tráfego era muito mais simples e permitira o escoamento do mesmo com separações mais curtas entre aeronaves.
Os sistemas de aproximação por ILS (Instrument Landing System) que existem actualmente, permitem a um avião realizar uma aterragem “cirúrgica” mesmo em condições de fraca visibilidade ou de mau tempo. Não se pense que um avião pode chocar contra um prédio na cidade, mesmo no enfiamento da pista, de uma forma assim tão simples. Como é óbvio, de uma avaria no momento de aterrar ou de descolar ninguém está a salvo.

2005-07-08

A raiz do mal 

Digam o que disserem os arautos da razão e da “tolerância”, o terrorismo na forma como foi manifestado na manhã de ontem em Londres é um ataque à democracia, à liberdade e ao Estado de Direito. Não há volta a dar. Ou se combate ou se encolhe os ombros.
O fundamentalismo islâmico, conforme já escrevi anteriormente, quando não tem motivos, arranja-os. Os seus protagonistas e seguidores têm um ódio histórico pelo mundo ocidental, pela forma democrática como está organizado e pelo gosto de viver em liberdade. As regras desse mesmo fundamentalismo alimentam-se da ignorância dos seus seguidores, das condições miseráveis em que vivem, na maior parte dos casos por culpa própria, e do não reconhecimento à diferença. Em suma, alimenta-se da prisão das mentes num ideal de fanatismo religioso muito distante da verdadeira mensagem do Corão.
Se não tivesse havido intervenção militar no Iraque ou no Afeganistão ou se o problema na Palestina não tivesse a dimensão que tem, certamente arranjariam outros argumentos, históricos ou não, para justificar a sua acção terrorista e o recurso às bombas para matar gente inocente. O mundo não viverá em paz enquanto o problema do terrorismo não ficar circunscrito e sendo isso extremamente difícil de conseguir, a solução não é ceder nem sucumbir ao medo. Os Chefes de Estado presentes na reunião do G8, os que apoiaram a intervenção militar no Iraque e os que não apoiaram, estiveram bem a condenar o acto em si, mas devem sobretudo convergir esforços para eliminar o mal pela raiz.

Este governo precisa de chá 

Até ao dia de ontem estive convencido que Cavaco Silva usava de alguma arrogância na forma como se dirigia aos deputados. Hoje reparo que a sua atitude, talvez defensiva, é seguida e exagerada por outros, ou neste caso por outro.
Sócrates nunca foi conhecido por ter bom feitio e ontem revelou que as suspeitas não são infundadas. Este governo começa a ter o tique da propriedade da razão e de não falar a verdade o que em si já é muito. A questão dos impostos é sintomática e em todas as bancadas, todas, excepto na do PS, já se percebeu que Sócrates vai continuar a não falar a verdade a respeito de matéria fiscal.
Um PS sem maioria absoluta foi aquilo que toda a gente sabe. Um PS com maioria absoluta será naturalmente muito pior.

2005-07-07

Eles voltaram 

Al Qaeda reivindica atentados em Londres

Este é o mundo organizado do terrorismo que é necessário combater e eliminar. Quem não defendeu a intervenção militar no Iraque e no Afeganistão, aceita viver debaixo deste clima de medo e terror. Pois é a este mesmo clima que importa combater para que um dia seja possível ao mundo viver em liberdade.
Quem coloca bombas fora dos teatros de operação de guerra, tem um único objectivo: matar inocentes e intimidar o mundo com a mão da morte e do terror.

Autarca desconhece "saco azul", diz advogado 

Então qual era a cor?

Manuel Alegre poeta «tentado» a candidatar-se a Belém 

Isso mesmo. Cavaco Silva precisa de alguém a concorrer pelo lado esquerdo para que não seja uma eleição solitária. Aliás, acho que a certa altura é isso mesmo que a esquerda vai tentar: deixar Cavaco sozinho para diminuir o brilho da sua vitória que será imparável e inevitável.
Depois de Guterres ter "fugido" para a ONU, Alegre ficou entre a espada e a parede. Vamos ver qual a que prefere.

2005-07-06

Verão em Tavira 2005 

O melhor Verão do Algarve é aqui.

Sócrates 

As explicações de José Sócrates sobre o aumento do IVA, lembra-me a sempre eterna história do miúdo a prometer aos pais que não faz asneiras, a troco de qualquer coisa do seu agrado. No momento em que consegue aquilo que queria e na primeira oportunidade faz a asneira.
A palavra do primeiro-ministro deixou de ser credível e coloca-o ao nível de outros políticos menos bons que tanto criticou.
Mas nem tudo é fel. A explicação que deu sobre as SCUTs é exactamente aquilo que penso sobre o assunto.

2005-07-05

Como foste nessa 

A minha filha de três anos já sabe cantar boa parte da letra Maria Albertina de António Variações. Quando a chave de ignição do carro liga o motor, solta-se um grito:
- Queio a Maia Abetina. (Os erros ortográficos correspondem com a pronúncia dela)
Depois é só ouvir umas 10 ou 12 vezes de seguida dependendo do número de quilómetros a percorrer.
Resultado: começo a ficar enjoado da voz do Camané que tanto aprecio e de um disco que, na minha opinião, foi das melhores coisas feitas em território nacional, no domínio da música, nos últimos dois ou três anos.
E a isto se chama a contemporaneidade de uma música feita há muitos anos mas que até as crianças gostam.

2005-07-04

Parabéns Rita 


2005-07-02

Chaminé algarvia 


O bluetooth 


Desde que as últimas alterações ao Código da Estrada foram introduzidas, os condutores, creio eu, começaram a ter mais cuidado com o falar ao telemóvel a conduzir. Agora, é vê-los com aqueles auriculares muito pequenos que ficam apensos à orelha. Até aqui tudo bem. O engraçado é que há muita malta que nunca tira o auricular da orelha. Então é vê-los nas lojas, nas ruas, nas casas de banho públicas ou nos mais variados sítios com aquela coisa horrível agarrada à orelha como se fosse um adorno, ou pior, como se aquilo fizesse parte do corpo.
Isto não constitui nenhum tipo de crítica mas não deixa de ser estranho o efeito que aquilo causa. Depois é vê-los aparentemente a falarem sozinhos como se fossem tontos, quando estão de perfil. Ao virarem-se percebemos que afinal não estão malucos, estão apenas a falar ao telemóvel, ou melhor, ao auricular bluetooth.

2005-07-01

Os cartazes do Bloco, mais uma vez 

Hoje vi um cartaz do Bloco de Esquerda muito parecido aos que a JSD usou nas eleições legislativas mas para pior, com a imagem do Primeiro - Ministro e com
algumas frases a “elogiá-lo”.
Na altura toda a esquerda se indignou com a campanha negativa promovida pela JSD.
Agora, julgo que não haverá nada a comentar.

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