2005-03-31
Eles vêm aí
Constou-me que estão uns espanhóis meio malucos acampados algures na serra de Tavira, à espera que o El Matador Carlos Sainz abra as hostilidades amanhã.
- Pois é meus caros conterrâneos da serra de Santa Catarina da Fonte do Bispo e de Cachopo, amanhã não há sossego e a bicharada vai andar aflita com tanto barulho.
- Pois é meus caros conterrâneos da serra de Santa Catarina da Fonte do Bispo e de Cachopo, amanhã não há sossego e a bicharada vai andar aflita com tanto barulho.
2005-03-30
Lenny Kravitz no Estádio Algarve
Este pode e deve ser o primeiro de outros espectáculos a realizar no Estádio do Algarve. No Verão o que não falta na região são pessoas para assistir a este tipo de concertos. Bem sei que são apostas muito caras mas são aliciantes. Um estádio permanentemente às moscas com os encargos mensais de manutenção que tem e sem uma boa fonte de receitas é que não faz qualquer sentido. Como o discurso do se valeu a pena construir faz cada vez menos sentido, só resta olhar para o futuro e rentabilizar aquele equipamento.
Mar tranquilo
A acção e os assuntos do governo de repente saíram das atenções da imprensa e da opinião pública, como por magia. Cheguei a pensar que não havia governo. Mas afinal há.
2005-03-29
Faro
Correndo o risco que alguém diga que o assunto não me diz respeito, devo dizer que não faz muito sentido que o candidato à Câmara Municipal de Faro pelo PSD não seja o actual presidente. Por todos os motivos dos quais se destacam o facto de ter sido eleito em condições particularmente difíceis em 2001, pelo protagonismo, goste-se ou não, que tem assumido enquanto autarca e porque não estou a ver ninguém em melhores condições para obter o único resultado que interessa ao PSD, ou seja, a vitória.
Conhecendo como conheço a actual liderança do PSD/Algarve, não me acredito que exista alguém interessado noutro resultado que não seja o de manter a autarquia farense.
De uma coisa estou absolutamente convencido até que me provem o contrário, se José Vitorino for candidato por uma lista que não seja a do PSD e se este partido conceber uma outra proposta eleitoral, Apolinário pode começar a esfregar as mãos de contente.
Conhecendo como conheço a actual liderança do PSD/Algarve, não me acredito que exista alguém interessado noutro resultado que não seja o de manter a autarquia farense.
De uma coisa estou absolutamente convencido até que me provem o contrário, se José Vitorino for candidato por uma lista que não seja a do PSD e se este partido conceber uma outra proposta eleitoral, Apolinário pode começar a esfregar as mãos de contente.
Vivemos mal. Não acham?
Enquanto vivemos preocupados em saber se o défice foi cumprido ou não, se o Benfica Sporting ou Porto qual dos três vai ser campeão, se nos sai o Totoloto ou o Euromilhões, se passamos as férias no Algarve ou vamos para fora, se o Sócrates vai atingir os objectivos, se o próximo Presidente da República é de esquerda ou de direita, se na Quinta das Celebridades a Lili Caneças ou a Elsa Raposo vão conseguir limpar as bostas das vacas, se o Apito Dourado vai apitar suficientemente alto para que se ouça e algo mude, se o Bibi vai ser o único condenado ou se os outros não se ficam a rir e mais um sem número de coisas que nos vão preenchendo o nosso dia-a-dia de povo a viver quase tranquilamente, em Sumatra na Indonésia morreram mais umas centenas de pessoas, três meses depois de uma das maiores catástrofes naturais a que o Mundo já assistiu. Faz toda a diferença. Nós é que por vezes pensamos que não.
2005-03-28
Aqui há espinhos.
Cliquei três vezes de seguida no Praça da República em Beja e nada. Nem uma vírgula. Nem um retrato.
Será que o mais recente deputado alentejano eleito pelo círculo eleitoral do Porto já mandou calar um dos seus mais acérrimos críticos? Não acredito. Mas que algo se passa, lá isso passa.
- Vá Janeca, põe lá o blogue firme e hirto.
- Vá Janeca, põe lá o blogue firme e hirto.
Tinha 12 anos peguei na bicicleta e fui para a escola...
Trata-se de um testemunho impressionante e um tema muito actual, nomeadamente no nosso país. Relata com a exactidão possível alguns dos pormenores mais sórdidos de um rapto e as consequentes sevícias, fome, sede, falta de higiene, reclusão, abandono e claro está abusos e violações sexuais.
Trata-se de um relato contado na primeira pessoa e que mostra o raciocínio infantil de uma criança que aos 12 anos é retirada do convívio da família, dos amigos e dos colegas de escola para ficar à mercê de um pedófilo psicótico o qual a consegue convencer que apenas a está a proteger de um terrível assassino de crianças que a persegue.. Tem de tudo. Desde momentos de grande emoção e revolta até aos de grande alegria, patenteados no seu resgate e na conclusão do processo com a respectiva condenação.
Não sendo uma grande obra literária acho que vale a pena ler, mais que não seja para perceber o quão selvagem e criminoso é o comportamento de um pedófilo. Como foi dito em várias declarações no caso Casa Pia, estamos a falar de um predador que persegue as suas vítimas para se servir delas e nalguns casos até as matar.
Referendos internos? Para quê?
A democracia, tal como o exercício físico, é uma prática saudável a qual deve ser exercida com moderação e sem exageros. O excesso de exercício pode provocar fadiga ou lesões mais ou menos graves (se alguém tem dúvidas disto o leitor deste blogue de seu nome João Amado pode dar umas explicações adicionais). O excesso de democracia pode dar asneira.
Isto para dizer o seguinte: os partidos têm por missão apresentar ou apoiar candidatos a determinados actos eleitorais. A decisão de uma candidatura deve partir sobretudo do acto reflectido de uma pessoas que se sinta com condições de disputar um desafio. Quando assim não acontece um partido deve encetar um convite depois de ter feito a devida análise com a reserva que o assunto merece. Fazer um referendo para encontrar um candidato é algo que não só não faz muito sentido, como aumenta a possibilidade de divisionismo interno ou ainda diminui o élan de quem sai vencedor da consulta se o resultado não for suficientemente inequívoco. Uma coisa é debaterem-se critérios de forma generalizada com os que têm opinião sobre a matéria. Outra é submeter um conjunto de nomes à escolha universal dos militantes de um partido. Se o que está em causa é uma lista de pessoas, como é bem exemplo uma lista de candidatos a deputados ainda vá que não vá. Mas se o que está em causa é escolher um candidato a presidente da república ou até mesmo, conforme já tem acontecido, a presidente de uma câmara, não admira que o resultado da “clarificação” interna traga mais prejuízos que benefícios.
Por isso não concordo nem um pouco com esta proposta. O maior erro que o PSD pode cometer em relação às eleições presidenciais é pôr-se a discutir outro nome que não seja o daquele que manifestamente se encontra em melhores condições para vencer: Aníbal Cavaco Silva.
Quem não quer vencer as próximas eleições para Belém põem-se a inventar referendos inúteis que servem mais para dividir do que para unir. Quem as quer ganhar concentra-se naquilo que é fundamental e que todos os estudos de opinião, até à data, têm revelado de forma absolutamente clara.
Isto para dizer o seguinte: os partidos têm por missão apresentar ou apoiar candidatos a determinados actos eleitorais. A decisão de uma candidatura deve partir sobretudo do acto reflectido de uma pessoas que se sinta com condições de disputar um desafio. Quando assim não acontece um partido deve encetar um convite depois de ter feito a devida análise com a reserva que o assunto merece. Fazer um referendo para encontrar um candidato é algo que não só não faz muito sentido, como aumenta a possibilidade de divisionismo interno ou ainda diminui o élan de quem sai vencedor da consulta se o resultado não for suficientemente inequívoco. Uma coisa é debaterem-se critérios de forma generalizada com os que têm opinião sobre a matéria. Outra é submeter um conjunto de nomes à escolha universal dos militantes de um partido. Se o que está em causa é uma lista de pessoas, como é bem exemplo uma lista de candidatos a deputados ainda vá que não vá. Mas se o que está em causa é escolher um candidato a presidente da república ou até mesmo, conforme já tem acontecido, a presidente de uma câmara, não admira que o resultado da “clarificação” interna traga mais prejuízos que benefícios.
Por isso não concordo nem um pouco com esta proposta. O maior erro que o PSD pode cometer em relação às eleições presidenciais é pôr-se a discutir outro nome que não seja o daquele que manifestamente se encontra em melhores condições para vencer: Aníbal Cavaco Silva.
Quem não quer vencer as próximas eleições para Belém põem-se a inventar referendos inúteis que servem mais para dividir do que para unir. Quem as quer ganhar concentra-se naquilo que é fundamental e que todos os estudos de opinião, até à data, têm revelado de forma absolutamente clara.
2005-03-27
Essencialmente uma guitarra e uma voz
Desta vez temos Pink Moon. Nick Drake, seu autor, é um daqueles músicos que passaram de corrida pelo maravilhoso mundo da música. Faleceu em 1974 vítima de uma overdose de um anti-depressivo que o médico lhe tinha prescrito para o ajudar a dormir. Drake fechou os olhos e nunca mais os abriu.
De aspecto físico muito parecido com Jim Morrison, Drake serviu de influência a alguns prestigiados músico dos nossos tempos, como Bem Harper ou Jack Johnson. Neste álbum em concreto, faz lembrar, e muito, Ben Harper e a sua guitarra.
Esta lua cor-de-rosa é uma verdadeira pérola a qual deve ser ouvida com atenção, de preferência em casa. Não é música para ouvir no carro e num bar só se for daqueles onde ainda é possível conversar.
Ouçam. Vão ver que não se arrependem nem ficam a praguejar contra mim.
2005-03-26
Alterações ao Código da Estrada
2005-03-25
Guterres para Alto Comissário para os Refugiados
Eu acho que Guterres tem perfil para o cargo. Ele próprio é um bom exemplo de alguém que se refugiou quando percebeu que a governação era um terreno demasiado hostil ao seu bem-estar.
Nota: Os leitores que não gostarem deste post podem sempre deixar um comentário do tipo: - E o Barroso pode ir com ele porque também se refugiou em Bruxelas.
Contra factos não há argumentos.
Nota: Os leitores que não gostarem deste post podem sempre deixar um comentário do tipo: - E o Barroso pode ir com ele porque também se refugiou em Bruxelas.
Contra factos não há argumentos.
Boa Páscoa
Fuga ao fisco
É desejável que esta escandaleira comece a ter um fim rápido. É uma imoralidade o que se tem passado ao nível do comércio imobiliário, com escrituras feitas pela metade do preço real da compra, umas vezes com a conveniência das partes e outras com a imposição do tipo: - se não for assim não vendo. Ou seja os proprietários são na maioria das vezes as vítimas de um sistema montado no sentido da fuga aos impostos.
Casos do tipo em que, por exemplo, um lote de terreno custa X mas que a escritura tem de ser feita por sensivelmente 50% desse X. Até dizem mais. A escritura é feita com o proprietário inicial mas existe um compromisso com uma segunda pessoa pelo meio que não aparece no acto oficial mas que tem de receber a sua parte.
Com tanta tecnologia já disponível não faz sentido que o controlo destas situações não seja cada vez mais apertado, para que aqueles que fogem de forma escandalosa aos impostos não comecem a pagar. Quem trabalha por conta de outrem só se pode sentir roubado em circunstâncias como aquelas que acontecem na quase generalidade do comércio imobiliário.
Os 15 mil casos agora detectados são a ponta de um iceberg muito maior.
O sistema informático que liga o fisco aos notários, tribunais e câmaras municipais se estivesse também ligado aos bancos, outro galo cantaria.
Casos do tipo em que, por exemplo, um lote de terreno custa X mas que a escritura tem de ser feita por sensivelmente 50% desse X. Até dizem mais. A escritura é feita com o proprietário inicial mas existe um compromisso com uma segunda pessoa pelo meio que não aparece no acto oficial mas que tem de receber a sua parte.
Com tanta tecnologia já disponível não faz sentido que o controlo destas situações não seja cada vez mais apertado, para que aqueles que fogem de forma escandalosa aos impostos não comecem a pagar. Quem trabalha por conta de outrem só se pode sentir roubado em circunstâncias como aquelas que acontecem na quase generalidade do comércio imobiliário.
Os 15 mil casos agora detectados são a ponta de um iceberg muito maior.
O sistema informático que liga o fisco aos notários, tribunais e câmaras municipais se estivesse também ligado aos bancos, outro galo cantaria.
2005-03-24
Referendo sobre a despenalização do aborto em Junho
Mantenho o que já disse sobre esta matéria. O referendo é desnecessário e a acontecer em Junho sem coincidir com nenhum acto eleitoral, poderá significar mais uma situação parecida à anterior. Basta que esteja um excelente dia de praia e poucos serão os que lá põem os pés para votar.
O PS acha que existe na sociedade portuguesa uma orientação maioritária favorável ao sim. Isso também se pensava no anterior e depois deu no que deu, com o então secretário-geral a tramar os seus camarada que defenderam até à exaustão uma solução para o problema. A seguir a história é conhecida, Sérgio Sousa Pinto para o exílio dourado de Bruxelas e uma pedra sobre o assunto.
Este tema é complicado e a opinião de cada um de nós é um acto de grande consciência e intimidade. Mas isso não impede que na Assembleia da República se encontre um mecanismo legislativo para que as mulheres não sejam julgadas nem presas por recorrerem à interrupção voluntária da gravidez.
Marcar ou querer marcar um referendo para o dia 26 de Junho só se for para manter tudo como está. Se calhar é esse o interesse do PS.
O PS acha que existe na sociedade portuguesa uma orientação maioritária favorável ao sim. Isso também se pensava no anterior e depois deu no que deu, com o então secretário-geral a tramar os seus camarada que defenderam até à exaustão uma solução para o problema. A seguir a história é conhecida, Sérgio Sousa Pinto para o exílio dourado de Bruxelas e uma pedra sobre o assunto.
Este tema é complicado e a opinião de cada um de nós é um acto de grande consciência e intimidade. Mas isso não impede que na Assembleia da República se encontre um mecanismo legislativo para que as mulheres não sejam julgadas nem presas por recorrerem à interrupção voluntária da gravidez.
Marcar ou querer marcar um referendo para o dia 26 de Junho só se for para manter tudo como está. Se calhar é esse o interesse do PS.
II Festival de Gastronomia Serrana
Rumo à serra de Tavira. Abram-se as hostilidades. As armas são a faca o garfo e um estômago bem preparado para a luta.
2005-03-23
Ponto de ordem à mesa.
Sobre este e este e mais este comentário quero referir o seguinte:
Julgo que está a haver aqui uma confusão. O meu nome é Fernando Viegas e sou o autor deste blogue e não me recordo de ter sido escrito um artigo no jornal Barlavento a meu respeito. Talvez a pessoa que assina sob anonimato esteja a referir-se a um artigo de opinião escrito pelo Nuno Correia, ex-presidente da JSD/Algarve, referindo-se em concreto ao Álvaro Viegas e à sua inclusão nas listas de deputados do PSD em 2002, da qual eu também fiz parte num lugar modesto. Somos ambos Viegas mas eu sou Fernando e a pessoa em causa nesse artigo é Álvaro. Não há como confundir.
Mas se é isso que está em causa, porque não identificar-se???
Na parte que me toca não me recordo de ter levado qualquer enxovalho na última Assembleia Distrital, na qual estive presente e disse o que pensava num ambiente de alguma hostilidade, para não dizer outra coisa. Após ter feito as críticas que fiz disponibilizei-me para colaborar a um outro nível e cumprimentei o presidente do PSD/Algarve de quem me considero amigo pessoal. Como tal não existem razões nem para enxovalhos nem para pedidos de desculpas. As diferenças de opinião e as reservas políticas resolvem-se de forma responsável e ninguém de boa-fé fica chateado com isso.
Julgo que está a haver aqui uma confusão. O meu nome é Fernando Viegas e sou o autor deste blogue e não me recordo de ter sido escrito um artigo no jornal Barlavento a meu respeito. Talvez a pessoa que assina sob anonimato esteja a referir-se a um artigo de opinião escrito pelo Nuno Correia, ex-presidente da JSD/Algarve, referindo-se em concreto ao Álvaro Viegas e à sua inclusão nas listas de deputados do PSD em 2002, da qual eu também fiz parte num lugar modesto. Somos ambos Viegas mas eu sou Fernando e a pessoa em causa nesse artigo é Álvaro. Não há como confundir.
Mas se é isso que está em causa, porque não identificar-se???
Na parte que me toca não me recordo de ter levado qualquer enxovalho na última Assembleia Distrital, na qual estive presente e disse o que pensava num ambiente de alguma hostilidade, para não dizer outra coisa. Após ter feito as críticas que fiz disponibilizei-me para colaborar a um outro nível e cumprimentei o presidente do PSD/Algarve de quem me considero amigo pessoal. Como tal não existem razões nem para enxovalhos nem para pedidos de desculpas. As diferenças de opinião e as reservas políticas resolvem-se de forma responsável e ninguém de boa-fé fica chateado com isso.
Guerreiro Homem
Do pavilhão Dr. Salvador Machado, em Oliveira de Azeméis chega-nos uma história impressionante de brio profissional e desportivo e amor à camisola.
A Oliveirense disputava um jogo de apuramento para a final four da Liga dos Campeões contra o Igualada de Espanha. A equipa portuguesa perdia e tinha no banco um dos seus jogadores mais carismáticos Tó Neves. Este veterano do hóquei em patins esteve durante toda a semana com problemas físicos, inclusive com febres altas. Apesar do seu estado débil e de recomendações médicas para que permanecesse em repouso, preferiu ir para o pavilhão para perto dos seus colegas e equipou-se para o decisivo jogo. A Oliveirense estava em situação de perdedora a poucos minutos do fim e Tó Neves não aguentou a pressão de estar a sofrer no banco de suplente e pediu para entrar. O treinador fez-lhe a vontade e em compensação, mal entrou no terreno de jogo, Tó Neves marcou um golo tendo repetido a dose pouco depois. A sua entrada revolucionou todo o jogo da Oliveirense que a partir desse momento passou a acreditar que era possível seguir em frente. Antes do árbitro apitar para o final da partida ainda houve tempo para o golo da vitória da formação portuguesa. Quando o jogo acabou, Tó Neves ardia em febre e foi levado para um hospital onde ficou internado e sujeito a uma intervenção cirúrgica a uma apendicite.
Tó Neves correu perigo de vida. Caso o apêndice tivesse rebentado durante o jogo ou mesmo a caminho do hospital, o jogador podia ter falecido após ter levado a sua equipa à vitória.
São estes os exemplos que devem ser referenciados no mundo do desporto e que contrastam, pelo menos em Portugal, com as eternas birras de meninos bem pagos e mal agradecidos como são os futebolistas.
Tó Neves é não só um exemplo de longevidade no hóquei patins português – vai completar 39 anos – como também de espírito de sacrifício, amor à camisola e brio profissional.
O médico Domingos Gomes em declarações à Antena 1, reprovou, enquanto médico, a atitude de Tó Neves, mas como amante de desporto não deixou da a salientar como verdadeiramente fantástica e fora do comum. Mas para não repetir naquelas condições.
A Oliveirense disputava um jogo de apuramento para a final four da Liga dos Campeões contra o Igualada de Espanha. A equipa portuguesa perdia e tinha no banco um dos seus jogadores mais carismáticos Tó Neves. Este veterano do hóquei em patins esteve durante toda a semana com problemas físicos, inclusive com febres altas. Apesar do seu estado débil e de recomendações médicas para que permanecesse em repouso, preferiu ir para o pavilhão para perto dos seus colegas e equipou-se para o decisivo jogo. A Oliveirense estava em situação de perdedora a poucos minutos do fim e Tó Neves não aguentou a pressão de estar a sofrer no banco de suplente e pediu para entrar. O treinador fez-lhe a vontade e em compensação, mal entrou no terreno de jogo, Tó Neves marcou um golo tendo repetido a dose pouco depois. A sua entrada revolucionou todo o jogo da Oliveirense que a partir desse momento passou a acreditar que era possível seguir em frente. Antes do árbitro apitar para o final da partida ainda houve tempo para o golo da vitória da formação portuguesa. Quando o jogo acabou, Tó Neves ardia em febre e foi levado para um hospital onde ficou internado e sujeito a uma intervenção cirúrgica a uma apendicite.
Tó Neves correu perigo de vida. Caso o apêndice tivesse rebentado durante o jogo ou mesmo a caminho do hospital, o jogador podia ter falecido após ter levado a sua equipa à vitória.
São estes os exemplos que devem ser referenciados no mundo do desporto e que contrastam, pelo menos em Portugal, com as eternas birras de meninos bem pagos e mal agradecidos como são os futebolistas.
Tó Neves é não só um exemplo de longevidade no hóquei patins português – vai completar 39 anos – como também de espírito de sacrifício, amor à camisola e brio profissional.
O médico Domingos Gomes em declarações à Antena 1, reprovou, enquanto médico, a atitude de Tó Neves, mas como amante de desporto não deixou da a salientar como verdadeiramente fantástica e fora do comum. Mas para não repetir naquelas condições.
2005-03-22
A tua opinião é importante e nós queremos saber
Meu Caro João
Ouvi dizer que és especialista em questões bairrista do tipo Olhão versus Faro.
Podes dizer-nos qualquer coisa sobre o facto de um olhanense concorrer à autarquia farense e as respectivas consequências? Achas que este pode ser um sinal de tréguas ou a luta vai continuar?
Ouvi dizer que és especialista em questões bairrista do tipo Olhão versus Faro.
Podes dizer-nos qualquer coisa sobre o facto de um olhanense concorrer à autarquia farense e as respectivas consequências? Achas que este pode ser um sinal de tréguas ou a luta vai continuar?
A carroça
Do jogo de ontem à noite
Quanto muito vi 10% do jogo de ontem à noite. Ouvi foi os comentários dos treinadores e dos “analistas” e fiquei com a sensação que não foi lá grande coisa. O SCP jogou bastante tempo com mais um jogador e foi necessário um defesa do FCP jogar a bola com a mão na grande área para que ficassem reduzidos a nove e com uma bola dentro da baliza. Os últimos minutos a que assisti mostraram um FCP com a língua de fora sem capacidade de ataque nem de defesa. Como é óbvio o SCP aproveitou para fazer o segundo golo.
Reparei que mesmo a jogar contra nove o SCP não caiu em cima do seu adversário e tinha expediente de sobra para isso. A ganhar pela diferença mínima começou a trocar a bola a meio campo como se não tivesse interesse em marcar mais golos. Acho que fez mal. Uma vitória por vários golos podia servir de motivação suplementar para o resto de campeonato que ainda falta.
Naturalmente que ainda está tudo em aberto e é preciso ver o que, por exemplo, o SCP vai fazer no Bessa. Caso perca, fica numa situação muito difícil se os seus rivais vencerem os jogos que têm em casa.
Vamos ver o que isto dá.
Reparei que mesmo a jogar contra nove o SCP não caiu em cima do seu adversário e tinha expediente de sobra para isso. A ganhar pela diferença mínima começou a trocar a bola a meio campo como se não tivesse interesse em marcar mais golos. Acho que fez mal. Uma vitória por vários golos podia servir de motivação suplementar para o resto de campeonato que ainda falta.
Naturalmente que ainda está tudo em aberto e é preciso ver o que, por exemplo, o SCP vai fazer no Bessa. Caso perca, fica numa situação muito difícil se os seus rivais vencerem os jogos que têm em casa.
Vamos ver o que isto dá.
2005-03-21
Um olhanense
Os leitores que acompanham este blogue, mas não são algarvios, nem imaginam a rivalidade que existe entre os habitantes de Olhão e Faro. Já foi mais, é certo, mas não deixa ainda de se sentir uma certa animosidade. Nunca se deram bem e é natural que nem tão cedo se tornem amigos.
Isto para introduzir a notícia que li esta tarde. O deputado socialista José Apolinário vai ser candidato à Câmara Municipal de Faro. Este facto torna-se interessante na medida em que Apolinário é natural da freguesia de Pechão concelho de Olhão. Imagino os sais de fruta que alguns socialistas farenses vão ter de tomar para votar neste olhanense de gema.
Em todo o caso é um candidato forte. Espero que o PSD/Faro esteja ciente do desafio que tem pela frente e se una em volta do actual presidente da câmara e o ajude na reeleição.
Isto para introduzir a notícia que li esta tarde. O deputado socialista José Apolinário vai ser candidato à Câmara Municipal de Faro. Este facto torna-se interessante na medida em que Apolinário é natural da freguesia de Pechão concelho de Olhão. Imagino os sais de fruta que alguns socialistas farenses vão ter de tomar para votar neste olhanense de gema.
Em todo o caso é um candidato forte. Espero que o PSD/Faro esteja ciente do desafio que tem pela frente e se una em volta do actual presidente da câmara e o ajude na reeleição.
Nunca mais chove
Raios partam o tempo. Esta tarde é o cúmulo da parvoíce. A tal chuva molha parvos. Não chove decentemente há tanto tempo. Já me esqueci da última grande chuvada. Venha o mês de Abril e as suas águas mil.
Cartão vermelho
Se Freitas do Amaral foi expulso do Partido Popular Europeu, já pode ingressar na Internacional Socialista. Depois é só ler parte das suas memórias já publicadas e perceber que a vida é mesmo assim. Umas vez cá, outras lá.
2005-03-20
As duas torres
Sardinhas & Carapaus
Continuamos para Bingo. Nesta jornada um dos principais adversários do SLB ou mesmo os dois, vai perder pontos para o líder. A vitória do SCP ou o empate são os resultados mais desejados. Como tal só me oferece dizer que na segunda-feira, somos todos lagartos.
2005-03-19
Toma lá mais 4
Acabei de ver o Chelsea a esmagar o Crystal Palace. 4 a 1 com um frango monumental à mistura. Os adeptos de Stamford Bridge são mesmo uns gajos cheios de sorte. Só têm motivos para festejar. Parecem o FCP do ano passado…
Joaquim Piscarreta recusa concorrer à Câmara de Portimão
E agora Solução? Não será melhor jogar as mãos ao trabalho com quem está disponível e tem vontade?
Vocês juntos valem muito mais do que separados e aos “tiros” uns contra os outros.
O assunto não me diz respeito mas acho que quem está de fora por vezes consegue ver as coisas numa perspectiva diferente.
Vocês juntos valem muito mais do que separados e aos “tiros” uns contra os outros.
O assunto não me diz respeito mas acho que quem está de fora por vezes consegue ver as coisas numa perspectiva diferente.
2005-03-18
Amor de perdição
Miguel Sousa Tavares encontra sempre motivos para escrever sobre Pedro Santana Lopes até à exaustão. Parece doentia a fixação. Não estão em causa os argumentos e muito menos a razão. São interpretações que o jornalista faz da imagem e do percurso do ex-primeiro-ministro do qual não gosta nem um bocadinho.
Há dias contaram-me uma história curiosa sobre estas duas pessoas. Consta que Santana Lopes quando se candidatou à Câmara de Lisboa convidou Sousa Tavares para a sua equipa de vereadores e que este não disse logo que não. Se não o fez é porque ponderou aceitar. Meditou pelo menos sobre o assunto.
A história vale o que vale, mas não deixa de ser interessante. Se é verdade ou não, só os próprios saberão.
Há dias contaram-me uma história curiosa sobre estas duas pessoas. Consta que Santana Lopes quando se candidatou à Câmara de Lisboa convidou Sousa Tavares para a sua equipa de vereadores e que este não disse logo que não. Se não o fez é porque ponderou aceitar. Meditou pelo menos sobre o assunto.
A história vale o que vale, mas não deixa de ser interessante. Se é verdade ou não, só os próprios saberão.
Confesso que não fui
Não cumpri com a minha “obrigação” e não fui assistir à sessão de esclarecimento da candidatura de Luís Filipe Menezes ontem à noite em Faro. Também não estava previsto mudar de opinião em relação ao assunto e como tal preferi ficar em casa e ver os “lagartos” na televisão.
Em compensação vi a Lenda de El Cid na companhia da minha filha. Ele deixou-se dormir antes do fim mas eu assisti a tudo. Gostei bastante. Aliás estou praticamente obrigado a gostar de ver novamente desenhos animados. Já tenho até alguns em lista de espera, tal como o Sherk 2, o Gang dos Tubarões e o Mulan 2. Só para abrir o apetite.
Quanto ao El Cid, cavaleiro medieval espanhol nascido em Burgos em 1040, fiquei maravilhado com a fantástica banda sonora, cuidadosamente preparada, e com a ideia de se contar a história de uma nação e dos seus heróis, através de desenhos animados. Em Portugal não faltam motivos para que se faça o mesmo.
Em compensação vi a Lenda de El Cid na companhia da minha filha. Ele deixou-se dormir antes do fim mas eu assisti a tudo. Gostei bastante. Aliás estou praticamente obrigado a gostar de ver novamente desenhos animados. Já tenho até alguns em lista de espera, tal como o Sherk 2, o Gang dos Tubarões e o Mulan 2. Só para abrir o apetite.
Quanto ao El Cid, cavaleiro medieval espanhol nascido em Burgos em 1040, fiquei maravilhado com a fantástica banda sonora, cuidadosamente preparada, e com a ideia de se contar a história de uma nação e dos seus heróis, através de desenhos animados. Em Portugal não faltam motivos para que se faça o mesmo.
Boro Go Home
A lagartada portou-se bem. Venha o próximo.
P.S.- Já agora aproveitem a embalagem e ganhem também ao FCP. Se não for possível, pelo menos um empate.
P.S.- Já agora aproveitem a embalagem e ganhem também ao FCP. Se não for possível, pelo menos um empate.
2005-03-17
Bom senso
Recebi o comunicado emitido pelo PSD/Algarve sobre o seu posicionamento face ao próximo Congresso. Subscrevo-o inteiramente e vem no sentido certo. Quem defende eleições directas para o líder nacional do partido, em coerência não pode advogar que as estruturas distritais entreguem o seu apoio a uma das candidaturas. Cada pessoa tem direito à sua opinião e opção. Na próxima semana as secções escolhem os seus delegados e esses mesmos delegados devem expressar a sua opinião para que cada militante saiba em quem está a votar.
Em Tavira será assim na próxima terça-feira.
Uma novidade muito bem vinda está igualmente escrita no comunicado: o PSD/Algarve vai redigir uma Moção de Estratégia ao Congresso. Há quanto tempo isto não acontece? Alguém se lembra da última vez?
Em Tavira será assim na próxima terça-feira.
Uma novidade muito bem vinda está igualmente escrita no comunicado: o PSD/Algarve vai redigir uma Moção de Estratégia ao Congresso. Há quanto tempo isto não acontece? Alguém se lembra da última vez?
Tertúlia Louletana
Em Loulé, terra onde tenho bons amigos, há uma nova tertúlia para debater os assuntos locais e não só. Como gosto da terra, vai também para as Recomendações sem passar pela casa Partida.
Boa Sorte lagartos
Depois de sabermos que sobre o FCP não se podem escrever piadas mesmo que percam por quatro bolas de diferença em casa, fica o meu desejo de Boa Sorte para o SCP. Que elimine os ingleses e que siga em frente a bem do futebol português.
2005-03-16
Aspirinas e anti-depressivos
A medida apresentada pelo primeiro-minsitro de colocar medicamentos sem prescrição médica à venda nos super-mercados, não é assim tão absurda. Na cidade do Porto, nestes dias, tinha até facilitado a vida a alguns adeptos do FCP. Imagino o que não tem sido à porta de algumas farmácias.
Do serão de ontem
Alguns portugueses têm um problema com o cumprir horários o que representa não só alguma falta de consideração por quem espera como também uma imagem negativa de quem faz esperar. Existem mesmo pessoas que têm essa fama e o respectivo proveito. É um problema crónico. Já nem dão conta dele. Outras fazem do cumprimento dos horários uma regra de vida, sendo certo que a um contratempo qualquer um está sujeito.
Isto para dizer que, pessoalmente, não aprecio mesmo nada que me digam que uma coisa que é suposto começar às 21:00, comece às 21:50.
Ainda no capítulo dos aspectos menos positivos, retenho a dificuldade que algumas pessoas parecem ter na interpretação da língua portuguesa. O presidente do PSD/Algarve referiu de forma clara e objectiva que após a intervenção de Luís Marques Mendes haveria um período para debate que consistia em fazer perguntas ou tirar dúvidas. Do que ouvi poucos o fizeram. As pessoas que se inscreveram para falar fizeram intervenções de catarse, manifestações de apoio e até algum escárnio e mal dizer. Não era isso que se pretendia. Houve um aviso prévio no sentido contrário. Mas as pessoas não entenderam e na oportunidade de falarem para uma sala cheia de militantes que não foram lá para ouvir a dissertação alheia, mas sim para serem esclarecidos em relação a uma candidatura, não quiseram deixar de dizer que têm opinião sobre o assunto. Enfim…
Para fechar este capítulo apenas uma nota curiosa. Alguns militantes falaram de coisas às quais se reservam de o fazer noutros sítios, sem perceber que a comunicação social estava presente. Porreiro…
De Luís Marques Mendes não há muito para dizer. Julgo que vai ser o próximo líder do PSD. Fez um discurso mais voltado para fora do partido, nomeadamente para as questões nacionais e menos para os problemas internos. Neste domínio o seu adversário tem uma atitude inversa: mais ideias para dentro e menos para fora. Basicamente não disse nada que já não se soubesse e que corresponde ao seu pensamento expresso no último congresso de Barcelos. Tem, na minha opinião, um estilo mais condicente para o cargo a que se candidata e julgo que fará um bom lugar. Acho que nas actuais circunstâncias, esta é a aposta correcta para um PSD que deve organizar-se internamente em aspectos tão fundamentais como são as questões programáticas e estatutárias, sem andar aos berros na praça pública o que muitas vezes é contraproducente. Não tem um discurso para empolgar plateias e para mim isso até é uma vantagem. Um dos problemas do PSD nos últimos tempos tem sido mesmo esse: fala com entusiasmo para dentro e pouco para fora. As intervenções das suas principais figuras são para obter entusiásticos aplausos junto da militância sem ecos ou consequência no exterior.
No momento em que me senti esclarecido, pouco depois do candidato falar, levantei-me e voltei para casa.
Isto para dizer que, pessoalmente, não aprecio mesmo nada que me digam que uma coisa que é suposto começar às 21:00, comece às 21:50.
Ainda no capítulo dos aspectos menos positivos, retenho a dificuldade que algumas pessoas parecem ter na interpretação da língua portuguesa. O presidente do PSD/Algarve referiu de forma clara e objectiva que após a intervenção de Luís Marques Mendes haveria um período para debate que consistia em fazer perguntas ou tirar dúvidas. Do que ouvi poucos o fizeram. As pessoas que se inscreveram para falar fizeram intervenções de catarse, manifestações de apoio e até algum escárnio e mal dizer. Não era isso que se pretendia. Houve um aviso prévio no sentido contrário. Mas as pessoas não entenderam e na oportunidade de falarem para uma sala cheia de militantes que não foram lá para ouvir a dissertação alheia, mas sim para serem esclarecidos em relação a uma candidatura, não quiseram deixar de dizer que têm opinião sobre o assunto. Enfim…
Para fechar este capítulo apenas uma nota curiosa. Alguns militantes falaram de coisas às quais se reservam de o fazer noutros sítios, sem perceber que a comunicação social estava presente. Porreiro…
De Luís Marques Mendes não há muito para dizer. Julgo que vai ser o próximo líder do PSD. Fez um discurso mais voltado para fora do partido, nomeadamente para as questões nacionais e menos para os problemas internos. Neste domínio o seu adversário tem uma atitude inversa: mais ideias para dentro e menos para fora. Basicamente não disse nada que já não se soubesse e que corresponde ao seu pensamento expresso no último congresso de Barcelos. Tem, na minha opinião, um estilo mais condicente para o cargo a que se candidata e julgo que fará um bom lugar. Acho que nas actuais circunstâncias, esta é a aposta correcta para um PSD que deve organizar-se internamente em aspectos tão fundamentais como são as questões programáticas e estatutárias, sem andar aos berros na praça pública o que muitas vezes é contraproducente. Não tem um discurso para empolgar plateias e para mim isso até é uma vantagem. Um dos problemas do PSD nos últimos tempos tem sido mesmo esse: fala com entusiasmo para dentro e pouco para fora. As intervenções das suas principais figuras são para obter entusiásticos aplausos junto da militância sem ecos ou consequência no exterior.
No momento em que me senti esclarecido, pouco depois do candidato falar, levantei-me e voltei para casa.
Insuspeito
Há um caso Insuspeito na blogosfera algarvia que vai directamente para as Recomendações. Suspeito que vai ser interessante.
Nota: Nuno, a cor do blogue...nem sei o que te diga.
Nota: Nuno, a cor do blogue...nem sei o que te diga.
2005-03-15
Medidas muito difíceis
Vital Moreira neste artigo defende a medida apresentada pelo primeiro-ministro de retirar às farmácias a exclusividade na venda de medicamentos sem prescrição médica. Chega ao ponto de lhe chamar uma «reforma».
Tendo em conta que a mesma foi anunciada durante a tomada de posse o que nos leva a encará-la como algo de superior interesse para o país, é legítimo que nos questionemos sobre as outras «reformas» que o governo vai implementar. Se estão ao nível de importância desta então vamos ter quatro anos muito tranquilos com a “mercearia” a ser gerida ao ritmo de jogging para não aborrecer nem cansar muita gente.
Tendo em conta que a mesma foi anunciada durante a tomada de posse o que nos leva a encará-la como algo de superior interesse para o país, é legítimo que nos questionemos sobre as outras «reformas» que o governo vai implementar. Se estão ao nível de importância desta então vamos ter quatro anos muito tranquilos com a “mercearia” a ser gerida ao ritmo de jogging para não aborrecer nem cansar muita gente.
Temos serão
Luís Marques Mendes estará esta noite em Faro no Conservatório Regional pelas 21:00, onde apresentará a sua candidatura aos militantes do PSD no Algarve.
Santana regressa à CML
Pedro Santana Lopes fez aquilo a que tinha direito mas não tenho a certeza que tenha feito o que mais convém ao PSD e sobretudo ao até agora presidente Carmona Rodrigues.
Só se compreende este regresso se for para uma recandidatura. Mas se é esse objectivo, temo que o pior possa acontecer.
O mais prudente teria sido mudar de vida e permitir que as coisas se desenrolassem como se não tivesse havido eleições legislativas. Santana Lopes não quer fazer a mais que óbvia “travessia no deserto”. Talvez se arrependa. Há momentos em que, para um dia continuarmos a andar em frente, é preciso parar.
Só se compreende este regresso se for para uma recandidatura. Mas se é esse objectivo, temo que o pior possa acontecer.
O mais prudente teria sido mudar de vida e permitir que as coisas se desenrolassem como se não tivesse havido eleições legislativas. Santana Lopes não quer fazer a mais que óbvia “travessia no deserto”. Talvez se arrependa. Há momentos em que, para um dia continuarmos a andar em frente, é preciso parar.
2005-03-14
Seria muito melhor
Há quem aprecie o estilo muito pessoal de José Mourinho. Eu aprecio verdadeiramente a sua capacidade mobilizadora de colocar os jogadores das equipas por onde passa a acreditar que é possível ganhar (quase) sempre. Quanto ao resto acho que é uma pena.
Mourinho por onde passa deixa marcas positivas e negativas. Não é um homem que suscite unanimidades. Faz por isso, algumas vezes com manifesto exagero.
Para mim José Mourinho dificilmente terá um estatuto semelhante ao de Sir Alex Fergusson ou Sven Goran Erickson, só para citar dois que estão no topo do futebol mundial. O facto de ter sido considerado o melhor treinador do mundo deu-lhe espaço para muita coisa, inclusive para amplificar o ego de tal maneira que parece que à sua volta não existe mais ninguém. O problema é que existe.
Repare-se que o mesmo número de boas notícias a seu respeito, surgem sempre paralelas a outras tantas más e essas más são de facto muito más. Dá-se mal com a imprensa inglesa a quem manda calar de forma mascarada porque o que pretendeu na realidade foi incitar um grupo de apoiantes da equipa adversária à violência. Acto não só socialmente condenável como também desportivamente absurdo.
O grande problema de Mourinho, na minha opinião, é que não sabe ganhar e por isso dificilmente terá o reconhecimento para todo o sempre. Basta que um dia as coisas não lhe corram bem e o Mundo cairá em cima da sua cabeça. Podia ser diferente. Bastava que ele fosse diferente. Bastava que soubesse ganhar. Que fosse um Senhor de boas maneiras, cumprindo a sua missão mas com harmonia e respeito pelos outros. Não parece ser assim.
Agora é um árbitro de grande categoria internacional que diz estar farto de ameaças e que as mesmas sobram de incontinência verbal do treinador português. Em seu auxílio, do arbítrio, entenda-se, saltam responsáveis pela UEFA e nem hesitam um só segundo em rotular o mau feitio de Mourinho.
De facto é uma pena. Para se ser grande em qualquer actividade é preciso ter a noção que do triunfo à derrota, da glória ao insucesso vai um passo tão pequeno que por vezes nem nos damos conta. Se José Mourinho tivesse comportamentos diferentes daqueles que tem, continuava a ser na mesma um grande treinador e o seu nome não era envolvido em episódios tão tristes como o de um árbitro que acha que a sua família corre perigo porque existe um conjunto de energúmenos que seguem à riscas as manifestações de mau perder ou ganhar de um treinador de futebol.
Era bom que fosse diferente. O sucesso seria muito maior.
Mourinho por onde passa deixa marcas positivas e negativas. Não é um homem que suscite unanimidades. Faz por isso, algumas vezes com manifesto exagero.
Para mim José Mourinho dificilmente terá um estatuto semelhante ao de Sir Alex Fergusson ou Sven Goran Erickson, só para citar dois que estão no topo do futebol mundial. O facto de ter sido considerado o melhor treinador do mundo deu-lhe espaço para muita coisa, inclusive para amplificar o ego de tal maneira que parece que à sua volta não existe mais ninguém. O problema é que existe.
Repare-se que o mesmo número de boas notícias a seu respeito, surgem sempre paralelas a outras tantas más e essas más são de facto muito más. Dá-se mal com a imprensa inglesa a quem manda calar de forma mascarada porque o que pretendeu na realidade foi incitar um grupo de apoiantes da equipa adversária à violência. Acto não só socialmente condenável como também desportivamente absurdo.
O grande problema de Mourinho, na minha opinião, é que não sabe ganhar e por isso dificilmente terá o reconhecimento para todo o sempre. Basta que um dia as coisas não lhe corram bem e o Mundo cairá em cima da sua cabeça. Podia ser diferente. Bastava que ele fosse diferente. Bastava que soubesse ganhar. Que fosse um Senhor de boas maneiras, cumprindo a sua missão mas com harmonia e respeito pelos outros. Não parece ser assim.
Agora é um árbitro de grande categoria internacional que diz estar farto de ameaças e que as mesmas sobram de incontinência verbal do treinador português. Em seu auxílio, do arbítrio, entenda-se, saltam responsáveis pela UEFA e nem hesitam um só segundo em rotular o mau feitio de Mourinho.
De facto é uma pena. Para se ser grande em qualquer actividade é preciso ter a noção que do triunfo à derrota, da glória ao insucesso vai um passo tão pequeno que por vezes nem nos damos conta. Se José Mourinho tivesse comportamentos diferentes daqueles que tem, continuava a ser na mesma um grande treinador e o seu nome não era envolvido em episódios tão tristes como o de um árbitro que acha que a sua família corre perigo porque existe um conjunto de energúmenos que seguem à riscas as manifestações de mau perder ou ganhar de um treinador de futebol.
Era bom que fosse diferente. O sucesso seria muito maior.
À minha Rita
Querida, dia 19 de Março é Dia do Pai. Não vás na conversa da mãe de comprar livros ou roupa. O que o pai quer mesmo é isto. Não te esqueças.
Super-Liga
O resultado do SCP até não foi tão mau na medida em que o do FCP foi bem pior.
Como diz um "lagarto" meu amigo: - Eles só correm quando querem...
Como diz um "lagarto" meu amigo: - Eles só correm quando querem...
2005-03-12
Nem mais
A resignação leva à impotência, a passividade à inércia e ao imobilismo: o governo de Guterres caiu porque não governou, ponto final. O de Durão Barroso não terminou, por razões de conveniência pessoal do primeiro-ministro. O governo de Santana Lopes vive só de pequenos (ou grandes) gozos que a governação propicia.
José Gil
Portugal, Hoje
O Medo de Existir
José Gil
Portugal, Hoje
O Medo de Existir
Não é provocação, é opinião
Sei que pode ter contornos de provocação o que vou afirmar, mas parece-me que o mais positivo que saiu das eleições legislativas do dia 20 de Fevereiro, tendo em conta que o PS ganhou, foi o facto de não termos um governo de esquerda, como alguns receavam e outros ambicionavam. A maioria absoluta serve para isto mesmo, para não permitir que forças anti-poder como são o PCP e o BE, se instalem na esfera da governação. José Sócrates, que é um homem inteligente, formou uma equipa que, recrutando algumas figuras das mais moderadas do socialismo português, soube chamar a si independentes e nomes de reconhecido mérito académico e técnico. Vamos ver a nível político como correm as coisas.
Freitas do Amaral no governo de direita do PS
Sem que esteja subjacente qualquer crítica, sugiro a leitura deste livro que retrata a vida do Professor Diogo Freitas do Amaral, nomeadamente no que toca ao seu percurso junto de Marcelo Caetano de quem foi discípulo e da formação do CDS. Este homem, goste-se ou não, tem um percurso interessante e que revela que um político não é um ser estático e cristalizado. Não se trata de avaliar se é coerente ou não sendo certo que a coerência é um bem estimável mas cada vez mais raro.
O actual Ministro dos Negócios Estrangeiros é um homem com passado e com presente. Não sei se terá futuro, político, entenda-se, mas é alguém cuja sinuosidade do seu percurso merece pelo menos uma reflexão sem se cair na facilidade do insulto, da crítica e do menosprezo. O governo que integra não é de esquerda e o tempo vai demonstrá-lo. Os primeiros sinais estão aí com algumas sensibilidades corporativas no interior do PS a manifestarem-se com incómodo.
O actual Ministro dos Negócios Estrangeiros é um homem com passado e com presente. Não sei se terá futuro, político, entenda-se, mas é alguém cuja sinuosidade do seu percurso merece pelo menos uma reflexão sem se cair na facilidade do insulto, da crítica e do menosprezo. O governo que integra não é de esquerda e o tempo vai demonstrá-lo. Os primeiros sinais estão aí com algumas sensibilidades corporativas no interior do PS a manifestarem-se com incómodo.
É a vida
Correndo o risco de o feitiço se virar contra o feiticeiro ou de amanhã a “desgraça” bater à minha porta, não resisto ao comentário:
- O que é Nacional é bom.
- O que é Nacional é bom.
2005-03-11
Ainda o novo governo
Apenas uma nota para referir que, se não estou em erro, o Algarve perdeu representação ao nível do governo, não só em relação ao anterior, bem como aos de António Guterres.
Ou seja, apesar do resultado por cá ter sido o que foi, isso não significou um reconhecimento político com consequências ao nível da formação do executivo.
Fica o apontamento.
Ou seja, apesar do resultado por cá ter sido o que foi, isso não significou um reconhecimento político com consequências ao nível da formação do executivo.
Fica o apontamento.
O desafio da responsabilidade
Amanhã toma posse o governo de José Sócrates e inicia-se um novo ciclo político em Portugal.
Amanhã e nos dias a seguir o PSD vai ter de pensar no que vai fazer nos próximos tempos, nomeadamente se pretende voltar a ter responsabilidades governativas no país.
Em relação ao governo, o que se vê da sua composição ministerial, diga-se em abono da verdade, não é aquilo que alguns, eu incluído, esperavam. Trata-se de um conjunto de nomes novos, alguns deles de grande valia técnica e política. Não é propriamente a “tralha guterrista” que alguns anteviam e a prova disso são os principais nomes do governo: Freitas do Amaral, Campos e Cunha e Manuel Pinho. Não se trata de um governo de esquerda, e estou convencido que haverá uma certa cultura de decisão, ao contrário do que aconteceu com Guterres. Acho que é necessário ver como isto vai correr e não começar logo a criticar tendo por base se existe mais ou menos coerência no percurso dos ministros. É pouco importante, neste momento, saber se Freitas do Amaral está mais à esquerda ou à direita ou se se trata de um traidor ou apenas de um homem que procura o seu lugar na História.
Os problemas que existem por resolver obrigam-nos a ter um pouco de calma e a dar a oportunidade a quem ganhou para que se perceba que caminhos pretendem trilhar. Uma coisa é certa: não há desculpas, tal como não foram aceites as desculpas que o PSD e o CDS/PP tentaram apresentar. Agora é a doer. O PS tem uma oportunidade histórica de mostrar o que vale e se o seu valor não corresponder ao voto de confiança dos portugueses, não tenham a menor dúvida que serão os portugueses que tratarão de resolver o assunto.
Tal como alguém no PSD disse há dias atrás, deve haver um período de resguardo nas críticas mais violentas. Se assim for, quando chegar o tempo de as fazer porque se tornam imperiosas e necessárias, mais credibilidade terão.
Quem tiver a missão de liderar o PSD nos próximos dois anos deve ter em conta que o discurso do “bota a baixo”, muito frequente em partidos como o BE ou o PCP, só trazem algum benefício de curto prazo a quem não tem responsabilidades de Poder.
Por tudo isto resta-nos ver o que vai acontecer, sempre atentos, é certo, mas com sentido de responsabilidade.
Amanhã e nos dias a seguir o PSD vai ter de pensar no que vai fazer nos próximos tempos, nomeadamente se pretende voltar a ter responsabilidades governativas no país.
Em relação ao governo, o que se vê da sua composição ministerial, diga-se em abono da verdade, não é aquilo que alguns, eu incluído, esperavam. Trata-se de um conjunto de nomes novos, alguns deles de grande valia técnica e política. Não é propriamente a “tralha guterrista” que alguns anteviam e a prova disso são os principais nomes do governo: Freitas do Amaral, Campos e Cunha e Manuel Pinho. Não se trata de um governo de esquerda, e estou convencido que haverá uma certa cultura de decisão, ao contrário do que aconteceu com Guterres. Acho que é necessário ver como isto vai correr e não começar logo a criticar tendo por base se existe mais ou menos coerência no percurso dos ministros. É pouco importante, neste momento, saber se Freitas do Amaral está mais à esquerda ou à direita ou se se trata de um traidor ou apenas de um homem que procura o seu lugar na História.
Os problemas que existem por resolver obrigam-nos a ter um pouco de calma e a dar a oportunidade a quem ganhou para que se perceba que caminhos pretendem trilhar. Uma coisa é certa: não há desculpas, tal como não foram aceites as desculpas que o PSD e o CDS/PP tentaram apresentar. Agora é a doer. O PS tem uma oportunidade histórica de mostrar o que vale e se o seu valor não corresponder ao voto de confiança dos portugueses, não tenham a menor dúvida que serão os portugueses que tratarão de resolver o assunto.
Tal como alguém no PSD disse há dias atrás, deve haver um período de resguardo nas críticas mais violentas. Se assim for, quando chegar o tempo de as fazer porque se tornam imperiosas e necessárias, mais credibilidade terão.
Quem tiver a missão de liderar o PSD nos próximos dois anos deve ter em conta que o discurso do “bota a baixo”, muito frequente em partidos como o BE ou o PCP, só trazem algum benefício de curto prazo a quem não tem responsabilidades de Poder.
Por tudo isto resta-nos ver o que vai acontecer, sempre atentos, é certo, mas com sentido de responsabilidade.
Avisos à navegação
O homem está atento e depois de encerrar o capítulo Santana Lopes, prepara-se para dissecar Sócrates. Para acompanhar de perto o desenvolvimento desta circunstância.
SCP
Como escreve um jornal esta manhã «Foi bom mas podia ter sido fantástico». O SCP fez um jogo que é motivo de orgulho para o país, tendo manchado um pouco a exibição já no fim quando se colocou em situação defensiva para aguentar o resultado. O início da segunda parte foi demolidor o que deixou os ingleses sem perceber o que se estava a passar. Infelizmente o resultado é pior do que aquilo que nos fazia crer que ia acontecer. Mesmo assim estou convencido que o SCP resolve o problema em casa, desde que não passe o jogo a defender o resultado…
11/03/2004
2005-03-09
O espectáculo do insulto
O que se passou no Sábado à tarde em Loulé (escrevo-o apenas hoje porque à distância as coisas avaliam-se melhor) tem aspectos que devem merecer preocupação. A plateia presente tem o direito de se manifestar da forma que entende, mas não deixa de ser preocupante reparar que aquilo que “vende” mais é o insulto, o disparate, as palavras de ordem e a emotividade de falar com o coração e não com a cabeça. Quando alguém pede para falar deve ter em conta a responsabilidade que isso significa. O mais fácil é dizer banalidades, fazer de conta que está tudo bem e insultar aqueles que não estando presentes, não estão em condições de se defender. Ninguém presta um bom serviço ao partido e à democracia, destilando ódio sobre aqueles com quem não concorda. No caso em apreço nem disso se trata. Aquela verdadeira “esmeralda” política não faria o que fez se não tivesse por trás incitamento de outros, que não tendo a mesma coragem – se é que se pode chamar coragem ao que os presentes viram e ouviram– ou a mesma inconsequência, podem dar-se ao luxo de ficar sentado a rir da desgraça alheia.
Alguns dos comportamentos mais infelizes dos seres humanos são sobretudo motivados por ideólogos da irracionalidade, da conveniência e da esperteza saloia.
A direcção do PSD/Algarve colocou o assunto em cima da mesa de uma forma legítima sabendo de antemão qual seria o resultado. O seu líder deu a cara e defendeu, como era sua responsabilidade, todo o processo. Mas o que daí derivou, não por sua responsabilidade, foi sobretudo um triste espectáculo de acusações sob o pano do delito de opinião.
Pessoalmente, não quis deixar de estar presente e também não quis deixar de dizer o que pensava sobre o assunto em debate, sendo certo que não disse tudo o que queria dizer por manifesta falta de tempo. O tempo de antena para o insulto foi superior ao daqueles que não estavam ali para ofender terceiros, presentes ou ausentes, mas apenas para discutir política. Paciência. Tenho a certeza que não foi premeditado.
Se não tivesse havido eleições legislativas, um conjunto de coisas não teriam sucedido dentro do PSD/Algarve e eu hoje estaria sentado no lugar para o qual fui eleito. Mas a política não se faz com reservas e as palavras quando são ditas com consciência devem pressupor uma consequência. Na política como em muitas outras coisas que fazemos na vida com gosto e de livre vontade, temos de nos sentir bem, com motivação e sem reservas mentais. Prefiro que saibam o que penso mesmo que isso torne incompatível a minha presença do que o contrário.
Este PSD/Algarve recém-eleito tem muito trabalho pela frente e eu estarei onde sempre estive para ajudar no que for necessário.
Alguns dos comportamentos mais infelizes dos seres humanos são sobretudo motivados por ideólogos da irracionalidade, da conveniência e da esperteza saloia.
A direcção do PSD/Algarve colocou o assunto em cima da mesa de uma forma legítima sabendo de antemão qual seria o resultado. O seu líder deu a cara e defendeu, como era sua responsabilidade, todo o processo. Mas o que daí derivou, não por sua responsabilidade, foi sobretudo um triste espectáculo de acusações sob o pano do delito de opinião.
Pessoalmente, não quis deixar de estar presente e também não quis deixar de dizer o que pensava sobre o assunto em debate, sendo certo que não disse tudo o que queria dizer por manifesta falta de tempo. O tempo de antena para o insulto foi superior ao daqueles que não estavam ali para ofender terceiros, presentes ou ausentes, mas apenas para discutir política. Paciência. Tenho a certeza que não foi premeditado.
Se não tivesse havido eleições legislativas, um conjunto de coisas não teriam sucedido dentro do PSD/Algarve e eu hoje estaria sentado no lugar para o qual fui eleito. Mas a política não se faz com reservas e as palavras quando são ditas com consciência devem pressupor uma consequência. Na política como em muitas outras coisas que fazemos na vida com gosto e de livre vontade, temos de nos sentir bem, com motivação e sem reservas mentais. Prefiro que saibam o que penso mesmo que isso torne incompatível a minha presença do que o contrário.
Este PSD/Algarve recém-eleito tem muito trabalho pela frente e eu estarei onde sempre estive para ajudar no que for necessário.
Uau
O jogo de ontem do Chelsea com o Barcelona é a demonstração clara que o futebol é um desporto espectacular que alguns tentam estragar.
Quando o espectáculo se resume a duas equipas que dão tudo o que têm pelo sabor da vitória, com muitos e bons golos à mistura, não vale a pena dizer mais nada.
Quando o espectáculo se resume a duas equipas que dão tudo o que têm pelo sabor da vitória, com muitos e bons golos à mistura, não vale a pena dizer mais nada.
2005-03-08
Dia Internacional da Mulher
2005-03-07
A decisão de Manuela Ferreira Leite
Depois de lhe terem pedido para que entrasse na corrida, Manuela Ferreira Leite tomou uma atitude sensata. A sua candidatura não era garantidamente ganhadora e podia prejudicar a de Marques Mendes. Isso teria um efeito que é conhecido: continuidade.
Os que acham que o Professor Cavaco Silva é o melhor candidato a Presidente da República não podem continuar a tentar tirar coelhos da cartola só porque não se revêem totalmente na candidatura de Marques Mendes. Isso significa, obviamente, prejudicar um dos principais objectivos do partido, a curto prazo, que é apoiar uma candidatura ganhadora para Belém.
Os que acham que o Professor Cavaco Silva é o melhor candidato a Presidente da República não podem continuar a tentar tirar coelhos da cartola só porque não se revêem totalmente na candidatura de Marques Mendes. Isso significa, obviamente, prejudicar um dos principais objectivos do partido, a curto prazo, que é apoiar uma candidatura ganhadora para Belém.
Falta de respeito
Ao contrário do que o CDS/PP pensa, a História não se reescreve e apagar a imagem dos que protagonizaram a vida do partido no passado, dá uma imagem estalinista que eu pensava não ser possível nos populares.
Retirar da parede o retrato do Professor Freitas do Amaral já é um acto de pouco respeito. Enviá-lo para a sede do PS, roça a falta de dignidade pela memória daqueles que fundaram o partido. O CDS/PP não é já o partido que era. Os jovens turcos do PP trataram de o matar e enterrar no principio da década de 90 com a colaboração activa do ainda presidente do partido.
No PSD há um exemplo semelhante que a cultura democrática dos seus dirigentes foi capaz de preservar. Na escadaria de acesso ao primeiro piso lá está um senhor com um grande bigode que deu pelo nome de António Luciano de Sousa Franco. Foi ministro de Guterres e candidato do PS ao Parlamento Europeu. Mas nem mesmo isso foi suficiente para o apagar da História do PSD e da memória colectiva dos seus militantes.
O CDS/PP esteve mal com a atitude que tomou. Muito mal mesmo. Não se comportou como um partido democrata cristão que se pauta pela tolerância e pelo humanismo.
Retirar da parede o retrato do Professor Freitas do Amaral já é um acto de pouco respeito. Enviá-lo para a sede do PS, roça a falta de dignidade pela memória daqueles que fundaram o partido. O CDS/PP não é já o partido que era. Os jovens turcos do PP trataram de o matar e enterrar no principio da década de 90 com a colaboração activa do ainda presidente do partido.
No PSD há um exemplo semelhante que a cultura democrática dos seus dirigentes foi capaz de preservar. Na escadaria de acesso ao primeiro piso lá está um senhor com um grande bigode que deu pelo nome de António Luciano de Sousa Franco. Foi ministro de Guterres e candidato do PS ao Parlamento Europeu. Mas nem mesmo isso foi suficiente para o apagar da História do PSD e da memória colectiva dos seus militantes.
O CDS/PP esteve mal com a atitude que tomou. Muito mal mesmo. Não se comportou como um partido democrata cristão que se pauta pela tolerância e pelo humanismo.
2005-03-06
Welcome to the real world
Linda menina
2005-03-03
Estou fora
Algures numa terra património da humanidade. Volto em breve e em força.
Nota: O SLB desta vez ganhou ao Beira Mar. Ena, ena..
Nota: O SLB desta vez ganhou ao Beira Mar. Ena, ena..
2005-03-02
Cristina Branco em Tavira
Não empurrem a Manela
Seguem-se as declarações de apoio a Manuela Ferreira Leite para candidata a líder do PSD, sem que esta diga uma sílaba sequer sobre o assunto. A competência e a honestidade estão acima de qualquer suspeita. Assumiu o ”pecado” das medidas de austeridade económica depois da governação socialista. Pagou cara a coragem. Estava entre os provavelmente remodeláveis no fim do consulado de Barroso e não aceitou participar no governo de Santana Lopes. Hoje aparece como a legítima titular de um espaço dentro do PSD aparentemente vazio mas muito fácil de ocupar pela candidatura de Marques Mendes. A de Menezes já se sabe que não quer saber desse espaço, o tal que significa uma apoio à candidatura presidencial de Cavaco Silva. Vamos ver o que isto dá com tanta gente a empurrar para que a “dama de ferro do PSD” desça ao terreno de jogo e passe ao contra-ataque.
2005-03-01
EUA: Supremo proibe pena de morte para menores de 18 anos
A pena de morte é um sinal de atraso civilizacional. A maior parte dos países civilizados já a aboliram há muito tempo. Portugal nisso não recebe lições de ninguém.
Nos EUA, no meio de uma nação próspera, democrática, com um desempenho económico que é conhecido, na terra das oportunidades e dos sonhos, ainda existem Estados onde se sentencia a medieval pena capital. Há quem defenda que é uma forma de travar a criminalidade. Não sei se é. Agora parece que começam a dar passos mais sólidos no sentido de restringir o uso da pena de morte. Começam pelos delinquentes menores de idade. Espero que aproveitem para acabar com o que falta.
Não se pune um crime cometendo outro.
Nos EUA, no meio de uma nação próspera, democrática, com um desempenho económico que é conhecido, na terra das oportunidades e dos sonhos, ainda existem Estados onde se sentencia a medieval pena capital. Há quem defenda que é uma forma de travar a criminalidade. Não sei se é. Agora parece que começam a dar passos mais sólidos no sentido de restringir o uso da pena de morte. Começam pelos delinquentes menores de idade. Espero que aproveitem para acabar com o que falta.
Não se pune um crime cometendo outro.
