2005-02-28
As 7 propostas de Menezes
Já li os propósitos da candidatura de Luís Filipe Menezes à liderança do PSD. Algumas notas sobre o assunto:
1 – Restituição do Partido às bases militantes - «institucionalização do sufrágio directo e universal para a eleição do líder do Partido…até 6 meses após a eleição da próxima equipa dirigente em Congresso».
De acordo mas e o que sair do Congresso serve para quê? Estamos a eleger um líder para 6 meses depois escolher o mesmo ou outro? Acho confuso. Mas a ideia está lá. O PSD deve equacionar o mais depressa possível, já o fez no passado sem sucesso, as eleições directas. Não há método melhor.
2 – Renovação – Renovar, renovar, renovar. Claro que sim. Mas a candidatura de Luís Filipe Menezes parece aparecer no seguimento da actual liderança demissionária. O próprio afirmou que não seria candidato se Santana Lopes também o fosse. Disse mais: mesmo que não concordasse com as propostas seria sempre solidário com essa candidatura. Faz sentido então perguntar se existe renovação ou se se trata de prolongar uma liderança que revelou fragilidades notórias, nomeadamente a que saiu do congresso de Barcelos.
Entretanto promete uma mulher para o cargo de secretário-geral. Voltamos à vaca fria. As quotas que o PS institucionalizou são também assumidas pelo PSD. Não sei se o princípio é bom. Impor mulheres pode não significar entregar as missões aos melhores, sendo certo que existem muitas mulheres muito competentes e preparadas.
3 – Reidentificação do PSD com a sua identidade programática – Não sei se desviar o PSD para a esquerda é uma atitude acertada. Há espaços ocupados difíceis de ocupar. As eleições ganham-se ao centro sem desguarnecer por completo a direita. Deixar o PP sozinho nessa área ideológica pode ser um pau de dois bicos. Eu percebo o que se pretende. Ir buscar votos à esquerda moderada mas não sei se essa esquerda está para aí voltada. Julgo que aí não existe orfandade ideológica. O mesmo já não acontece no centro. Esse é o espaço de hoje do PSD e é o espaço que o fará voltar ao Poder.
4 – Clareza nas opções sobre os problemas que atravessam transversalmente a sociedade portuguesa – Definição quanto a matérias ditas fracturantes é o que se propões. IVG, Descentralização/regionalização e autonomias regionais. Só vejo aqui um assunto fracturante: a IVG com o qual o PSD tem lidado muito mal nos últimos tempos, na minha opinião. Acho que devem ser poucos os portugueses interessados em regionalização sem que isto signifique se a ideia é boa ou má. As atenções dos portugueses estão hoje viradas, mais do que nunca, para as questões do desemprego, do custo de vida, para a carga fiscal que pesa sobre as famílias que não têm outra solução se não pagar os seus impostos porque outros não o fazem, para a educação e para a saúde. Estes são os temas principais. Haverá outros, mas estes são a actualidade e aqueles que mais preocupam as pessoas. O PS explorou-os bem e por isso teve os resultados que teve. O novo líder do PSD não se pode perder em guerras de alecrim e manjerona.
5 – Eleições presidenciais – Mal muito mal. Eu compreendo que os principais sectores do santanismo de onde Menezes vai beber alguns apoios estejam desconfortados com as atitudes do Professor Cavaco. No PSD actualmente há uma coisa interessante. As pessoas parecem não perceber que Cavaco Silva só tem hipótese de vencer eleições em Portugal se aparecer desligado da actual liderança do partido por razões óbvios que o povo português demonstrou no passado dia 20 de Fevereiro. Quem não o quer como candidato não está interessado em ganhar as presidenciais. Mais do que isso. Menezes parece estar mais interessado em perder as presidências do que indicar um candidato vencedor fora daquilo que é a sua preferência pessoal. Por isso a Câmara do Porto foi ganha por quem foi e nas condições em que foi. Para desgosto levou uma nega desnecessária no mesmo dia em que falou de Rebelo de Sousa. Eu compreendo os sentimentos e a emotividade mas a decisão de apoiar alguém para Belém deve partir antes de mais nada da vontade de quem se candidata e de uma avaliação de quem é o candidato com maiores hipóteses de vitória. Será assim tão difícil ver isto?
6 – Eleições autárquicas – Indicar um nome para Lisboa sem que as concelhias ou a Distrital se pronunciem e passar por cima de quem lá está neste momento a segurar o barco, é algo que…nem sei o que diga. Não percebi o que significa a expressão «o mais colorido Ministro» referindo-se a António Mexia. No Algarve este senhor é muito colorido. É da cor da Via Verde e do alcatrão da Via do Infante.
Amizade colorida sei o que é. Ministro colorido, não. Mas deve ser alguma coisa interessante.
7 – Política de coligações – Está tudo dito. O PSD vale mais sozinho que mal acompanhado. Acabe-se de uma vez por todas com essas tretas de PPMs e Partidos da Terra para além do acordo com um PP que nos fragiliza porque nos coloca demasiado à direita. Os votos residuais que os dois primeiros partidos acrescentam não fazem nenhuma diferença. Uma coligação de um partido republicano com um monárquico é uma coisa difícil de explicar. Levar fadistas à boleia para a Assembleia da República ou ambientalistas que até à pouco tempo achavam o PSD um partido xenófobo e bolorento talvez tenha grandes benefícios mas eu não os consigo ver.
Ou seja Luís Filipe Menezes tem um conjunto de boas intenções. Numas estou de acordo, outras nem por isso. Tem também um estilo próprio. Bem vincado. Daqueles que ou se gosta muito ou não se gosta mesmo nada. Faz lembrar os bairrismos exacerbados do norte daqueles que poluem o futebol. Lembro-me, naturalmente, do Congresso do Coliseu em 1995 e o que a sua intervenção causou na opinião pública e no seio do PSD. São coisas que hoje já não têm grande importância mas que não deixam de mostrar a quão vincada é a personalidade de Luís Filipe Menezes. Não tem uma imagem de moderação e mais parece um capitão à frente de um exército de pessoas prontas a tudo. Esta sempre foi a imagem que guardei dele.
Sinceramente não estou muito virado para este lado. Acho que o PSD precisa de outra fórmula. Esta é demasiado próxima do que acabámos de ter, com os resultados que são conhecidos.
1 – Restituição do Partido às bases militantes - «institucionalização do sufrágio directo e universal para a eleição do líder do Partido…até 6 meses após a eleição da próxima equipa dirigente em Congresso».
De acordo mas e o que sair do Congresso serve para quê? Estamos a eleger um líder para 6 meses depois escolher o mesmo ou outro? Acho confuso. Mas a ideia está lá. O PSD deve equacionar o mais depressa possível, já o fez no passado sem sucesso, as eleições directas. Não há método melhor.
2 – Renovação – Renovar, renovar, renovar. Claro que sim. Mas a candidatura de Luís Filipe Menezes parece aparecer no seguimento da actual liderança demissionária. O próprio afirmou que não seria candidato se Santana Lopes também o fosse. Disse mais: mesmo que não concordasse com as propostas seria sempre solidário com essa candidatura. Faz sentido então perguntar se existe renovação ou se se trata de prolongar uma liderança que revelou fragilidades notórias, nomeadamente a que saiu do congresso de Barcelos.
Entretanto promete uma mulher para o cargo de secretário-geral. Voltamos à vaca fria. As quotas que o PS institucionalizou são também assumidas pelo PSD. Não sei se o princípio é bom. Impor mulheres pode não significar entregar as missões aos melhores, sendo certo que existem muitas mulheres muito competentes e preparadas.
3 – Reidentificação do PSD com a sua identidade programática – Não sei se desviar o PSD para a esquerda é uma atitude acertada. Há espaços ocupados difíceis de ocupar. As eleições ganham-se ao centro sem desguarnecer por completo a direita. Deixar o PP sozinho nessa área ideológica pode ser um pau de dois bicos. Eu percebo o que se pretende. Ir buscar votos à esquerda moderada mas não sei se essa esquerda está para aí voltada. Julgo que aí não existe orfandade ideológica. O mesmo já não acontece no centro. Esse é o espaço de hoje do PSD e é o espaço que o fará voltar ao Poder.
4 – Clareza nas opções sobre os problemas que atravessam transversalmente a sociedade portuguesa – Definição quanto a matérias ditas fracturantes é o que se propões. IVG, Descentralização/regionalização e autonomias regionais. Só vejo aqui um assunto fracturante: a IVG com o qual o PSD tem lidado muito mal nos últimos tempos, na minha opinião. Acho que devem ser poucos os portugueses interessados em regionalização sem que isto signifique se a ideia é boa ou má. As atenções dos portugueses estão hoje viradas, mais do que nunca, para as questões do desemprego, do custo de vida, para a carga fiscal que pesa sobre as famílias que não têm outra solução se não pagar os seus impostos porque outros não o fazem, para a educação e para a saúde. Estes são os temas principais. Haverá outros, mas estes são a actualidade e aqueles que mais preocupam as pessoas. O PS explorou-os bem e por isso teve os resultados que teve. O novo líder do PSD não se pode perder em guerras de alecrim e manjerona.
5 – Eleições presidenciais – Mal muito mal. Eu compreendo que os principais sectores do santanismo de onde Menezes vai beber alguns apoios estejam desconfortados com as atitudes do Professor Cavaco. No PSD actualmente há uma coisa interessante. As pessoas parecem não perceber que Cavaco Silva só tem hipótese de vencer eleições em Portugal se aparecer desligado da actual liderança do partido por razões óbvios que o povo português demonstrou no passado dia 20 de Fevereiro. Quem não o quer como candidato não está interessado em ganhar as presidenciais. Mais do que isso. Menezes parece estar mais interessado em perder as presidências do que indicar um candidato vencedor fora daquilo que é a sua preferência pessoal. Por isso a Câmara do Porto foi ganha por quem foi e nas condições em que foi. Para desgosto levou uma nega desnecessária no mesmo dia em que falou de Rebelo de Sousa. Eu compreendo os sentimentos e a emotividade mas a decisão de apoiar alguém para Belém deve partir antes de mais nada da vontade de quem se candidata e de uma avaliação de quem é o candidato com maiores hipóteses de vitória. Será assim tão difícil ver isto?
6 – Eleições autárquicas – Indicar um nome para Lisboa sem que as concelhias ou a Distrital se pronunciem e passar por cima de quem lá está neste momento a segurar o barco, é algo que…nem sei o que diga. Não percebi o que significa a expressão «o mais colorido Ministro» referindo-se a António Mexia. No Algarve este senhor é muito colorido. É da cor da Via Verde e do alcatrão da Via do Infante.
Amizade colorida sei o que é. Ministro colorido, não. Mas deve ser alguma coisa interessante.
7 – Política de coligações – Está tudo dito. O PSD vale mais sozinho que mal acompanhado. Acabe-se de uma vez por todas com essas tretas de PPMs e Partidos da Terra para além do acordo com um PP que nos fragiliza porque nos coloca demasiado à direita. Os votos residuais que os dois primeiros partidos acrescentam não fazem nenhuma diferença. Uma coligação de um partido republicano com um monárquico é uma coisa difícil de explicar. Levar fadistas à boleia para a Assembleia da República ou ambientalistas que até à pouco tempo achavam o PSD um partido xenófobo e bolorento talvez tenha grandes benefícios mas eu não os consigo ver.
Ou seja Luís Filipe Menezes tem um conjunto de boas intenções. Numas estou de acordo, outras nem por isso. Tem também um estilo próprio. Bem vincado. Daqueles que ou se gosta muito ou não se gosta mesmo nada. Faz lembrar os bairrismos exacerbados do norte daqueles que poluem o futebol. Lembro-me, naturalmente, do Congresso do Coliseu em 1995 e o que a sua intervenção causou na opinião pública e no seio do PSD. São coisas que hoje já não têm grande importância mas que não deixam de mostrar a quão vincada é a personalidade de Luís Filipe Menezes. Não tem uma imagem de moderação e mais parece um capitão à frente de um exército de pessoas prontas a tudo. Esta sempre foi a imagem que guardei dele.
Sinceramente não estou muito virado para este lado. Acho que o PSD precisa de outra fórmula. Esta é demasiado próxima do que acabámos de ter, com os resultados que são conhecidos.
Diferenças importantes III
Na próxima disputa eleitoral dentro do PSD é natural que os candidatos não tenham posições muito diferentes um dos outros, sendo certo que a questão das eleições directas é já uma questão de grande importância onde parece ter havido um separar de águas. No entanto há para além das questões programáticas uma questão que tem a ver com o estilo pessoal e os percursos trilhados. Aqui não se pode dizer que haja similitudes. Menezes é muito diferente de Mendes.
2005-02-26
Não há Ria mais Formosa II
Um crime não se paga com outro.
Quem ainda acredita no Estado de Direito e no normal funcionamento das instituições judiciárias, não pode deixar de se chocar com a fotografia que o Expresso apresenta hoje na primeira página da mãe da pequena Joana, desaparecida e supostamente assassinada.
O mais normal ao nível da emotividade de quem presume a suposta barbaridade de matar uma criança é o linchamento público. Mas a Justiça existe para evitar essa emotividade e usar a racionalidade. Porque se não temos que fazer a seguinte pergunta: - Se a mãe da Joana nunca confessar o crime, vão acabar por a matar?
O mais normal ao nível da emotividade de quem presume a suposta barbaridade de matar uma criança é o linchamento público. Mas a Justiça existe para evitar essa emotividade e usar a racionalidade. Porque se não temos que fazer a seguinte pergunta: - Se a mãe da Joana nunca confessar o crime, vão acabar por a matar?
2005-02-25
Não há Ria mais Formosa
Marques Mendes: eleição directa no PSD não é prioridade
Pois é pena. Na minha opinião devia ser. A vitória de José Sócrates começou dentro do partido. A forma como o debate decorreu com todos os militantes a participarem activamente é a mais adequada e a mais clarificadora.
Os delegados residenciais que vão ser eleitos para o Congresso só podem ter força e influência se estiverem agrupados em estratégias distritais, caso contrário ficam esquecidos a um canto. Para além disso um delegado pode ser eleito na sua secção sem estar comprometido com a vontade da maioria dos militantes. Pode dizer uma coisa na sua terra e fazer outra no Congresso. O voto é secreto.
As Distritais vão, naturalmente, dar o seu apoio a uma das candidaturas e muita gente não se sentirá reconhecida nesse apoio. O velho problema de sempre.
Os delegados residenciais que vão ser eleitos para o Congresso só podem ter força e influência se estiverem agrupados em estratégias distritais, caso contrário ficam esquecidos a um canto. Para além disso um delegado pode ser eleito na sua secção sem estar comprometido com a vontade da maioria dos militantes. Pode dizer uma coisa na sua terra e fazer outra no Congresso. O voto é secreto.
As Distritais vão, naturalmente, dar o seu apoio a uma das candidaturas e muita gente não se sentirá reconhecida nesse apoio. O velho problema de sempre.
Remédio para o pessimismo nacional
No nosso país há um desporto nacional que a generalidade da população pratica e que é falar mal do que é português. Somos especialistas nisso.
Os Madredeus são o exemplo acabado que o pessimismo crónico é mais uma fantasia do que uma realidade. O sucesso que o grupo tem tido nas mais diversas paragens fala por si. Às vezes penso nos concertos que os Madredeus realizam por esse mundo fora em países onde a língua portuguesa deve ser uma coisa muito parecida com o chinês, aos ouvidos de quem os ouve. No entanto as salas enchem-se de espectadores e os discos vendem-se. É porque para além do entender das palavras há uma sonoridade muito própria e genuína de grande qualidade.
Faluas do Tejo é mais uma pérola de Teresa Salgueiro e companhia. Num tributo muito justo a Lisboa que tem estado sempre presente ao longo da carreira do grupo mas não de forma tão evidente como agora, os Madredues convidam-nos a um passeio de sons e palavras pela capital portuguesa.
Ao contrário de Amor Infinito no qual considero não haver uma música especialmente forte daquelas que ficam no ouvido, este Faluas do Tejo tem várias. Apesar de serem dois trabalhos que se complementam, segundo Pedro Ayres Magalhães, este último é, na minha opinião, melhor conseguido.
É muito, muito bom. Comprem.
Os Madredeus são o exemplo acabado que o pessimismo crónico é mais uma fantasia do que uma realidade. O sucesso que o grupo tem tido nas mais diversas paragens fala por si. Às vezes penso nos concertos que os Madredeus realizam por esse mundo fora em países onde a língua portuguesa deve ser uma coisa muito parecida com o chinês, aos ouvidos de quem os ouve. No entanto as salas enchem-se de espectadores e os discos vendem-se. É porque para além do entender das palavras há uma sonoridade muito própria e genuína de grande qualidade.
Faluas do Tejo é mais uma pérola de Teresa Salgueiro e companhia. Num tributo muito justo a Lisboa que tem estado sempre presente ao longo da carreira do grupo mas não de forma tão evidente como agora, os Madredues convidam-nos a um passeio de sons e palavras pela capital portuguesa.
Ao contrário de Amor Infinito no qual considero não haver uma música especialmente forte daquelas que ficam no ouvido, este Faluas do Tejo tem várias. Apesar de serem dois trabalhos que se complementam, segundo Pedro Ayres Magalhães, este último é, na minha opinião, melhor conseguido.
É muito, muito bom. Comprem.
Nada mau para começo
Luis Filipe Menezes disse na apresentação da sua candidatura a líder do PSD, que quer Marcelo Rebelo de Sousa para candidato a Presidente da República. O próprio veio dizer, passadas umas horas, para Menezes ir pensando noutra solução porque ele não está para aí virado e acha que candidato vencedor no espaço político do PSD só há um e não é ele.
Ou seja, Menezes nega as evidências que dão Cavaco Silva como o candidato melhor posicionado para ganhar as eleições, pelo menos é o que dizem os estudos de opinião, achando que tudo tem o seu tempo e que o de Cavaco já era.
Está então conhecida a opinião de Menezes sobre as presidenciais.
2005-02-24
Do futebol desta noite
Impossibilitado de ver os dois jogos completos, entretive-me no zaping televisivo entre a RTP 1 e a TVI.
O SCP fez pela vida. Levava um resultado desconfortável e tornou-o confortável. Teve ambição. Quis ganhar. Rendo-me às evidências.
O SLB foi coerente com aquilo que fez em Krasnodar e na Luz na passada segunda-feira. Foi uma equipa sem vontade de vencer a arrastar-se pelo campo e com uma defesa que é um verdadeiro “luxo”. Ainda beneficiou de um golo mal anulado ao CSKA, de um frango do guarda-redes russo e de uma excelente defesa de Quim a evitar o 2-1.
No entanto, no fim do jogo cheguei à conclusão que tenho rapidamente de mudar de televisão. O Sr. Trapp., aquele velhote simpático de olhos azuis e cabelo branco como a neve, veio dizer no flash interview que o SLB tinha jogado bem e merecia ganhar. Depois foi a vez do careca Luisão dizer outra coisa que confirmou o mau estado do meu televisor. Segundo o central benfiquista a equipa jogou bem na Rússia.
Portanto o problema deve ser mesmo da minha televisão.
O SCP fez pela vida. Levava um resultado desconfortável e tornou-o confortável. Teve ambição. Quis ganhar. Rendo-me às evidências.
O SLB foi coerente com aquilo que fez em Krasnodar e na Luz na passada segunda-feira. Foi uma equipa sem vontade de vencer a arrastar-se pelo campo e com uma defesa que é um verdadeiro “luxo”. Ainda beneficiou de um golo mal anulado ao CSKA, de um frango do guarda-redes russo e de uma excelente defesa de Quim a evitar o 2-1.
No entanto, no fim do jogo cheguei à conclusão que tenho rapidamente de mudar de televisão. O Sr. Trapp., aquele velhote simpático de olhos azuis e cabelo branco como a neve, veio dizer no flash interview que o SLB tinha jogado bem e merecia ganhar. Depois foi a vez do careca Luisão dizer outra coisa que confirmou o mau estado do meu televisor. Segundo o central benfiquista a equipa jogou bem na Rússia.
Portanto o problema deve ser mesmo da minha televisão.
Diferenças importantes II
Boa sorte para o SCP e para o SLB. Que ganhem os dois e que passem à próxima eliminatória.
Em relação ao post "Diferenças importantes", naturalmente que era uma brincadeira sem maldade. A escolha do novo líder do PSD não está relacionada com preferências clubistas. Mesmo nessa matéria não havia como o Professor Cavaco Silva: era do meu Sporting Clube Olhanense.
Em relação ao post "Diferenças importantes", naturalmente que era uma brincadeira sem maldade. A escolha do novo líder do PSD não está relacionada com preferências clubistas. Mesmo nessa matéria não havia como o Professor Cavaco Silva: era do meu Sporting Clube Olhanense.
Menezes assume como prioridade ganhar autárquicas
O que será que ele pensa em relação à Câmara Municipal do Porto? É também para ganhar? E qual é o candidato?
E já vem tarde
Diferenças importantes
Luís Filipe Menezes – adepto do Sporting Clube de Portugal, com excelentes relações com o Futebol Clube do Porto.
Luís Marques Mendes – adepto incondicional do Sport Lisboa e Benfica.
Preciso dizer mais alguma coisa?
Luís Marques Mendes – adepto incondicional do Sport Lisboa e Benfica.
Preciso dizer mais alguma coisa?
Um Liberal sempre atento
Luís Filipe Meneses quer um partido de centro-esquerda e social-democrata. Não há por aí ninguém que lhe mande uma ficha de adesão ao Partido Socialista?
Nota: Amigo João, o nosso DCD em que mares navega?
Nota: Amigo João, o nosso DCD em que mares navega?
30.000
Durante a noite de ontem, o contador de visitas bateu nos 30.000.
Ao reparar na evolução das mesmas ao longo do último ano, sou obrigado a concluir, ao contrário do que foi a minha ideia inicial, que este blogue é essencialmente político e o interesse que ele, eventualmente, suscita é em momentos de crises ou disputas eleitorais.
Os picos foram atingidos em Junho, mês da saída de Durão Barroso do governo e da sucessão de Santana Lopes. Depois em Novembro, com a disputa eleitoral para a Comissão Política Distrital, o fluxo de visitas voltou a crescer. Em Janeiro bate todos os recordes e este mês também não está nada mal, ao nível dos meses de Novembro e Junho.
Significa que aqueles que procuram este blogue vêm à procura (ninguém é obrigado a passar por cá) de assuntos políticos. Há dias atrás uma das leitoras mais frequentes do blogue escrevia num comentário que os post só tinham várias pessoas a comentar quando o assunto era política. As outras coisas passam literalmente ao lado do interesse dos leitores. É verdade. Ela tem razão.
A todos os que por cá passaram durante estes 19 meses de existência, o meu MUITO OBRIGADO.
Ao reparar na evolução das mesmas ao longo do último ano, sou obrigado a concluir, ao contrário do que foi a minha ideia inicial, que este blogue é essencialmente político e o interesse que ele, eventualmente, suscita é em momentos de crises ou disputas eleitorais.
Os picos foram atingidos em Junho, mês da saída de Durão Barroso do governo e da sucessão de Santana Lopes. Depois em Novembro, com a disputa eleitoral para a Comissão Política Distrital, o fluxo de visitas voltou a crescer. Em Janeiro bate todos os recordes e este mês também não está nada mal, ao nível dos meses de Novembro e Junho.
Significa que aqueles que procuram este blogue vêm à procura (ninguém é obrigado a passar por cá) de assuntos políticos. Há dias atrás uma das leitoras mais frequentes do blogue escrevia num comentário que os post só tinham várias pessoas a comentar quando o assunto era política. As outras coisas passam literalmente ao lado do interesse dos leitores. É verdade. Ela tem razão.
A todos os que por cá passaram durante estes 19 meses de existência, o meu MUITO OBRIGADO.
2005-02-23
Não podia começar melhor
Marques Mendes na apresentação da sua candidatura a líder do PSD, afirmou que denunciará o acordo pré-eleitoral assinado com o CDS/PP.
Em relação a isto levanto-me e aplaudo.
Em relação a isto levanto-me e aplaudo.
Sempre foi assim e assim será
Ao tempo que não falamos de futebol
Com o campeonato ao rubro e para desenjoar da política que goste-se ou não é a que é, quero manifestar o meu desejo de boa sorte para os clubes que esta semana disputam competições europeias.
FCP – Não está bem nem está mal. Está assim-assim. Vai jogar com o Inter de Milão com o estádio cheio na expectativa de levantar a moral das hostes e seguir em frente na milionária Liga dos Campeões. Seitaridis, Maniche, Pedro Emanuel e McCarthy, estão de regresso ao onze inicial e portanto é de prever, para além de futebol, algum golpe de artes marciais.
SLB – Tem uma missão verdadeiramente difícil por culpa própria. A equipa é instável, conforme se viu no jogo com o Guimarães, nomeadamente no seu sector defensivo. O golo sofrido nessa noite faz lembrar aqueles lances de futebol jogado por crianças no recreio da escola. Na Rússia mostrou-se a equipa mostrou-se apática e sem brilho. Conformou-se com a derrota por 1 golo de diferença e acabou trazendo outro para casa. Muito difícil a tarefa. Haja inspiração.
SCP – Também não tem a vida nada fácil. Leva um resultado traiçoeiro que lhe pode proporcionar um desgosto. Convinha que fizesse um golo para por alguma água na fervura no ímpeto atacante dos holandeses que segundo parece, estão com níveis de concretização bastante altos. Vamos ver se os dois golos de Alvalade são suficientes.
FCP – Não está bem nem está mal. Está assim-assim. Vai jogar com o Inter de Milão com o estádio cheio na expectativa de levantar a moral das hostes e seguir em frente na milionária Liga dos Campeões. Seitaridis, Maniche, Pedro Emanuel e McCarthy, estão de regresso ao onze inicial e portanto é de prever, para além de futebol, algum golpe de artes marciais.
SLB – Tem uma missão verdadeiramente difícil por culpa própria. A equipa é instável, conforme se viu no jogo com o Guimarães, nomeadamente no seu sector defensivo. O golo sofrido nessa noite faz lembrar aqueles lances de futebol jogado por crianças no recreio da escola. Na Rússia mostrou-se a equipa mostrou-se apática e sem brilho. Conformou-se com a derrota por 1 golo de diferença e acabou trazendo outro para casa. Muito difícil a tarefa. Haja inspiração.
SCP – Também não tem a vida nada fácil. Leva um resultado traiçoeiro que lhe pode proporcionar um desgosto. Convinha que fizesse um golo para por alguma água na fervura no ímpeto atacante dos holandeses que segundo parece, estão com níveis de concretização bastante altos. Vamos ver se os dois golos de Alvalade são suficientes.
Acusado com culpa formada
Ontem à noite acusaram-me de várias coisas. Umas com razão e outras nem por isso. Aceito com bonomia essas críticas, sendo certo que tenho quase 14 anos de militante do PSD e esta foi apenas mais uma campanha eleitoral. Já fiz muitas, em alturas em que os críticos nem sequer pertenciam ao partido. Mas factos são factos.
No entanto olho para a mancha sotaventina de leste e que vejo:
Alcoutim – 28,92%
Castro Marim – 25,3%
São Brás de Alportel – 26,25%
Tavira – 25,16%
Vila Real de Santo António – 17,44%
Há aqui um fenómeno estranho difícil de entender. Eu de facto devia ter-me empenhado mais. Não só no meu concelho como nos concelhos limítrofes. Pelo menos num deles.
No entanto olho para a mancha sotaventina de leste e que vejo:
Alcoutim – 28,92%
Castro Marim – 25,3%
São Brás de Alportel – 26,25%
Tavira – 25,16%
Vila Real de Santo António – 17,44%
Há aqui um fenómeno estranho difícil de entender. Eu de facto devia ter-me empenhado mais. Não só no meu concelho como nos concelhos limítrofes. Pelo menos num deles.
Nova vida II
O novo líder do PSD, seja ele quem for, deve garantir à partida um apoio inequívoco à candidatura presidencial do Professor Cavaco Silva. Uma liderança que passe por dúvidas ou projecção de outros cenários, não interessa ao partido e muito menos a Portugal.
Nova vida
2005-02-22
Sensatez
O escritor morreu
Soube hoje que morreu um grande escritor cubano. Daqueles que escrevem livros que nos agarram da primeira à última página. Daqueles que nos fazem imaginar na perfeição as personagens, os lugares, os episódios e as circunstâncias. Morreu um homem que ajudou a fazer a revolução castrista mas cedo percebeu a quão pérfida, dilacerante e assassina era essa mesma revolução. Morreu um homem da verdadeira cultura cubana.
Morreu Guillermo Cabrera Infante.
Mais do que óbvio
No dia de ontem, aqui e ali, ouvia-se dizer que Paulo Portas, de entre os derrotados, foi o único que saiu de cabeça levantada. Assumiu as responsabilidades e as consequências. Quem o dizia não eram apenas as pessoas que votaram PP mas, sobretudo, aqueles que ajudaram à derrota deste partido.
O mesmo podia e devia ter acontecido no Hotel Dom Pedro e não apenas naquela sala do Caldas.
O mesmo podia e devia ter acontecido no Hotel Dom Pedro e não apenas naquela sala do Caldas.
2005-02-21
Óbvio
Um presidente de uma grande distrital do PSD pode ser eleito com mais votos do que o líder nacional. Isto faz pouco sentido mas é verdade. Nos congressos tudo é possível, até mesmo o impossível. As listas fazem-se numa lógica quase mercantilista perante o olhar atónito daqueles que apenas representam a sua concelhia. Alguns foram eleitos delegados à volta de uma mesa onde se pergunta a cada um dos presentes: - Queres ir ou não tens disponibilidade?
A vitória de José Sócrates começou a ser desenhada dentro do próprio partido e tomou a forma que é conhecida.
Podem continuar a fazer-se congressos mediáticos para as televisões e ao mesmo tempo entregar a escolha do líder do partido às bases. Vão-me dizer que as concelhias grandes isto e aquilo. Mas não há outra forma.
Convocar um grande processo eleitoral com os actuais estatutos do PSD só pode ser feito com origem nas distritais e termo no congresso. Não se trata de saber quem é mais culpado, porque culpados somos todos. É essa a realidade de quem pertence a um partido. Quando ganha, ganhamos todos. Quando perde, perdemos todos. Os que se esforçaram muito e os que não fizeram nada.
Começar de novo
Uma derrota como a que o PSD teve ontem à noite implica consequências.
A primeira desde logo a marcação de um Congresso que devia ter sido precedida à demissão do líder do partido o que não aconteceu.
A segunda a convocação, em simultâneo, de eleições para todas as Comissões Políticas Distritais, sem excepções, antes do próprio Congresso. Mesmo que os protagonistas venham a ser os mesmos, pelo menos haverá debate e reflexão, nos dois principais níveis de influência e decisão.
Entregue-se a decisão às bases e que sejam elas a escolher.
A hora é de clarificar e não de mitigar.
A primeira desde logo a marcação de um Congresso que devia ter sido precedida à demissão do líder do partido o que não aconteceu.
A segunda a convocação, em simultâneo, de eleições para todas as Comissões Políticas Distritais, sem excepções, antes do próprio Congresso. Mesmo que os protagonistas venham a ser os mesmos, pelo menos haverá debate e reflexão, nos dois principais níveis de influência e decisão.
Entregue-se a decisão às bases e que sejam elas a escolher.
A hora é de clarificar e não de mitigar.
2005-02-20
Saudações democráticas
Dia de eleições
2005-02-19
Dia de reflexão
2005-02-18
Discussões conjugais reduzem risco de morte em mulheres
2005-02-17
Nada disto aconteceu
por Nuno Rogeiro - 11/02/05 - Jornal de Notícias
Dado que o passado foi chamado à campanha eleitoral, devemos responder, puxando da memória. (...)
Quanto à experiência de poder do PS, desde a queda do cavaquismo, em 1995-96, até 2002, existe uma espécie de amnésia.
A verdade, se calhar, é que nada do que a seguir se enumera alguma vez existiu!!!
A saber:
- Acumulação de défice excessivo nas contas públicas, originando o despertar da repressão de Bruxelas, para além de incentivo irresponsável ao gasto individual e desprezo pelos apelos à moderação e à poupança.
- Saída de Sousa Franco do Executivo, depois das linhas mestras das suas políticas de saneamento da conta pública se terem tornado inviáveis, ou politicamente indesejáveis.
- Análise negra do estado da economia portuguesa, por parte de Cavaco Silva, numa famosa entrevista de Julho de 2000.
- Alegações de políticos, empresários e governantes, segundo os quais a banca portuguesa estava a ser vendida ao desbarato aos estrangeiros.
- Anunciados planos de combate à evasão fiscal, anunciados falhanços dosmesmos planos, e anunciada continuação da dita.
- Ligações perversas da política ao futebol, com o cortejo conhecido de enxovalhos, confusões e negócios pouco claros.
- Insistência na política de co-incineração como única via possível detratamento de resíduos perigosos, apesar da divisão dos especialistas eda oposição do "homem da rua", certamente manipulado por caciques eenvenenado pela Comunicação Social privada.
- Episódio dito do "queijo Limiano", ou a cedência da alma em troco de votos no Parlamento.
- Quedas sucessivas de ministros da Defesa, conflitos entre estes titulares e o primeiro-ministro, queixas de falta de meios, espectáculo de parca mobilização de recursos para tarefas externas, divulgação pública de listas de agentes "secretos", novelo de escândalos em torno da aquisição de armamento e fardamento, cenas de estalada entre chefes políticos e chefes da "comunidade de informações".
- Tragédia da ponte de Entre-os-Rios, originando a demissão de JorgeCoelho, e suspeita geral sobre o estado das obras públicas.
- Inundação do túnel do metro no Terreiro do Paço, e alegação de que omesmo foi ali feito com grande risco, sem as precauções devidas e nãolevando até ao fim estudos exaustivos sobre as características dosubsolo.- Escândalos na JAE, corrupio de acusações e alegações, e declaraçõescríticas do engenheiro Cravinho, dizendo que Guterres havia sidoderrotado pelos "grandes interesses" e pelos lobbies (Janeiro de 2000).
- Colapso na gestão das grandes cidades, que levou a uma maré de rejeição, em 2001, e à passagem da era PS para a era PSD, em Lisboa, Coimbra, Porto, Sintra, Cascais, etc..
- Fantasmas desastrosos, como o espectáculo de "Porto, Capital da Cultura", com obras a juncar a vida do cidadão comum, turistas perdidos e desiludidos, projectos inacabados, escândalos financeiros e "mistérios" como os da Casa da Música.
- Escândalo em torno da Fundação para a Segurança, levando à saída "apocalíptica" de Fernando Gomes do barco do guterrismo, e a sugestõesde conspirações no seio do poder, com o primeiro-ministro a saber tudo e a calar ainda mais.
- Filosofia de miséria na RTP, levando o serviço público à pré-morte,depois de anos de insanidade financeira, extravagâncias de programação,guerras civis de chefias e tentativas infantis de controlo político, dos telejornais às entrelinhas...
- Desinteresse pela política por parte dos cidadãos mais de um terçodecidiu não votar nas legislativas de Outubro de 1999, mesmo depois deGuterres ter dito que o seu pior inimigo era a abstenção.
- Estado geral de guerra civil dentro do Governo e da maioriaquase-absoluta, levando António Guterres a bater com a porta, clamandoque o país se encontrava num pântano.
Enfim, foi tudo um sonho...
Pode-se votar no regresso de um sonho?
Dado que o passado foi chamado à campanha eleitoral, devemos responder, puxando da memória. (...)
Quanto à experiência de poder do PS, desde a queda do cavaquismo, em 1995-96, até 2002, existe uma espécie de amnésia.
A verdade, se calhar, é que nada do que a seguir se enumera alguma vez existiu!!!
A saber:
- Acumulação de défice excessivo nas contas públicas, originando o despertar da repressão de Bruxelas, para além de incentivo irresponsável ao gasto individual e desprezo pelos apelos à moderação e à poupança.
- Saída de Sousa Franco do Executivo, depois das linhas mestras das suas políticas de saneamento da conta pública se terem tornado inviáveis, ou politicamente indesejáveis.
- Análise negra do estado da economia portuguesa, por parte de Cavaco Silva, numa famosa entrevista de Julho de 2000.
- Alegações de políticos, empresários e governantes, segundo os quais a banca portuguesa estava a ser vendida ao desbarato aos estrangeiros.
- Anunciados planos de combate à evasão fiscal, anunciados falhanços dosmesmos planos, e anunciada continuação da dita.
- Ligações perversas da política ao futebol, com o cortejo conhecido de enxovalhos, confusões e negócios pouco claros.
- Insistência na política de co-incineração como única via possível detratamento de resíduos perigosos, apesar da divisão dos especialistas eda oposição do "homem da rua", certamente manipulado por caciques eenvenenado pela Comunicação Social privada.
- Episódio dito do "queijo Limiano", ou a cedência da alma em troco de votos no Parlamento.
- Quedas sucessivas de ministros da Defesa, conflitos entre estes titulares e o primeiro-ministro, queixas de falta de meios, espectáculo de parca mobilização de recursos para tarefas externas, divulgação pública de listas de agentes "secretos", novelo de escândalos em torno da aquisição de armamento e fardamento, cenas de estalada entre chefes políticos e chefes da "comunidade de informações".
- Tragédia da ponte de Entre-os-Rios, originando a demissão de JorgeCoelho, e suspeita geral sobre o estado das obras públicas.
- Inundação do túnel do metro no Terreiro do Paço, e alegação de que omesmo foi ali feito com grande risco, sem as precauções devidas e nãolevando até ao fim estudos exaustivos sobre as características dosubsolo.- Escândalos na JAE, corrupio de acusações e alegações, e declaraçõescríticas do engenheiro Cravinho, dizendo que Guterres havia sidoderrotado pelos "grandes interesses" e pelos lobbies (Janeiro de 2000).
- Colapso na gestão das grandes cidades, que levou a uma maré de rejeição, em 2001, e à passagem da era PS para a era PSD, em Lisboa, Coimbra, Porto, Sintra, Cascais, etc..
- Fantasmas desastrosos, como o espectáculo de "Porto, Capital da Cultura", com obras a juncar a vida do cidadão comum, turistas perdidos e desiludidos, projectos inacabados, escândalos financeiros e "mistérios" como os da Casa da Música.
- Escândalo em torno da Fundação para a Segurança, levando à saída "apocalíptica" de Fernando Gomes do barco do guterrismo, e a sugestõesde conspirações no seio do poder, com o primeiro-ministro a saber tudo e a calar ainda mais.
- Filosofia de miséria na RTP, levando o serviço público à pré-morte,depois de anos de insanidade financeira, extravagâncias de programação,guerras civis de chefias e tentativas infantis de controlo político, dos telejornais às entrelinhas...
- Desinteresse pela política por parte dos cidadãos mais de um terçodecidiu não votar nas legislativas de Outubro de 1999, mesmo depois deGuterres ter dito que o seu pior inimigo era a abstenção.
- Estado geral de guerra civil dentro do Governo e da maioriaquase-absoluta, levando António Guterres a bater com a porta, clamandoque o país se encontrava num pântano.
Enfim, foi tudo um sonho...
Pode-se votar no regresso de um sonho?
2005-02-16
Isenção com barbas
A isenção fiscal a que Louçã se referiu ontem à noite tem por base o Decreto Lei 404/90 de 21 de Dezembro de 1990 o qual aprova o regime de isenção de sisa das empresas que procedam a actos de cooperação ou de concentração.
Ou seja, trata-se de legislação produzida no segundo governo de Cavaco Silva e que chegou até hoje, passando pelos governos de António Guterres.
Não fazendo juízo de valores ao sentido de moralidade do legislador e tendo em conta que no fim da década de 90 aconteceram algumas concentrações de bancos nacionais, aquilo que eu gostaria realmente de saber é se esta foi a primeira vez que o Estado isentou o pagamento de impostos ou se isso já aconteceu no passado.
Que Louçã faça disso um cavalo de batalha é-me indiferente. Nunca teve responsabilidades governativas nem sabe o que isso é. Já com José Sócrates a coisa pia fininho. Esteve em dois governos. Num deles foi ministro próximo do primeiro-ministro e agora é candidato ao cargo. Ontem aproveitou-se da questão para falar daquilo que não sabia e hoje era bom saber se o problema é novo ou já tem barbas.
Ou seja, trata-se de legislação produzida no segundo governo de Cavaco Silva e que chegou até hoje, passando pelos governos de António Guterres.
Não fazendo juízo de valores ao sentido de moralidade do legislador e tendo em conta que no fim da década de 90 aconteceram algumas concentrações de bancos nacionais, aquilo que eu gostaria realmente de saber é se esta foi a primeira vez que o Estado isentou o pagamento de impostos ou se isso já aconteceu no passado.
Que Louçã faça disso um cavalo de batalha é-me indiferente. Nunca teve responsabilidades governativas nem sabe o que isso é. Já com José Sócrates a coisa pia fininho. Esteve em dois governos. Num deles foi ministro próximo do primeiro-ministro e agora é candidato ao cargo. Ontem aproveitou-se da questão para falar daquilo que não sabia e hoje era bom saber se o problema é novo ou já tem barbas.
Upgrade: Leiam isto.
2005-02-15
A suspensão da campanha eleitoral
No início de 1998 falecia a esposa de António Guterres vítima de doença prolongada. Estava um congresso do PSD agendado para Tavira, mas o seu líder na altura, Marcelo Rebelo de Sousa, decidiu adiá-lo por uns meses por respeito ao primeiro-ministro António Guterres. Um congresso é sempre um momento de combate político altamente mediatizado e o líder do PSD entendeu que não seria respeitoso nem humano submeter o seu adversário político à pressão da crítica numa altura de dor e de recato.
Em 1999, em plena campanha eleitoral para as legislativas, morre subitamente Amália Rodrigues. Tratava-se do maior vulto da cultura portuguesa. A mulher que mais longe levou o nome de Portugal. Algumas iniciativas de campanha eleitoral foram suspensas em sinal de respeito, tendo o primeiro-ministro António Guterres, bem como grande parte dos políticos, se associado à última despedida de Amália.
Em 2004, em plena campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, morre subitamente o Professor Sousa Franco após sair da lota de Matosinhos, onde foi sujeito a um momento de grande tensão provocado pelos apoiantes dos dois principais dirigentes locais do PS. A campanha foi imediatamente suspensa por todas as forças partidárias em sinal de luto e respeito.
No domingo passado faleceu a Irmã Lúcia, a quem, segundo ela, a Virgem Maria apareceu no início do século passado. Independentemente das dúvidas que cada um possa ter sobre as aparições de Fátima – eu tenho muitas – esta senhora era um símbolo para os católicos, com reconhecimento público à escala mundial. Veja-se o que escreveram os principais órgãos de informação de referência, para se perceber a dimensão da sua imagem. A Irmã Lúcia é um ícone da Igreja Católica e uma referência do nosso país. Goste-se ou não, acredite-se ou não, esta é a realidade.
A campanha é suspensa pelo PSD e pelo PP, iniciativa essa que apenas compromete os mesmos. O PS suspendeu parte das suas actividades e os restantes partidos, salvo erro, mantêm-se em actividade eleitoral normal. Foi decretado para hoje dia de Luto Nacional e o primeiro-ministro estará, como é a sua obrigação e como António Guterres certamente estaria, na cerimónia fúnebre da Irmã Lúcia.
Os partidos da oposição reagem com violência a esta atitude e alguns sectores da Igreja falam em aproveitamento político.
Ou seja, ficámos a saber que alguns políticos não podem ter nem sentimentos, nem crenças religiosas e pelos vistos até respeito por alguém que parte, cuja imagem está associada à fé católica. Se não tivessem suspendido a campanha seriam catalogados de insensíveis e desrespeitadores de um sentimento que chega aos quatro cantos do Mundo. Como o fizeram são hipócritas e apenas estão a aproveitar-se politicamente da situação.
Eu que tenho muito cepticismo a tudo o que rodeia Fátima, curvo-me com respeito perante quem desapareceu e concordo plenamente que num país livre e democráticos, dois partidos decidam interromper a sua campanha a este propósito. Outra coisa, na minha opinião, não faria sentido.
Hoje não escreverei mais nada neste blogue.
Em 1999, em plena campanha eleitoral para as legislativas, morre subitamente Amália Rodrigues. Tratava-se do maior vulto da cultura portuguesa. A mulher que mais longe levou o nome de Portugal. Algumas iniciativas de campanha eleitoral foram suspensas em sinal de respeito, tendo o primeiro-ministro António Guterres, bem como grande parte dos políticos, se associado à última despedida de Amália.
Em 2004, em plena campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, morre subitamente o Professor Sousa Franco após sair da lota de Matosinhos, onde foi sujeito a um momento de grande tensão provocado pelos apoiantes dos dois principais dirigentes locais do PS. A campanha foi imediatamente suspensa por todas as forças partidárias em sinal de luto e respeito.
No domingo passado faleceu a Irmã Lúcia, a quem, segundo ela, a Virgem Maria apareceu no início do século passado. Independentemente das dúvidas que cada um possa ter sobre as aparições de Fátima – eu tenho muitas – esta senhora era um símbolo para os católicos, com reconhecimento público à escala mundial. Veja-se o que escreveram os principais órgãos de informação de referência, para se perceber a dimensão da sua imagem. A Irmã Lúcia é um ícone da Igreja Católica e uma referência do nosso país. Goste-se ou não, acredite-se ou não, esta é a realidade.
A campanha é suspensa pelo PSD e pelo PP, iniciativa essa que apenas compromete os mesmos. O PS suspendeu parte das suas actividades e os restantes partidos, salvo erro, mantêm-se em actividade eleitoral normal. Foi decretado para hoje dia de Luto Nacional e o primeiro-ministro estará, como é a sua obrigação e como António Guterres certamente estaria, na cerimónia fúnebre da Irmã Lúcia.
Os partidos da oposição reagem com violência a esta atitude e alguns sectores da Igreja falam em aproveitamento político.
Ou seja, ficámos a saber que alguns políticos não podem ter nem sentimentos, nem crenças religiosas e pelos vistos até respeito por alguém que parte, cuja imagem está associada à fé católica. Se não tivessem suspendido a campanha seriam catalogados de insensíveis e desrespeitadores de um sentimento que chega aos quatro cantos do Mundo. Como o fizeram são hipócritas e apenas estão a aproveitar-se politicamente da situação.
Eu que tenho muito cepticismo a tudo o que rodeia Fátima, curvo-me com respeito perante quem desapareceu e concordo plenamente que num país livre e democráticos, dois partidos decidam interromper a sua campanha a este propósito. Outra coisa, na minha opinião, não faria sentido.
Hoje não escreverei mais nada neste blogue.
2005-02-13
O Expresso de ontem.
Ontem de manhã tinha no bolso uma série de moedas. Estavam a incomodar-me porque conforme andavam elas tilintavam. Sentia que a minha caminhada pelas ruas de Tavira não era tranquila. Além disso dão cabo dos bolsos das calças. Que fazer? Comprei o Expresso. Pior a emenda que o soneto.
O jornal do Drº Balsemão dá-me ideia que traz menos papel, está mais leve mas a sua mensagem e o seu esforço, de há uns meses a esta parte, continua o mesmo.
Coisa simples que só se percebem com olhares mais atentos:
1 – Uma fotografia de José Sócrates na página 2 e outra de Santana Lopes na página 4. Na primeira Sócrates envolvido na multidão prestes a receber um beijo de uma rapariga. Bandeiras da JS e do PS atrás de si para dar a ideia de uma multidão que o segue. O plano de profundidade até desfocou um pouco a rapariga que se aproxima de Sócrates.
A de Santana Lopes mostra-o numa situação que tenta passar uma mensagem subliminar. Um senhor tenta-o abraçar mas é rapidamente impedido pelos guarda-costas. O plano da fotografia é apertado e não deixa ver se há muita ou pouca gente com o candidato do PSD. A ideia é simples: Santana Lopes é uma pessoa inacessível, distante do povo, não dá para chegar perto. Quem tiver oportunidade não deixe de reparar nas mãos que estão em frente a Santana Lopes. Todas elas impedem uma demonstração de afecto por parte de um popular.
Poderão dizer que Santana Lopes faz-se acompanhar de muitos seguranças. É verdade e nem sequer são definidos segundo a sua vontade como é sabido. Mas quem escolheu esta fotografia entre centenas de outras, sabe muito bem a imagem que importa passar. Distanciamento. Inacessibilidade. O anti-popular.
2 – Depois a sondagem a qual eu não contesto os resultados. Foi feita pela Eurosondagem a tal empresa do senhor que é dirigente do PS. As perguntas feitas para alem do habitual em quem vai votar, são curiosas: Com quem tomaria um café? Com quem passaria férias? Com quem sairia à noite? Quem veste melhor? Quem gosta mais de ver e ouvir na televisão? Quem gostaria de ter como vizinho? A quem compraria um carro em segunda mão? A quem pediria conselho sobre um livro para ler?
A ideia é simples. Potenciar a imagem de Sócrates e diminuir a de Santana Lopes. Só faltou perguntar, às senhoras, quem acha mais macho ou com qual dos dois gostaria de dormir, sendo certo que o conceito de férias já pode indiciar algum episódio indoor. Aí sim a sondagem ficaria completa.
Isto serve para dizer o seguinte: Tal como os boatos que circulam sobre o líder do PS não interessam nada para o que está em causa, estas minudências do tomar um café, sair à noite, passar férias também não. Servem apenas como moeda de troca e aparecem numa sondagem feita por um dirigente do PS e publicada num jornal que já não sabe o que dizer para rebaixar Santana Lopes. Visam desacreditar Santana Lopes passando a ideia que não tem perfil para primeiro-ministro.
3 – Depois a história de Cavaco Silva e de Miguel Cadilhe. Na primeira a culpa é dos santanistas. Talvez seja, não faço ideia. Acho-os capazes disso, sinceramente. Na segunda, feita com o mesmo rigor da do Público na semana passada, põe Cadilhe a negar a possibilidade de integrar um governo do PSD liderado por Santana Lopes. No mesmo dia aparece um desmentido do próprio. Será que o Expresso vai escrever para a semana que se enganou? Duvido.
4 – Página 6. A entrevista de José Sócrates. Vamos esquecer o conteúdo e fixar-nos na fotografia. Aparece o líder do PS numa imagem serena mas forçada. Não parece ser um instantâneo do decorrer da entrevista mas antes uma pose feita a preceito. Parece que reza. É a primeira coisa que vem à cabeça quando se olha para a fotografia. Numa semana em que as declarações de um padre são envolvidas no debate da campanha, esta fotografia parece um claro sinal aos católicos indecisos.
Talvez seja só a minha imaginação. Talvez as coisas aconteçam por acaso sem qualquer segundo sentido. Afinal o que está em causa é apenas e só a disputa de quem vai governar Portugal nos próximos tempos. Coisa pouca. Quase nada.
Afinal uma campanha eleitoral que se apresenta tão fácil para os objectivos do PS necessita de todos estes empurrões?
O jornal do Drº Balsemão dá-me ideia que traz menos papel, está mais leve mas a sua mensagem e o seu esforço, de há uns meses a esta parte, continua o mesmo.
Coisa simples que só se percebem com olhares mais atentos:
1 – Uma fotografia de José Sócrates na página 2 e outra de Santana Lopes na página 4. Na primeira Sócrates envolvido na multidão prestes a receber um beijo de uma rapariga. Bandeiras da JS e do PS atrás de si para dar a ideia de uma multidão que o segue. O plano de profundidade até desfocou um pouco a rapariga que se aproxima de Sócrates.
A de Santana Lopes mostra-o numa situação que tenta passar uma mensagem subliminar. Um senhor tenta-o abraçar mas é rapidamente impedido pelos guarda-costas. O plano da fotografia é apertado e não deixa ver se há muita ou pouca gente com o candidato do PSD. A ideia é simples: Santana Lopes é uma pessoa inacessível, distante do povo, não dá para chegar perto. Quem tiver oportunidade não deixe de reparar nas mãos que estão em frente a Santana Lopes. Todas elas impedem uma demonstração de afecto por parte de um popular.
Poderão dizer que Santana Lopes faz-se acompanhar de muitos seguranças. É verdade e nem sequer são definidos segundo a sua vontade como é sabido. Mas quem escolheu esta fotografia entre centenas de outras, sabe muito bem a imagem que importa passar. Distanciamento. Inacessibilidade. O anti-popular.
2 – Depois a sondagem a qual eu não contesto os resultados. Foi feita pela Eurosondagem a tal empresa do senhor que é dirigente do PS. As perguntas feitas para alem do habitual em quem vai votar, são curiosas: Com quem tomaria um café? Com quem passaria férias? Com quem sairia à noite? Quem veste melhor? Quem gosta mais de ver e ouvir na televisão? Quem gostaria de ter como vizinho? A quem compraria um carro em segunda mão? A quem pediria conselho sobre um livro para ler?
A ideia é simples. Potenciar a imagem de Sócrates e diminuir a de Santana Lopes. Só faltou perguntar, às senhoras, quem acha mais macho ou com qual dos dois gostaria de dormir, sendo certo que o conceito de férias já pode indiciar algum episódio indoor. Aí sim a sondagem ficaria completa.
Isto serve para dizer o seguinte: Tal como os boatos que circulam sobre o líder do PS não interessam nada para o que está em causa, estas minudências do tomar um café, sair à noite, passar férias também não. Servem apenas como moeda de troca e aparecem numa sondagem feita por um dirigente do PS e publicada num jornal que já não sabe o que dizer para rebaixar Santana Lopes. Visam desacreditar Santana Lopes passando a ideia que não tem perfil para primeiro-ministro.
3 – Depois a história de Cavaco Silva e de Miguel Cadilhe. Na primeira a culpa é dos santanistas. Talvez seja, não faço ideia. Acho-os capazes disso, sinceramente. Na segunda, feita com o mesmo rigor da do Público na semana passada, põe Cadilhe a negar a possibilidade de integrar um governo do PSD liderado por Santana Lopes. No mesmo dia aparece um desmentido do próprio. Será que o Expresso vai escrever para a semana que se enganou? Duvido.
4 – Página 6. A entrevista de José Sócrates. Vamos esquecer o conteúdo e fixar-nos na fotografia. Aparece o líder do PS numa imagem serena mas forçada. Não parece ser um instantâneo do decorrer da entrevista mas antes uma pose feita a preceito. Parece que reza. É a primeira coisa que vem à cabeça quando se olha para a fotografia. Numa semana em que as declarações de um padre são envolvidas no debate da campanha, esta fotografia parece um claro sinal aos católicos indecisos.
Talvez seja só a minha imaginação. Talvez as coisas aconteçam por acaso sem qualquer segundo sentido. Afinal o que está em causa é apenas e só a disputa de quem vai governar Portugal nos próximos tempos. Coisa pouca. Quase nada.
Afinal uma campanha eleitoral que se apresenta tão fácil para os objectivos do PS necessita de todos estes empurrões?
Campanha negra?
Um leitor do Jaquinzinhos levantou a questão e ela faz todo o sentido.
O PS e os jornalistas seus amigos acham a negra a campanha do PSD que pela primeira vez coloca nos seus cartazes mensagens à Bloco de Esquerda, ou seja fazem uso da imagem dos seus adversários para colocar a questão no ar.
Tal como o director do Expresso escreveu este sábado a escolha dos eleitores está entre quem não teve muita habilidade para governar e os que fugiram às suas responsabilidades quando a coisa começou a ficar difícil.
Santana Lopes não foi nem de perto nem de longe o primerio-minsitro que o PSD e os portugueses gostariam que fosse. Mas e aqueles que se apresentam hoje nas listas do PS são o quê? A mais virtuosa equipa governativa que Portugal já conheceu? Os mais corajosos governantes da ocidental praia lusitana?
A escolha é esta. As pessoas são estas.
Eu compreendo que o líder do PS não goste que lhe lembrem os anos de 1999 a 2001. Não foram motivo de orgulho para ninguém. Ou foram? É que se foram qual é o mal de aparecerem os seus protagonistas nos cartazes do PSD? Quem tem orgulho daquilo que fez resiste a estes cartazes com uma perna às costas.
O PS e os jornalistas seus amigos acham a negra a campanha do PSD que pela primeira vez coloca nos seus cartazes mensagens à Bloco de Esquerda, ou seja fazem uso da imagem dos seus adversários para colocar a questão no ar.
Tal como o director do Expresso escreveu este sábado a escolha dos eleitores está entre quem não teve muita habilidade para governar e os que fugiram às suas responsabilidades quando a coisa começou a ficar difícil.
Santana Lopes não foi nem de perto nem de longe o primerio-minsitro que o PSD e os portugueses gostariam que fosse. Mas e aqueles que se apresentam hoje nas listas do PS são o quê? A mais virtuosa equipa governativa que Portugal já conheceu? Os mais corajosos governantes da ocidental praia lusitana?
A escolha é esta. As pessoas são estas.
Eu compreendo que o líder do PS não goste que lhe lembrem os anos de 1999 a 2001. Não foram motivo de orgulho para ninguém. Ou foram? É que se foram qual é o mal de aparecerem os seus protagonistas nos cartazes do PSD? Quem tem orgulho daquilo que fez resiste a estes cartazes com uma perna às costas.
WPP 2004
Como não podia deixar de ser, a fotografia do ano da World Press Photo 2004 é referente ao tsunami de Dezembro de 2004 no continente asiático. O fotógrafo é indiano, chama-se Arko Datta e trabalha para a agência Reuters.
Como é óbvio a imagem fala por si e nada mais há a acrescentar.
Veja aqui os restantes premiados.
Como é óbvio a imagem fala por si e nada mais há a acrescentar.
Veja aqui os restantes premiados.
2005-02-11
Ainda sobre a notícia do Freeport de Alcochete
A notícia publicada n`O Independente, segundo parece, envolve José Sócrates à má fila. Ou seja, segundo o próprio, não esteve relacionado com o assunto e a Procuradoria-Geral da República já veio dizer que o líder do PS não é sequer suspeito.
José Sócrates está indignado e com razão. Deve ser a mesma indignação que Cavaco Silva sentiu quando leu a notícia no Público, dando conta da sua aposta numa maioria absoluta do PS e que Sócrates tão bem aproveitou e explorou até à exaustão.
As duas notícias são exemplos de mau jornalismo com contornos eleitorais.
José Sócrates está indignado e com razão. Deve ser a mesma indignação que Cavaco Silva sentiu quando leu a notícia no Público, dando conta da sua aposta numa maioria absoluta do PS e que Sócrates tão bem aproveitou e explorou até à exaustão.
As duas notícias são exemplos de mau jornalismo com contornos eleitorais.
Nomes estranhos - Letras L, M, N e O
A lista de nomes brasileiros já vai longa mas não deixa de ser curiosa.
Lança Perfume Rodometálico de Andrade,
Leão Rolando Pedreira,
Leda Prazeres Amante,
Letsgo (de Let's go),
Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé,
Liney Lindsay Nascimento de Araujo,
Lynildes Carapunfada Dores Fígado ,
Magnésia Bisurada,
Maicon Jakisson de Oliveira,
Manganês Manganésfero Nacional,
Manolo Porras y Porras,
Manoel Hora Pontual,
Manoel Sovaco de Gambar,
Manuelina Terebentina Capitulina de Jesus Amor Divino,
Manuelina Terebentina Capitulina de Jesus,
Maria da Cruz Rachadinho,
Maria da Segunda Distração,
Maria de Seu Pereira,
Maria Panela,
Maria Passa Cantando,
Maria Privada de Jesus,
Marina Turburina Cataerva,
Matozóide,
Meirelaz Assunção ,
Mijardina Pinto,
Miyatoyohiko Oku,
Mimaré Índio Brazileiro de Campos,
Naida Navinda Navolta Pereira,
Napoleão Estado do Pernambuco,
Napoleão Sem Medo e Sem Mácula,
Novelo Fedelo,
Omenzinha,
Oceano Atlântico Linhares,
Oceano Pacífico,
Ocricócrides de Albuquerque,
Olinda Barba de Jesus,
Orquerio Cassapietra,
Otávio Bundasseca,
Lança Perfume Rodometálico de Andrade,
Leão Rolando Pedreira,
Leda Prazeres Amante,
Letsgo (de Let's go),
Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé,
Liney Lindsay Nascimento de Araujo,
Lynildes Carapunfada Dores Fígado ,
Magnésia Bisurada,
Maicon Jakisson de Oliveira,
Manganês Manganésfero Nacional,
Manolo Porras y Porras,
Manoel Hora Pontual,
Manoel Sovaco de Gambar,
Manuelina Terebentina Capitulina de Jesus Amor Divino,
Manuelina Terebentina Capitulina de Jesus,
Maria da Cruz Rachadinho,
Maria da Segunda Distração,
Maria de Seu Pereira,
Maria Panela,
Maria Passa Cantando,
Maria Privada de Jesus,
Marina Turburina Cataerva,
Matozóide,
Meirelaz Assunção ,
Mijardina Pinto,
Miyatoyohiko Oku,
Mimaré Índio Brazileiro de Campos,
Naida Navinda Navolta Pereira,
Napoleão Estado do Pernambuco,
Napoleão Sem Medo e Sem Mácula,
Novelo Fedelo,
Omenzinha,
Oceano Atlântico Linhares,
Oceano Pacífico,
Ocricócrides de Albuquerque,
Olinda Barba de Jesus,
Orquerio Cassapietra,
Otávio Bundasseca,
As verdades absolutas da imprensa
E comida para o povo?
Mudou e muito
"A maioria absoluta seria uma opção clara"
Mário Soares
O que este Senhor disse das maiorias absolutas no passado.
Mário Soares
O que este Senhor disse das maiorias absolutas no passado.
Black Out
Praia do Barril...
Senhor Daniel Tecelão
Este seu comentário é ofensivo. Eu desempenho, actualmente, um cargo de nomeação política mas tenho a minha profissão. Interrompi o que estava a fazer por convite de uma pessoa que considero e que você sabe quem é. A minha sobrevivência não depende do resultado destas eleições. Elas vão acontecer, o PS vai certamente ganhar (tudo indica que sim) e a minha vida vai continuar tal qual como está agora.
Ao contrário de muita gente, de todos os partidos, eu comecei a trabalhar para poder andar na política. Não fui para a política para arranjar trabalho. Não sou funcionário público nem trabalho para uma empresa do Estado.
Fique igualmente sabendo que decidi não ser candidato a estas eleições legislativas por vontade própria e disse-o antes de se saber quem eram os candidatos. Logo não dependo em nada do resultado que sair delas. Desafio que me mostre em que circunstância deixei de dizer aquilo que pensava por conveniência ou sobrevivência, sendo certo que não me conhece de parte alguma.
O Senhor tem esse jeito de analisar as coisas que é muito próprio. Acha-se um iluminado e à sua volta são todos ignorantes. O Salazar pensava da mesma maneira.
Mantive ao longo da existência deste blogue um respeito pelas suas opiniões e nunca retirei nenhum comentário seu, mesmo aquelas em que se dirigiu a mim em termos que não são recíprocos. Até lhe revelei gestos de simpatia. Acho que quem lê os seus comentários percebe o que estou a dizer. O Senhor na verdade não merece, por mérito próprio, a minha consideração nem o meu respeito porque não é capaz de ter igual comportamento para comigo. Nunca me meti consigo, nem com a sua carreira profissional ou sindical, nem com as suas convicções politicas.
Ao contrário de muita gente, de todos os partidos, eu comecei a trabalhar para poder andar na política. Não fui para a política para arranjar trabalho. Não sou funcionário público nem trabalho para uma empresa do Estado.
Fique igualmente sabendo que decidi não ser candidato a estas eleições legislativas por vontade própria e disse-o antes de se saber quem eram os candidatos. Logo não dependo em nada do resultado que sair delas. Desafio que me mostre em que circunstância deixei de dizer aquilo que pensava por conveniência ou sobrevivência, sendo certo que não me conhece de parte alguma.
O Senhor tem esse jeito de analisar as coisas que é muito próprio. Acha-se um iluminado e à sua volta são todos ignorantes. O Salazar pensava da mesma maneira.
Mantive ao longo da existência deste blogue um respeito pelas suas opiniões e nunca retirei nenhum comentário seu, mesmo aquelas em que se dirigiu a mim em termos que não são recíprocos. Até lhe revelei gestos de simpatia. Acho que quem lê os seus comentários percebe o que estou a dizer. O Senhor na verdade não merece, por mérito próprio, a minha consideração nem o meu respeito porque não é capaz de ter igual comportamento para comigo. Nunca me meti consigo, nem com a sua carreira profissional ou sindical, nem com as suas convicções politicas.
O Senhor acha-me inteligente se critico o PSD mas ignorante se o elogio ou se critico a esquerda. Valha-nos Santa Coerência.
O Senhor é tanto de uma esquerda solidária e respeitadora das opiniões diferentes como eu sou o Presidente da República. Um país dominado por pessoas que pensam como o Senhor seria, provavelmente, uma ditadura de esquerda fechada a ferros e a cacetete.
Agora pode voltar a vomitar os insultos que quiser porque eu dificilmente me sentirei ofendido. É a tal questão da importância. Lembra-se?
O Senhor é tanto de uma esquerda solidária e respeitadora das opiniões diferentes como eu sou o Presidente da República. Um país dominado por pessoas que pensam como o Senhor seria, provavelmente, uma ditadura de esquerda fechada a ferros e a cacetete.
Agora pode voltar a vomitar os insultos que quiser porque eu dificilmente me sentirei ofendido. É a tal questão da importância. Lembra-se?
Aproveite a embalagem e faça um blogue, de preferência inteligente. Escreva as suas opiniões e submeta-se às críticas e aos comentários dos outros. Vai ver que não dói nada.
Vítima do seu próprio veneno
Depois das notícias referentes aos impostos de Pedro Santana Lopes, do que Cavaco Silva disse ou deixou de dizer, chega agora uma outra levantando suspeitas sobre José Sócrates e o seu envolvimento no licenciamento do Freeport em Alcochete. Para mim todas elas são formas de arranjar factos políticos em cima das eleições. Umas aparecem em jornais conotados mais com a esquerda e outras mais com a direita. Para mim é tudo mau jornalismo baseado em fontes ocultas que deviam reservar-se ao sigilo da sua profissão coisa que aparentemente não o fazem. Dão documentos confidenciais aos jornalistas como quem dá um aperto de mão ou um bom-dia.
Os jornais tentam fazer julgamentos na praça pública de coisas aparentemente graves mas que na verdade muitas vezes não têm ponta por onde se pegue. Não sei se é o caso, mas isto acontece. O Independente é perito neste tipo de jornalismo. Fez escola nesse sentido. Quando o director era Paulo Portas perseguia governantes e dirigentes do PSD e divulgou notícias em vésperas de eleições com métodos cirúrgicos cujo único objectivo eram influenciar os resultados. O PS ajudava à festa. Hoje é vítima e na minha opinião é muito bem feito.
O PS pode reclamar, dizer que o assunto não tem pés nem cabeça, processar o jornal e o jornalista e por aí fora. Mas a verdade é que lhe falta a legitimidade para manter uma atitude de autoridade política perante este facto, porque deste tipo de expedientes fez uso durante muito tempo.
Os jornais tentam fazer julgamentos na praça pública de coisas aparentemente graves mas que na verdade muitas vezes não têm ponta por onde se pegue. Não sei se é o caso, mas isto acontece. O Independente é perito neste tipo de jornalismo. Fez escola nesse sentido. Quando o director era Paulo Portas perseguia governantes e dirigentes do PSD e divulgou notícias em vésperas de eleições com métodos cirúrgicos cujo único objectivo eram influenciar os resultados. O PS ajudava à festa. Hoje é vítima e na minha opinião é muito bem feito.
O PS pode reclamar, dizer que o assunto não tem pés nem cabeça, processar o jornal e o jornalista e por aí fora. Mas a verdade é que lhe falta a legitimidade para manter uma atitude de autoridade política perante este facto, porque deste tipo de expedientes fez uso durante muito tempo.
Agora aguente-se.
Uma folha A4
O Drº Anacleto Louçã levou para um comício do Bloco de Esquerda um folheto do PSD para gozar com Pedro Santana Lopes.
Desfolhou as primeiras páginas onde se encontra relatada de forma sumária a passagem pela Secretaria de Estado da Cultura onde deixou obra feita com o reconhecimento público dos principais agentes culturais deste país.
Depois desfolhou mais algumas onde estava o relato da sua passagem pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, cidade que passou do esquecimento a um destino turístico de eleição.
De seguida passou para as folhas que ilustram o percurso de Presidente da Câmara de Lisboa, ganha a uma frente de esquerda e de direita sem precedentes.
Por fim a derradeira folha referente aos meses em que foi primeiro-ministro.
Sem fazer grandes considerações sobre os conteúdos do folheto, gostava de saber se o Drº Anacleto é capaz de apresentar algo semelhante que ilustre o seu percurso político. Quem mostre coisas que tenha realizado em benefício do interesse público. Onde seja possível dizer esta é uma obra que se deve ao seu trabalho, ao seu entusiasmo e à sua perseverança. Para não ser tão ruim, já nem quero um folheto. Basta-me uma folha A4. Uma só.
Já sei, vão-me dizer que o post não faz sentido porque o Drº Anacleto nunca governou sequer uma Junta de Freguesia. Pois é. É essa mesma a diferença.
Desfolhou as primeiras páginas onde se encontra relatada de forma sumária a passagem pela Secretaria de Estado da Cultura onde deixou obra feita com o reconhecimento público dos principais agentes culturais deste país.
Depois desfolhou mais algumas onde estava o relato da sua passagem pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, cidade que passou do esquecimento a um destino turístico de eleição.
De seguida passou para as folhas que ilustram o percurso de Presidente da Câmara de Lisboa, ganha a uma frente de esquerda e de direita sem precedentes.
Por fim a derradeira folha referente aos meses em que foi primeiro-ministro.
Sem fazer grandes considerações sobre os conteúdos do folheto, gostava de saber se o Drº Anacleto é capaz de apresentar algo semelhante que ilustre o seu percurso político. Quem mostre coisas que tenha realizado em benefício do interesse público. Onde seja possível dizer esta é uma obra que se deve ao seu trabalho, ao seu entusiasmo e à sua perseverança. Para não ser tão ruim, já nem quero um folheto. Basta-me uma folha A4. Uma só.
Já sei, vão-me dizer que o post não faz sentido porque o Drº Anacleto nunca governou sequer uma Junta de Freguesia. Pois é. É essa mesma a diferença.
2005-02-10
Este merece passar a post
Sem a devida autorização do nosso leitor Faisquinha/Ramos, mas contando com a sua compreensão, deixo aqui o comentário que ele fez a um outro post.
Eu tenho opinião sobre o assunto mas gostava de saber o que outras pessoas pensam a respeito do que escreveu, de preferência alguém que tenha uma recordação clara do que foi a passagem do Professor Veiga Simão pelo governo de Marcelo Caetano como ministro da Educação.
Vamos fazer Justiça à História e à Política.
Nota: Recomendo a todos que os comentários sejam feitos com elevação sem ofender as pessoas. Só assim é possível manter um debate sério.
Intolerância religiosa
Anacleto Louçã levou ontem um baile na TVI da jornalista Constança Cunha e Sá e deu um triste espectáculo de intolerância religiosa. Ficámos todos a saber que a Igreja não pode ter opinião e deve permanecer afastada dos problemas do país e da política. Deve fazer um voto de silêncio. Num país onde todos dizem o que querem, nomeadamente o Bloco de Esquerda, a conversa deste senhor dá azo a gargalhada.
Acreditem, com este senhor no governo ir à igreja passa a ser um comportamento reprovável e a censurar.
- Deus nos livre.
Acreditem, com este senhor no governo ir à igreja passa a ser um comportamento reprovável e a censurar.
- Deus nos livre.
Soares faz obras ilegais
A pedido de muitas famílias fica esta notícia para ser comentada. Eu tenho pouco a dizer. Para mim os socialistas nunca prevaricam, apenas se esquecem de algumas obrigações legais. São impolutos. Como tal nada mais tenho a acrescentar.
Upgrade:Soares já cumpriu lei - Isto vem confirmar a minha tese.
Upgrade:Soares já cumpriu lei - Isto vem confirmar a minha tese.
Bem prega Frei Tomás
Primeiro foi Vital Moreira. Agora é o próprio José Sócrates. O que têm em comum? Indignaram-se com a saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI – pura conveniência – e agora têm um sentimento semelhante em relação à sua ida para a RTP. A coerência é um bem estimável e difícil de alcançar.
O líder do PS faz uso do texto constitucional para ilustrar a sua indignação. Não lhe dou muitos dias para pedir ao Presidente da República que intervenha no sentido de impedir a contratação do melhor analista político da actualidade. Ou então quando chegar ao governo, se chegar, faz aquilo que deixou por fazer antes de desistir de governar: vai de novo buscar a Júlia Pinheiro, o João Baião e a taróloga Maya e rasga o acordo com Rebelo de Sousa. As audiências não deixaram de reagir e quem paga a factura, mais uma vez, são os portugueses.
O líder do PS faz uso do texto constitucional para ilustrar a sua indignação. Não lhe dou muitos dias para pedir ao Presidente da República que intervenha no sentido de impedir a contratação do melhor analista político da actualidade. Ou então quando chegar ao governo, se chegar, faz aquilo que deixou por fazer antes de desistir de governar: vai de novo buscar a Júlia Pinheiro, o João Baião e a taróloga Maya e rasga o acordo com Rebelo de Sousa. As audiências não deixaram de reagir e quem paga a factura, mais uma vez, são os portugueses.
2005-02-09
O Senhor dos Anéis IV
Está para estrear num cinema perto de si a nova sequela de O Senhor dos Anéis.
Depois de A Irmandade do Anel, As duas Torres e O Regresso do Rei temos:
As Criaturas do Pântano.
Maiorias absolutas
Maioria absoluta não significa boas políticas
Francisco Louçã
Pois não. Mas significa, neste caso, não ter que contar com o Bloco de Esquerda para nada no que respeita à governação do país e isso só por si já não é nada mau.
Francisco Louçã
Pois não. Mas significa, neste caso, não ter que contar com o Bloco de Esquerda para nada no que respeita à governação do país e isso só por si já não é nada mau.
Jaquinzinhos na alta roda da comunicação social
Regionalização Só no Segundo Mandato
Foi desta maneira que o PSD meteu a regionalização na gaveta há 10 anos atrás. O PS é o senhor que se segue.
2005-02-07
Eu bem me parecia
Quando há dias atrás Louçã reagiu com uma estranha surpresa e incomodidade às declarações de Bagão Félix que rotulavam os bloquistas de «neo-fascistas de esquerda» escrevi neste blogue que o líder do BE era o último político com direito a indignar-se perante a violências das críticas que lhe eram movidas. Mas não é apenas ele. A sua tropa está igualmente circunscrita a uma forma estranha de fazer política onde o adjectivo pejorativo, o insulto e a falta de decência nos argumentos os demarca de todos os outros partidos com assento parlamentar.
Ao ler-se a análise que Daniel Oliveira faz no Expresso de Sábado, a propósito do debate entre Santana Lopes e José Sócrates, onde reduz um dos intervenientes à condição de humilhação pública, pouco mais há a dizer. Mas disto pouca gente fala. O monopólio da indignação não pertence ao PSD, só aos outros partidos.
No futebol as cotoveladas de Benny McCarthy e Pedro Emanuel são punidas à posteriori sem apelo nem agravo. Na política, pelos vistos, não há forma de punir estas cotoveladas dadas numa confortável página de jornal onde as consequências parecem ser nenhumas. Nada disto é liberdade de expressão. Será um caso inimputável? Ou apenas falta de educação?
O texto começa assim: «Os dois são maus». Claro. Daniel Oliveira é bom, muito bom. Nem sei porque não é ele o cabeça de lista pelo círculo eleitoral da Madeira.
Ao ler-se a análise que Daniel Oliveira faz no Expresso de Sábado, a propósito do debate entre Santana Lopes e José Sócrates, onde reduz um dos intervenientes à condição de humilhação pública, pouco mais há a dizer. Mas disto pouca gente fala. O monopólio da indignação não pertence ao PSD, só aos outros partidos.
No futebol as cotoveladas de Benny McCarthy e Pedro Emanuel são punidas à posteriori sem apelo nem agravo. Na política, pelos vistos, não há forma de punir estas cotoveladas dadas numa confortável página de jornal onde as consequências parecem ser nenhumas. Nada disto é liberdade de expressão. Será um caso inimputável? Ou apenas falta de educação?
O texto começa assim: «Os dois são maus». Claro. Daniel Oliveira é bom, muito bom. Nem sei porque não é ele o cabeça de lista pelo círculo eleitoral da Madeira.
Fantastic
Fiquei acordado até às tantas só para ver isto. Que grande espectáculo. No intervalo do jogo ainda tive a oportunidade de assistir a um mini concerto de Sir Paul McCartney.
Um luxo.
Um luxo.
Porque será…
…que José Sócrates evocou os 6 anos de desnorte e incompetência na governação do país? Foi uma gafe ou fugiu-lhe a boca para a verdade?
À esquerda
Jerónimo de Sousa e Anacleto Louçã reclamam por um discurso de esquerda saído da boca de José Sócrates. Pelos vistos estes dois senhores ainda não perceberam que o líder do PS está à frente nas sondagens e quer ganhar as eleições. Para manter essa posição, como é óbvio, as larachas já costumeiras ditas pelos políticos de esquerda não podem saltar cá para fora. Mais do que isso, Sócrates pode ter muitos defeitos mas ser de esquerda não parece ser um deles.
Coincidências
Os jogos de futebol ontem à noite tiveram duas coincidências. As equipas da casa marcaram o mesmo número de golos e os treinadores derrotados reclamaram que o resultado tinha sido demasiado pesado. Num dos jogos a equipa vencedora acabou com menos um jogador e logo o ponta-de-lança. O que teria acontecido se o homem tivesse jogado até ao fim? E o que diria nessa circunstância o treinador da equipa derrotada?
2005-02-04
Pela primeira vez desde 2000
Bem lembrado
Um governo de esquerda para Portugal
...é preciso combater na sociedade portuguesa a tendência que se está a verificar para se reformarmos, para nos reformarmos cada vez mais cedo. A esperança de vida aumenta, e cada vez as pessoas se reformam mais cedo. E porquê? Porque há estímulos a isso. Ora, as reformas antecipadas não devem ser estimuladas. As pessoas devem reformar-se na altura da sua reforma e não antes.
José Sócrates - Secretário-Geral do PS
3/2/2005
O Debate: transcrição integral SIC/Expresso
José Sócrates - Secretário-Geral do PS
3/2/2005
O Debate: transcrição integral SIC/Expresso
Jogo morno e equilibrado.
Na primeira parte a equipa rosa entrou claramente ao ataque e criou diversas jogadas de perigo. A equipa laranja numa posição mais resguardada defendeu-se bem perante os ataques sucessivos do adversário que jogou a primeira metade a todo o gás.
As equipas saíram para o intervalo empatadas mas com os rosas em claro domínio. Na segunda parte, a equipa laranja deixou de jogar no seu meio-campo e acampou no do adversário, criando diversas jogadas de perigo as quais a equipa rosa teve grande dificuldade em resolver no seu sector mais defensivo.
No fim do jogo e em claro domínio a equipa laranja fez o golo da vitória fruto de um lance individual de um dos seus melhores jogadores, mais habituado a jogar sobre pressão.
As equipas respeitaram-se mutuamente e os árbitros estiveram ao nível do esperado. Não houve cartões para nenhum dos lados, nem casos do jogo e no fim os jogadores cumprimentara-se com fair-play.
A tabela classificativa fica praticamente inalterada. Espera-se agora pelo decorrer do resto do campeonato.
As equipas saíram para o intervalo empatadas mas com os rosas em claro domínio. Na segunda parte, a equipa laranja deixou de jogar no seu meio-campo e acampou no do adversário, criando diversas jogadas de perigo as quais a equipa rosa teve grande dificuldade em resolver no seu sector mais defensivo.
No fim do jogo e em claro domínio a equipa laranja fez o golo da vitória fruto de um lance individual de um dos seus melhores jogadores, mais habituado a jogar sobre pressão.
As equipas respeitaram-se mutuamente e os árbitros estiveram ao nível do esperado. Não houve cartões para nenhum dos lados, nem casos do jogo e no fim os jogadores cumprimentara-se com fair-play.
A tabela classificativa fica praticamente inalterada. Espera-se agora pelo decorrer do resto do campeonato.
2005-02-03
O que para aqui vai
Caros amigos comentadores
Sobre o post o “Problema está na cabeça”, devo esclarecer o seguinte na expectativa que entendam desta vez:
1 – O título foi escolhido em função de eu achar que ser homossexual é uma questão menor em relação ao que está em causa: escolher um primeiro-ministro. A “cabeça” significa a inteligência e a tolerância. O problema está naqueles que não entendem isso. Para mim, ser homossexual é tão respeitável como ser heterossexual e a competência política ou profissional não se afere em função de com quem se dorme ou de quem se gosta. Espero que a stormy tenha entendido e não fique de novo com vontade de ser ordinária, conforme escreveu.
2 – Para meu grande espanto, ouvi comentários no Fórum TSF desta manhã que iam no sentido de haver pessoas que fazem depender o seu voto em função da orientação sexual do candidato. Garanto que ouvi. Aquilo que tentei explicar no post é que isso não é motivo, pelo menos para mim. Daí ter feito a analogia entre outras coisas absolutamente banais como ser crente ou agnóstico, branco ou preto, vegetariano ou omnívoro, do Benfica ou do Sporting. São tudo coisas banais e que ninguém liga importância. Porque se há-de ligar ao facto de uma pessoas gostar de outras do mesmo sexo? Não consigo ser mais explícito.
3 – Na minha opinião, a questão do boato que corre em volta do candidato do PS está neste momento a render eleitoralmente para este partido. Porquê? Porque o PSD e o seu candidato pegaram na questão e não deviam ter feito e porque o PS sabe que as pessoas são cada vez mais tolerantes às opções de vida dos outros. Como nunca ninguém ganhou eleições nestas condições, isto é, atacando o adversário por questão que não são políticas mas sim pessoais, dá lugar a quem é atacado capitalizar a simpatia daqueles que acham que todo o cidadão tem direito ao bom nome e ao respeito.
Veja-se o que se passou em Espanha entre Alfonso Guerra do PSOE e Mariano Rajoy do PP. O candidato popular, apesar de ser casado, também vivia com o boato de ser gay e um dia, numa reunião parecida à das 1000 mulheres, Guerra chamou “maripóson” a Rajoy perante a cumplicidade de Zapatero. Sabem o que aconteceu a seguir? O PSOE caiu nas sondagens e não fosse o 12 de Março se calhar o Chefe de Governo espanhol hoje era outro.
4 – Quando referi que a ser verdade admite-se e a ser mentira nega-se foi no sentido de matar a questão. Podem ter a certeza que nunca mais se falava no assunto. Como não acontece nem uma coisa nem outra, a questão fica no ar. Quem ganha com isso? O PSD? O PS? Nenhum dos dois? Para mim o PS tem interesse em manter a actual situação com os dirigentes do PSD a meter as mãos pelos pés nesta matéria. Apenas isto.
5 – Ao contrário do que o Tomates escreveu (a promessa do almoço em troca de dizeres quem és continua de pé) o comportamento normal de um cidadão não é de perto nem de longe os gostos e a orientação sexual que tem mas a forma como vive em sociedade, nomeadamente o respeito pelo próximo. Digo-te mais meu caro Tomates, quem pensava como tu pensas era o Hitler. Tem paciência mas é verdade.
6 – O net pulha gosta de me insultar. De vez em quando lembra-se e fá-lo, mesmo sem me conhecer nem nunca ter falado comigo. Mas do insulto à ofensa vai um passo de gigante. O insulto é o acto. A ofensa é a consequência. Eu sou insultado mas não me sinto ofendido. Porquê? Porque para me ofender era necessário dar importância a quem me insulta.
7 – Devo ter vários defeitos mas homofóbico, garanto que nunca me apercebi. Não tenho grandes resistências ao casamento homossexual, sendo certo que já existem medidas que contemplam os que vivem em união de facto. Não concordo com a adopção de crianças por casais homossexuais por questões de princípio. Já agora quem é homofóbico não escreve isto numa altura em que ninguém falava em candidatos homossexuais.
Nota: Ler também “Haja respeito pelas minorias” no Jaquinzinhos. A indignação pode ficar bem ao PS mas ela não faz nenhum sentido. Foi isso que tentei dizer no último parágrafo do “Problema está na cabeça”.
E faz muito bem
O problema está na cabeça
Ouvi esta manhã uma parte do Fórum TSF e com algum espanto constatei que existem pessoas que fazem depender o seu sentido de voto em função das opções do foro intimo e privado dos candidatos e querem ver essa questão esclarecida antes de votar. Um senhor dizia mesmo que o candidato sobre o qual existe o boato de não ser heterossexual, deve dizê-lo. Ora isto ou é a inversão completa dos valores que presidem à escolha de um candidato ao lugar de primeiro-ministro ou é a estigmatização social e política de quem optou por uma vivência diferente daquilo que é o convencional.
A grande questão é esta: - até que ponto é importante a orientação sexual de um político com as responsabilidades de um primeiro-ministro?
Aparentemente são as mesma que resultam do facto de ser crente ou agnóstico, branco ou preto, vegetariano ou omnívoro, do Benfica ou do Sporting e por aí fora. Se assim é, não faz sentido que, perante o clima de boatos, não admita que é. Não o sendo desminta por completo.
Matava-se a questão se fosse feita a seguinte afirmação:
- Não sou mas respeito quem é.
Matava-se igualmente a questão se fosse dito:
- Sou sim senhor e ninguém tem nada a ver com isso. Não é isso que está em causa nas eleições.
Onde está o problema? Porque o PS não mata definitivamente a questão? Se não é diz que não é. Se é, assume. Ou será que o PS é o primeiro a ser preconceituoso em relação à homossexualidade e por isso tenta a tudo custo omiti-la, sendo certo que este clima de boatos lhe beneficia eleitoralmente?
A grande questão é esta: - até que ponto é importante a orientação sexual de um político com as responsabilidades de um primeiro-ministro?
Aparentemente são as mesma que resultam do facto de ser crente ou agnóstico, branco ou preto, vegetariano ou omnívoro, do Benfica ou do Sporting e por aí fora. Se assim é, não faz sentido que, perante o clima de boatos, não admita que é. Não o sendo desminta por completo.
Matava-se a questão se fosse feita a seguinte afirmação:
- Não sou mas respeito quem é.
Matava-se igualmente a questão se fosse dito:
- Sou sim senhor e ninguém tem nada a ver com isso. Não é isso que está em causa nas eleições.
Onde está o problema? Porque o PS não mata definitivamente a questão? Se não é diz que não é. Se é, assume. Ou será que o PS é o primeiro a ser preconceituoso em relação à homossexualidade e por isso tenta a tudo custo omiti-la, sendo certo que este clima de boatos lhe beneficia eleitoralmente?
Haja decoro
Hoje há debate
Ainda o Parque das Cidades
O post sobre o Parque das Cidades e os custos de manutenção diários os quais as autarquias de Loulé e Faro têm dificuldade em suportar gerou alguns comentários interessantes.
Na minha opinião já não há lugar para o debate em torno da questão se foi correcto ou não construir o estádio. Ele está lá, já serviu para o Euro2004 e agora é necessário dar-lhe vida e um novo alento. É verdade que a decisão de o construir naqueles moldes foi de interesse duvidoso, tendo em conta um conjunto de carências que o Algarve ainda mantém. Só que insistir nessa questão já não nos leva a lado nenhum. Toda a gente sabe como eram tomadas algumas decisões no nosso país nessa altura fazendo tábua rasa ao interesse público mas indo ao encontro da satisfação de ambições particulares e partidárias. Era um Portugal a viver acima das suas possibilidades. Posto isto, ponto final parágrafo na decisão de construir o estádio. Está feito.
O importante agora é arranjar soluções. Ideias pelos vistos não faltam. Faltam é recursos, nomeadamente financeiros, para completar aquele espaço e dar-lhe um rumo no futuro. O Parque das Cidades não pode continuar a ser um estádio plantado num ex-pomar de laranjeiras. Não pode manter aquele aspecto de uma nave que aterrou no meio do Algarve e ali ficou.
O Hospital Central, as instalações do INEM, Laboratório Distrital de Saúde Pública, o Centro Regional de Saúde Pública do Algarve e um conjunto de outras ideias algumas já com barbas, devem ser assumidas definitivamente e tornadas realidade.
O facto de não estar contemplada uma componente imobiliária, decisão também ela discutível, atrasa provavelmente o desenvolvimento de alguns destes projectos, sendo certo que estaria aqui uma receita de grande importância. O Parque das Cidades a continuar como sorvedouro de dinheiro dos contribuintes nunca terá um futuro muito próspero. É necessário, a meu ver, encontrar investimento privado que rentabilize o projecto.
Alguém nos comentários abordou a hipótese da Sonae investir naquela zona, cuja localização é fantástica. Isso, a meu ver, dificilmente irá acontecer. Ainda há poucos dias Belmiro de Azevedo falava em deixar de realizar novos investimentos no nosso país. Na nossa região já o fez com grande sucesso como é o caso do Algarve Shopping. Não é provável que nos próximos tempos haja uma decisão nesse sentido.
Ou seja, agora que a festa passou e que as vaidades deixaram de ter aquele palco cheio de público mas hoje às moscas, é necessários agarrar uma solução viável. As autarquias da região, de Aljezur a Alcoutim, já deram o seu contributo para a viabilidade da construção do estádio. Mas essa não é solução. Chamar a comunicação social e dizer que já não há forma de aguentar o “barco” também adianta pouco. Mas ela, solução, tem de existir e é necessário procurá-la.
Na minha opinião já não há lugar para o debate em torno da questão se foi correcto ou não construir o estádio. Ele está lá, já serviu para o Euro2004 e agora é necessário dar-lhe vida e um novo alento. É verdade que a decisão de o construir naqueles moldes foi de interesse duvidoso, tendo em conta um conjunto de carências que o Algarve ainda mantém. Só que insistir nessa questão já não nos leva a lado nenhum. Toda a gente sabe como eram tomadas algumas decisões no nosso país nessa altura fazendo tábua rasa ao interesse público mas indo ao encontro da satisfação de ambições particulares e partidárias. Era um Portugal a viver acima das suas possibilidades. Posto isto, ponto final parágrafo na decisão de construir o estádio. Está feito.
O importante agora é arranjar soluções. Ideias pelos vistos não faltam. Faltam é recursos, nomeadamente financeiros, para completar aquele espaço e dar-lhe um rumo no futuro. O Parque das Cidades não pode continuar a ser um estádio plantado num ex-pomar de laranjeiras. Não pode manter aquele aspecto de uma nave que aterrou no meio do Algarve e ali ficou.
O Hospital Central, as instalações do INEM, Laboratório Distrital de Saúde Pública, o Centro Regional de Saúde Pública do Algarve e um conjunto de outras ideias algumas já com barbas, devem ser assumidas definitivamente e tornadas realidade.
O facto de não estar contemplada uma componente imobiliária, decisão também ela discutível, atrasa provavelmente o desenvolvimento de alguns destes projectos, sendo certo que estaria aqui uma receita de grande importância. O Parque das Cidades a continuar como sorvedouro de dinheiro dos contribuintes nunca terá um futuro muito próspero. É necessário, a meu ver, encontrar investimento privado que rentabilize o projecto.
Alguém nos comentários abordou a hipótese da Sonae investir naquela zona, cuja localização é fantástica. Isso, a meu ver, dificilmente irá acontecer. Ainda há poucos dias Belmiro de Azevedo falava em deixar de realizar novos investimentos no nosso país. Na nossa região já o fez com grande sucesso como é o caso do Algarve Shopping. Não é provável que nos próximos tempos haja uma decisão nesse sentido.
Ou seja, agora que a festa passou e que as vaidades deixaram de ter aquele palco cheio de público mas hoje às moscas, é necessários agarrar uma solução viável. As autarquias da região, de Aljezur a Alcoutim, já deram o seu contributo para a viabilidade da construção do estádio. Mas essa não é solução. Chamar a comunicação social e dizer que já não há forma de aguentar o “barco” também adianta pouco. Mas ela, solução, tem de existir e é necessário procurá-la.
Upgrade: A conferência de imprensa.
2005-02-02
Triste realidade.
Com a sobranceria do costume Pinto da Costa respondeu aos jornalistas com piadolas de mau gosto, sobre a cobrança coerciva de impostos aos clubes de futebol determinada pelo Ministro das Finanças e já apoiada pelo líder do PS.
Este é o tipo de dirigentes que temos no nosso país. Fizeram obra e conquistaram títulos invejáveis à escala mundial, mas perante a obrigatoriedade de cumprirem com as suas obrigações fiscais responde com conversa de retretes e de potes.
Em vez de evitarem a situação porque têm meios para isso já que pagam ordenados milionários a jogadores e têm receitas fabulosas, nomeadamente o FCP, fazem-se passar por chicos-espertos do tipo: não pago impostos porque não me apetece e se quiserem penhorem a retrete do árbitro.
Nota: Quando começarem a prender dirigentes do futebol por incumprimento fiscal, seja de que clube for, estarei na primeira fila para aplaudir. Haja coragem.
Este é o tipo de dirigentes que temos no nosso país. Fizeram obra e conquistaram títulos invejáveis à escala mundial, mas perante a obrigatoriedade de cumprirem com as suas obrigações fiscais responde com conversa de retretes e de potes.
Em vez de evitarem a situação porque têm meios para isso já que pagam ordenados milionários a jogadores e têm receitas fabulosas, nomeadamente o FCP, fazem-se passar por chicos-espertos do tipo: não pago impostos porque não me apetece e se quiserem penhorem a retrete do árbitro.
Nota: Quando começarem a prender dirigentes do futebol por incumprimento fiscal, seja de que clube for, estarei na primeira fila para aplaudir. Haja coragem.
Parque das Cidades
Os autarcas de Loulé e Faro organizaram uma conferência de imprensa, esta manhã, para dizer aquilo que já se sabia, ou seja, não têm dinheiro para continuar a suportar os custos de manutenção do Parque das Cidades.
Pois é. Como disse José Vitorino, presidente da Câmara de Faro: - Que grande molho de brócolos nos deixaram.
E a responsabilidade é de quem?
Pois é. Como disse José Vitorino, presidente da Câmara de Faro: - Que grande molho de brócolos nos deixaram.
E a responsabilidade é de quem?
Taça de Portugal: Benfica recebe Beira-Mar
Estava isto a correr tão bem. Lá vem o Tanque e os outros estragar a festa. Se o jogo fosse em Aveiro estava mais descansado mas assim...
Nomes estranhos - Letras I, J e K
Depois de alguns dias de interregno, voltamos à saga dos nomes pouco normais registados nos cartórios brasileiros. Este povo não é apenas bom de bola e de samba. Também é muito imaginativo.
Vejam.
Inocêncio Coitadinho,
Isabel Defensora de Jesus,
Jacinto Leite Aquino Rego,
Jacinto Fadigas Arranhado,
Janeiro Fevereiro de Março Abril,
Jhansley Ferreira da Mata ,
João Cara de José,
João Cólica,
João da Mesma Data,
João de Deus Fundador do Colto,
João Meias de Golveias,
João Pensa Bem,
Joaquim Pinto Molhadinho,
José Amâncio e Seus Trinta e Nove,
José Casou de Calças Curtas,
José Catarrinho,
José Machuca,
José Maria Guardanapo,
José Padre Nosso,
José Teodoro Pinto Tapado,
Jovelina Ó Rosa Cheirosa,
Juana Mula,
Júlio Santos Pé-Curto,
Kêmula Katrine,
Kunigunda Grohmann,
Vejam.
Inocêncio Coitadinho,
Isabel Defensora de Jesus,
Jacinto Leite Aquino Rego,
Jacinto Fadigas Arranhado,
Janeiro Fevereiro de Março Abril,
Jhansley Ferreira da Mata ,
João Cara de José,
João Cólica,
João da Mesma Data,
João de Deus Fundador do Colto,
João Meias de Golveias,
João Pensa Bem,
Joaquim Pinto Molhadinho,
José Amâncio e Seus Trinta e Nove,
José Casou de Calças Curtas,
José Catarrinho,
José Machuca,
José Maria Guardanapo,
José Padre Nosso,
José Teodoro Pinto Tapado,
Jovelina Ó Rosa Cheirosa,
Juana Mula,
Júlio Santos Pé-Curto,
Kêmula Katrine,
Kunigunda Grohmann,
2005-02-01
Notas nocturnas no frio do Algarve
1 – José Sócrates veio esta noite à televisão queixar-se dos boatos e das insinuações que tem sido alvo. Evocou a família e os filhos. A situação é delicada. Sócrates tem o direito de se revoltar e se indignar. Mas não é possível deixar de referir que o seu partido tem sido perito neste tipo de expedientes e não é de hoje. Onde esteve Sócrates quando o seu camarada Carlos Candal escreveu o famoso Manifesto Anti-Portas em Português Suave naquele tom marialva de quem se olha ao espelho e diz: - Sou mesmo macho.
Onde esteve Sócrates quando Paulo Portas tomou posse como Ministro da Defesa e começaram a chover anedotas de caserna? Indignou-se? Se calhar sim mas a verdade é que nunca se ouviu qualquer referência a esse propósito nem do PS nem de Sócrates. Nestas matérias até o Louçã (imagine-se) não deixou de “molhar a sopa” no debate com Paulo Portas.
2 – O tipo de conversa sobre a vida particular das pessoas e as suas opções interessam para o caso em apreço (eleições)? Depende. Se for em relação ao PS e ao seu candidato não interessam. Se for em relação a Pedro Santana Lopes interessam e muito. Veja-se o que foi dito durante a campanha autárquica em Lisboa. Eu não sou um adepto ferveroso do líder do PSD daqueles que enchem o peito e se dizem “santanistas” desde pequeninos mas, verdade seja dita, não há nenhum político em Portugal mais exposto ao insulto, à calúnia, à difamação, à intriga e ao boato do que Santana Lopes. Alguém do PS já se indignou com isso? Quem? Já sei o militante número não sei das quantas da concelhia de Carrazeda de Ansiães. Talvez.
3 – Os cartazes utilizados pela JSD são de gosto duvidoso e visam atacar Sócrates? O gosto é subjectivo. A mensagem que visam passar é objectiva. Menorizam Sócrates? Não creio. Usam termos normais no debate político ao nível das referências que o próprio faz de Santana Lopes.
4 – Ainda na questão dos cartazes há a registar uma certa confusão que importa abordar. O PS condena os da JSD porque utilizam abusivamente a imagem do seu líder em sentido pejorativo. Alguém se lembra o que os socialistas disseram em relação ao cartaz do “Eles Mentem eles Perdem” do Bloco de Esquerda ou mais recentemente o do desemprego onde aparecia Santana Lopes e Paulo Portas a sorrirem de uma situação que certamente não estava relacionada com o problema do desemprego? Nada. Absolutamente nada. Só silêncio e consentimento.
5 – Há uma linguagem nesta campanha que era preferível que não houvesse. Até o Bloco de Esquerda já se sentiu indignado (imagine-se de novo) com a retórica eleitoral. Mas será que alguém já se esqueceu o tipo de campanha e a “diarreia” verbal que o Bloco já utilizou nas suas campanhas propagandísticas? Alguém já ouviu com atenção o que alguns estudantes gritam e chamam aos membros do governo, sejam do PS ou do PSD, cada vez que fazem uma manifestação? Já alguém parou para ouvir o grau de insolência que abunda na retórica parlamentar que todos os dias entra pelas nossas casas a dentro, via televisão? Mas será que só agora é que faz falta um Manual de Boas Práticas Políticas?
6 – Infelizmente a política portuguesa é plena de telhados de vidro. Mantenho que este não é o tipo de campanha que a maioria das pessoas gostaria de ver e ouvir. Mas é esta que nos servem todos os dias até ao dia 18 de Fevereiro. Depois reflecte-se e a seguir vota-se. A própria comunicação social não tem interesse em passar outra coisa se não isto. Alguém acha que as principais intervenções políticas são apenas sobre o que se diz ou se insinua? Nada disso. Existem muitas outras coisas que são completamente omitidas de propósito. A declaração dos “colos”, infeliz por sinal, tem mais audiência que as propostas dos partidos para reduzir o desemprego ou controlar a despesa pública.
7 – Conforme já foi muitas vezes referido em comentários neste blogue o que está mal não é para repetir. É verdade. Concordo totalmente. Mas que se aplique isso nos dois sentidos. A política portuguesa necessita de ideias clara e objectivas e projectos mobilizadores. Nos directórios partidários não estão hoje os políticos mais competentes e politicamente maduros dos respectivos partidos. Talvez isto seja um reflexo de um outro problema cada vez mais crónico e que deriva da falta de motivação de outros protagonistas para o combate político. Admito que sim. Mas é o que temos e com isto vamos viver nos próximos tempos.
8 – Está um frio do caraças lá fora.
Onde esteve Sócrates quando Paulo Portas tomou posse como Ministro da Defesa e começaram a chover anedotas de caserna? Indignou-se? Se calhar sim mas a verdade é que nunca se ouviu qualquer referência a esse propósito nem do PS nem de Sócrates. Nestas matérias até o Louçã (imagine-se) não deixou de “molhar a sopa” no debate com Paulo Portas.
2 – O tipo de conversa sobre a vida particular das pessoas e as suas opções interessam para o caso em apreço (eleições)? Depende. Se for em relação ao PS e ao seu candidato não interessam. Se for em relação a Pedro Santana Lopes interessam e muito. Veja-se o que foi dito durante a campanha autárquica em Lisboa. Eu não sou um adepto ferveroso do líder do PSD daqueles que enchem o peito e se dizem “santanistas” desde pequeninos mas, verdade seja dita, não há nenhum político em Portugal mais exposto ao insulto, à calúnia, à difamação, à intriga e ao boato do que Santana Lopes. Alguém do PS já se indignou com isso? Quem? Já sei o militante número não sei das quantas da concelhia de Carrazeda de Ansiães. Talvez.
3 – Os cartazes utilizados pela JSD são de gosto duvidoso e visam atacar Sócrates? O gosto é subjectivo. A mensagem que visam passar é objectiva. Menorizam Sócrates? Não creio. Usam termos normais no debate político ao nível das referências que o próprio faz de Santana Lopes.
4 – Ainda na questão dos cartazes há a registar uma certa confusão que importa abordar. O PS condena os da JSD porque utilizam abusivamente a imagem do seu líder em sentido pejorativo. Alguém se lembra o que os socialistas disseram em relação ao cartaz do “Eles Mentem eles Perdem” do Bloco de Esquerda ou mais recentemente o do desemprego onde aparecia Santana Lopes e Paulo Portas a sorrirem de uma situação que certamente não estava relacionada com o problema do desemprego? Nada. Absolutamente nada. Só silêncio e consentimento.
5 – Há uma linguagem nesta campanha que era preferível que não houvesse. Até o Bloco de Esquerda já se sentiu indignado (imagine-se de novo) com a retórica eleitoral. Mas será que alguém já se esqueceu o tipo de campanha e a “diarreia” verbal que o Bloco já utilizou nas suas campanhas propagandísticas? Alguém já ouviu com atenção o que alguns estudantes gritam e chamam aos membros do governo, sejam do PS ou do PSD, cada vez que fazem uma manifestação? Já alguém parou para ouvir o grau de insolência que abunda na retórica parlamentar que todos os dias entra pelas nossas casas a dentro, via televisão? Mas será que só agora é que faz falta um Manual de Boas Práticas Políticas?
6 – Infelizmente a política portuguesa é plena de telhados de vidro. Mantenho que este não é o tipo de campanha que a maioria das pessoas gostaria de ver e ouvir. Mas é esta que nos servem todos os dias até ao dia 18 de Fevereiro. Depois reflecte-se e a seguir vota-se. A própria comunicação social não tem interesse em passar outra coisa se não isto. Alguém acha que as principais intervenções políticas são apenas sobre o que se diz ou se insinua? Nada disso. Existem muitas outras coisas que são completamente omitidas de propósito. A declaração dos “colos”, infeliz por sinal, tem mais audiência que as propostas dos partidos para reduzir o desemprego ou controlar a despesa pública.
7 – Conforme já foi muitas vezes referido em comentários neste blogue o que está mal não é para repetir. É verdade. Concordo totalmente. Mas que se aplique isso nos dois sentidos. A política portuguesa necessita de ideias clara e objectivas e projectos mobilizadores. Nos directórios partidários não estão hoje os políticos mais competentes e politicamente maduros dos respectivos partidos. Talvez isto seja um reflexo de um outro problema cada vez mais crónico e que deriva da falta de motivação de outros protagonistas para o combate político. Admito que sim. Mas é o que temos e com isto vamos viver nos próximos tempos.
8 – Está um frio do caraças lá fora.
As maiorias absolutas boas e as más
Quando decidi inscrever-me num partido, Portugal vivia o seu melhor ciclo económico e político desde o 25 de Abril. Corria o ano de 1991. Nessa altura Cavaco Silva disputava as eleições legislativas com Jorge Sampaio a quem deu uma valente “tareia”. O actual Presidente da República não conseguiu convencer o eleitorado com o fantasma da liberdade ou da falta dela resultante da maioria absoluta. Nos anos imediatamente a seguir e depois de Jorge Sampaio ter levado outra valente “tareia” mas desta feita de António Guterres na corrida para secretário-geral do PS, todo o discurso da oposição era no mesmo sentido: as maiorias absolutas são prejudiciais para o regime democrático e têm como consequência imediata o autoritarismo a perda da liberdade e até mesmo a censura. Quem dizia este tipo de coisas eram sobretudo os mesmos que reclamam agora uma maioria absoluta. Todos do PS. António Guterres, Mário Soares, Manuel Alegre, Almeida Santos, Jorge Coelho, Jaime Gama e outros mais discretos onde certamente poderíamos encontrar José Sócrates. Todos eles combatiam o PSD com os fantasmas perniciosos das maiorias absolutas. O próprio Guterres apareceu em 1995 como o homem do diálogo e pediu uma Nova Maioria mas diferente daquela que Cavaco e o PSD tinham proporcionado ao país.
Olhando para trás e fazendo a análise honesta da História, o período entre 1987 e 1999, corresponderam ao melhor ciclo político de sempre da democracia portuguesa. O próprio Guterres ainda beneficiou de muitas coisas que vinham de trás e lançou outras que entretanto acabaram por beneficiar a vida das pessoas, isto antes de entrar nas nuvens do despesismo e do regabofe que o conduziu ao pântano.
Mas a minha questão é outra: O que leva as mesmas pessoas que abominavam as maiorias absolutas como questão fundamental da vida política portuguesa a reclamarem, constantemente, uma para o seu partido? Já sei. O PS defende as liberdades individuais dos cidadãos e o PSD destrói-as. Só pode ser esse o argumento. Aliás o PS não oprime, liberta. Não cala, consente. Não mente, apenas não diz toda a verdade. O PS é no fundo um partido democrático de gente séria e o PSD um gang de bons malandros capazes de tudo a troco do Poder.
Ora nada disto é verdade. O que se passa com as pessoas que mudaram de opinião é tão somente uma coisa: mudaram de opinião, nada mais. Perceberam que com a classe política que temos no nosso país e os interesses corporativos da sociedade, não existe outra forma de governar com capacidade reformadora sem perder o rumo dos acontecimentos. A oposição que temos em Portugal, nomeadamente a mais radical, aquela que nunca chega ao Poder, começa a pedir a cabeça dos governantes, sejam eles quais forem, no dia seguinte à tomada de posse e a opinião pública em grande parte acompanha este sentimento de uma forma progressiva.
À partida as maiorias absolutas são um garante de estabilidade. Sejam elas de um só partido ou de uma coligação. Mas para isso é necessário, nos dias que correm, ter um amigo em Belém. Caso contrário…é o que se sabe.
Haja coerência com a História. Quem pede actualmente uma maioria absoluta são os mesmos que a atacaram em circunstâncias que, comparadas às de hoje, dão vontade de rir.
Olhando para trás e fazendo a análise honesta da História, o período entre 1987 e 1999, corresponderam ao melhor ciclo político de sempre da democracia portuguesa. O próprio Guterres ainda beneficiou de muitas coisas que vinham de trás e lançou outras que entretanto acabaram por beneficiar a vida das pessoas, isto antes de entrar nas nuvens do despesismo e do regabofe que o conduziu ao pântano.
Mas a minha questão é outra: O que leva as mesmas pessoas que abominavam as maiorias absolutas como questão fundamental da vida política portuguesa a reclamarem, constantemente, uma para o seu partido? Já sei. O PS defende as liberdades individuais dos cidadãos e o PSD destrói-as. Só pode ser esse o argumento. Aliás o PS não oprime, liberta. Não cala, consente. Não mente, apenas não diz toda a verdade. O PS é no fundo um partido democrático de gente séria e o PSD um gang de bons malandros capazes de tudo a troco do Poder.
Ora nada disto é verdade. O que se passa com as pessoas que mudaram de opinião é tão somente uma coisa: mudaram de opinião, nada mais. Perceberam que com a classe política que temos no nosso país e os interesses corporativos da sociedade, não existe outra forma de governar com capacidade reformadora sem perder o rumo dos acontecimentos. A oposição que temos em Portugal, nomeadamente a mais radical, aquela que nunca chega ao Poder, começa a pedir a cabeça dos governantes, sejam eles quais forem, no dia seguinte à tomada de posse e a opinião pública em grande parte acompanha este sentimento de uma forma progressiva.
À partida as maiorias absolutas são um garante de estabilidade. Sejam elas de um só partido ou de uma coligação. Mas para isso é necessário, nos dias que correm, ter um amigo em Belém. Caso contrário…é o que se sabe.
Haja coerência com a História. Quem pede actualmente uma maioria absoluta são os mesmos que a atacaram em circunstâncias que, comparadas às de hoje, dão vontade de rir.
Fico chateado...pois claro que fico chateado.
Este, estes, esta e também este (ainda por cima verde), são no momento os meus maiores inimigos.
Já não os posso ouvir, ver e muito menos saber que ainda os vou gramar durante algum tempo. Alguns dos meus amigos já me tinha falado do problema. Confesso que não fui capaz de avaliar a situação devidamente. Não me dão tréguas. Quero ver o futebol, as notícias, os debates e outras coisas igualmente importantes à sobrevivência de um homem tipicamente normal numa sociedade de consumo neo-liberal, mas não é possível. Sou remetido para uma televisão pequena onde tudo é muito mais limitado. Não há direito.
Já não os posso ouvir, ver e muito menos saber que ainda os vou gramar durante algum tempo. Alguns dos meus amigos já me tinha falado do problema. Confesso que não fui capaz de avaliar a situação devidamente. Não me dão tréguas. Quero ver o futebol, as notícias, os debates e outras coisas igualmente importantes à sobrevivência de um homem tipicamente normal numa sociedade de consumo neo-liberal, mas não é possível. Sou remetido para uma televisão pequena onde tudo é muito mais limitado. Não há direito.
Fiéis ao pensamento
Daquilo que leio, ouço e vejo na comunicação social portuguesa no que às eleições no Iraque diz respeito, salta aos olhos um sentimento ou talvez dois: angústia e desorientação.
Como escreveu este senhor e bem, isto não é jornalismo é ideologia.
Como escreveu este senhor e bem, isto não é jornalismo é ideologia.
FCP
O FCP é um clube mal acostumado pelas melhores razões. Nos últimos 15 anos praticamente dominou o futebol nacional e alcançou um prestígio, além fronteiras, notável. As últimas duas temporadas foram mesmo de sonho.
Na actual temporada o FCP já ganhou a Super-Taça contra o SLB e a Intercontinental num jogo em que dominou praticamente o adversário e só por acaso teve que ir à decisão por grandes penalidades. Na Super Liga o FCP está nos primeiros lugares com claras hipóteses de ganhar a competição. De facto, ao contrário do que é costume não está com 10 ou 15 pontos de avanço sobre o segundo classificado, mas como toda a gente já percebeu este é um campeonato atípico onde os clubes ditos pequenos “roubam” pontos aos “grandes”. Para além disto o FCP continua na Liga dos Campeões apesar de ter passado um mau bocado e de ter estado dependente de terceiros.
Por tudo isto é estranha a decisão de mandar o treinador embora, na medida em que o FCP continua em prova, com possibilidades de vencer, em importantes competições. Foi eliminado da Taça de Portugal numa saída que é sempre difícil como é jogar contra o Vitória de Guimarães. E depois? Qual foi o demérito ou o escândalo?
Portanto a pergunta é legítima: - Porquê? Mas a culpa será apenas do treinador?
O FCP perdeu este ano três jogadores fundamentais. Um deles era claramente o motor da equipa. Deco, pois claro. Além deste as saídas de Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira mexeram com a estrutura defensiva da equipa e os seus substitutos ainda não os fizeram esquecer.
Na frente menos se compreende as saídas de Derlei e de Carlos Alberto. Não consta que o FCP esteja aflito e necessite de vender activos para se aguentar. Hélder Postiga é uma sombra do que já foi. McCarthy acha mais piada a agredir adversários do que a marcar golos e por aí fora. Entretanto foram buscar mais brasileiros, nomeadamente um com nome de cão que jogou a titular com pouco mais de uma semana de treinos.
Esta parece ser a realidade. Os jogadores não se empenham e o treinador é que paga.
Na actual temporada o FCP já ganhou a Super-Taça contra o SLB e a Intercontinental num jogo em que dominou praticamente o adversário e só por acaso teve que ir à decisão por grandes penalidades. Na Super Liga o FCP está nos primeiros lugares com claras hipóteses de ganhar a competição. De facto, ao contrário do que é costume não está com 10 ou 15 pontos de avanço sobre o segundo classificado, mas como toda a gente já percebeu este é um campeonato atípico onde os clubes ditos pequenos “roubam” pontos aos “grandes”. Para além disto o FCP continua na Liga dos Campeões apesar de ter passado um mau bocado e de ter estado dependente de terceiros.
Por tudo isto é estranha a decisão de mandar o treinador embora, na medida em que o FCP continua em prova, com possibilidades de vencer, em importantes competições. Foi eliminado da Taça de Portugal numa saída que é sempre difícil como é jogar contra o Vitória de Guimarães. E depois? Qual foi o demérito ou o escândalo?
Portanto a pergunta é legítima: - Porquê? Mas a culpa será apenas do treinador?
O FCP perdeu este ano três jogadores fundamentais. Um deles era claramente o motor da equipa. Deco, pois claro. Além deste as saídas de Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira mexeram com a estrutura defensiva da equipa e os seus substitutos ainda não os fizeram esquecer.
Na frente menos se compreende as saídas de Derlei e de Carlos Alberto. Não consta que o FCP esteja aflito e necessite de vender activos para se aguentar. Hélder Postiga é uma sombra do que já foi. McCarthy acha mais piada a agredir adversários do que a marcar golos e por aí fora. Entretanto foram buscar mais brasileiros, nomeadamente um com nome de cão que jogou a titular com pouco mais de uma semana de treinos.
Esta parece ser a realidade. Os jogadores não se empenham e o treinador é que paga.

