2005-01-31
Breves pontos de vista
Li comentários em baixo que me deixaram a ideia de não ter sido suficientemente explícito.
1 – Não há guerras boas nem más. Quando se faz uma guerra sabe-se à partida que vão morrer pessoas. As bombas americanas e ingleses que destruíram a Alemanha na Segunda Grande Guerra Mundial também mataram crianças inocentes. Ninguém põe em causa se foi necessário ou não. É claro que não havia alternativa. Hitler era assim tão diferente de Saddam Hussein?
2 – A guerra do Iraque tinha um pretexto que se veio a verificar inexistente. Mas havia um que era incontestado. Aquele país vivia debaixo de uma ditadura sangrenta e talvez o grande erro dos americanos no início da década de 90 (invasão do Kuweit) foi não ter resolvido o problema. O cancro ficou lá e voltou a manifestar-se. Agora foi extraído.
3 – Para os que não apoiaram, legitimamente, a intervenção militar no Iraque, o discurso da desordem e do caos rendia-lhes benefícios políticos, seja em Portugal seja no estrangeiro. O líder do Bloco de Esquerda enche a boca cada vez que fala nas pessoas que morreram no conflito. Para ele talvez fosse mais interessante o Iraque continuar na espiral de violência porque isso fazia render mais alguns ataques ao governo, a Durão Barroso, a Bush e por aí fora. Acontece que, não sendo certo que as mortes parem, o facto de ter havido eleições é um primeiro passo para a normalização da vida política e social no Iraque.
4 – Há dias li algures um artigo escrito por uma pessoa que se encontra no Iraque em que descrevia a vida em Bagdad. Segundo ele a comunicação social, toda ela, só passava imagens de atentados, destruição e operações militares. No entanto para além disso existe um povo que acorda de manhã cedo para trabalhar, o comércio e os serviços abrem regularmente, nas escolas as crianças e os jovens têm aulas e mais uma série de coisas aparentemente banais. Mas desse Iraque ninguém fale porque não provoca imagens de choque, daquelas que nos colam em frente ao televisor. O Iraque está no caminho que o seu povo deseja e a prova disso foram os níveis de participação eleitoral. Vai haver gente fora do contexto democrático? Naturalmente que. Em Portugal a seguir ao 25 de Abril também houve problemas e até mesmo um grupo terrorista que matou inocentes. Onde está a novidade?
5 – O mundo não ficou mais seguro após a intervenção militar no Iraque. É verdade. Ainda há um longo caminho a percorrer. Mas acabou-se mais uma ditadura, libertou-se um povo a quem está a ser dada uma oportunidade para renascer e aos poucos a situação terá tendência para normalizar. Imagino que exista quem gostava de ver as coisas de outra maneira. É natural. Se para uns acabar com um regime ditatorial foi motivo para vir para a rua manifestar o seu descontentamento, compreende-se porque não reconhecem agora que a democracia está mais perto e que faz todo o sentido apoiá-la. Já sei, para isso era preciso reconhecer que a intervenção militar teve um objectivo que foi alcançado: a convocação de eleições livres e democráticas. Que grande chatice.
1 – Não há guerras boas nem más. Quando se faz uma guerra sabe-se à partida que vão morrer pessoas. As bombas americanas e ingleses que destruíram a Alemanha na Segunda Grande Guerra Mundial também mataram crianças inocentes. Ninguém põe em causa se foi necessário ou não. É claro que não havia alternativa. Hitler era assim tão diferente de Saddam Hussein?
2 – A guerra do Iraque tinha um pretexto que se veio a verificar inexistente. Mas havia um que era incontestado. Aquele país vivia debaixo de uma ditadura sangrenta e talvez o grande erro dos americanos no início da década de 90 (invasão do Kuweit) foi não ter resolvido o problema. O cancro ficou lá e voltou a manifestar-se. Agora foi extraído.
3 – Para os que não apoiaram, legitimamente, a intervenção militar no Iraque, o discurso da desordem e do caos rendia-lhes benefícios políticos, seja em Portugal seja no estrangeiro. O líder do Bloco de Esquerda enche a boca cada vez que fala nas pessoas que morreram no conflito. Para ele talvez fosse mais interessante o Iraque continuar na espiral de violência porque isso fazia render mais alguns ataques ao governo, a Durão Barroso, a Bush e por aí fora. Acontece que, não sendo certo que as mortes parem, o facto de ter havido eleições é um primeiro passo para a normalização da vida política e social no Iraque.
4 – Há dias li algures um artigo escrito por uma pessoa que se encontra no Iraque em que descrevia a vida em Bagdad. Segundo ele a comunicação social, toda ela, só passava imagens de atentados, destruição e operações militares. No entanto para além disso existe um povo que acorda de manhã cedo para trabalhar, o comércio e os serviços abrem regularmente, nas escolas as crianças e os jovens têm aulas e mais uma série de coisas aparentemente banais. Mas desse Iraque ninguém fale porque não provoca imagens de choque, daquelas que nos colam em frente ao televisor. O Iraque está no caminho que o seu povo deseja e a prova disso foram os níveis de participação eleitoral. Vai haver gente fora do contexto democrático? Naturalmente que. Em Portugal a seguir ao 25 de Abril também houve problemas e até mesmo um grupo terrorista que matou inocentes. Onde está a novidade?
5 – O mundo não ficou mais seguro após a intervenção militar no Iraque. É verdade. Ainda há um longo caminho a percorrer. Mas acabou-se mais uma ditadura, libertou-se um povo a quem está a ser dada uma oportunidade para renascer e aos poucos a situação terá tendência para normalizar. Imagino que exista quem gostava de ver as coisas de outra maneira. É natural. Se para uns acabar com um regime ditatorial foi motivo para vir para a rua manifestar o seu descontentamento, compreende-se porque não reconhecem agora que a democracia está mais perto e que faz todo o sentido apoiá-la. Já sei, para isso era preciso reconhecer que a intervenção militar teve um objectivo que foi alcançado: a convocação de eleições livres e democráticas. Que grande chatice.
Sei lá
Parece que existem blogues (eventualmente pessoas) mais interessados em que as eleições no Iraque corram mal do que bem. Porquê? Sei lá. Se calhar acaba-se o choradinho contra o Bush, o Barroso, o Aznar, o Blair e outros.
As bombas vão continuar? Naturalmente que sim. Colocadas por quem não aceita a lógica democrática e quer ver o Iraque mergulhado cada vez mais no terror e no desespero.
As bombas vão continuar? Naturalmente que sim. Colocadas por quem não aceita a lógica democrática e quer ver o Iraque mergulhado cada vez mais no terror e no desespero.
Ontem
Foi um dia muito triste para o PS e para o PCP.
Foi um dia verdadeiramente catastrófico para o Bloco de Esquerda.
Foi um dia amargurado para o Drº Mário Soares e para o Professor Freitas do Amaral.
O Iraque teve a oportunidade de votar de forma livre e democrática e a esmagadora maioria da sua população não deixou de estar presente.
Foi também contra isto que muita gente se manifestou nos dois últimos anos.
Foi um dia verdadeiramente catastrófico para o Bloco de Esquerda.
Foi um dia amargurado para o Drº Mário Soares e para o Professor Freitas do Amaral.
O Iraque teve a oportunidade de votar de forma livre e democrática e a esmagadora maioria da sua população não deixou de estar presente.
Foi também contra isto que muita gente se manifestou nos dois últimos anos.
Fernandez
E eu a pensar que lenços brancos ao treinador, nesta temporada, eram um exclusivo do Estádio da Luz e do Alvalade XXI.
PSD contra casamentos gay
2005-01-28
Que mais irá acontecer???
Isto sim são trapalhadas cor de rosa.
Durante alguns dias debateu-se neste blogue as polémicas declarações de Correia de Campos, um reconhecido especialista do PS na área da Saúde. Essas declarações feitas a um jornal, iam no sentido da não prioridade na construção do Hospital Central na região. O PSD/Algarve não deixou passar a situação em claro e muito menos os autarcas de Faro e de Loulé. O PS viu-se na situação aflitiva de ter dito antes do tempo algo em que acredita mas que não só não faz sentido como vai ao arrepio de compromissos já assumidos. Como tal, deu o dito por não dito e através de Correia de Campos, mais uma vez, emendou o tiro, conforme se pode ler na imprensa regional desta semana.
São portanto legítimas as dúvidas que os algarvios têm em relação à construção deste equipamento se o PS ganhar as próximas eleições.
A situação é tão ridícula ao ponto de termos de comparar estas duas frases ditas pela mesma pessoa: Correia de Campos.
« É preciso rever essa lista porque isso são Hospitais a mais. (…) O de Évora pode esperar por melhores dias, assim como o do Algarve»
Isto foi em Dezembro de 2004 ao Diário de Notícias. Agora repare-se nesta:
«Com toda a franqueza, acho que o Hospital Central de Faro e o de Gaia são, de momento, os mais prioritários».
Esta já pertence à presente semana e foi publicada no jornal Barlavento. Entre uma e outra o que se passou? O PS emendou a mão porque percebeu onde se tinha metido, nomeadamente porque o PSD/Algarve e os autarcas envolvidos no assunto denunciaram mais esta tentativa de machadada nas aspirações dos algarvios.
Agora pergunto eu: Em qual das duas frases podemos confiar? Na primeira ou na segunda?
A única certeza que temos em relação a esta matéria foi dada pelo ministro da Saúde Luís Filipe Pereira. Em deslocação à região anunciou o lançamento do concurso do hospital. Esta é a única certeza e o único facto concreto. Tudo o resto são desculpas de mau pagador com objectivos eleitoralistas.
São portanto legítimas as dúvidas que os algarvios têm em relação à construção deste equipamento se o PS ganhar as próximas eleições.
A situação é tão ridícula ao ponto de termos de comparar estas duas frases ditas pela mesma pessoa: Correia de Campos.
« É preciso rever essa lista porque isso são Hospitais a mais. (…) O de Évora pode esperar por melhores dias, assim como o do Algarve»
Isto foi em Dezembro de 2004 ao Diário de Notícias. Agora repare-se nesta:
«Com toda a franqueza, acho que o Hospital Central de Faro e o de Gaia são, de momento, os mais prioritários».
Esta já pertence à presente semana e foi publicada no jornal Barlavento. Entre uma e outra o que se passou? O PS emendou a mão porque percebeu onde se tinha metido, nomeadamente porque o PSD/Algarve e os autarcas envolvidos no assunto denunciaram mais esta tentativa de machadada nas aspirações dos algarvios.
Agora pergunto eu: Em qual das duas frases podemos confiar? Na primeira ou na segunda?
A única certeza que temos em relação a esta matéria foi dada pelo ministro da Saúde Luís Filipe Pereira. Em deslocação à região anunciou o lançamento do concurso do hospital. Esta é a única certeza e o único facto concreto. Tudo o resto são desculpas de mau pagador com objectivos eleitoralistas.
Ainda a noite de ontem.
Genericamente, Pedro Santana Lopes fez um bom discurso ontem à noite. No entanto achei que gastou tempo demais a falar de sondagens e talvez seja excessivo querer processar as empresas que as fazem. Não faz muito sentido. Acho que é mais divertido vê-las a ser despedidas pelos jornais que as contratam como aconteceu em 2001 depois das autárquicas.
Nota: Há quanto tempo não se escutava um líder do PSD/Algarve a fazer uma intervenção como aquela que se ouviu ontem à noite? Só não gostei de um ponto. Acho que ele sabe qual foi. De resto já lhe disse o que penso sobre o assunto.
Nota: Há quanto tempo não se escutava um líder do PSD/Algarve a fazer uma intervenção como aquela que se ouviu ontem à noite? Só não gostei de um ponto. Acho que ele sabe qual foi. De resto já lhe disse o que penso sobre o assunto.
Peço desculpa por dizer a verdade
O jantar/comício organizado pelo PSD/Algarve ontem à noite foi uma manifestação de mobilização, empenho e dedicação partidária como há muito a região não via. Naquela que foi uma noite gélida – pelo menos para os algarvios – ter uma sala daquela dimensão completamente cheia, é obra. Vieram pessoas de todo o Algarve. Apenas e só. Ninguém foi buscar gente a Lisboa nem a outras regiões. Foi a prata da casa.
Bem sei que as eleições não se ganham pelo número de participantes em eventos desta natureza. Mas a democracia respira de alívio quando as pessoas deixam o conforto das suas casas para estar e apoiar o líder do seu partido. Outros não foram capazes de chegar nem à metade.
Agora podem vir todos os comentários depreciativos e ofensivos sobre o assunto, que todos serão recebidos, lidos e relacionados com o post escrito imediatamente em baixo
Só uma nota: peço que acreditem pelo menos na minha honestidade neste ponto concreto. Não estavam lá apenas os eleitos, os nomeados e as chamadas clientelas partidárias. Estavam lá os outros. Aqueles que são a esmagadora maioria. Aqueles que não pedem nada em troca. Aqueles que já vão há muitos anos e não querem deixar de ir.
Estavam lá os que quiseram ir. E os que não quiseram, nem sabem o que perderam.
Bem sei que as eleições não se ganham pelo número de participantes em eventos desta natureza. Mas a democracia respira de alívio quando as pessoas deixam o conforto das suas casas para estar e apoiar o líder do seu partido. Outros não foram capazes de chegar nem à metade.
Agora podem vir todos os comentários depreciativos e ofensivos sobre o assunto, que todos serão recebidos, lidos e relacionados com o post escrito imediatamente em baixo
Só uma nota: peço que acreditem pelo menos na minha honestidade neste ponto concreto. Não estavam lá apenas os eleitos, os nomeados e as chamadas clientelas partidárias. Estavam lá os outros. Aqueles que são a esmagadora maioria. Aqueles que não pedem nada em troca. Aqueles que já vão há muitos anos e não querem deixar de ir.
Estavam lá os que quiseram ir. E os que não quiseram, nem sabem o que perderam.
Nota de culpa
Estou fascinado com algumas reacções a alguns post, nomeadamente os dois em baixo, tendo em conta de onde vêm.
São reacções de quem tem mau fígado, fraco poder de encaixe e não é capaz de distinguir a piada do insulto. Imagino o que dirão cada vez que vêm o Contra-Informação. Quando as “vítimas” são do PSD ou do PP, dão gargalhadas de desprezo e gozo. Se calhar aplaudem no fim. Contam aos amigos no dia a seguir em jeito de anedota. Quando os “afectados” são do PS do PCP ou do Bloco de Esquerda, sentem-se ofendidos, dizem ou pensam palavrões, porque são cidadãos muito respeitáveis, não duvido, incapazes de pronunciar seja o que for capaz de ofender terceiros. Fazem-me lembrar uma pessoa que conheço que antes de dizer merda pede licença.
Tivesse este blogue aberto há apenas duas ou três semanas e este post não faria sentido. Acontece que deste senhor e também deste, nós já lemos de tudo um pouco. Sublinho de tudo um pouco. Ofensas, insultos, adjectivos de gosto duvidoso, matéria suficiente para um grande molho de brócolos. Também já foram vítimas de igual tratamento, não da minha parte, o que só merece reprovação. Mas agora estão diferentes. Mudaram, para melhor, estou certo.
Se por acaso a piada, porque não passa disso mesmo, fosse em relação ao PSD viriam em coro dizer: - esfola. Mas desta vez não foi. Não devem ler blogues como o Barnabé – sem ter a veleidade de fazer comparações - mas se os lêem devem achar que é diferente. Pois é diferente. Os destinatários da piada ou do humor são aqueles que eles não gostam e contra os quais vale tudo.
A boataria da qual Jorge Coelho se queixava em artigo no DN só serve para um dos lados. Tem um sentido obrigatório. O do PSD. Nos outros partidos, nas outras militâncias, nas outras simpatias ou seja no que for, não há boatos. Nunca houve. O próprio boato é uma invenção da extrema-direita neo-liberal instalada no PSD. Noutros sítios não há disso.
Tenham pelo menos a sensatez de admitir que sem ofender, brincar é saudável. Mas se não acham isso correcto então acabem com os blogues, os comentários nos blogues, os cartoons dos jornais, as anedotas picantes ou não, as sátiras de Carnaval, as advinhas marotas, mandem prender o Herman José, os rapazes do Gato Fedorento, os outros do Levanta-te e Ri e outras tantas formas de revelar que a vida não é uma tela a preto e branco.
Sejam coerentes, mas só se quiserem. Não são obrigados.
Por acaso o PSD e o seu actual líder nunca foram e não são “vítimas” de tantas e tantas manifestações de humor, algumas delas manifestamente insultuosas. Já sei de novo. O Pedro Santana Lopes merece porque sim. O PSD também pelas mesma razão.
Nota 1: Já me esquecia. Desculpem se desagradei alguém. De facto não tenho esse direito. Como responsável pelo blogue só tenho que ouvir (ler) e nunca reclamar ou pedir que o tratamento das situações seja recíproco. Vou fazer um esforço e acabar depressa com o blogue para que ninguém se sinta violado na sua tranquilidade e para que a democracia respire de alívio
Nota 2: A JSD usou abusivamente a imagem de José Sócrates. Alguém o disse. Por acaso não fez o mesmo em relação aos cartazes do Bloco de Esquerda com a fotografia de Portas e Santana que estiveram nas ruas há umas semanas atrás. Já sei: esses não contam. Tal como não contam as centenas e centenas de manifestações pseudo-democráticas do Bloco de Esquerda.
2005-01-27
Tudo bem quando acaba bem
Esta é a resposta do Bloco de Esquerda às suspeitas que recaíram sobre o seu líder Anacleto depois do debate com Paulo Portas.
A comunidade gay portuguesa já pode dormir descansada.
O Bloco e o seu líder não são homofóbicos, muito pelo contrário.
Sabes mesmo quem é?
Sabes mesmo quem é?
Claro que sei. É um ex-militante da JSD. Um político de direita.
Que obras fez?
Isso não sei. O homem já foi construtor civil? Se calhar mudou as louças da casa de banho. Qual é o mal?
Que vitórias obteve?
Acho que ganhou ao filho do Marocas e ao Poeta Manuel do Vento que Passa umas eleições num clube que tem um emblema com uma mão fechada.
Que decisão tomou?
Sei lá. Isso é lá com ele. Desde que não tenha nenhum frente-a-frente com o Louçã, não há crise de saber que decisão tomou. Além disso ele sabe o que é gerar uma vida como também sabe o que é o sorriso de uma criança. Só isso já é muita coisa.
- É o Zé Sócrates, laranjinhas. Consultem os ficheiros. Acordem.
Esta malta nova da JSD já não conhece as pessoas que foram suas companheiras de partido.
Isto no meu tempo não era assim.
De comentário a post
Com a devida vénia pelo autor do comentário.
E esse grande homem de esquerda chamado Freitas do Amaral... Agora pede maioria absoluta para o PS!!!
Para ele a coligação de direita não serve, mas quando foi nomeado, pela coligação de direita, para a Comissão de Reforma do Sistema Prisional, não disse que não, nem à comissão nem ao salário!
Este Freitas já teve melhores dias!
Zé Ninguém
Aposto que o Sérgio Martins vai reagir.
E esse grande homem de esquerda chamado Freitas do Amaral... Agora pede maioria absoluta para o PS!!!
Para ele a coligação de direita não serve, mas quando foi nomeado, pela coligação de direita, para a Comissão de Reforma do Sistema Prisional, não disse que não, nem à comissão nem ao salário!
Este Freitas já teve melhores dias!
Zé Ninguém
Aposto que o Sérgio Martins vai reagir.
Auschwitz 60 anos
Nobre Guedes alerta para possível reedição do Bloco Central
Por seu lado, Nobre Guedes está mais preocupado com a eventualidade de um Bloco Central. Eu também acho que o Moreirense vai ganhar a Super-Liga este ano.
Grande novidade
Narana Coissoró (o processador de texto está a dar erro ortográfico), disse qualquer coisa do género:
- Ou os ataques de alguns dirigentes do PSD ao PP param ou então ficamos livres para encontrar outras vias de entendimento.
Ou seja, o bode expiatório já está encontrado. Falta agora o PS ganhar as eleições sem maioria e conversar com o PP. Acham difícil? Eu não.
- Ou os ataques de alguns dirigentes do PSD ao PP param ou então ficamos livres para encontrar outras vias de entendimento.
Ou seja, o bode expiatório já está encontrado. Falta agora o PS ganhar as eleições sem maioria e conversar com o PP. Acham difícil? Eu não.
Que grande jogo
Afinal o futebol português ainda nos reserva algumas surpresas. De vez em quando temos a oportunidade de ver grandes jogos.
Ganhou o SLB na lotaria das penalidades mas podia ter sido ao contrário e não seria injusto.
Assim vale a pena.
P.S.- A expulsão de Hugo Viana vai fazer correr alguma tinta. O treinador do SCP já veio dizer que João Pereira não honrou o espectáculo. Por acaso ele tem bastante autoridade para o afirmar até porque sempre repreendeu as cenas semelhantes que o seu jogador Liedson tem protagonizado desde que chegou ao SCP. No balneário, provavelmente, porque publicamente nunca se ouviu a sua voz.
Faz-me lembrar o soco do João Pinto no jogo com a Coreia do Sul. Foi subtil,não esmorrou só encostou a mão ao corpo do adversário.
Ganhou o SLB na lotaria das penalidades mas podia ter sido ao contrário e não seria injusto.
Assim vale a pena.
P.S.- A expulsão de Hugo Viana vai fazer correr alguma tinta. O treinador do SCP já veio dizer que João Pereira não honrou o espectáculo. Por acaso ele tem bastante autoridade para o afirmar até porque sempre repreendeu as cenas semelhantes que o seu jogador Liedson tem protagonizado desde que chegou ao SCP. No balneário, provavelmente, porque publicamente nunca se ouviu a sua voz.
Faz-me lembrar o soco do João Pinto no jogo com a Coreia do Sul. Foi subtil,não esmorrou só encostou a mão ao corpo do adversário.
2005-01-26
Revolta em Moscovo
Um grupo de estudantes guineenses barricou-se na embaixada da Guiné-Bissau em Moscovo, em sinal de protesto pela ausência das transferências das bolsas de estudo a que têm direito. Assim colocaram o embaixador em “prisão domiciliária” no quarto do mesmo e dali não sai até que o dinheiro apareça.
Um dos activistas falou para o jornalista da RTP, dando conta da forma de luta utilizada. Aproveitou também para dizer que a culpa não é do embaixador e deixou claro o seguinte:
- Não queremos denegrir a imagem do senhor embaixador…
Não querem o quê?
Um dos activistas falou para o jornalista da RTP, dando conta da forma de luta utilizada. Aproveitou também para dizer que a culpa não é do embaixador e deixou claro o seguinte:
- Não queremos denegrir a imagem do senhor embaixador…
Não querem o quê?
Respeitosamente, ao Senhor Professor Vital Moreira
Ontem depois de saber das preocupações do Professor Vital Moreira em relação à contratação do também Professor Marcelo Rebelo de Sousa pelo canal público de televisão RTP, fui “à pesca” aqui de coisas escritas na época sobre o assunto e descobri várias, todas elas muito interessantes.
Há uma que merece claro destaque porque se trata de uma questão pertinente. Quem formulou a pergunta não deu a resposta logo. Deu-a passados uns meses, mais precisamente ontem. A pergunta é esta:
Se em vez da TVI fosse a RTP a pressionar um comentador político seu, qual não seria o coro contra os meios de comunicação públicos e sobre a incompatibilidade entre eles e a liberdade e o pluralismo de opinião? E agora que está em causa uma estação de televisão privada, ninguém questiona a incompatibilidade entre o poder económico e liberdade de opinião?
Pois é caro Professor. A televisão pública prepara-se para contratar o seu colega e as suas reservas já são conhecidas. Em todo o caso dê-nos a nós público, o benefício da dúvida para mais tarde podermos dizer que afinal na RTP é diferente porque o patrão é o Estado. Sei que o facto do próximo governo poder ser de uma família próxima de si e que os comentários que se afiguram não serão nada brandos. Será o suficiente para teremos muitas surpresas que nos espantem?
Uma nota final em relação à supremacia dos comentadores de direita, seja lá isso o que for. As televisões só querem os melhores. Os que garantem audiências. Os que prendem as pessoas às televisões e nesse domínio não há como o Professor Marcelo. Ninguém em Portugal, de esquerda ou de direita, faz, ao mesmo nível, aquilo que ele faz. A diferença é essa. Entre ter um comentador de esquerda perdido nas memórias do 25 de Abril ou do PREC e ter outro com uma visão objectiva da vida e do quotidiano político, a escolha não surpreende. Já para não falar da infinita cultura geral e da transversalidade dos conhecimentos.
Já agora aproveite-se a embalagem e leia-se isto, isto, isto e mais isto.
Afinal, quem tem "medo" do Professor Marcelo?
Há uma que merece claro destaque porque se trata de uma questão pertinente. Quem formulou a pergunta não deu a resposta logo. Deu-a passados uns meses, mais precisamente ontem. A pergunta é esta:
Se em vez da TVI fosse a RTP a pressionar um comentador político seu, qual não seria o coro contra os meios de comunicação públicos e sobre a incompatibilidade entre eles e a liberdade e o pluralismo de opinião? E agora que está em causa uma estação de televisão privada, ninguém questiona a incompatibilidade entre o poder económico e liberdade de opinião?
Pois é caro Professor. A televisão pública prepara-se para contratar o seu colega e as suas reservas já são conhecidas. Em todo o caso dê-nos a nós público, o benefício da dúvida para mais tarde podermos dizer que afinal na RTP é diferente porque o patrão é o Estado. Sei que o facto do próximo governo poder ser de uma família próxima de si e que os comentários que se afiguram não serão nada brandos. Será o suficiente para teremos muitas surpresas que nos espantem?
Uma nota final em relação à supremacia dos comentadores de direita, seja lá isso o que for. As televisões só querem os melhores. Os que garantem audiências. Os que prendem as pessoas às televisões e nesse domínio não há como o Professor Marcelo. Ninguém em Portugal, de esquerda ou de direita, faz, ao mesmo nível, aquilo que ele faz. A diferença é essa. Entre ter um comentador de esquerda perdido nas memórias do 25 de Abril ou do PREC e ter outro com uma visão objectiva da vida e do quotidiano político, a escolha não surpreende. Já para não falar da infinita cultura geral e da transversalidade dos conhecimentos.
Já agora aproveite-se a embalagem e leia-se isto, isto, isto e mais isto.
Afinal, quem tem "medo" do Professor Marcelo?
Paz ao domicílio
Ouvi esta manhã nas notícias que o exército israelita matou uma perigosa terrorista palestiniana à porta de sua casa. A vítima tinha 3 anos de idade.
A Paz está cada vez mais próxima.
A Paz está cada vez mais próxima.
2005-01-25
A saga continua
Memória curta
Lembram-se o que toda a esquerda disse da saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI?
Agora leiam isto que Vital Moreira escreveu no Público a propósito da contratação pela RTP do melhor comentador político da actualidade.
A contratação de Marcelo Rebelo de Sousa pela RTP para reatar as suas sessões dominicais não condiz com os deveres da concessionária do serviço público de televisão em matéria de isenção e imparcialidade política e de equilíbrio no tratamento das opiniões político-partidárias. M. R. S. é um militante partidário naturalmente empenhado em favorecer os interesses do seu partido e/ou a sua própria agenda política pessoal (no que, aliás, é brilhante). Nenhuma objecção haveria à intervenção de M. R. S. enquanto opinião política, no quadro do equilibrado pluralismo político que a estação pública deve garantir. Mas a sua contratação como supercomentador a solo, num espaço privilegiado, traduz-se obviamente num inaceitável privilégio para as ideias políticas que ele representa (como se não bastasse o predomínio de comentadores de direita que nela já têm tribuna...).
Agora leiam isto que Vital Moreira escreveu no Público a propósito da contratação pela RTP do melhor comentador político da actualidade.
A contratação de Marcelo Rebelo de Sousa pela RTP para reatar as suas sessões dominicais não condiz com os deveres da concessionária do serviço público de televisão em matéria de isenção e imparcialidade política e de equilíbrio no tratamento das opiniões político-partidárias. M. R. S. é um militante partidário naturalmente empenhado em favorecer os interesses do seu partido e/ou a sua própria agenda política pessoal (no que, aliás, é brilhante). Nenhuma objecção haveria à intervenção de M. R. S. enquanto opinião política, no quadro do equilibrado pluralismo político que a estação pública deve garantir. Mas a sua contratação como supercomentador a solo, num espaço privilegiado, traduz-se obviamente num inaceitável privilégio para as ideias políticas que ele representa (como se não bastasse o predomínio de comentadores de direita que nela já têm tribuna...).
De cama
Parece que Santana Lopes está recolhido em casa com anginas e gripe e por esse motivo desmarcou a sua agenda para o dia de hoje.
Ninguém se admire se José Sócrates vier dizer que aceita debater com o primeiro-ministro mas só se for hoje.
Ninguém se admire se José Sócrates vier dizer que aceita debater com o primeiro-ministro mas só se for hoje.
O bem educado
Bagão Félix chamou “neo-fascistas de esquerda” ao Bloco de Esquerda.
Louçã, praticamente não reagiu porque, no seu entender, não entra na campanha do insulto e da adjectivação e remete Bagão para um estado de nervosismo agudo.
Ora como toda a gente sabe esta resposta de Louçã até faz rir as pedras da calçada. A curta história do Bloco foi toda ela feita com base no insulto e na adjectivação. Ainda está fresco na memória dos portugueses o dia em que o deputado bloquista chamou inimputável à ex-ministra da Justiça. Mais recentemente chamou ladrão ao ministro das Finanças, além de satirizar constantemente os seus adversários políticos, sempre com requintes de arrogância, intolerância e falta de respeito pelas opiniões diferentes das suas.
Pode então concluir-se que Francisco Louçã a falar de boa educação, de adjectivação ou não recorrendo ao insulto e à provocação, tem o mesmo efeito que um operacional do Hamas ou da Al-Qaeda a falar de paz e combate ao terrorismo. Toda a gente acredita.
Louçã, praticamente não reagiu porque, no seu entender, não entra na campanha do insulto e da adjectivação e remete Bagão para um estado de nervosismo agudo.
Ora como toda a gente sabe esta resposta de Louçã até faz rir as pedras da calçada. A curta história do Bloco foi toda ela feita com base no insulto e na adjectivação. Ainda está fresco na memória dos portugueses o dia em que o deputado bloquista chamou inimputável à ex-ministra da Justiça. Mais recentemente chamou ladrão ao ministro das Finanças, além de satirizar constantemente os seus adversários políticos, sempre com requintes de arrogância, intolerância e falta de respeito pelas opiniões diferentes das suas.
Pode então concluir-se que Francisco Louçã a falar de boa educação, de adjectivação ou não recorrendo ao insulto e à provocação, tem o mesmo efeito que um operacional do Hamas ou da Al-Qaeda a falar de paz e combate ao terrorismo. Toda a gente acredita.
Afinal havia outra...razão.
Há dias escrevi que o PS tinha convidado Matilde Sousa Franco por razões mórbidas e emocionais, em vez de políticas. Hoje o Público publica uma notícia que acrescenta mais uma razão a qual a maioria dos portugueses desconhecia. Ela quer mais qualquer coisa.
2005-01-24
O voto certo
Mário Soares escreveu um artigo que eu apenas li a frase de destaque porque a pachorra nestes dias já vai faltando e para ler sempre a mesma coisa, leio o Avante que é igualmente interessante. Nesse artigo, pelos vistos, Soares afirma que há um voto certo e outro errado e que os portugueses que votarem errado só terão de se queixar de deles próprios.
E eu a pensar que em Democracia o voto era sempre certo, independentemente do partido escolhido. E eu a pensar que os tempos em que as pessoas tinham só um partido para votar, leia-se voto certo, já tinha passado há muito e já não voltava.
Já agora, procure-se nos muitos blogues deste país, cada vez mais uma grande fonte de arquivo, o que Mário Soares dizia de Sócrates na campanha eleitoral para secretário-geral dos socialistas. Já sei: mudou de opinião ou então não sendo o voto certo também não é errado.
Fica a frase luminosa:
«Se os eleitores vierem a abster-se, ou a votar errado, não se queixem do país e do regime. Queixem-se de si próprios...»
Mário Soares
Expresso 22/01/05
E eu a pensar que em Democracia o voto era sempre certo, independentemente do partido escolhido. E eu a pensar que os tempos em que as pessoas tinham só um partido para votar, leia-se voto certo, já tinha passado há muito e já não voltava.
Já agora, procure-se nos muitos blogues deste país, cada vez mais uma grande fonte de arquivo, o que Mário Soares dizia de Sócrates na campanha eleitoral para secretário-geral dos socialistas. Já sei: mudou de opinião ou então não sendo o voto certo também não é errado.
Fica a frase luminosa:
«Se os eleitores vierem a abster-se, ou a votar errado, não se queixem do país e do regime. Queixem-se de si próprios...»
Mário Soares
Expresso 22/01/05
Grande coisa
No encontro com ambiente sideral que o PS promoveu no passado sábado, José Sócrates mostrou aos seus camaradas um CD para fazer a prova do seu choque tecnológico e da sua aposta nas novas tecnologias. Convinha que alguém lhe explicasse que até uma criança de dois anos já sabe o que é um CD ou um DVD. É aquela coisa redonda para ver desenhos animados.
Estragos
2005-01-22
Continuo a pensar o mesmo
Há umas semanas atrás escrevi aqui neste blogue que o PP de Portas era partido para se coligar com o PS, se fosse necessário. Numa assembleia do PSD/Algarve disse outras coisas bem piores, mas verdadeiras, sobre o mesmo assunto, as quais foram de imediato criticadas, de forma democrática e respeitosa, por parte de algumas pessoas presentes.
Eu mantenho a minha opinião.
Eu mantenho a minha opinião.
2005-01-21
Exercício para o fim-de-semana
O que não diria a opinião pública, a comunicação social em geral e o Expresso em particular, se Pedro Santana Lopes não aceitasse debates com os seus adversários?
O último minuto do debate
Os últimos minutos do debate de ontem.
Hoje várias pessoas me disseram o mesmo sobre os últimos minutos do debate de ontem à noite entre Louçã e Portas. Ou seja, Loucã usou um “truque” baseado numa suposição que é do conhecimento público mas, tal como noutros casos, só ao próprio diz respeito. Aliás nessa matéria o Bloco orgulha-se de ser progressista e até tem um grupo de trabalho que explora e defende o tema. Como é óbvio, sejam com quem for e para que efeito for, os gostos, preferências e orientações de vida de cada cidadão só dizem respeito ao próprio. Mas Louçã sabia da vulnerabilidade que causaria um argumento do tipo: - O senhor não sabe o que é gerar uma vida como eu sei. Eu tenho uma filha…
Eu, sem hipocrisias, o que percebi na hora foi o seguinte:
- O senhor não é heterossexual como tal não tem a experiência de ser pai.
Louça até pode ter querido dizer outra coisa mas eu, face a um conjunto de boataria que corre tal como acontece em relação a outros dirigentes políticos, entendi assim. Posso estar errado. Admito que esteja e que Louçã, porque é sensível ao tema, jamais usaria tal argumento. Pelo menos ficou no ar a ideia e julgo que não foi só na minha cabeça.
Posto isto, vamos ao argumento de quem defende o quê.
É das coisas mais violentas e ridículas que ouço em relação às pessoas que honestamente defende a despenalização do aborto é quando dizem, à falta de outros argumentos: - nós somos pela vida.
Depois tenta-se passar a ideia de quem não pensa desta maneira é porque pensa rigorosamente o contrário.
Quando a minha filha nasceu, já tinha a opinião que tenho hoje. O momento da sua gestação foi de euforia e ansiedade. A hora do seu nascimento foi de alegria máxima. Eu sou pela vida. Pela vida de todas as crianças que vêm ao mundo porque foram geradas em consequência de uma vontade dos pais. Sou também pela vida de todas as crianças cujo conjunto de exames pré-natais – por alguma razão existem - revelam que vêm perfeitas, sem deficiências ou doenças. Respeito muito quem, sabendo que o bebé vai nascer com problemas que podem ser maiores ou menores, o aceita na mesma e leva a gravidez até ao fim. Confrontado com a situação não sei qual seria a minha decisão. Só analisando os factos e as consequências se pode tomar uma decisão tão importante. O que eu não aceito de forma alguma é que outros me imponham a sua moralidade e o seu amor à vida. Da minha e dos meus trato eu. É isto que Portas ainda não entendeu. É que cada um sabe de si e a moralidade e os valores não se aprendem com quem se arroga de os ter.
Por isso, independentemente do “truque”, Louçã foi pragmático e deixou Portas sem saber o que dizer depois de ter estado claramente por cima do seu adversário no resto do debate.
Hoje várias pessoas me disseram o mesmo sobre os últimos minutos do debate de ontem à noite entre Louçã e Portas. Ou seja, Loucã usou um “truque” baseado numa suposição que é do conhecimento público mas, tal como noutros casos, só ao próprio diz respeito. Aliás nessa matéria o Bloco orgulha-se de ser progressista e até tem um grupo de trabalho que explora e defende o tema. Como é óbvio, sejam com quem for e para que efeito for, os gostos, preferências e orientações de vida de cada cidadão só dizem respeito ao próprio. Mas Louçã sabia da vulnerabilidade que causaria um argumento do tipo: - O senhor não sabe o que é gerar uma vida como eu sei. Eu tenho uma filha…
Eu, sem hipocrisias, o que percebi na hora foi o seguinte:
- O senhor não é heterossexual como tal não tem a experiência de ser pai.
Louça até pode ter querido dizer outra coisa mas eu, face a um conjunto de boataria que corre tal como acontece em relação a outros dirigentes políticos, entendi assim. Posso estar errado. Admito que esteja e que Louçã, porque é sensível ao tema, jamais usaria tal argumento. Pelo menos ficou no ar a ideia e julgo que não foi só na minha cabeça.
Posto isto, vamos ao argumento de quem defende o quê.
É das coisas mais violentas e ridículas que ouço em relação às pessoas que honestamente defende a despenalização do aborto é quando dizem, à falta de outros argumentos: - nós somos pela vida.
Depois tenta-se passar a ideia de quem não pensa desta maneira é porque pensa rigorosamente o contrário.
Quando a minha filha nasceu, já tinha a opinião que tenho hoje. O momento da sua gestação foi de euforia e ansiedade. A hora do seu nascimento foi de alegria máxima. Eu sou pela vida. Pela vida de todas as crianças que vêm ao mundo porque foram geradas em consequência de uma vontade dos pais. Sou também pela vida de todas as crianças cujo conjunto de exames pré-natais – por alguma razão existem - revelam que vêm perfeitas, sem deficiências ou doenças. Respeito muito quem, sabendo que o bebé vai nascer com problemas que podem ser maiores ou menores, o aceita na mesma e leva a gravidez até ao fim. Confrontado com a situação não sei qual seria a minha decisão. Só analisando os factos e as consequências se pode tomar uma decisão tão importante. O que eu não aceito de forma alguma é que outros me imponham a sua moralidade e o seu amor à vida. Da minha e dos meus trato eu. É isto que Portas ainda não entendeu. É que cada um sabe de si e a moralidade e os valores não se aprendem com quem se arroga de os ter.
Por isso, independentemente do “truque”, Louçã foi pragmático e deixou Portas sem saber o que dizer depois de ter estado claramente por cima do seu adversário no resto do debate.
O melhor cartaz
De todos os cartazes que já vi neste período de pré-campanha este é, na minha opinião, o melhor em termos de comunicação. É da “minha” JSD que em matéria de imaginação continua ao melhor nível.
O debate de ontem
Vi ontem o debate na SIC Notícias entre Paulo Portas e Francisco Louçã. Na minha opinião, excepto na questão do aborto, o líder do PP esteve claramente acima do seu adversário. Louça tem uma fórmula secreta para resolver os problemas do país que é a de atirar o dinheiro dos contribuintes para cima deles. Estado, Estado e mais Estrado. É a visão de alguém que se arrepia cada vez que ouve falar em iniciativa privada e economia de mercado.
Na questão do aborto Louçã foi demolidor. Portas ficou claramente sem saber o que dizer. O argumento de não saber o que é gerar uma criança, vê-la nascer, crescer e sorrir não sendo tudo nesta matéria é de realçar. Quem é a favor da despenalização do aborto não é contra a vida, muito pelo contrário. Quem é pai e mãe sabe o que estou a dizer.
O próximo debate é entre Louçã e Sócrates. Peço desculpa, Louçã e Santana Lopes. José Sócrates, ao contrário do que é a tradição e a história dos líderes do Partido Socialista, recusa-se a debater, como também se tem recusado a comentar uma série de coisas, inclusive as que lhe dizem directamente respeito. Parece que os estrategas eleitorais dos socialistas já perceberam que cada vez que ele faz comentários são votos que se perdem. A resposta que deu em relação ao fim dos benefícios fiscais e a retirada da GNR do Iraque são boas provas disso mesmo.
Na questão do aborto Louçã foi demolidor. Portas ficou claramente sem saber o que dizer. O argumento de não saber o que é gerar uma criança, vê-la nascer, crescer e sorrir não sendo tudo nesta matéria é de realçar. Quem é a favor da despenalização do aborto não é contra a vida, muito pelo contrário. Quem é pai e mãe sabe o que estou a dizer.
O próximo debate é entre Louçã e Sócrates. Peço desculpa, Louçã e Santana Lopes. José Sócrates, ao contrário do que é a tradição e a história dos líderes do Partido Socialista, recusa-se a debater, como também se tem recusado a comentar uma série de coisas, inclusive as que lhe dizem directamente respeito. Parece que os estrategas eleitorais dos socialistas já perceberam que cada vez que ele faz comentários são votos que se perdem. A resposta que deu em relação ao fim dos benefícios fiscais e a retirada da GNR do Iraque são boas provas disso mesmo.
2005-01-20
Just friends
No PSD, a pessoa que deu o nome do suposto nomeado por José Sócrates que afinal não era, é um incompetente. Colocou o candidato a dizer coisas imprecisas e a passar por um vexame público. Como se isso não fosse suficiente, alguém se lembrou de pedir ao Miguel Almeida, que eu conheço de longa data, para vir dizer que afinal não era bem aquele nome mas sim outro e que apesar de tudo o PS também não tinha autoridade para falar no assunto. A resposta não se fez esperar e apareceu o porta-voz do PS a dizer que quem não tem autoridade para falar é o Miguel Almeida que recentemente foi nomeado pelo governo para presidente de três empresas.
Tenho esperanças de acordar deste pesadelo em que se transformou a direcção política do PSD. De facto Pedro Santana Lopes está muito mal rodeado e na minha opinião sincera não merece tanta incompetência. Mas lá está…são os amigos.
Tenho esperanças de acordar deste pesadelo em que se transformou a direcção política do PSD. De facto Pedro Santana Lopes está muito mal rodeado e na minha opinião sincera não merece tanta incompetência. Mas lá está…são os amigos.
Assis versus Cardoso
Ouvi logo pela manhã, em directo, as declarações de Francisco Assis líder do PS/Porto sobre as declarações do seu camarada Nuno Cardoso no dia anterior. Lapidar, é o único termo que encontro. Segundo Assis, Cardoso deveria ter mais respeito pelo conceito da separação de poderes. Estas declarações por si só anulam as do ministro Aguiar Branco a quem Assis se referiu como uma pessoas acima de qualquer suspeita na forma como lida com a Justiça, na medida em que é o próprio líder da Federação do PS/Porto que vem colocar um pouco de seriedade e repreensão nas declarações do ex-autarca.
A Nuno Cardoso ter-lhe–ia ficado muito melhor resguardar-se e deixar que tudo se esclareça a seu favor. Preferiu acusar tudo e todos, porque segundo ele vai ganhar as próximas eleições autárquicas na Invicta.
A Nuno Cardoso ter-lhe–ia ficado muito melhor resguardar-se e deixar que tudo se esclareça a seu favor. Preferiu acusar tudo e todos, porque segundo ele vai ganhar as próximas eleições autárquicas na Invicta.
Vá ao teatro
Viver na província tem coisa muito boas e outras nem por isso. Desde logo a oferta cultural não é a mesma das grandes cidades. No Verão quando o Algarve recebe muita gente, o panorama é um pouco diferente, mas no Inverno tudo se complica. Já foi pior, é certo.
Isto a propósito de ontem à noite. Fui assistir à peça “A Curva” a qual recomendo vivamente. Trata-se de uma representação da Companhia de Teatro Al-Masrah e está em cena num edifício cedido pela Câmara Municipal de Tavira onde outrora esteve instalado o Serviço de Higiene e Limpeza. Ali é possível assistir a uma espectáculo intimista, onde meia centena de pessoas enchem por completo a assistência. Como a peça vai estar em exibição durante vários dias, não será difícil aos interessados assistir ao espectáculo.
Quem estiver por perto destas paragens, não deixe de ver.
Isto a propósito de ontem à noite. Fui assistir à peça “A Curva” a qual recomendo vivamente. Trata-se de uma representação da Companhia de Teatro Al-Masrah e está em cena num edifício cedido pela Câmara Municipal de Tavira onde outrora esteve instalado o Serviço de Higiene e Limpeza. Ali é possível assistir a uma espectáculo intimista, onde meia centena de pessoas enchem por completo a assistência. Como a peça vai estar em exibição durante vários dias, não será difícil aos interessados assistir ao espectáculo.
Quem estiver por perto destas paragens, não deixe de ver.
100/dia
O Sitemeter “disse-me” que o Al(maria)do está com uma média de 100 visitas por dia. Nunca antes foi conseguida esta média de forma consolidada o que representa sensivelmente o dobro de há uns 6 meses atrás. Novembro de 2004 (mês quente das eleições para a Distrital do PSD/Algarve) foi o melhor mês, seguido de Junho do mesmo ano (mês da saída de Barroso do governo e respectiva sucessão constitucional). Ou seja, os leitores que por aqui passam são essencialmente pessoas que se interessam por um assunto em particular: política. Não escondo que o tema também me agrada um pouco.
Espero que as coisas se mantenham assim mas se isso não acontecer, compreendo perfeitamente. Há um tempo para tudo e para este blogue também.
Em todo o caso, obrigado a todos.
Espero que as coisas se mantenham assim mas se isso não acontecer, compreendo perfeitamente. Há um tempo para tudo e para este blogue também.
Em todo o caso, obrigado a todos.
O debate das nomeações
No outro dia escrevi em jeito de brincadeira mas hoje faço-o num tom diferente. O debate em volta das nomeações feitas por um governo de gestão é um insulto à democracia e aos portugueses mas nesta matéria o PS e o PSD repartem culpas no método e na consequência.
A lei devia impedir este tipo de situações. As nomeações políticas só deviam acontecer no início de uma legislatura ou por consequência de uma demissão de um titular de um cargo mas sempre em período de governação normal. A partir do momento em que um governo estivesse na situação em que se encontra o actual ou se encontrava o de António Guterres no início de 2002, as nomeações deveriam estar interditas. A Administração Pública não pára, ou não deveria parar, porque um director-geral não está em funções, quanto mais outros cargos mais abaixo na hierarquia do Estado.
Os partidos e os candidatos até podem entreter-se com este jogo de palavras de quem nomeou mais ou menos, isso para os portugueses pouco importa. E a importar, importa muito mal.
A lei devia impedir este tipo de situações. As nomeações políticas só deviam acontecer no início de uma legislatura ou por consequência de uma demissão de um titular de um cargo mas sempre em período de governação normal. A partir do momento em que um governo estivesse na situação em que se encontra o actual ou se encontrava o de António Guterres no início de 2002, as nomeações deveriam estar interditas. A Administração Pública não pára, ou não deveria parar, porque um director-geral não está em funções, quanto mais outros cargos mais abaixo na hierarquia do Estado.
Os partidos e os candidatos até podem entreter-se com este jogo de palavras de quem nomeou mais ou menos, isso para os portugueses pouco importa. E a importar, importa muito mal.
2005-01-19
Ainda as declarações de Mário Soares - parte II
Garanto que quando escrevi o post “São todos corruptos?” não sabia que a presidente da Câmara de Leiria do PSD Isabel Damasceno, ia ser constituída arguida num processo judicial.
Como é óbvio presume-se a inocência. Nem outra coisa seria de esperar.
Como é óbvio presume-se a inocência. Nem outra coisa seria de esperar.
Ainda as declarações de Mário Soares
Garanto que quando escrevi o post “São todos corruptos?” não sabia que o ex-presidente da Câmara do Porto do PS Nuno Cardoso, ia ser constituído arguido num processo judicial.
Como é óbvio presume-se a inocência. Nem outra coisa seria de esperar.
Como é óbvio presume-se a inocência. Nem outra coisa seria de esperar.
2005-01-18
Força camaradas
São todos corruptos???
Ontem no programa “Pós e Contras” falava-se de política e de partidos. De cada lado estavam dois homens de direita (Francisco Balsemão e Adriano Moreira) e de esquerda (Mário Soares e Freitas do Amaral).
Mário Soares não deixou de fazer a sua campanha partidária referindo-se ao actual governo como o responsável de todos os males do país (se calhar também é o culpado de haver pedofilia na Casa Pia ou do Benfica não ser campeão há uma data de anos) e elegeu Santana Lopes como o “alvo a abater”. Pudera, foi ele que destronou o seu Joãozinho.
Entretanto, como não assisti ao programa todo, reparei nesta notícia do Público onde é descrita a reacção do presidente da Associação dos Municípios, Fernando Ruas. Parece que Mário Soares, do alto da sua douta sabedoria que ninguém a nega, decidiu meter todos os autarcas no mesmo saco: o da corrupção.
Resta saber quem são os mais e os menos porque isso não foi referido. Se são do PSD do PS do PCP ou do PP.
Isto, não escondendo que existem focos pontuais de corrupção nas autarquias, é o mesmo que dizer que todos os sectores de actividade são corruptos. Se basta uma minoria para que haja generalização, então comem todos pela mesma tabela. Como o problema não dever ser de hoje nem desde 2001 – altura das últimas eleições autárquicas – pode-se presumir que João Soares e Jorge Sampaio também estejam dentro do mesmo saco do ex-Presidente da República.
Acho que há situações onde mais vale não dizer nada. Esta parece ter sido uma delas.
Mário Soares não deixou de fazer a sua campanha partidária referindo-se ao actual governo como o responsável de todos os males do país (se calhar também é o culpado de haver pedofilia na Casa Pia ou do Benfica não ser campeão há uma data de anos) e elegeu Santana Lopes como o “alvo a abater”. Pudera, foi ele que destronou o seu Joãozinho.
Entretanto, como não assisti ao programa todo, reparei nesta notícia do Público onde é descrita a reacção do presidente da Associação dos Municípios, Fernando Ruas. Parece que Mário Soares, do alto da sua douta sabedoria que ninguém a nega, decidiu meter todos os autarcas no mesmo saco: o da corrupção.
Resta saber quem são os mais e os menos porque isso não foi referido. Se são do PSD do PS do PCP ou do PP.
Isto, não escondendo que existem focos pontuais de corrupção nas autarquias, é o mesmo que dizer que todos os sectores de actividade são corruptos. Se basta uma minoria para que haja generalização, então comem todos pela mesma tabela. Como o problema não dever ser de hoje nem desde 2001 – altura das últimas eleições autárquicas – pode-se presumir que João Soares e Jorge Sampaio também estejam dentro do mesmo saco do ex-Presidente da República.
Acho que há situações onde mais vale não dizer nada. Esta parece ter sido uma delas.
A Curva
Estreia amanhã (19 de Janeiro) em Tavira pelas 22:00 no Edifício da Corredoura, a peça de teatro “A Curva”, representada pela companhia algarvia Al-Masrah.
A não perder.
Praia do Barril
Nomes muito estranhos - Letras F, G e H
Mais nomes fabulosos da terra do samba, da caipirinha e de outras coisas igualmente interessantes.
Faraó do Egito Sousa,
Farmácio Lopes,
Fedir Lenho,
Felicidade do Lar Brasileiro,
Finólila Piaubilina,
Flávio Cavalcante Rei da Televisão,
Fordência da Silva,
Francisco Notório Milhão,
Francisco Zebedeu Sanguessuga,
Francisoreia Doroteia Dorida,
Fridundino Eulâmpio,
Graciosa Rodela,
Gravitolina Pereira,
Guelery Borges ,
Hericlapiton da Silva,
Heubler Janota ,
Hidráulico Oliveira,
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais,
Homem Bom da Cunha Souto Maior,
Horinando Pedroso Ramos,
Hugo Madeira de Lei Aroeiro,
Hypotenusa Pereira,
Faraó do Egito Sousa,
Farmácio Lopes,
Fedir Lenho,
Felicidade do Lar Brasileiro,
Finólila Piaubilina,
Flávio Cavalcante Rei da Televisão,
Fordência da Silva,
Francisco Notório Milhão,
Francisco Zebedeu Sanguessuga,
Francisoreia Doroteia Dorida,
Fridundino Eulâmpio,
Graciosa Rodela,
Gravitolina Pereira,
Guelery Borges ,
Hericlapiton da Silva,
Heubler Janota ,
Hidráulico Oliveira,
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais,
Homem Bom da Cunha Souto Maior,
Horinando Pedroso Ramos,
Hugo Madeira de Lei Aroeiro,
Hypotenusa Pereira,
Quando voltas, pá?
Alguém sabe se o Presidente Jorge Sampaio vem da China a tempo de votar nas próximas eleições legislativas?
Não me levaram
Carvalho da Silva disse ontem que a comitiva presidencial de visita à China tem muitos empresários e nenhum sindicalista.
Esta é a versão soft do camarada da CGTP.
O que no fundo ele quis dizer foi:
- Caraças pá, bem que o Compaio podia ter-me levado também a China. Eu até sou dos que melhor compreende aquele ambiente comunista e não me seria difícil angariar mais uns sócios para a CGTP. Foi para lá cheio de empresários que a única coisa que pensam é deslocalizar as suas fábricas para aquele país onde a mão-de-obra está ao preço da uma mijona.
Esta é a versão soft do camarada da CGTP.
O que no fundo ele quis dizer foi:
- Caraças pá, bem que o Compaio podia ter-me levado também a China. Eu até sou dos que melhor compreende aquele ambiente comunista e não me seria difícil angariar mais uns sócios para a CGTP. Foi para lá cheio de empresários que a única coisa que pensam é deslocalizar as suas fábricas para aquele país onde a mão-de-obra está ao preço da uma mijona.
Boas novas da terra do Arade
De Portimão chegam boas notícias. O ex-jornalista do Barlavento, Jorge Eusébio, tem a versão blogosférica do Jornal de Portimão, o qual entra directamente para as Recomendações.
Está melhor a blogosfera algarvia. Só é pena que este rapaz, da mesma terra, não escreva mais vezes.
Está melhor a blogosfera algarvia. Só é pena que este rapaz, da mesma terra, não escreva mais vezes.
2005-01-17
A obra é nossa
José Magalhães e o PS não gostaram de ver o primeiro-ministro a inaugurar obras “deles”, neste caso o Tribunal de Sintra. Disse o deputado que esta obra se devia ao governo local e central do PS e como tal não podia ser inaugurado da maneira como foi.
Se alguém tiver em casa a gravação em vídeo da inauguração da Expo 98, da Ponte Vasco da Gama e da travessia ferroviária na Ponte sobre o Tejo, não deixe de a enviar para o Largo do Rato ao cuidado do Drº José Magalhães.
Se alguém tiver em casa a gravação em vídeo da inauguração da Expo 98, da Ponte Vasco da Gama e da travessia ferroviária na Ponte sobre o Tejo, não deixe de a enviar para o Largo do Rato ao cuidado do Drº José Magalhães.
Maus exemplos
O PS, através de José Magalhães, criticou as nomeações feitas à pressa pelo governo a poucas semanas das eleições.
Fez muito bem. Os maus exemplos praticados pelo PS, há três anos atrás, não são para repetir.
Fez muito bem. Os maus exemplos praticados pelo PS, há três anos atrás, não são para repetir.
Os empregos do Anacleto
O Bloco de Esquerda colocou uns outdoors na rua com a fotografia do Anacleto e a palavra EMPREGO. Encontrei um desses cartazes aqui em Tavira. Parei, olhei, voltei a olhar e pensei:
- Mas quantos empregos é que esta malta já criou no nosso país?
- Que investimentos estruturantes trouxeram para Portugal que gerasse, já não digo umas centenas mas pelo menos uma dezena de empregos?
Fiquei sem respostas a olhar o ar sisudo do Anacleto, com aquela pose de quem sabe tudo e tem sempre razão.
- Mas quantos empregos é que esta malta já criou no nosso país?
- Que investimentos estruturantes trouxeram para Portugal que gerasse, já não digo umas centenas mas pelo menos uma dezena de empregos?
Fiquei sem respostas a olhar o ar sisudo do Anacleto, com aquela pose de quem sabe tudo e tem sempre razão.
Gastronomia
Na semana que passou alguém deixou um comentário enigmático neste blogue. Falava de passarinhos fritos, o que não deixa de ser uma excelente proposta gastronómica. Ligava a sugestão à próxima eliminatória da Taça de Portugal. Enquanto os ditos passarinhos não são servidos, podemos nos deliciar com outras sugestões. Posso garantir que em alternativa, espetada de leão à madeirense acompanhado com poncha, é igualmente bom.
Quanto aos passarinhos fritos, esperamos pelo repasto e, se assim for, cá estaremos para os degustar.
Quanto aos passarinhos fritos, esperamos pelo repasto e, se assim for, cá estaremos para os degustar.
O menino com a camisola das quinas
No meio da tragédia asiática surgem episódios de sobrevivência quase inexplicáveis. O menino indonésio que esteve desaparecido durante 19 dias e foi encontrada com uma camisola da selecção portuguesa vestida, é daqueles momentos que ficam marcados na memória das pessoas. Toda a reportagem da Sky News é impressionante, nomeadamente o momento em que o pai acarinha o filho que julgava morto.
Para a história terminar bem, alguns jogadores da selecção portuguesa disponibilizaram-se para ajudar a família do menino indonésio, através de um contributo financeiro para a construção de uma nova casa.
O meu aplauso para o gesto.
Para a história terminar bem, alguns jogadores da selecção portuguesa disponibilizaram-se para ajudar a família do menino indonésio, através de um contributo financeiro para a construção de uma nova casa.
O meu aplauso para o gesto.
Quem se mete com o PS…leva
Há muito que não víamos Jorge Coelho a responder com rispidez, para não dizer deselegância, aos seus adversários. O homem do aparelho socialista teve durante muito tempo, nomeadamente na ascensão do guterrismo, uma imagem de “panzer”. Levava tudo pela frente. Era agressivo, truculento e até mal-educado. Sousa Franco chegou a repreendê-lo em plena Assembleia da República pela adjectivação que usava para se dirigir ao governo anterior. Entretanto essa imagem foi-se dissipando, dando origem a uma posição de Estado mais condicente.
Ontem, Jorge Coelho voltou a mostrar ao país o seu lado pior, aquele que os portugueses menos apreciam. O lado da incontinência verbal perante um conjunto de críticas feitas por Pedro Santana Lopes num registro completamente diferente.
Temos portanto o “velho” Coelho de volta. Aquele que ameaça os adversários com um “leva”, burilado à posteriori para não parecer tão agressivo.
Ontem, Jorge Coelho voltou a mostrar ao país o seu lado pior, aquele que os portugueses menos apreciam. O lado da incontinência verbal perante um conjunto de críticas feitas por Pedro Santana Lopes num registro completamente diferente.
Temos portanto o “velho” Coelho de volta. Aquele que ameaça os adversários com um “leva”, burilado à posteriori para não parecer tão agressivo.
2005-01-16
Nomes muito estranhos - Letras D e E
Danúbio Tarada Duarte,
Darcília Abraços de Carvalho Santinho,
Deusarina Venus de Milo,
Devercilirio Silveira da Costa,
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco,
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro,
Disney Chaplin Milhomem de Souza,
Dosolina Piroca Tazinasso,
Ernesto Segundo da Família Lima,
Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga,
Esparadrapo Clemente de Sá,
Excelsa Teresinha do Menino Jesus da Costa e Silva,
Darcília Abraços de Carvalho Santinho,
Deusarina Venus de Milo,
Devercilirio Silveira da Costa,
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco,
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro,
Disney Chaplin Milhomem de Souza,
Dosolina Piroca Tazinasso,
Ernesto Segundo da Família Lima,
Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga,
Esparadrapo Clemente de Sá,
Excelsa Teresinha do Menino Jesus da Costa e Silva,
Poupança
Está confirmado. Sócrates vai manter a eliminação dos benefícios fiscais nalguns produtos destinados à poupança como são os PPRs e ao mesmo tempo diz que vai incentivar a mesma. Tenho a estranha sensação que Sócrates não está a falar a verdade em relação à segunda questão. Depois de ter pertencido a um governo cujo cunho de referência foi um claro incentivo ao consumo com o consequente endividamento das famílias, Sócrates faz o contrário daquilo que disse há uns meses atrás.
Gostava agora de saber como vai incentivar a poupança. Se o principal atractivo foi cortado e se os bancos oferecem taxas de juro que quase não se vêm, só lhe resta dizer aos portugueses: -Peguem no dinheiro e gastem-no.
Por este andar ainda o vou ver a defender a colocação de portagens nas SCUTs.
Gostava agora de saber como vai incentivar a poupança. Se o principal atractivo foi cortado e se os bancos oferecem taxas de juro que quase não se vêm, só lhe resta dizer aos portugueses: -Peguem no dinheiro e gastem-no.
Por este andar ainda o vou ver a defender a colocação de portagens nas SCUTs.
2005-01-14
É pouco
Vi na televisão o ainda ministro António Mexia a prometer isenções no pagamento de portagens nas chamadas SCUTS, para residentes e empresas de 131 concelhos afectados.
É pouco senhor ministro e vem tarde.
Mas antes isso do que aquilo que apresentou ao país há uns meses atrás.
É pouco senhor ministro e vem tarde.
Mas antes isso do que aquilo que apresentou ao país há uns meses atrás.
Quem diria
José Sócrates garante que não descerá os impostos.
Líder do PS aceita cortes nos benefícios fiscais e anuncia investimentos
Lembram-se da história? Quando o PS falava do maior ataque de sempre à classe média através dos cortes nos benefícios fiscais? Lembram-se?
Líder do PS aceita cortes nos benefícios fiscais e anuncia investimentos
Lembram-se da história? Quando o PS falava do maior ataque de sempre à classe média através dos cortes nos benefícios fiscais? Lembram-se?
2005-01-13
Uma anedota marota
Recebi esta anedota na minha caixa de correio electrónico. Depois de uma reflexão demorada e pesando os prós e os contras, decidi colocá-la no blogue.
Já sei que vai dar chinfrim, mas a blogosfera é para isto mesmo…para nos divertirmos um pouco.
No hard feelings.
Um casal conheceu-se numa festa e foi parar a um hotel.
A noite foi inesquecível. No dia seguinte, entre olhares apaixonados, o
homem disse:
- Pela maneira que tu tocavas no meu cabelo, deves ser cabeleireira
A moça retorquiu: Adivinhou! Sou mesmo! E eu acho que tu és do Partido
Socialista.
O homem ficou de boca aberta. Quis saber como é que ela tinha adivinhado a
sua filiação partidária.
A explicação:
- É simples! É que quando tu estavas por baixo, gritavas muito.
E, quando estavas por cima, não sabias o que fazer...
Já sei que vai dar chinfrim, mas a blogosfera é para isto mesmo…para nos divertirmos um pouco.
No hard feelings.
Um casal conheceu-se numa festa e foi parar a um hotel.
A noite foi inesquecível. No dia seguinte, entre olhares apaixonados, o
homem disse:
- Pela maneira que tu tocavas no meu cabelo, deves ser cabeleireira
A moça retorquiu: Adivinhou! Sou mesmo! E eu acho que tu és do Partido
Socialista.
O homem ficou de boca aberta. Quis saber como é que ela tinha adivinhado a
sua filiação partidária.
A explicação:
- É simples! É que quando tu estavas por baixo, gritavas muito.
E, quando estavas por cima, não sabias o que fazer...
Na China com Sampaio
Jorge Sampaio foi à China e levou consigo uma daquelas comitivas que nos deixam mais dúvidas do que certezas. Mas são os superiores interesses nacionais e nesta matéria não pode haver contenção orçamental. Gasta-se e pronto. Alguém um dia pagará e não consta que as pessoas que se ofenderam com a viagem de Morais Sarmento a São Tomé e Príncipe se preocupem de igual modo com a de Sampaio.
No entanto, o nosso Presidente, aproveitou e bem para falar de Direitos Humanos e de Democracia na capital chinesa. Consta que foi uma conversa de surdos. Aliás falar de Direitos Humanos em Pequim é como pedir à Juve Leo, aos No Name Boys e aos Super Dragões para não se ofenderem uns aos outros nos estádios ou nas suas imediações. Entra por um ouvido, sai pelo outro e ainda se riem em cima.
Alguém alguma vez viu um regime comunista respeitador dos Direitos Humanos?
Alguém alguma vez viu um país comunista e ao mesmo tempo democrático?
No entanto, o nosso Presidente, aproveitou e bem para falar de Direitos Humanos e de Democracia na capital chinesa. Consta que foi uma conversa de surdos. Aliás falar de Direitos Humanos em Pequim é como pedir à Juve Leo, aos No Name Boys e aos Super Dragões para não se ofenderem uns aos outros nos estádios ou nas suas imediações. Entra por um ouvido, sai pelo outro e ainda se riem em cima.
Alguém alguma vez viu um regime comunista respeitador dos Direitos Humanos?
Alguém alguma vez viu um país comunista e ao mesmo tempo democrático?
Boas notícias.
Por esta eu não esperava
Hoje encontrei no meu sitemeter uma entrada que achei curiosa. Alguém utilizou uma ferramenta de tradução do Google para ler o Al(maria)do em inglês.
São apenas alguns posts de Setembro de 2004.
Em todo o caso devo dizer:
-I’m very sorry but my English is not so good to write in Shakespeare language all the blog. Thank you any way.
Gostei especialmente da expressão “The King goes nú” no post “In the Algarve.”
Very funny.
São apenas alguns posts de Setembro de 2004.
Em todo o caso devo dizer:
-I’m very sorry but my English is not so good to write in Shakespeare language all the blog. Thank you any way.
Gostei especialmente da expressão “The King goes nú” no post “In the Algarve.”
Very funny.
2005-01-12
Nomes muito estranhos - Letras B e C
A saga continua. Aceitam-se votações para o melhor nome de cada letra. No fim fazemos um best-of.
Bailão Fernandes da Silva,
Bandeirante Brasileiro Paulistano,
Barrigudinha Seleida,
Benedito Autor da Purificação,
Benedito Camurça Aveludado,
Benedito Froscolo Jovino de Almeida Aimbare Militão de Souza Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá,
Bizarro Assada,
Boaventura Torrada,
Bom Filho Persegonha,
Brandamente Brasil,
Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide),
Cafiaspirina Cruz,
Capote Valente e Marimbondo da Trindade,
Caius Marcius Africanus,
Carabino Tiro Certo,
Caso Raro Yamada,
Céu Azul do Sol Poente,
Chananeco Vargas da Silva,
Chevrolet da Silva Ford,
Chikakó,
Cinconegue Washington Matos,
Clarisbadeu Braz da Silva,
Colapso Cardíaco da Silva,
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada,
Confessoura Dornelles,
Bailão Fernandes da Silva,
Bandeirante Brasileiro Paulistano,
Barrigudinha Seleida,
Benedito Autor da Purificação,
Benedito Camurça Aveludado,
Benedito Froscolo Jovino de Almeida Aimbare Militão de Souza Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá,
Bizarro Assada,
Boaventura Torrada,
Bom Filho Persegonha,
Brandamente Brasil,
Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide),
Cafiaspirina Cruz,
Capote Valente e Marimbondo da Trindade,
Caius Marcius Africanus,
Carabino Tiro Certo,
Caso Raro Yamada,
Céu Azul do Sol Poente,
Chananeco Vargas da Silva,
Chevrolet da Silva Ford,
Chikakó,
Cinconegue Washington Matos,
Clarisbadeu Braz da Silva,
Colapso Cardíaco da Silva,
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada,
Confessoura Dornelles,
PS recusa proposta de debate entre José Sócrates e Santana Lopes
Este episódio corre o risco de ficar sozinho para a História da democracia portuguesa. Em vez de ser ao contrário como normalmente acontece, Santana Lopes desafia Sócrates para um debate entre os dois sobre questões económicas, mas este recusa-se. Assim não vai ter de explicar e ser confrontado com um conjunto de coisas tais como os 150.000 postos de trabalho que prometeu criar se for eleito primeiro-ministro.
Provavelmente não quer assumir que esses empregos são para engordar ainda mais a função pública.
Por esta eu não esperava.
Provavelmente não quer assumir que esses empregos são para engordar ainda mais a função pública.
Por esta eu não esperava.
É tudo diferente...
Há uns anos atrás vimos o ex-presidente Mário Soares, em visita às Seychelles, a passear-se em cima de uma tartaruga enorme em calções de banho. Na Índia montou-se em cima de um elefante e colocou um turbante cor-de-laranja. Toda a opinião pública achou muita piada e ninguém se lembrou de por em causa o momento de ócio do Presidente da República.
Hoje, o Ministro Morais Sarmento fez um programa incompleto de mergulho em São Tomé e Príncipe, preparado por cortesia pelas autoridades locais e quase cai o Carmo e a Trindade.
Todas as saídas oficiais de Soares eram sumptuosas e custavam milhares de contos aos cofres do Estado, mas pelos vistos nessa altura o país era muito rico e podia-se dar a esses luxos.
A diferença é apenas uma: Morais Sarmento gosta de actividades radicais. Soares gostava de coisas mais calmas. Quanto ao resto…
Hoje, o Ministro Morais Sarmento fez um programa incompleto de mergulho em São Tomé e Príncipe, preparado por cortesia pelas autoridades locais e quase cai o Carmo e a Trindade.
Todas as saídas oficiais de Soares eram sumptuosas e custavam milhares de contos aos cofres do Estado, mas pelos vistos nessa altura o país era muito rico e podia-se dar a esses luxos.
A diferença é apenas uma: Morais Sarmento gosta de actividades radicais. Soares gostava de coisas mais calmas. Quanto ao resto…
Última Hora
Cavaco Silva aceitou participar na campanha de Pedro Santana Lopes. O cartaz é este e traduz o sentimento do ex-primeiro-ministro.
Finalmente respira-se um ambiente de paz na São Caetano à Lapa.
2005-01-11
Nomes (muito) estranhos - Letra A
No meio dos muitos ficheiros que se acumulam no computador e que na generalidade não servem para nada, encontrei um verdadeiramente espectacular. Trata-se de uma lista de nomes registados nos cartórios brasileiros. Alguns são verdadeiramente hilariantes e levam-nos mesmo a pensar se é para isto que um homem e uma mulher decidem ter um filho. Se a criança não pediu a ninguém para vir ao mundo, baptizá-la com um destes nomes…
Começo, naturalmente, pelo princípio o mesmo é dizer pela letra A. Nos próximos dias seguem os restantes. Divirtam-se.
Abrilina Décima Nona Caçapava,
Abxivispro Jacinto,
Acheropita Papazone,
Adolpho Hitler de Oliveira,
Adoração Arabites (masculino),
Agrícola Beterraba Areia Leão,
Aldegunda Carames More (masculino),
Alfredo Prazeirozo Texugueiro,
Alma de Vera,
Andrés Urdangarin Dorronsoro,
Amado Amoroso,
Amin Amou Amado,
Amor de Deus Rosales Brasil (feminino),
Antonio Buceta Agudim,
Antônio Cacique de New York (juiz-presidente do TRT da 22ª Região),
Antonio Camisão,
Antonio Dodói,
Antonio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado,
Antonio Melhorança,
Antonio Noites e Dias,
Antonio Pechincha,
Antônio Querido Fracasso,
Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete,
Aricléia Café Chá,
Arnaldo Queijo,
Asteroide Silverio,
Audifax,
Avagina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida),
Começo, naturalmente, pelo princípio o mesmo é dizer pela letra A. Nos próximos dias seguem os restantes. Divirtam-se.
Abrilina Décima Nona Caçapava,
Abxivispro Jacinto,
Acheropita Papazone,
Adolpho Hitler de Oliveira,
Adoração Arabites (masculino),
Agrícola Beterraba Areia Leão,
Aldegunda Carames More (masculino),
Alfredo Prazeirozo Texugueiro,
Alma de Vera,
Andrés Urdangarin Dorronsoro,
Amado Amoroso,
Amin Amou Amado,
Amor de Deus Rosales Brasil (feminino),
Antonio Buceta Agudim,
Antônio Cacique de New York (juiz-presidente do TRT da 22ª Região),
Antonio Camisão,
Antonio Dodói,
Antonio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado,
Antonio Melhorança,
Antonio Noites e Dias,
Antonio Pechincha,
Antônio Querido Fracasso,
Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete,
Aricléia Café Chá,
Arnaldo Queijo,
Asteroide Silverio,
Audifax,
Avagina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida),
Sócrates deixa regionalização fora do programa
Lembro-me bem daquela campanha eleitoral em 1995 e as outras que se seguiram, em que o PS aqui no Algarve nos dizia qualquer coisa como isto:
- De que serve vocês defenderem a regionalização se o líder do vosso partido não a defende?
Era difícil de contra-argumentar.
Agora, 2005, José Sócrates confrontado com a probabilidade de um novo referendo, faz aquilo que em bom português se resume a atirar a regionalização para as calendas gregas.
O PS não vai colocar a verdadeira instituição das regiões no seu programa eleitoral e se os socialistas algarvios o fizerem estarão a prometer ao eleitorado uma coisa para a qual não estão em condições de cumprir. Ou seja, mais uma vez a política reserva-nos surpresas interessantes.
Se o PS vencer as eleições, o que não parece difícil, e se juntar a isso a vontade do PCP nesta matéria, só não implementa as regiões se não quiser. E na verdade não quer.
Temos portanto os conterrâneos socialistas à rasca com a bandeira da regionalização recolhida à espera de melhores dias.
Por esta é que eu não estava à espera.
- De que serve vocês defenderem a regionalização se o líder do vosso partido não a defende?
Era difícil de contra-argumentar.
Agora, 2005, José Sócrates confrontado com a probabilidade de um novo referendo, faz aquilo que em bom português se resume a atirar a regionalização para as calendas gregas.
O PS não vai colocar a verdadeira instituição das regiões no seu programa eleitoral e se os socialistas algarvios o fizerem estarão a prometer ao eleitorado uma coisa para a qual não estão em condições de cumprir. Ou seja, mais uma vez a política reserva-nos surpresas interessantes.
Se o PS vencer as eleições, o que não parece difícil, e se juntar a isso a vontade do PCP nesta matéria, só não implementa as regiões se não quiser. E na verdade não quer.
Temos portanto os conterrâneos socialistas à rasca com a bandeira da regionalização recolhida à espera de melhores dias.
Por esta é que eu não estava à espera.
Os direitos dos trabalhadores
Mister Trapattoni e os “meninos ricos” do SLB ficaram ofendidos com as bocas que os adeptos lhes proporcionaram durante o treino de ontem. Eles acham-se injustiçados. Na verdade têm razão. A qualidade do futebol que têm praticado no último mês e meio é o resultado dos salários de miséria que recebem e do trabalho suplementar não remunerado que são obrigados a fazer. Ainda os hei-de ver a bater à porta da CGTP a pedir auxílio ao camarada Carvalho da Silva.
Venham a nós
José Sócrates promete criar qualquer coisa como 150.000 postos de trabalho se for eleito primeiro-ministro. Há quem olhe para isto como mais uma medida eleitoralistas mas na verdade não é. Trata-se apenas de uma campanha para angariação de novos militantes para o PS.
Caro Nuno Morais Sarmento
Como eu o compreendo. Ir a São Tomé e Príncipe e não fazer mergulho é uma heresia. Os invejosos que cá ficaram não compreendem isso. Mas nós que somos mergulhadores habilitados e que temos esta paixão pelos fundos marinhos e pelo mundo subaquático, sabemos que não se devem desperdiçar oportunidades, boas por sinal, de descer uns metros abaixo do nível do mar.
Ainda assim sei que não cumpriu todo o plano de mergulho proposto, por estar a restabelecer-se de uma maleita. Ou seja, o prejudicado é o colega mergulhador e mesmo assim tem de ouvir esta rapaziada da oposição aos gritos a esse propósito. Queriam o quê? Que você mergulhasse fora dos limites de segurança numa situação de desconforto?
Não sabem do que falam.
Ainda assim sei que não cumpriu todo o plano de mergulho proposto, por estar a restabelecer-se de uma maleita. Ou seja, o prejudicado é o colega mergulhador e mesmo assim tem de ouvir esta rapaziada da oposição aos gritos a esse propósito. Queriam o quê? Que você mergulhasse fora dos limites de segurança numa situação de desconforto?
Não sabem do que falam.
2005-01-10
Bibi versus Pedroso
Carlos Silvino "Bibi" voltou a envolver o nome de Paulo Pedroso nas declarações que fez esta manhã no Tribunal e nada nos leva a crer que não o voltará a fazer novamente. Foi disto que o PS não se quis livrar ao colocar Pedroso nas suas listas. Foi disto que Pedroso não quis que o seu partido ficasse livre ao aceitar ir na lista, quando o mais prudente era ficar de fora.
Enquanto não ficar tudo devidamente esclarecido, o PS tem nas suas listas uma pessoa com envolvimento num processo de pedofilia a qual se presume inocente. Só que em política as presunções não têm exactamente o mesmo significado.
Enquanto não ficar tudo devidamente esclarecido, o PS tem nas suas listas uma pessoa com envolvimento num processo de pedofilia a qual se presume inocente. Só que em política as presunções não têm exactamente o mesmo significado.
2005-01-09
Do jogo de ontem…
Parabéns ao SCP que mereceu ganhar a um SLB sem soluções e sem ambição. Houve decisões polémicas da arbitragem para ambos os lados mas o resultado é justo.
2005-01-08
Expressamente de um lado contra o outro
O jornal Expresso está empenhadíssimo na derrota do PSD de Santana Lopes. Durante a semana, alguns dos seus jornalistas criativos, esforçam-se para encontrar as melhores manchetes para colocar José Sócrates no lugar de primeiro-ministro.
Hoje é “Sócrates absoluto”. Há três semanas atrás era “PS absolutamente”. Apelam mais vezes à maioria absoluta socialista do que o próprio PS. No desenvolvimento da notícia lá referem que da última sondagem para a de hoje o PS perdeu 2% e o PSD manteve o valor que tinha. Isso não serve para fazer um título.
Para quem está muito preocupado com as atitudes inexplicáveis de Cavaco, não se esqueça de olhar para as de Balsemão.
Hoje é “Sócrates absoluto”. Há três semanas atrás era “PS absolutamente”. Apelam mais vezes à maioria absoluta socialista do que o próprio PS. No desenvolvimento da notícia lá referem que da última sondagem para a de hoje o PS perdeu 2% e o PSD manteve o valor que tinha. Isso não serve para fazer um título.
Para quem está muito preocupado com as atitudes inexplicáveis de Cavaco, não se esqueça de olhar para as de Balsemão.
Critérios que não se compreendem
Ao olharmos para os episódios desta semana relacionados com a constituição das listas de deputados, há nitidamente três casos que saltam à vista, sendo certo que não são situações isoladas.
1º episódio – Pôncio Monteiro - O PSD convencido de algo que desconheço, convidou para segundo lugar da lista pelo Porto alguém a quem o país não lhe reconhece uma só ideia sobre política. Não digo que não as tenha, mas todas as aparições públicas de Pôncio Monteiro, aquelas que nos entraram pela casa, foi sempre para falar do mesmo: futebol.
Enquanto líder de opinião futebolístico, este senhor representa o facciosismo sectário, aquele que acha que os penaltys marcados contra o seu clube foram todos injustos e que todas as jogadas escandalosas que o Futebol Clube do Porto tem beneficiado são absolutamente claras e dentro das elementares regras do futebol. Este senhor chegou a ter uma teoria sobre a intensidade de um jogador a derrubar o seu adversário dentro da grande área. Logicamente, o Jorge Costa é subtil e joga limpo e o Argel ou o Beto umas bestas que entram a matar.
Para além desta circunstância, Pôncio Monteiro representa, por relações de amizade e defesa pública, alguém que é arguido num processo delicadíssimo relacionado com o sub-mundo do futebol onde corrupção, falsificação de documentos, peculato e prostituição são temas bem presentes. O mínimo exigível era ao PSD nunca ter-lhe sequer passado pela cabeça convidar alguém assim, com a agravante de ter na sua direcção nacional o homem que teve a coragem de enfrentar a alegada podridão nauseabunda que é algum dirigismo futebolístico.
Pôncio Monteiro é como Valentim Loureiro. Pode dar alguns votos no Porto, mas retira milhares no resto do país.
2º episódio – Paulo Pedroso – O PS não tem a certeza da inocência do seu camarada Paulo Pedroso no processo Casa Pia. É a única conclusão que resulta do facto de o ter colocado em lugar não elegível, mas que em caso de vitória pode, durante o decorrer da legislatura, resultar em tomada de posse. José Sócrates veio apressar-se em dizer que existe um acordo com Paulo Pedroso para que não assuma o seu mandato enquanto subsistirem dúvidas e o processo não ficar concluído no que a ele diz respeito. Das duas uma: ou o PS acha que Pedroso está inocente e o colocava em lugar adequado ao seu percurso político (em 2202 foi cabeça de lista) ou simplesmente o retirava. Aquilo que fez é uma situação de compromisso que tanto pode ser com um homem inocente, oxalá o seja, como com um criminoso acusado de crimes sexuais com crianças. Era preferível um período de nojo maior, uma travessia no deserto. Se as coisas porventura correrem mal o PS atola-se junto.
3º episódio – Matilde Sousa Franco – A viúva do malogrado António Sousa Franco é cabeça de lista por Coimbra por razões mórbidas e claramente emotivas. Nenhuma destas razões tem qualquer contorno político. À senhora ninguém lhe reconhece a mais pequena intervenção política adequada ao posto que ocupa. O círculo de Coimbra tem sido ao longo da história da democracia um campo de combate político no melhor acesso da palavra. Por lá aprecem sempre cabeças de lista da primeira linha da actividade política. Hoje o PS apresenta alguém que teve a fatalidade de viver um drama pessoal e familiar que ocorreu em plena actividade política mas que nada tem a ver com a pessoa em causa. Escolher viúvas de políticos desaparecidos para conquistar votos está ao nível daquilo que se pratica nalguns países da América Latina ou do Sudoeste Asiático. Não é critério.
O PSD também já usou este expediente, nomeadamente em eleições legislativas com Fernanda Mota Pinto (viúva de Mota Pinto) e mais recentemente para o parlamento europeu com Teresa Almeida Garret (viúva de Lucas Pires). Qualquer uma destas três senhoras não tinha qualquer actividade política de relevo enquanto os maridos eram vivos. Não se fazem homenagens desta maneira.
1º episódio – Pôncio Monteiro - O PSD convencido de algo que desconheço, convidou para segundo lugar da lista pelo Porto alguém a quem o país não lhe reconhece uma só ideia sobre política. Não digo que não as tenha, mas todas as aparições públicas de Pôncio Monteiro, aquelas que nos entraram pela casa, foi sempre para falar do mesmo: futebol.
Enquanto líder de opinião futebolístico, este senhor representa o facciosismo sectário, aquele que acha que os penaltys marcados contra o seu clube foram todos injustos e que todas as jogadas escandalosas que o Futebol Clube do Porto tem beneficiado são absolutamente claras e dentro das elementares regras do futebol. Este senhor chegou a ter uma teoria sobre a intensidade de um jogador a derrubar o seu adversário dentro da grande área. Logicamente, o Jorge Costa é subtil e joga limpo e o Argel ou o Beto umas bestas que entram a matar.
Para além desta circunstância, Pôncio Monteiro representa, por relações de amizade e defesa pública, alguém que é arguido num processo delicadíssimo relacionado com o sub-mundo do futebol onde corrupção, falsificação de documentos, peculato e prostituição são temas bem presentes. O mínimo exigível era ao PSD nunca ter-lhe sequer passado pela cabeça convidar alguém assim, com a agravante de ter na sua direcção nacional o homem que teve a coragem de enfrentar a alegada podridão nauseabunda que é algum dirigismo futebolístico.
Pôncio Monteiro é como Valentim Loureiro. Pode dar alguns votos no Porto, mas retira milhares no resto do país.
2º episódio – Paulo Pedroso – O PS não tem a certeza da inocência do seu camarada Paulo Pedroso no processo Casa Pia. É a única conclusão que resulta do facto de o ter colocado em lugar não elegível, mas que em caso de vitória pode, durante o decorrer da legislatura, resultar em tomada de posse. José Sócrates veio apressar-se em dizer que existe um acordo com Paulo Pedroso para que não assuma o seu mandato enquanto subsistirem dúvidas e o processo não ficar concluído no que a ele diz respeito. Das duas uma: ou o PS acha que Pedroso está inocente e o colocava em lugar adequado ao seu percurso político (em 2202 foi cabeça de lista) ou simplesmente o retirava. Aquilo que fez é uma situação de compromisso que tanto pode ser com um homem inocente, oxalá o seja, como com um criminoso acusado de crimes sexuais com crianças. Era preferível um período de nojo maior, uma travessia no deserto. Se as coisas porventura correrem mal o PS atola-se junto.
3º episódio – Matilde Sousa Franco – A viúva do malogrado António Sousa Franco é cabeça de lista por Coimbra por razões mórbidas e claramente emotivas. Nenhuma destas razões tem qualquer contorno político. À senhora ninguém lhe reconhece a mais pequena intervenção política adequada ao posto que ocupa. O círculo de Coimbra tem sido ao longo da história da democracia um campo de combate político no melhor acesso da palavra. Por lá aprecem sempre cabeças de lista da primeira linha da actividade política. Hoje o PS apresenta alguém que teve a fatalidade de viver um drama pessoal e familiar que ocorreu em plena actividade política mas que nada tem a ver com a pessoa em causa. Escolher viúvas de políticos desaparecidos para conquistar votos está ao nível daquilo que se pratica nalguns países da América Latina ou do Sudoeste Asiático. Não é critério.
O PSD também já usou este expediente, nomeadamente em eleições legislativas com Fernanda Mota Pinto (viúva de Mota Pinto) e mais recentemente para o parlamento europeu com Teresa Almeida Garret (viúva de Lucas Pires). Qualquer uma destas três senhoras não tinha qualquer actividade política de relevo enquanto os maridos eram vivos. Não se fazem homenagens desta maneira.
Contra quase tudo e às vezes contra o próprio
Ao contrário do outro outdoor que mais parecia um retrato tirado do estalinismo, onde as figuras pontuavam umas ao lado das outras e eliminavam-se conforme as circunstâncias, este é bem melhor e retrata duas coisas essenciais:
A primeira desde logo a imagem do candidato por si só. Quem está em causa nesta eleições legislativas é Pedro Santana Lopes, o seu desempenho, a sua acção como primeiro-ministro e a sua liderança. Muito mais do que todo o PSD, é nele que os portugueses vão pensar na hora de votar. Para o bem ou para o mal.
A segunda é o slogan, ao qual muitos dirão certamente que se enquadra na estratégia de vitimização, mas que reflecte um sentimento e uma vontade.
A vida deste político não tem sido fácil. Umas vezes por circunstâncias que derivam da acção política e outras por manifesta inabilidade. Mas este é o Pedro Santana Lopes que muita gente gosta. O homem combativo, que não vira a cara à luta, que acredita quando os outros já baixaram os braços. Esta é a parte que me agrada no presidente do meu partido.
2005-01-07
As Listas Socialistas
O problema é geral no que se refere aos partidos que disputam o Poder. Em matéria de expedientes para fazer listas de deputados o PSD e o PS têm comportamentos semelhantes. O resto são cantigas.
Leiam isto.
Leiam isto.
Candidatos Nascidos Ou Criados no Distrito e Pára-quedistas
Como São Feitas as Listas
Descobri uma coisa
Se eu fosse amigo do Santana Lopes, daqueles mesmo amigo, não dos que se demitem do governo a chamar-lhe nomes, eu também podia ser candidato a deputado por vários distritos.
Pela Madeira desde logo porque acho-a lindíssima. Tem as mais belas paisagens portuguesas, algumas de cortar a respiração. Gosto de poncha, bolo de caco e do vinho da Madeira. Como já lá estive uma semana de férias, tenho afinidade suficiente para ser candidato.
Pelos Açores, com mais dificuldade mas também lá chegava. Gosto muito do queijo açoriano, nomeadamente aquele que se faz na Ilha do Pico. Nunca estive lá mas não perdi a esperança. Também não tenho medo de andar de avião, logo podia bem ser candidato.
Por Beja claramente. Vivi um ano na capital do Baixo-Alentejo e conheço relativamente bem a região. Gosto de migas, ensopado de borrego e de enguias daquelas que se apanham em Mértola e do queijo de Serpa. Está perto do meu Algarve e também sou capaz de me adaptar à pronúncia com facilidade. Uma semana em Beja e já ninguém repara que não sou alentejano. Além disso o José Raul de Ourique foi exportado para o Porto, abrindo claramente uma vaga na lista.
Por Setúbal seria também uma hipótese. Tenho lá família. Uns tios e primos. Acho que é suficiente.
Por Lisboa sem margem para dúvidas. Sou do Benfica e basta. SLB, SLB, SLB, Glorioso SLB.
Por Santarém também tinha algumas condições. Sou aficionado aos touros, acho Santarém uma cidade muito bonita e já lá fui muitas vezes à Feira Nacional de Agricultura.
Mais para Norte não estou muito interessado. Depois se fosse eleito tinha que lá ir pelo menos uma vez de seis em seis meses, o que era uma maçada. Além disso as estradas portuguesas estão perigosas de mais para o meu gosto.
Pela Madeira desde logo porque acho-a lindíssima. Tem as mais belas paisagens portuguesas, algumas de cortar a respiração. Gosto de poncha, bolo de caco e do vinho da Madeira. Como já lá estive uma semana de férias, tenho afinidade suficiente para ser candidato.
Pelos Açores, com mais dificuldade mas também lá chegava. Gosto muito do queijo açoriano, nomeadamente aquele que se faz na Ilha do Pico. Nunca estive lá mas não perdi a esperança. Também não tenho medo de andar de avião, logo podia bem ser candidato.
Por Beja claramente. Vivi um ano na capital do Baixo-Alentejo e conheço relativamente bem a região. Gosto de migas, ensopado de borrego e de enguias daquelas que se apanham em Mértola e do queijo de Serpa. Está perto do meu Algarve e também sou capaz de me adaptar à pronúncia com facilidade. Uma semana em Beja e já ninguém repara que não sou alentejano. Além disso o José Raul de Ourique foi exportado para o Porto, abrindo claramente uma vaga na lista.
Por Setúbal seria também uma hipótese. Tenho lá família. Uns tios e primos. Acho que é suficiente.
Por Lisboa sem margem para dúvidas. Sou do Benfica e basta. SLB, SLB, SLB, Glorioso SLB.
Por Santarém também tinha algumas condições. Sou aficionado aos touros, acho Santarém uma cidade muito bonita e já lá fui muitas vezes à Feira Nacional de Agricultura.
Mais para Norte não estou muito interessado. Depois se fosse eleito tinha que lá ir pelo menos uma vez de seis em seis meses, o que era uma maçada. Além disso as estradas portuguesas estão perigosas de mais para o meu gosto.
2005-01-06
A lista
A lista de deputados do PSD/Algarve tem uma virtude e um pecado. A virtude é o cabeça de lista ser algarvio, mesmo. Não é alguém que nasceu fora e veio viver para a região, nem o contrário. É um algarvio, goste-se ou não, cuja vida política, social e profissional está incondicionalmente inserida na região. Com o PS isto não acontece, por muitas voltas que queiram dar. Perguntem à generalidade dos algarvios se identificam o Eng. João Cravinho como uma pessoa da região e terão a resposta.
Quanto ao pecado da lista ele é sem dúvida o mesmo de sempre. O sistema eleitoral que temos permite um expediente eticamente reprovável e politicamente insensato. As direcções nacionais do partido injectam nomes de pessoas que não só não são da região por onde se candidatam, como também não têm qualquer tipo de visibilidade ou reconhecimento público local. São problemas que aparecem em cima da secretária dos líderes dos partidos, nomeadamente do PS e do PSD, e têm de ser resolvidos.
O Dr. José Pereira da Costa é alguém que desconheço quase por completo. Até ao dia de ontem nem sabia de quem se tratava. A pouco e pouco fui sabendo que é alguém da Figueira da Foz, onde é autarca actualmente, deputado eleito pelo círculo de Lisboa e pessoa próxima do Dr. Pedro Santana Lopes. Soube também que teve uma passagem efémera pela secretaria de Estado da Defesa. Ou seja, é tudo menos um algarvio. Não excluo os méritos que possa ter, nem faço sequer juízo de valores pessoais. É ele, como podia ser outra pessoa nas mesmas condições.
Ou seja, tal como o PS fez em 2002, colocando em lugar elegível a Dr. Maria do Rosário Carneiro que não diz rigorosamente nada à região e que apenas veio tapar um lugar de eleição a um socialista algarvio, com este senhor vai acontecer genericamente o mesmo.
Ora é isto que tem de acabar o mais depressa possível a bem da moralização da política e em nome da verdade. As pessoas que são impostas nestes lugares podem ter todo o mérito do mundo, mas têm uma origem e um percurso de vida e isso não pode nem deve ser escondido. Os líderes dos partidos quando usam este tipo de expedientes enganam os eleitores, mas isso só acontece porque o sistema o permite.
Este ano em concreto a imposição de uma pessoa como o Dr. José Pereira da Costa é mais grave do que em anos anteriores. É que na região, para este lugar, havia uma pessoa com mérito suficiente para ser candidato e com uma identificação regional que não deixa margem para dúvidas. Essa pessoa é o Dr. Carlos Martins, por quem eu me bati para que fosse candidato pelo Algarve, contra a vontade da maioria da Comissão Política Distrital Alargada. Aceito e respeito a decisão, mas tenho uma opinião diferente sobre essa matéria.
Tenho muita pena que isto tenha acontecido. O PSD/Algarve perdeu a oportunidade de ter uma lista 100% algarvia.
Sobre este assunto até ao dia 20 de Fevereiro nada mais tenho a dizer.
Quanto ao pecado da lista ele é sem dúvida o mesmo de sempre. O sistema eleitoral que temos permite um expediente eticamente reprovável e politicamente insensato. As direcções nacionais do partido injectam nomes de pessoas que não só não são da região por onde se candidatam, como também não têm qualquer tipo de visibilidade ou reconhecimento público local. São problemas que aparecem em cima da secretária dos líderes dos partidos, nomeadamente do PS e do PSD, e têm de ser resolvidos.
O Dr. José Pereira da Costa é alguém que desconheço quase por completo. Até ao dia de ontem nem sabia de quem se tratava. A pouco e pouco fui sabendo que é alguém da Figueira da Foz, onde é autarca actualmente, deputado eleito pelo círculo de Lisboa e pessoa próxima do Dr. Pedro Santana Lopes. Soube também que teve uma passagem efémera pela secretaria de Estado da Defesa. Ou seja, é tudo menos um algarvio. Não excluo os méritos que possa ter, nem faço sequer juízo de valores pessoais. É ele, como podia ser outra pessoa nas mesmas condições.
Ou seja, tal como o PS fez em 2002, colocando em lugar elegível a Dr. Maria do Rosário Carneiro que não diz rigorosamente nada à região e que apenas veio tapar um lugar de eleição a um socialista algarvio, com este senhor vai acontecer genericamente o mesmo.
Ora é isto que tem de acabar o mais depressa possível a bem da moralização da política e em nome da verdade. As pessoas que são impostas nestes lugares podem ter todo o mérito do mundo, mas têm uma origem e um percurso de vida e isso não pode nem deve ser escondido. Os líderes dos partidos quando usam este tipo de expedientes enganam os eleitores, mas isso só acontece porque o sistema o permite.
Este ano em concreto a imposição de uma pessoa como o Dr. José Pereira da Costa é mais grave do que em anos anteriores. É que na região, para este lugar, havia uma pessoa com mérito suficiente para ser candidato e com uma identificação regional que não deixa margem para dúvidas. Essa pessoa é o Dr. Carlos Martins, por quem eu me bati para que fosse candidato pelo Algarve, contra a vontade da maioria da Comissão Política Distrital Alargada. Aceito e respeito a decisão, mas tenho uma opinião diferente sobre essa matéria.
Tenho muita pena que isto tenha acontecido. O PSD/Algarve perdeu a oportunidade de ter uma lista 100% algarvia.
Sobre este assunto até ao dia 20 de Fevereiro nada mais tenho a dizer.
2005-01-05
CDS Quer Chegar Aos 20 Deputados
Se no PSD as coisas são como são, no PS...
Parece que Paulo Pedroso afinal vai na lista de candidatos de Setúbal, mas em lugar não elegível. Esta decisão é…nem sei o que escreva.
Então se a ideia era descolar a menos boa imagem de Pedroso pelo seu envolvimento no caso casa Pia, não seria mais correcto não ter constado da lista? Mas o que faz um militante como Pedroso, ex-porta-voz do PS, num lugar sem possibilidades de ser eleito? Ou o PS acha que o seu militante está mesmo inocente e dá-lhe o lugar que é devido, ou simplesmente não o deixa integrar a lista. Esta decisão é que deixa no ar um cenário de confusão e desnorte.
Pedroso, em 2002, foi cabeça de lista por Setúbal. Não foi o segundo nem o terceiro. Foi o cabeça de lista. E agora aceita ir num lugar discreto para, supostamente, não prejudicar o PS? Acha o PS que as pessoas não se apercebem disto?
Então se a ideia era descolar a menos boa imagem de Pedroso pelo seu envolvimento no caso casa Pia, não seria mais correcto não ter constado da lista? Mas o que faz um militante como Pedroso, ex-porta-voz do PS, num lugar sem possibilidades de ser eleito? Ou o PS acha que o seu militante está mesmo inocente e dá-lhe o lugar que é devido, ou simplesmente não o deixa integrar a lista. Esta decisão é que deixa no ar um cenário de confusão e desnorte.
Pedroso, em 2002, foi cabeça de lista por Setúbal. Não foi o segundo nem o terceiro. Foi o cabeça de lista. E agora aceita ir num lugar discreto para, supostamente, não prejudicar o PS? Acha o PS que as pessoas não se apercebem disto?
Mais uma
Só alguém que chegou ontem a Portugal depois de ter vivido muitos anos no meio da selva Amazónia, sem televisão, telefone, Internet, jornais ou rádios é que não conhece os atritos entre Rui Rio e o presidente do FCP. Ora se Santana Lopes e a sua direcção política têm estado nestes últimos anos em Portugal e conhecem bem os contornos da vida política, social e desportiva do país, a que propósito convidaram Pôncio Monteiro, indefectível de Pinto da Costa, para número dois da lista pelo círculo do Porto?
Estavam por acaso convencidos que Rui Rio não ia saber? Pensaram que Rui Rio, primeiro vice-presidente do PSD, ia passar ao lado da campanha eleitoral? Já no PSD alguém se apercebeu que entre Rui Rio e Pinto da Costa não deve haver hesitações? Já terão ouvido falar em “Apito Dourado”?
Estavam por acaso convencidos que Rui Rio não ia saber? Pensaram que Rui Rio, primeiro vice-presidente do PSD, ia passar ao lado da campanha eleitoral? Já no PSD alguém se apercebeu que entre Rui Rio e Pinto da Costa não deve haver hesitações? Já terão ouvido falar em “Apito Dourado”?
2005-01-04
Cavaco recusa foto em «outdoor»
Se o PSD não pediu, previamente, autorização a Cavaco Silva para usar a sua imagem em cartazes de pré-campanha, sujeitando-se ao triste espectáculo de os retirar nestas condições, devia tê-lo feito.
A indignação que o PSD possa sentir neste momento é legítima. Mas legítima também é a vontade de Cavaco Silva ao não querer ver a sua imagem associada a esta liderança e a esta candidatura.
Mais um passo no caminho para Belém.
P.S.- Começa a ser difícil ser “santanista” e “cavaquista” ao mesmo tempo. Para mim continua tudo muito fácil.
2005-01-03
Um moço marafado
Alguém que não é socialista e não quer ser identificado, escreveu o seguinte comentário:
....... antes de postar o que desconhece, devia estar informado que o Eng Cravinho é natural de Alte - Benafim ...... embora tenha vindo de uma ex colónia
PS: não sou socialista
Em primeiro lugar esta informação não tem sigilo nenhum, logo o seu autor podia dar a cara ou o nome. Não vinha mal ao mundo. A menos que seja uma daquelas pessoas que nunca lêem o Al(maria)do mas sabem tudo o que aqui se escreve.
Em segundo lugar, o facto de não ser socialista é uma virtude e das grandes, logo mais uma razão para não usar o anonimato. O facto de referir que não o é, sabendo de tão importante informação, leva-nos a pensar que…se calhar é mesmo socialista mas tem vergonha de o dizer. Compreende-se.
Em terceiro lugar a questão é totalmente legítima e eu aceitou-a. Finalmente estou tranquilo com a minha consciência. Sempre tentei explicar que a Natália Carrascalão é algarvia porque o seu pai é natural de São Brás de Alportel, apesar dela ter nascido na Fazenda Algarve em Timor-Leste. Com o Eng. Cravinho, pelos vistos, passa-se basicamente a mesma coisa. Só não percebo é porque o PS fez tantas piadinhas a propósito da deputada do PSD.
Em quarto lugar Portugal é só um. As afinidades são aquelas que nós quisermos e as conveniências também. Proponho até que os milhares de portugueses que passaram, pelo menos uma vez na vida, férias no Algarve possam dizer que são algarvios.
É justo.
Ou seja, o Cravinho é um moço marafado, apesar de nunca ninguém ter reparado nisso.
....... antes de postar o que desconhece, devia estar informado que o Eng Cravinho é natural de Alte - Benafim ...... embora tenha vindo de uma ex colónia
PS: não sou socialista
Em primeiro lugar esta informação não tem sigilo nenhum, logo o seu autor podia dar a cara ou o nome. Não vinha mal ao mundo. A menos que seja uma daquelas pessoas que nunca lêem o Al(maria)do mas sabem tudo o que aqui se escreve.
Em segundo lugar, o facto de não ser socialista é uma virtude e das grandes, logo mais uma razão para não usar o anonimato. O facto de referir que não o é, sabendo de tão importante informação, leva-nos a pensar que…se calhar é mesmo socialista mas tem vergonha de o dizer. Compreende-se.
Em terceiro lugar a questão é totalmente legítima e eu aceitou-a. Finalmente estou tranquilo com a minha consciência. Sempre tentei explicar que a Natália Carrascalão é algarvia porque o seu pai é natural de São Brás de Alportel, apesar dela ter nascido na Fazenda Algarve em Timor-Leste. Com o Eng. Cravinho, pelos vistos, passa-se basicamente a mesma coisa. Só não percebo é porque o PS fez tantas piadinhas a propósito da deputada do PSD.
Em quarto lugar Portugal é só um. As afinidades são aquelas que nós quisermos e as conveniências também. Proponho até que os milhares de portugueses que passaram, pelo menos uma vez na vida, férias no Algarve possam dizer que são algarvios.
É justo.
Ou seja, o Cravinho é um moço marafado, apesar de nunca ninguém ter reparado nisso.