2004-11-30

Inoportuno 

Fora de brincadeiras (a brincadeira está no post em baixo), acho péssimo o ambiente que o primiro-ministro criou à volta do governo e de si próprio. Eu, por estar habituado a bons exemplos que tenho em “casa”, ia caindo para o lado quando vi Santana Lopes numa sessão solene - julgo que numa autarquia dada a presença de bombeiros – a falar sobre questões internas do PSD, nomeadamente a forma como alguns críticos à sua liderança têm agido. Aquilo que fez não se faz. Não me lembro de nada semelhante. E digo isto com mágoa na medida em que não é normal que um primeiro-ministro faça uso de uma tribuna solene para se defender de questões meramente partidárias. Para esse tipo de assuntos não lhe faltam palcos. Em Barcelos teve um à sua disposição e com facilidade encontrará outros.
Eu já nem me refiro à questão, infeliz por sinal, da incubadora porque isso na minha opinião até é secundário. O que me preocupa é o facto de Santana Lopes ter perdido a noção da fronteira que existe entre as funções de Estado e as de líder partidário.
O problema agudizou-se a partir do momento em que alguns dos presentes decidiram bater palmas às suas palavras. Não foram seus amigos os que o fizeram, muito pelo contrário. Ao ouvi-las talvez tenha pensado que a decisão de tocar naqueles assuntos fosse a mais correcta. Não só não foi como me pareceu de uma infelicidade inusitada. Santana Lopes não está na política há dois dias. Tem obrigação de saber que tudo tem o seu tempo, espaço e oportunidade.


Nota 1: Estou convencido que este seria, grosso modo, o tipo de comentário que faria se o episódio tivesse ocorrido com um líder de outro partido. Já que me sujeito, não sei por quanto tempo, a expor aqui as minhas opiniões, não devo omitir esta. É o que penso. Sinto muito.

Neonatologia 

Uma pessoa passa um dia inteiro sem tempo para actualizar o blogue depois de um fim-de-semana tão agitado no que diz respeito às questões da neonatologia e logo aparece alguém a pedir-nos comentários do tipo presente envenenado.
É a parte chata de ter um blogue, os leitores reclamam e com alguma razão.
Que querem que vos diga que já não tenha sido dito? Que o problema foi o parto? Que a mãe entrou em pânico quando começou a sentir as contracções? Que o pai nervoso não se conteve e fumou um maço de tabaco de seguida daquele com pesticida? Que as incubadoras estavam ocupadas e não havia lugar para colocar o bebé prematuro? Que os irmãos são uns malandros e que não trataram o bebé como ele merece? Enfim, tantas perguntas e tão poucas respostas.
Eu já disse o que pensava do facto de alguém convidar para o governo pessoas só porque são amigas. Quando para lá da amizade existem outros factores, ninguém dá importância ao facto de existir uma relação desse tipo. Quando não há…
Esta história faz-me lembrar aquela máxima do emprestar dinheiro a um amigo. Se ele não paga, perde-se o dinheiro e o amigo. Com Santana Lopes e Henrique Chaves, aparentemente passou-se o mesmo. Um foi para o governo porque era amigo como as coisas não correram bem, perdeu-se o amigo e o ministro.
Tão simples como isto.

2004-11-27

Três propostas diferentes 

De áreas musicais distintas e países diversos são as minhas recomendações de hoje para um fim de semana que promete chuva.


Dos ritmos caribenhos chegou há uns meses atrás, o último trabalho de Omara Portuondo que recentemente esteve entre nós. A única senhora que integrou essa maravilha impossível de repetir chamada Buena Vista Social Club e que lançou definitivamente o esplendor da música cubana, revela-nos agora a sua "Flor de Amor". É amor para toda a vida.
De Cuba só Fidel e o seu regime é que não prestam. Quanto ao resto é tudo muito bom.

O último trabalho dos U2 era esperado no meio musical de todo o mundo com ansiedade. Desde 2000 que a banda irlandesa não gravava um disco de originais. Agora não só lançou um excelente disco como tem também agendado, segundo ouvi dizer, mais uma passagem pelo nosso país. A sonoridade é a de sempre. Pareceu-me um disco muito homogéneo. Falta-lhe talvez um tema muito forte, daqueles que ficam para a história e nunca mais nos esquecemos. Não vou citar nenhum em especial para fazer a comparação porque ou teria uma longa lista ou seria tremendamente injusto. Mas é um grande disco e vale bem a pena.

Jorge Palma é para mim a voz mais outsider do panorama musical português. Não há nada parecido com ele. Talvez os Toranja tenham algumas semelhanças na métrica dos poemas das suas canções, mas até à mestria de Palma ainda vai um passo de gigante. "Norte" é um álbum fabuloso a juntar aos outros. Jorge Palma mantém o estilo de forma coerente e isso faz com que um disco novo seja sempre uma boa notícia.

Quem será mais teimoso? 

O Professor Mário Patinha Antão, em entrevista ao Região Sul esta semana, revelou que o governo não vai voltar atrás na pretensão de colocar portagens na Via do Infante. É como muitos algarvios que também não vão voltar atrás na contestação a esta decisão e a forma de o demonstrarem, provavelmente, será através do voto já nas próximas autárquicas e a seguir nas legislativas.
Ou seja, uns não cedem e os outros também não.
Tão fácil quanto isto. Só não vê quem não quer ou quem não está interessado.

2004-11-26

A negra sina do quanto pior melhor 

Eu só gostava de saber quem é que vai pagar à Câmara Municipal de Lisboa (CML), os efeitos dos caprichos do advogado José Sá Fernandes.

Um tipo arranja mil encrencas e sarilhos em nome de um dever cívico abstracto que se confunde com sede de protagonismo e minutos de exposição televisiva. Em consequência disso, uma obra pública de grande envergadura é interrompida meses a fio, com os custos financeiros e sociais que isso implica para a vida das pessoas, das empresas envolvidas e do muito comércio daquela zona de Lisboa. Agora o Supremo Tribunal Administrativo vem dar razão ao recurso feito pela autarquia lisboeta e eu pergunto: - Afinal que responsabilidades vão ser assacadas a quem deu origem a este filme de terror de 3ª categoria?

Tudo este Carnaval serviu para os partidos da oposição, todos eles, se deliciarem durante todo este tempo nas supostas ilegalidades praticadas pela CML e pelo seu presidente. Mas hoje, nenhum desses mesmos partidos é capaz de vir a terreiro dizer que afinal toda esta situação não serviu para nada que trouxesse benefício a quem quer que seja. Isto revela bem o estado em que anda a política no nosso país. Qualquer cabelo fora do sítio serve para montar um arraial de pouca vergonha partidária eleitoralista. Depois quando se percebe que o cabelo afinal até estava no seu lugar, fecham-se em copas, metem o rabinho entre as pernas e assobiam para o ar.

O advogado José Sá Fernandes acha que cumpriu o seu dever. Será que os verdadeiros prejudicados com a paragem das obras das Amoreiras também vão cumprir o deles?

E já agora Eng. Sócrates, lembra-se da acusação que fez ao primeiro-ministro de ter deixado um buraco nas Amoreiras? Não era bonito dizer, agora, também qualquer coisa sobre o assunto?

Assim também eu 

Vi ontem a entrevista de Sócrates na SIC Notícias. Gostei particularmente do ar encrespado que pôs cada vez que o jornalista lhe perguntava coisas do tipo:

- Então se o senhor está contra esta medida o que faria se fosse primeiro ministro?
- Então qual é a sua opinião sobre o valor do aumento proposto pelo governo para a função pública?
- Então se este orçamento não é bom qual seria o que senhor apresentaria caso fosse primeiro ministro.

Assim é fácil. Critica-se mas não se aponta uma alternativa. Sócrates acha que a missão do líder da oposição é criticar sem se comprometer com medidas concretas em alternativa às do governo. Ou seja, o melhor mesmo é nem dizer nada.

Amigos para siempre 

O que me assusta nesta última remodelação governamental é o facto do primeiro ministro ter chamado Gomes da Silva para «seu braço direito na articulação política do Governo», conforme escreve hoje o Público. Se ele for tão bom a articular a política governamental como foi a arranjar sarilhos para o próprio governo, então vou ali cortar os pulsos e volto já.

A janela 

Quem desempenha cargos públicos deve tratar os cidadãos e as instituições com dignidade e isenção, independentemente da raça, do credo, da filiação partidária ou de outra natureza qualquer.
Foi isto que o ministro Henrique Chaves não fez em relação ao Sport Lisboa e Benfica. Ele pode até discordar por completo dos propósitos do clube em se queixar ao governo de circunstâncias que decorrem da sua prática desportiva, o que não pode é ofender ou fazer troça daquilo que lhe foi dito em audiência. É no mínimo uma tremenda falta de respeito.
Não sei se Henrique Chaves costuma ir ao futebol mas se algum dia for ao Estádio da Luz não se admire que alguém o queira atirar por uma janela…também.

2004-11-25

A dança das cadeiras 

Hoje, já recomposto das novidades de ontem, gostava de dizer (escrever) o seguinte:

A amizade é uma das coisas mais preciosas desta vida. Quem tem amigos é mais feliz do que aqueles que não têm.
Rui Gomes da Silva foi transferido de uma pasta onde não foi feliz e onde estava, segundo parece, muito exposto, para uma outra mais «resguardada» e cujo perfil das funções parece ser mais condicente com o perfil do agora titular. Pelo menos foi este o entendimento do primeiro-ministro.
No fundo a avaliação que Santana Lopes fez de Gomes da Silva foi má a caminhar para a péssima. Talvez noutras circunstâncias não o nomeava para mais nada. Dizia-lhe qualquer coisa do género:

- Olha Rui, tem paciência mas ser ministro não é definitivamente a tua vocação. Volta para as últimas filas da Assembleia ou dedica-te a outra coisa qualquer, porque isto de estar no governo é muito exigente e eu não posso gerir a actividade governamental na base das minhas relações de amizade. O cargo que desempenho assim me exige.

Mas não foi isso que aconteceu. Gomes da Silva ganhou como prenda da sua passagem pelos Assuntos Parlamentares e do conflito que criou com Marcelo Rebelo de Sousa, a pasta de Adjunto do Primeiro Ministro.

Isto não é bom para o governo. Isto não dá credibilidade ao governo. Isto retira espaço de manobra ao primeiro-ministro para, numa situação semelhante de falta de qualidade no desempenho de uma função governamental, agir de forma diferente. Isto não correu nada bem e a prova disso é que, à excepção de Luís Delgado, não ouvi mais nenhum comentador político a elogiar esta remodelação do governo.

Espero que episódios destes não sejam muito frequentes. E que desta maneira as coisas ficam ainda mais difíceis.

Desisto 

A explicação que Henrique Chaves deu aos jornalistas sobre a sua mudança de pastas ministeriais é digna de…olha nem sei. Não encontro comparações nem adjectivos.
Desisto.

25 de Novembro sempre, comunismo nunca mais! 

Hoje é um grande dia para a democracia portuguesa. O 25 de Novembro devia ser feriado nacional à imagem do que acontece com o 25 de Abril. Em ambas as datas deram-se passos decisivos no sentido de um Portugal livre e democrático.

Se Portugal não entrou numa espiral de loucura absoluta que nos conduziria certamente a uma ditadura comunista ao bom (mau) estilo albanês, soviético, norte coreano ou cubano foi em grande parte devido ao que se passou no dia 25 de Novembro de 1975.
A história não se reescreve. Ela é, tal como foi.

2004-11-24

Santana diz que pretende «resguardar» Gomes da Silva 

Nem sei o que diga...

Santana Lopes diz que "normal" é os partidos concorrerem sozinhos 

Eu também acho normal. O PP é que não deve achar assim tão normal, até porque sozinho, em 2006, quanto vale? 2%, 3%, vá lá uns 5%. Até pode ser que seja suficiente para fazer a diferença, mas se não concorrer sozinho nunca vamos saber o que vale eleitoralmente o parceiro da coligação.
Se isso não acontecer, provavelmente a derrota será a consequência mais inevitável. O PSD vale mais votos sozinho do que mal acompanhado.
A outra consequência de candidaturas coligadas é termos um conjunto de deputados do PP eleitos a reboque do PSD conforme aconteceu nas últimas europeias. Por isso defendo que cada um deve correr com a sua bicicleta. No fim logo se vê.

Guimarães - Património Mundial 


(Igreja de Nossa Senhora da Oliveira - Novembro de 2004)

2004-11-23

Dear Leonard Cohen 

Para mim é uma das vozes mais fabulosas e incontornáveis do panorama musical mundial. Tal como o vinho do Porto, quanto mais velho melhor.
Depois do muito aclamado pela crítica “Ten new songs”, o canadiano Leonard Cohen regressa com o seu último trabalho, “Dear Heather”, que é uma maravilha e o qual recomendo vivamente. Naturalmente que é preciso gostar do género e ter uma certo estado de espírito para o escutar com atenção. Não é música para ouvir no carro, antes à noite quando toda a casa está em silêncio.

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2004-11-22

Os podres do regime cubano 

Ontem à noite perante a escolha entre a Quinta das Celebridades e o Herman Sic, fiz um zaping directo para o canal Odisseia e, sorte a minha, “aterrei” em cima de um excelente documentário ao bom estilo do jornalismo de investigação, a propósito do narcotráfico em Cuba.
Aparentemente o tráfico de droga na ilha de Fidel tem os mesmos contornos que nos outros países onde existem democracias e efectivos Estados de Direito. A grande questão baseava-se na propaganda que o regime castrista fazia e faz sobre o combate ao mesmo e depois na prática o que se percebe e comprova é precisamente o contrário.
A cidade de Havana é um enorme Big Brother. Confesso que quando lá estive não me apercebi disso mas na realidade é. Existem câmaras de vídeo espalhadas por todos os cantos e recantos da cidade, pelo menos na zona de maior fluxo de pessoas. Também é verdade que o número de polícias é elevado o que transmite um aparente estado de segurança. Mas a grande questão não é esta.
Talvez o regime de Fidel persiga e combata uma parte do tráfico de droga. Provavelmente o mais pequeno aquele que se faz no contacto directo na rua. No entanto, o jornalista espanhol que deu corpo a um suposto traficante europeu, provou com requintes de perfeccionismo que o mesmo regime que persegue o pequeno traficante ajuda o grande. O verdadeiro traficante habanero, dizia à boca cheia para o jornalista não se preocupar com a segurança dentro de Cuba. Essa parte tratava ele porque tinha o regime bem recompensado e solicito na ajuda.
Ou seja, o tráfico de droga em Havana significa a entrada de milhões de dólares os quais ajudam não só a vidinha dos traficantes e dos seus exércitos de rua, como o próprio regime revolucionário comunista. Todos comem à mesa do tráfico de droga.
Paralelamente foram mostradas imagens do mundo da prostituição, da delinquência, do jogo ilegal e de um sem número de práticas criminais, todas supostamente reprimidas pelo regime.
A reportagem acabou em apoteose. Enquanto Fidel Castro discursava e se gabava da política repressiva contra o narcotráfico, a prostituição, o jogo ilegal e a delinquência em geral, apareciam cenas bem seleccionadas de todos estes crimes onde o regime colaborava com o silêncio ou a omissão, sendo certo que desfruta dos seus lucros milionários.
É caso para gritar:

- Viva la revolución.

Percentagens e outras coisas 

Se as minhas contas não estão enganadas, Tavira foi a secção onde Mendes Bota alcançou o melhor resultado em termos de percentagem dos votos.

Assim:

Tavira – 90,1%
Castro Marim – 89,8%
Aljezur – 87,5%
VRSA – 82,3%
Olhão – 80,9%

Em termos reais, Faro foi onde Mendes Bota conseguiu o maior número de votos (221) mas curiosamente não venceu nessa secção, seguindo-se Loulé (218) e Olhão (217).

Quase todos os cabeças de lista das duas candidaturas venceram nas suas concelhias na eleição para os respectivos órgãos. A excepção foi Colaço Canário que não venceu em Faro. Os outros cinco saíram vencedores nas suas respectivas concelhias.

Nas duas listas houve voto diferenciado o que revela que alguns militantes votaram nas duas listas para órgãos diferentes. Foi o meu caso.

A Lista A (Mendes Bota) venceu em 11 concelhias as eleições para a Comissão Política Distrital. A Lista B (Isabel Soares) em 5.

Das 13 concelhias que subscreveram o documento de apoio a Mendes Bota, a Lista A venceu em 11. Ficou por vencer Lagos e Faro. O que prova que os presidentes das concelhias têm importância neste processo, ao contrário do que foi afirmado. Em Faro o líder local era candidato pela Lista B e conseguiu vencer localmente as eleições. Em Lagos o mandatário da lista B talvez tenha feito a diferença.

Análise superficial em 8 notas 

Sobre o sábado passado:

1 – O resultado da lista B foi muito melhor do que eu estava à espera. Se pensarmos como decorreram os últimos dois anos de actividade ou falta dela do PSD/Algarve, 42% é um resultado lisonjeiro.

2 – O movimento das 13 concelhias que assinaram o documento de apoio a Mendes Bota, não foi levado suficientemente a sério. Partiu-se do princípio que era uma coisa dos presidentes das secções sem eco no resto da militância. Os resultados provaram que não era apenas isso. Ao contrário do que foi dito, a Força do Algarve era um movimento das bases, posto em prática pelos presidentes das secções. A outra candidatura era mais uma federação da elite do PSD/Algarve, onde apareciam os nomes mais sonantes, nomeadamente os que estão eleitos ou nomeados nos mais importantes cargos da Administração Pública nacional e regional

3 – No início ainda pensei que seria possível um entendimento entre as duas candidaturas mas hoje confesso que foi ingenuidade da minha parte. A minha ideia era em vez de termos três militantes de grande destaque com uma derrota às costas, termos uma solução de consenso. Isso pressupunha duas coisas muito difíceis: a primeira a assunção que as coisas não tinham corrido bem durante o mandato o que até acabou por acontecer, a segunda a orfandade em que alguns militantes de “segunda linha” que promoveram e empurraram a candidatura de Isabel Soares, ficariam nessa circunstância.

4 – Quem manda no partido são os militantes. Não há volta a dar. Eu sou do tempo em que os líderes distritais eram eleitos nas Assembleias Distritais perante cento e tal delegados, onde quem detinha o Poder só perdia se fosse burro. Agora isso já não acontece. É impossível controlar a vontade de centenas e centenas de militantes.

5 – A intromissão de pessoas exteriores ao Algarve nesta campanha só prejudicou quem os tentou envolver. Muitas pessoas não receberam com agrado essa intromissão. Dava a ideia que era proibido haver uma lista opositora ao directório e que os “chefes” de Lisboa é decidiam a liderança da Distrital. Isso em português correcto chama-se: meter o nariz onde não é chamado. A consequência foi a que foi. Miguel Relvas e José Luís Arnaut devem fazer uma reflexão muito profunda sobre o que se passou. Não desempenharam o papel de dirigentes nacionais do PSD com isenção e isso é muito mau.

6 – Uma candidatura tem sempre momentos altos e baixos. Neste caso ganhou a que esteve quase sempre em alta. De todos os momentos baixos parece-me que aquela carta enviada a algumas pessoas por um senhor que foi assessor do Professor Cavaco Silva fez mais estragos à Lista B do que à A. O tipo de discurso que nela constava é revelador de alguma dificuldade em lidar com as evidências. Essa carta foi servida nas vésperas das eleições com um único propósito: fazer mossa em Mendes Bota. Não só não fez mossa como ajudou a decidir alguns votos a seu favor. São expedientes que já não se usam. A Lista B nunca devia ter permitido o envio daquela carta. Afinal de contas que importância e relevância tem no actual PSD/Algarve quem a escreveu?

7 – Vão-me desculpar alguns amigos que tenho na Lista B mas sou obrigado a dizer isto. Havia pessoas na candidatura de Isabel Soares que eram um pouco contra natura. Uma parte dessas pessoas foi muito crítica durante dois anos a fio à liderança da Distrital sem nunca o terem feito em público. Faziam as suas críticas à boca pequena, em conversas de restaurante, em conversas informais ou de outra forma qualquer. Isto para dizer o seguinte: muitos dos apoiantes de Isabel Soares não eram indefectíveis e muito menos lhe reconheciam méritos de liderança partidária. Estavam na sua candidatura por um conjunto de circunstâncias que não são propriamente a convicção. Pelo contrário, quem esteve com Mendes Bota, esteve sempre numa expectativa de mudança de alterar a dormência que pairava sobre o PSD no Algarve. Ora hoje em dia é difícil manter uma candidatura deste tipo de importância se não for com bases firmes de convicção, até pela mensagem que se passa para a militância. Uns justificavam erros os outros falavam de esperança e de dinâmica. A diferença só não vê quem não quer. Repare-se que o núcleo de apoiantes do actual líder distrital foi capaz de se manter inalterado e coeso. Funcionou como devia funcionar, sem dissidências nem hesitações.

8 – Estúpidos são aqueles que acham que após esta eleição devemos ficar entrincheirados em que apoiou este ou aquele candidato. Isso seria fazer o jogo dos nossos adversários. A hora é de nos unirmos em volta de um líder e de objectivos que são comuns a todas as sensibilidades no PSD/Algarve. Nós somos todos militantes do mesmo partido. Disputámos uma eleição acesa, é certo, mas isso não é motivo para mantermos um clima de guerrilha surda nos bastidores. Usemos as nossas energias para o que é importante.

Ao Xutos 

Tomei conhecimento esta manhã dos comentários que deixaste ao post anterior. Como contêm expressões menos felizes só aceito que fiquem on-line se te identificares. Como continuas a usar o anonimato, não faz sentido mantê-las.

Tem paciência. O mesmo se aplica a situações semelhantes escritas por outras pessoas que venham a aparecer. Se este blogue não é anónimo, os comentários também não devem ser, pelo menos aqueles que fazem referências pessoais a terceiros. Assumam-se as críticas. Custa assim tanto?

Já agora fica a saber de uma coisa: O dever de quem vence é respeitar os vencidos. Façam-se análises políticas do assunto mas nunca pessoais e muito menos de cariz ofensivo.

2004-11-20

A Força do Algarve 

VITÓRIA CATEGÓRICA.

Vamos a votos 

O PSD/Algarve vai hoje a votos. Espero que o acto eleitoral corra de maneira diferente da campanha eleitoral. Independentemente de quem ganhar o que é mais importante é o seguinte:
- Há vida para lá das eleições para a Distrital. Todos fazemos muita falta.

2004-11-19

Referendo 

É mais fácil decorar a primeira estrofe dos Lusíadas do que a pergunta que vai ser feita aos portugueses no referendo à União Europeia.
Se nos referendos do Aborto e da Regionalização com perguntas claras e objectivas o resultado foi o que foi, imagine-se agora.
Quem escolheu a questão não faz a mínima ideia do povo que este país tem.

Pacheco Pereira no Al(maria)do 

Tenho fortes indícios que Pacheco Pereira visitou o Al(maria)do esta manhã. Quem me disse foi o espião dos blogues.
Se assim foi, seja bem vindo companheiro e volte sempre.

Daqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas 

Mário Soares avisou o país que não fosse o facto de Portugal pertencer à União Europeia e já tinha acontecido um Golpe de Estado. Por acaso tinha graça. Os militares não se revoltaram quando Soares foi pimeiro-ministro e mergulhou o país numa crise financeira e social ainda maior do que já estava e iam revoltar-se agora. No fundo o ex-Presidente da República mais não fez do que incitar à revolta e à desordem o que à luz de um Estado de Direito não deixa de ser interessante.
Ou seja, mudar a situação com eleições livres e democráticas dá mais trabalho e não é garantido que o resultado seja o que Mário Soares prefere pessoalmente. Assim, convocam-se as tropas que até podem ser chefiadas pelos dirigentes da Associação 25 de Abril que têm alguma experiência na matéria, arranja-se alguém que faça de Salgueiro Maia e os militantes do Bloco de Esquerda e do PCP dão uma ajudinha.
- Voila, très facile.

AACS 

Que a Alta Autoridade para a Comunicação Social é um organismo pouco independente e de crédito duvidoso que visa sobretudo defender a classe jornalista, já toda a gente sabia. Mas se é assim porque carga de água foi o ministro Gomes da Silva solicitar que ela se pronunciasse sobre os comentários de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI?
Na altura escrevi que o ministro amigo de Santana Lopes tinha dado uma bazucada no estômago. Enganei-me. Ele, na verdade, "imolou-se" com uma arma de destruição maciça à cintura.
Se o governo acha realmente que a AACS não é credível, não deve um seu membro pedir para ela intervir. Se o faz, então têm que aceitar como boa a decisão.
Sinto muito mas é isto que eu penso.

Kiss Me 

Ontem fui ver o Kiss Me, o tal filme rodado, grande parte, em Tavira.
Como é bonita a minha cidade. Há uma cena fabulosa da Marisa Cruz a passear na margem direita do rio Gilão com a outra margem em pano de fundo. É uma maravilha. Tavira tem de facto uma frente ribeirinha de rara beleza natural e arquitectónica.
Quanto ao filme, a história, o desempenho dos actores e outros detalhes, por uma questão de cortesia não vou dizer o que achei. Recomendo apenas que vão ver só para ver alguns pequenos detalhes que nos escapam na vida real, mas que mostram quão bonita é esta cidade.

Discriminação 

Sinto-me discriminado. Ontem, alguns militantes do PSD de Tavira foram contactados, telefonicamente, pela Lista B da Drª Isabel Soares, para comparecerem a um jantar que terá lugar esta noite em Faro e a mim ninguém me disse nada. Foi preciso alguns mais afoitos me ligarem a contar o que se passava para que eu soubesse. Uma discriminação para com um militante de base como eu.
O que essas pessoas que receberam o telefonema não gostaram foi da menina a perguntar onde iam votar e a pedir-lhes para optarem pela Lista B. Eles acham que têm cabeça para pensar e não precisam que uma menina desconhecida lhes diga o que fazer.

Vamos a votos 

Amanhã vamos a votos na social-democracia algarvia. Espero que ganhe o melhor e que o melhor seja Mendes Bota e a Força do Algarve. Se não for, paciência.
Há vida para lá das eleições para a Distrital.

Pesticida 

Os senhores fumadores têm a certeza do que andam a meter na boca. Cuidadinho, não vá haver uma surpresa.

Guimarães 


(Guimarães - Novembro de 2004)

Mais uma fotografia feita em Guimarães em pleno centro histórico classificado de Património Mundial pela UNESCO.

2004-11-18

O último dos Moicanos 

Pacheco Pereira jogou gasolina para a fogueira com este argumento. Não me parece razoável. Serve apenas para espicaçar o actual primeiro-ministro e tem pouca substância na medida em que Cavaco Silva jamais voltaria a candidatar-se a um cargo que desempenhou, como ninguém, durante 10 anos.

2004-11-17

Argumentos no fim da linha 

A questão Cavaco Silva continua a ser o principal motivo de conversa nas eleições para o PSD/Algarve. Uma das candidaturas insiste em sublinhar o “desencontro pessoal” de Mendes Bota com o ex-primeiro ministro, como se isso fosse relevante para o que está neste momento em causa: a liderança regional do PSD.
A este propósito gostava de lembrar uma situação que aconteceu em Janeiro de 1996 no comício realizado em Faro da candidatura a Belém de Cavaco. Para além do pavilhão do Farense cheio a abarrotar recordo-me perfeitamente de assistir a esse comício na área reservada numa lateral do palco. Junto a mim esteve, do princípio ao fim, Mendes Bota. Esteve na sua condição de militante e na altura deputado eleito pelo Algarve. Assistiu a tudo. Provavelmente algumas pessoas que hoje o acusam de estar contra Cavaco Silva nem sequer estiveram presentes nessa noite a apoiar o candidato.
Isto para dizer que este raciocínio “cavaquista” é mais um não-argumento do que outra coisa qualquer. Não cabe na cabeça de ninguém que Cavaco Silva faça depender a sua decisão de concorrer a Belém em função de quem lidera o PSD/Algarve. Aliás nessa matéria julgo mesmo que a vitória de Mendes Bota é benéfica para a eventual campanha eleitoral de Cavaco Silva. Se repararmos no que se passou em Junho passado nas eleições para o parlamento europeu, em que o PSD/Algarve praticamente abdicou de ter uma campanha organizada, somos levados a acreditar que o episódio pode repetir-se. Isso sim seria prejudicial para quem aspira a um bom resultado.
De uma coisa eu tenho a certeza. Se Mendes Bota aparecesse agora aos saltos a apoiar a candidatura de Cavaco Silva, muitos seriam aqueles que o iriam acusar de incoerência ou de tentar passar uma imagem diferente daquilo que pensa sobre o assunto. Seria isso melhor?

A farsa 

Ainda a propósito da escolha prévia de Jerónimo de Sousa para líder do PCP, ouvi hoje uma declaração de um militante comunista com algum protagonismo como é Edgar Correia, pertencente à chamada ala renovadora. E o que dizia ele?

- Isto (escolha prévia de Jerónimo de Sousa) é uma farsa política.

Se ele o diz, quem sou eu para o negar?

Futuro & Progresso 

Jerónimo de Sousa é o futuro líder do PCP escolhido pelo Comité Central. Agora, os militantes comunistas vão ao Congresso e têm duas hipóteses: uma é votar no candidato previamente escolhido, ou seja Jerónimo de Sousa, a outra é votar no candidato previamente escolhido, ou seja Jerónimo de Sousa.
Assim se vê a democracia no PC.

Escolhas 

Os artistas cubanos, alguns, não entendem os benefícios da revolução cubana e por isso pediram asilo político aos EUA.
O PCP não entende os benefícios da liberdade expressão dentro dos órgãos do partido.
O Bloco de Esquerda tem sempre os mesmos líderes
E eu, meu caro Sérgio Martins, não tenho pachorra nem vontade para ler teses do PCP e do BE. Mas não é por menos consideração por ti, como deves imaginar.
Antes ler os livros da Margarida Rebelo Pinto que as teses miraculosas da esquerda portuguesa. Mal por mal…

Falta do quê? 

Quando vejo a oposição a falar de intromissão no serviço público de televisão ou a bramir contra a suposta intromissão do governo junto dos media, desmancho-me a rir.
O PCP fala de liberdades com facilidade mas não as pratica dentro do seu próprio partido. É o único de resto, onde se verificam, há uns anos a esta parte, casos de dissidência em massa de “renovadores” que não aceitam um conjunto de obstáculos à renovação e modernização do PCP. Os modelos internacionais que defendem (Cuba, China, Coreia do Norte) todos eles são fortes ditaduras de décadas e não consta que em nenhum exista qualquer coisa semelhante à liberdade de imprensa que se pratica em Portugal.
O Bloco de Esquerda afina pelo mesmo diapasão. Não tem dissidências. Tem antes algumas aderências de comunistas desgostosos e desde a sua fundação que tem o mesmo ou os mesmos líderes. Não tenho conhecimento que façam eleições internas para escolher os seus dirigentes. Praticam a agitação, a anarquia e a desordem generalizada o que em si é já um sinónimo de liberdade de uns, mas não de todos.
O PS, esse então é um caso fantástico ao nível da liberdade de imprensa. Durante muitos anos tentou impedir a abertura à iniciativa privada das estações de televisão. Foi preciso muita insistência e perseverança para convencer os socialistas a aceitar este facto incontornável dos nossos tempos, mas agora arrogam-se em arautos da liberdade e da democracia quando sempre tiveram receio da desconcentração da comunicação social. Falam agora da PT e do Grupo Lusomundo mas já se esqueceram o que era a comunicação social a seguir ao 25 de Abril.
Ainda no último governo de Guterres, colocaram à frente da RTP dirigentes nacionais do partido que antes tinham passado pelo governo e pela Assembleia da República. O resultado foi o que se viu, uma gestão desastrosa não só do ponto de vista financeiro com televisivo. A RTP antes do PS sair do governo fez contratações milionárias de pessoas que vinham de outros canais associadas a programas de fraca qualidade e gosto duvidoso.
Pelos vistos também se esqueceram do tempo dos governos de Mário Soares, onde o alinhamento dos telejornais era verificado previamente para não sair alguma bujarda contra o primeiro-ministro ou as suas hostes.
Falta de memória ou de vergonha?

A Dona Joaquina 

Consta que a Dona Joaquina que fazia a limpeza da sala da Redacção da RTP há quase 30 anos, foi transferida para o Arquivo da televisão nacional onde desempenhará as mesmas funções. Conforme se pode observar trata-se de um grave obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão, bem como uma intromissão abusiva por parte de este governo de direita neo-liberal, no sentido de controlar o serviço público de televisão.
A oposição vai chamar ao Parlamento para uma comissão de inquérito a Dona Joaquina afim de confirmar esta grave situação.

2004-11-16

Aviso II 

Gostaria de pedir aos leitores que fazem comentários com as alcunhas Versulio, Por-ti-não e Vendedor Cofres de Hotel que nunca mais o façam. Não são bem-vindos a este blogue nem os vossos comentários são apreciados. Quando quiserem enxovalhar alguém façam-no de forma identificada sem arrastar o nome de terceiros para a lama.
Todos os comentário feitos por estes três senhores ou senhoras, vão ser eliminados.
Aqui não se dá abrigo a cobardes.

Aviso 

Neste blogue, sem o meu conhecimento, foram feitos comentários ofensivos a uma pessoa em concreto.
Os autores dos comentários usaram o anonimato para poderem fazer uso de forma cobarde deste blogue e assim atacarem um cidadão que merece respeito.
Como tal e para que fique claro para situações futuras, vou entregar ao visado uma listagem desses mesmos comentários com os respectivos IPs e horas de edição para que ele possa proceder em conformidade.
Sendo assim, todos aqueles que utilizarem a aplicação de comentários para este tipo de expedientes serão identificados.
Se este método não for suficiente para impedir a continuidade da s agressões verbais, então isto termina aqui. Não aceito que à minha custa enxovalhem na praça pública amigos meus. Muito menos aceito que me confundam com este tipo de atitudes. Se for necessário sacrificar o blogue, não hesitarei em fazê-lo.
Isto como está, não está nada bem.

Esclarecimento 

Alguém deixou aqui um comentário ao qual entendo poder dar uma explicação.

O comentário foi este:

O que se passou?
Foram bater palmas e ver o Porto em Barcelos
Das portagens nada disseram
Tachistas
Tenham vergonha.

Primeira questão: Ver o Porto a Barcelos só se tivesse a certeza absoluta que ia perder. Como ninguém me deu essa garantia e o resultado foi o que foi…Eu não ia ver o Porto quando ele jogava aqui ao lado em Faro, imagine-se em Barcelos.

Segunda questão: Das portagens nada disseram. Quem foi que não disse? Quando na sexta-feira à noite entrei no pavilhão de Barcelos tinha ao meu lado Mendes Bota. Quando os jornalistas o viram, solicitaram-lhe de imediato declarações as quais foram transmitidas, segundo tive a oportunidade de saber. Nessas declarações foi dito, entre outras coisas, que não estava de acordo com as portagens na Via do Infante e que ele próprio tinha participado na manifestação. No dia a seguir, foi entregue pelas suas mãos ao primeiro-ministro e presidente do PSD, uma carta assinada por boa parte dos delegados do Algarve, aqueles que estão contra as portagens e não têm problemas em dizê-lo, onde era solicitada uma reanálise do problema tendo em conta o impacto que essa medida terá na região. Isto no sábado de manhã. Esse facto foi transmitido à imprensa o que levou a novas solicitações por parte dos jornalistas no sentido de recolher os motivos dessa atitude. Se isto é ficar calado, vou ali e já volto.
Para além disto, Mendes Bota estava inscrito para falar. Foi um dos primeiros a inscrever-se. Era de prever que falaria durante a tarde de sábado. Isso não aconteceu. À sua frente foram colocados outros congressistas. As horas foram passando e nada. Alguém, cirurgicamente e sabe-se lá com que intenções, remeteu para as calendas gregas a intervenção incómoda, não para o primeiro-ministro mas para as aspirações e ego de desconhecidos, que certamente seria feita por Mendes Bota.

Terceira questão: Tachistas? Quem?

Quarta questão: Tenham vergonha? Eu tenho alguma mas há quem não tenha nenhuma.

A coligação 

Quando um casamento é feito por conveniência é de difícil convivência e raramente corre bem. Assim se pode caracterizar a coligação entre o PSD e o PP. Por muito que se diga o contrário este é um acordo feito pelas cúpulas sem o apoio esmagador das bases, o que jamais acontecerá.
Perante isto é difícil decidir o que fazer em 2006 quando a legislatura terminar.
Eu compreendi as palavras de Marques Mendes no congresso. Percebi o que quis dizer. No fundo é o sentimento de muita gente que já percebeu as diferenças de resultado eleitoral com ou sem o PP. As eleições para o parlamento europeu e as regionais nos Açores são sintomáticas. As primeiras então funcionaram como um ácido para o interior do PSD, conforme escreveu Pacheco Pereira na altura. O PSD perdeu mandatos e o PP manteve os que tinha. Se tivessem ido a votos separados, provavelmente, o PSD mantinha o número de eurodeputados e o PP não elegia nenhum ou apenas um. Esta é a dura realidade.
Perante este cenário o que há a fazer? Na minha opinião muito pouco. O fim de uma coligação não se anuncia com dois anos de antecedência porque isso implica um risco acrescido de divisão no seio do governo. Agora é necessário ir até ao fim mas no fim, deve ser feita uma avaliação com base nas circunstâncias do momento. Hoje não podemos dizer se estamos ou não estamos na disposição de continuar com a actual solução.
Eu partilho da opinião que o PSD é mais forte sozinho do que acompanhado. Partilho também da opinião que o PP não acrescenta grande coisa à governação do país, antes arranja problemas e encrencas como foi o caso da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez onde o PSD teve a oportunidade soberana de resolver o problema. E quem diz esta situação diz outras.
Mas a questão fulcral é que o PSD coligado com o PP deixa-se arrastar para um acantonamento ideológico que não lhe augura nada de bom. Muito pelo contrário. Ao deixar o centro desguarnecido oferece de bandeja a Sócrates e ao PS a oportunidade de ocupar esse espaço onde se decidem eleições e maiorias absolutas.
É falsa, tremendamente falsa, a ideia que não havia alternativa em Março de 2002 perante os resultados alcançados. Colocando as devidas distâncias e circunstâncias da época, Cavaco Silva provou entre 1985 e 1987 como se trabalha num governo de minoria e como o povo reage perante aqueles que não deixam governar quem foi eleito.
O resultado é por todos conhecido.
Esta é a minha opinião.

Nota: A entrevista dada por Morais Sarmento e Rui Rio a Maria João Avilez no fim do congresso de Barcelos não foi das coisas que mais gostei de ver nos últimos dias. Parecia que estavam a pedir desculpas ao PP pelo facto de os militantes não gostarem do parceiro de coligação e do seu líder. Afinal de contas desculpas do quê e para quê?

2004-11-15

Guimarães - Património Mundial 


Praça de Santiago - Guimarães (Novembro de 2004)



Eu estive lá 


Tal como tinha dito, antes de viajar em direcção a Barcelos não deixei de juntar a minha indignação à indignação da maioria dos algarvios.


10 Km/hora era a média de circulação na 125 na sexta-feira passada

Do Congresso de Barcelos 

Muito Negativo
- A falta de respeito pelas pessoas que se inscreveram para falar
- A gestão cuidadosa das intervenções
- Os lugares muito apertados
- A ausência vergonhosa da maioria dos Conselheiros Nacionais que deixaram as suas cadeiras vazias
- A vitória do FCP contra o Gil Vicente
- A falta de respeito quando o discurso era feito por um ilustre desconhecido
- A demora para comprar uma garrafa de água no bar

Negativo
- A presença em palco e o discurso de Valentim Loureiro
- O jantar de Sábado à noite a ver o SLB a empatar no Funchal
- Os restaurantes cheios de gente e a consequente espera por uma mesa
- O trânsito caótico na sexta-feira à tarde
- A ausência de grande parte dos críticos, principalmente Manuela Ferreira Leite e Marcelo Rebelo de Sousa que, segundo parece, até pagou a inscrição mas não apareceu
- As negociações das listas em cima do palco à vista de toda a gente, quando o assunto obrigava a uma outra discrição
- A ausência de quem fizesse o papel de Santa Lopes nos congressos em que aspirava à liderança.
- Período de debate muito morno
- A estucha das moções muitas delas só referindo banalidades

Nem bom nem mau
- Grande parte das intervenções
- O discurso de Morais Sarmento
- O discurso de José Luis Arnaut
- A manutenção do status quo na direcção nacional do partido apesar da forma como o congresso reagiu aos reptos de mudança
- O tempo. Apesar do frio esteve sempre os lindos dias de sol
- A nova música do partido

Positivo
- O primeiro discurso de Santana Lopes
- A decoração interior do pavilhão
- A presença e o discurso de Marques Mendes
- O discurso do Presidente da Distrital do Porto
- O discurso de Rui Rio
- O discurso de Alberto João Jardim
- O discurso de Jorge Moreira da Silva que pouca gente prestou atenção por ter sido a seguir ao de Santana Lopes na madrugada de Domingo
- O magnífico resultado para o Conselho Nacional da Lista K
- A carta que uma parte dos delegados do Algarve entregaram em mãos a Pedro Santana Lopes pedindo a reanálise da instalação de portagens na Via do Infante
- Rever os amigos que há muito não via
- A forma como os militantes anónimos reage cada vez que se fala da coligação com o PP
- Os novos militantes que aderiram ao partido
- A reacção ao nome Cavaco Silva para Belém
- A beleza da cidade de Barcelos que eu não conhecia
- A votação da moção apresentada pelo presidente do partido
- O regresso de Duarte Lima aos órgãos nacionais do partido bem como Ferreira do Amaral
- O espírito de grupo dos delegados afectos à candidatura “A Força do Algarve”

Muito Positivo
- A loura do fato azul que pôs o congresso em delírio quando subiu ao palco



Devo estar a esquecer de algum pormenor importante. À medida que me lembrar faço o upgrade do post.

De regresso a casa 

Sobre o Congresso do MAIOR e do MELHOR partido português, assim que houver tempo, direi qualquer coisa, sendo certo que não há muito para dizer.
De regresso a casa, uma passagem rápida por Guimarães onde visitei e fotografei o magnífico Centro Histórico vimaranense, Património Mundial da UNESCO. Uma verdadeira maravilha.
Também quando houver tempo colocarei alguns registos dessa visita.

2004-11-12

A Bem da Nação 

Vou ao Congresso do Maior e do Melhor Partido português. Até já.

2004-11-11

Batota 

Ontem foi o último dia para os militantes do PSD pagarem as suas quotas em atraso, de modo a poderem exercer o seu direito de voto no dia 20 de Novembro. No entanto, a ser verdade a mensagem que recebi no meu telemóvel, estão ainda a ser pagas quotas durante estes dias até ao fim-de-semana, por parte de uma das candidaturas à liderança do PSD/Algarve. Espero que isto seja apenas um boato. Se não for significa que alguém na sede central do partido está a fazer algo muito estranho. Significa que alguém não está a cumprir as regras do jogo. Significa em português claro: BATOTA.

Portagens: PSD e PP Algarve demarcam-se 

Depois do Governador Civil de Faro ter dito que nada tinha a ver com a manifestação de amanhã na EN 125, o que é verdade, é a vez dos líderes regionais do PSD e do PP defenderem a não organização e participação das acções ditas de rua.

Ora bem. Vamos por partes:

1 - A manifestação é organizada por um conjunto de forças vivas do Algarve, algumas delas lideradas por militantes do PSD. Destaco duas: a AMAL e a RTA. Os titulares destes órgãos decidiram, na minha opinião bem, “entupir” a EN 125 para provar o quão injusta e perigosa é a colocação de portagens na Via do Infante. Os presidentes da AMAL e da RTA são, respectivamente, o presidente da Assembleia Distrital do PSD e vice-presidente da Comissão Política Distrital,

2 - A presidente do PSD/Algarve afirmou que "Não é com protestos na rua que se defendem os interesses do Algarve", Significa então que estes e outros militantes e dirigentes que vão estar na rua amanhã, não sabem defender os interesses da região. Eu sou contra esta opinião.

3 – O PSD/Algarve, através da posição da sua presidente, só não fica totalmente comprometido com uma decisão que é má, na medida em que algumas das suas principais figuras têm posições contrárias à do directório. Nesta matéria não pode haver “nins”. Ou se está ou não se está. Eu tenho a certeza que a Drª Isabel Soares não concorda com as portagens e até admito que o tenha dito ao primeiro-ministro. Mas isso não fica para a história e amanhã quando os algarvios forem confrontados com o pagamento da portagem, a memória que vão ter é a de quem publicamente defendeu a não colocação das mesmas. O PSD/Algarve não perdia nada, antes pelo contrário, de ter afirmado a sua mais profunda oposição a esta medida.

4 – O que estamos a assistir neste momento é a uma situação que o comum dos algarvios não pode deixar de achar muito confusa. É que dentro do mesmo órgão e da mesma estrutura, existem pessoas com comportamentos radicalmente opostos sobre uma matéria que devia unir o Algarve de forma transversal. Não é isso que acontece. Eu prezo e muito, o direito à diferença mas neste caso em concreto essa diferença assemelha-se a uma valente falta de clarividência.

5 – Eu quando entrei para militante do PSD, o líder da distrital era Cabrita Neto, simultaneamente Governador Civil de Faro. Na altura recordo-me que uma das críticas que lhe eram apontadas era a falta de capacidade reivindicativa e a aceitação de tudo o que vinha de Lisboa. Fazendo uma observação na diagonal às situações de então e às de agora, fico com a ideia que as coisas não melhoraram, muito pelo contrário. Mas porquê?

6 – A líder do PSD/Algarve dá a entender que a situação ainda não está totalmente definida e decidida e que poderá ainda haver espaço para uma significativa alteração. Oxalá assim seja. Faço votos nesse sentido. Mas se assim não for, ela, infelizmente, ficará ligada, juntamente com o líder regional do PP, a um silêncio perturbador que os algarvios dificilmente compreenderão.

7 – Esta é sem dúvida alguma uma questão terrível para as autárquicas do próximo ano e para as legislativas do ano seguinte. Só por isso valia bem a pena ter havido outro tipo de actuação.

E isto é o que eu penso e amanhã vou protestar, buzinar, fazer granel, isto tudo dentro das mais elementares regras do Código da Estrada. A seguir, vou para Barcelos.

Como eu gostava de entender 

O Portugal Diário noticia o facto dos principais críticos a Cavaco Silva estarem ausentes do Congresso de Barcelos. E quem são os críticos: Marcelo Rebelo de Sousa, Leonor Beleza, Pacheco Pereira, Marques Mendes, Cavaco Silva, Ferreira Leite e Teresa Patrício Gouveia.
Ora isto para mim é uma perfeita novidade. Então nos últimos dias no Algarve têm-se dito que Mendes Bota é um obstáculo para a candidatura presidencial de Cavaco Silva e o ex-primeiro-ministro é agora catalogado como crítico da actual direcção. Para a coisa ficar mais completa, só resta dizer que quem faz a apologia “Bota contra Cavaco” também faz a de “Santanista desde sempre”. Afinal no que ficamos?
Afinal quem é verdadeiramente um obstáculo à candidatura de Cavaco Silva?

Sobre o Congresso de Barcelos 

Hoje de manhã fiquei a saber através das declarações do ministro Henrique Chaves que o Congresso de Barcelos foi decidido, não só mas também por causa de José Sócrates. Dizia o dirigente do PSD que as sucessivas críticas do líder do PS em relação à legitimidade de Santana Lopes vão ficar dissipadas a partir de domingo. Ora isto anda muito perto de um tiro no pé e vem no seguimento das declarações do seu colega Gomes da Silva no caso Marcelo.
Pedro Santana Lopes, para que se saiba, não chegou a líder do PSD por via ilegítima. Tal como não foi indigitado primeiro-ministro ao arrepio do texto constitucional.
O PSD vai reunir-se em congresso porque a dois anos de legislativas e presidenciais e a um de autárquicas deve preparar as suas estruturas adequadamente e porque deve definir as opções políticas mais correctas para esses confrontos. Este congresso faz sentido por estas razões e não para dar resposta a quem quer que seja e muito menos a José Sócrates.
Porém o que está a passar para a opinião pública, ainda por cima pela voz de um ministro, é precisamente o contrário.
Mas se calhar fui eu que ouvi mal.

Mexe, mexe 

Amanhã a caminho de Barcelos. Mas antes vou passar na EN 125 para ajudar a fazer granel.
O ministro Mexia é o mais rico deste governo. Assim o diz a declaração de rendimentos que teve de entregar no tribunal antes de tomar posse. As portagens a ele não devem fazer muita diferença. Como é óbvio não as paga directamente. Anda em carros do Estado agora e nos da GALP antes de ir para o governo. Mas a mim e a muitos algarvios as portagens na Via do Infante vão pesar e não é pouco. No fim do mês vamos fazer contas e perceber que temos menos dinheiro na carteira porque tivemos que deixar algum numa estrada da treta que está muito longe de ser uma auto-estrada.
É caso para dizer:

- Drº Mexia não MEXA no meu bolso. Vá MEXER antes no seu.

2004-11-10

Covos 


(Santa Luzia - Setembro de 2004)

Para serenar um pouco os ânimos - tarefa quase impossível - fica uma fotografia feita em cima do cais de Santa Luzia numa madrugada de Setembro.

Para reflexão 

Correndo o risco de me chamarem de tudo e mais alguma coisa gostava de dizer o seguinte:

Ontem passei de carro pela maior avenida do Algarve que ainda está transitável. Em Olhão encontrei nos semáforos uma jovem mãe de Leste com um bebé de meses ao colo. Estava a pedir esmola. Foi uma cena de cortar o coração.

Hoje noutra zona encontrei uma situação semelhante. Desta vez era uma mãe, suponho que também era de Leste, com uma fotografia de dois bebés os quais deviam ser filhos.

Detesto sentimentos xenófobos do tipo fechem-se as fronteiras que Portugal é dos portugueses, mas isto está num patamar que já nem sei o que pense.

Por entre muitos estrangeiros que chegaram a Portugal, arranjaram trabalho, integraram-se na nossa sociedade, pagam impostos, mandam as suas crianças para as escolas e vivem uma vida mil vezes melhor que no seu país de origem, existe uma margem, a qual não sou capaz de quantificar, que vive no limiar da miséria. Todos vieram, muitos ficaram. Outros vêm a caminho. Para o melhor e para o pior.

De quem é a culpa? Qual é a solução?

Mais uma cartinha 

A Drª Isabel Soares enviou-me uma carta muito simpática – a qual desde já agradeço – convocando-me para uma conversa com militantes, amanhã em Tavira. Naturalmente, vou estar presente.

Na mesma missiva são ditas coisas que me confundiram um pouco.
A primeira delas é uma alusão aos tempos que vivemos os quais devem ser enfrentados «com serenidade e eficácia». Totalmente de acordo mas eficácia…

Depois é solicitado apoio para o governo. Não posso estar mais de acordo. O problema é que o governo de vez em quando faz-nos umas partidas que nos deixa sem fôlego. Quais? Portagens na Via do Infante, alarme de falta de água, demora nos apoios às vítimas dos incêndios, entre outras.

Quanto ao «dar a cara» outra coisa não tenho feito nos últimos dois anos. Neste blogue, na imprensa regional e na minha secção, sempre que há motivo para dar a cara tenho dado ao contrário de outras pessoas que se têm resguardado um pouco mais. O que não me podem pedir é para dizer que as coisas más são boas. Os militantes devem solidariedade ao governo do seu partido mas é necessário que nos dêem motivos para ser solidários.

Mas mesmo neste capítulo é bom referir que o político algarvio que maiores críticas tem feito ao governo – todas elas muito justas e certeiras – tem sido o presidente da Junta Metropolitana do Algarve que curiosamente é o candidato ao Conselho de Jurisdição pela lista “Uma nova equipa, para um novo compromisso”. Macário Correia tem sido a voz que mais alto se tem ouvido nas críticas a este governo e não faz mais do que o seu dever para com os algarvios. Também sei que essas críticas não são muito apreciadas. Um dos mais importantes candidatos das listas da Drª Isabel Soares já me transmitiu pessoalmente essa preocupação em relação aos reparos do presidente da AMAL.

«Não opto pelo caminho da crítica fácil». Nem eu. O mais fácil até é estar sossegado a ver a banda passar. O problema é que na política a coerência é um bem inestimável e as coisas que mais criticámos nos governos do PS não podemos caucionar quando elas acontecem agora.

«PSD, o único projecto capaz de fazer um Portugal mais próspero e mais justo». 200% de acordo. Apesar das contingências nós, PSD, somos claramente melhores que a oposição. Basta olhar para a história do Portugal democrático para perceber que assim é. Somos o partido que mais anos esteve no Poder. Por alguma razão será.

2004-11-09

Mais calma e mais respeito 

Reconheço que estou preocupado com o teor de alguns comentários feitos nos últimos dias neste blogue, quase sempre sob anonimato, nomeadamente no que toca a adjectivação e considerações pessoais.

Naturalmente que o período que o PSD/Algarve vive é de alguma ansiedade, mas isso não serve de justificação para que as pessoas exteriorizem ódios, nomeadamente quando não são capazes de o fazer em público, olhando de frente para aqueles que desejam visar. Tudo o que tenho escrito sobre esse assunto está estampado neste blogue com a minha assinatura por baixo e não sei fazer as coisas de outra maneira.

Nas duas candidaturas tenho pessoas amigas e de quem gosto. Várias. Por isso tenho tentado que as coisas se discutam com elevação, sendo certo que algum humor feito com respeito não magoa ninguém.

Hoje mesmo uma pessoa da qual fui, sou e quero continuar a ser amigo, revelou alguma incomodidade a um comentário deixado aqui. Como tal, decidi retirá-lo sendo certo que farei com todos os que me manifestem igual incomodidade. Eu próprio também já fui visado com coisas de mau gosto e algumas delas permanecem on-line, na medida em que um comentário ofensivo feito sob anonimato, revela sempre que alguém se sente incomodado com a nossa presença mas não tem capacidade para o assumir. Ora esse problema não é meu.

Julgo portanto ser necessário apelar a algum bom-senso. Ou as pessoas se identificam e escrevem aquilo que pensam ou então deixam nas minhas mãos a decisão de cortar comentários, sempre que os visados se sintam ofendidos, conforme aconteceu hoje.

Este foi o terceiro comentário que retirei em volta da questão das eleições para o PSD/Algarve. Os anteriores foram igualmente excluídos porque me senti também ofendido com coisas que foram escritas a pessoas (Carlos Martins e Isabel Soares) pelas quais guardo respeito amizade e consideração. Como tal foram fora.

No dia 21 de Novembro, haja o que houver, todos fazemos muita falta. Mentalizem-se disso.

Os congressos do PSD em que participei e o que fiz 

Lisboa – Coliseu dos Recreios (Fevereiro de 1995) – Apoiei e votei em Durão Barroso na eleição para líder. Venceu Fernando Nogueira. Pedro Santana Lopes apareceu mas, se não estou em erro, não chegou a ir a votos. Foi o congresso da saída de Cavaco Silva e da célebre frase: «sulistas, elitistas e liberais.»

Santa Maria da Feira - Europarque – (Março de 1996) – Apoiei e votei em Marcelo Rebelo de Sousa – porque Cristo desceu à terra - perante a indisponibilidade da candidatura de Durão Barroso que na altura se escusou por razões pessoais que mais tarde vieram a saber-se que estavam relacionadas com o estado de saúda da sua esposa. Pedro Santana Lopes foi ao palco, discursou, entusiasmou o congresso mas não chegou a ir a votos.

Tavira – Pavilhão Eduardo Mansinho – (Abril de 1998) – Apoiei Durão Barroso na posição que tomou contra a Alternativa Democrática de Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Portas a qual saiu vitoriosa. Votei contra a lista única. Pedro Santana Lopes alinhou na estratégia do líder do partido, contra Durão Barroso.

Coimbra – Pavilhão da Associação Académica de Coimbra (Maio de 1999) – Apoiei e votei, juntamente com todos os que já apoiavam e os que até aquela data contestavam, a candidatura de Durão Barroso, a poucas semanas das Eleições para o Parlamento Europeu, cujo cabeça de lista foi Pacheco Pereira. Neste Congresso julgo que não houve oposição. Pedro Santana Lopes decidiu-se pelas tréguas em nome da unidade do partido que estava numa situação delicada após a extinção da Alternativa Democrática.

Viseu – Pavilhão do INATEL (Fevereiro 2000) – O célebre congresso do Zandinga. Apoiei e votei em Durão Barroso. Pedro Santana Lopes candidatou-se e perdeu. Marques Mendes ficou em terceiro lugar.

Lisboa – Coliseu dos Recreios (Julho de 2002) – Congresso para cumprir calendário. Durão Barroso tinha ganho as eleições legislativas em Março desse ano. Viviam-se tempo de aparente paz e concórdia. Apoiei, naturalmente, Durão Barroso. Não votei nesse congresso porque não estava em Lisboa no Domingo. A minha filha tinha nascido na semana passada e eu achei que fazia mais falta em casa.

Esta é a minha participação nos congressos do PSD. Desde o Coliseu dos Recreios em 1995 até agora, só não estive em 3 reuniões magnas: Lisboa (Outubro de 1996), Porto (Fevereiro de 1999) e Oliveira de Azeméis (Maio de 2004), todas elas por vontade própria.

Este é o meu percurso no que respeita aos congressos e as opções que tomei. Acho que fui sempre coerente com aquilo que achava ser o melhor para o PSD. Outros não tiveram esta sorte. Uma vez aqui, outra ali, depois além e no fim outra coisa qualquer.

Tenho curiosidade de conhecer o percurso de alguns cristãos novos do santanismo.

Para as memórias mais curtas 

Infelizmente não fiquei com uma cópia da entrevista de Pedro Santana Lopes (PSL) ao Expresso em Fevereiro passado. Gostava de a ler de novo. Se alguém tiver uma cópia e puder disponibilizar, muito agradeço.

Em todo o caso, encontrei aquilo que escrevi sobre essa mesma entrevista aqui no blogue. Foi isto. Não é muito mas faz alusão ao comentário de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o assunto em concreto. Mantenho o meu prognóstico sobre os dois candidatos.

Sobre a entrevista propriamente dita recordo-me das frases em que PSL dizia que o Presidente da República tinha que bater o pé à União Europeia e que Cavaco Silva era pouco “amigo” da coligação PSD/PP. Recordo-me igualmente que nas entrelinhas se podia perceber que ele, PSL, se achava um referencial de estabilidade para a coligação, ao contrário de Cavaco Silva. Ou seja, se houve alguém que tentou colocar-se na frente do percurso inevitável do ex-primeiro-ministro a Belém, foi PSL e não outra pessoa qualquer.

Numa altura em que na nossa região a súbita admiração pelo actual primeiro-ministro está tão presente e, sobretudo, quando se defende que as supostas forças de bloqueio à candidatura do Professor moram justamente na “Força do Algarve”, era interessante relembrar coisas que se escreveram e se disseram há poucos meses atrás.

Mais bonito ainda seria ter aqui as reacções feitas na altura a essa mesma entrevista do então presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Ajudem-me a refazer a história recente, para que algumas palavras ditas hoje, não ganhem a importância que manifestamente não têm.

2004-11-08

Não às portagens na Via do Infante 

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Podem copiar esta fotografia e colocar nos vossos blogues ou enviar aos amigos. Pelo menos uma vez na vida, no Algarve, temos que estar unidos contra esta decisão que tanto nos prejudica.

A EN 125 está mais limpa 

Fica aqui a referência a uma excelente iniciativa desenvolvida no Algarve neste fim-de-semana, a qual foi um sucesso.l

O contraditório 

A propósito da notícia do Dunas Mar, foi publicado hoje um Direito de Resposta por parte do Deputado Pedro Silva Prereira. Em nome do contraditório é feita aqui essa referência.

Estas notícias deixam-me profundamente triste.  

Esta e esta notícia, são reveladoras de situações que não podem ficar em claro.
A direcção nacional do PSD está preocupada com a disputa interna no Algarve. Mas qual é o problema? Era suposto não haver eleições? Era obrigatório haver lista única como nos tempos da União Nacional? Não têm os militantes o direito de dizer que as coisas não estão nada bem? Se é assim aproveitem o congresso do próximo fim-de-semana para discutir uma alteração estatutária que passe pela nomeação, por parte do presidente do partido, dos dirigentes distritais. Assim escusamos de andar aqui a gastar energias em actos eleitorais. Nomeia-se alguém de confiança e já está. Se assim for eu aproveito logo para deixar o meu cartão de militante em Barcelos.

Por outro lado é dito que o governo está a governar mal. E de quem é a culpa? Do Mendes Bota? Então porque o governo está a governar mal e a passar um tempo difícil isso agora implica que não se façam, eleições? Ou nestas condições de temporal governativo o melhor é só haver uma lista?

Depois fala repetidamente em divisões entre os militantes, o que não deixa de ser curioso. Na candidatura de Mendes Bota as divisões nunca foram tema de conversa. Porque estarão sempre a acenar com o fantasma das divisões? E já agora, alguém acha que este partido na região da forma como tem sido liderado está unido? Unido à volta do quê se andaram alguns bons samaritanos durante quase dois anos a fio a praguejar contra a distrital e a sua presidente? Mas então já não há memória?

Mais à frente encontrei as declarações do meu caro amigo Álvaro Viegas as quais também não deixaram de me espantar. São feitas observações pessoais, penso que a Mendes Bota, as quais nem vou dar referência. No meu blogue ao tipo de comentários que o Álvaro Viegas fez, quando me apercebo, até os costumo retirar.

Mas há uma frase que não pode deixar de ter destaque. Disse o nosso deputado, a propósito do bom relacionamento com o governo, o seguinte:

"Isabel Soares pega no telefone e fala directamente com eles, consegue trazer para a nossa região obras e projectos fortíssimos - isso é fundamental e não sei se outros podem fazer o mesmo"

Tudo bem. Então que aproveite e pegue no telefone hoje mesmo e peça ao governo para acabar definitivamente com esta história das portagens na Via do Infante que tantos problemas vai trazer aos algarvios e dissabores eleitorais aos nossos autarcas no ano que vem.

Um pouco mais à frente é dito que Isabel Soares:

"não é vingativa, não guarda rancores, é uma mulher que une.”

Nem tenho dúvidas sobre isso, basta olhar para as pessoas que a apoiam e lembrar o que pensavam e diziam dela há uns meses atrás.

Não meu caro Macário Correia, isto não é «estabilidade», é estagnação.

Publicidade enganosa 

Lembram-se daquele cartaz manhoso do Bloco de Esquerda com os chefes de Estado que participaram na Cimeira das Lajes? Sim aquele que tinha o Aznar, o Barroso, o Bush e o Blair. Pois bem. Esse cartaz foi para o lixo e se algum ainda existe, só pode ser considerada publicidade enganosa. A DECO trata-vos da saúde.
Em todo o caso convém lembrar que até agora nenhum dos fotografados nesse cartaz, perdeu, verdadeiramente, qualquer eleição. Aznar não foi a votos e é admissível pensar que venceria a Zapatero. Barroso foi para o mais alto cargo da União Europeia o qual só encontra paralelo ao nível do presidente dos EUA. Bush venceu, sem margem para dúvidas, contra os Democratas e o “Resto do Mundo”. Blair, se vier a ser candidato em 2006, não é líquido que não ganhe..
Afinal Drº Anacleto, quem é que perdeu?

Sardinhada à moda da Luz 

Depois da bebedeira alemã, nada como um bom repasto de sardinha e carapau. O FCP e o SCP que se entendam. Nós vamos continuar na frente.

Já agora dois desejos:
1 - Que o jogo desta noite seja limpo e sem casos.
2 – Que todas as bolas que efectivamente entrem na baliza do Baía sejam consideradas golo.

Não é por nada mas os adeptos que gostam de futebol agradecem que tudo isto seja mais transparente e verdadeiro.

Não cantou mas... 

O meu caro amigo Daniel Tecelão quer saber se Mendes Bota cantou no passado Sábado à noite. Não cantou mas encantou. Fez um discurso como há muito tempo não se ouvia no PSD/Algarve. E o mais importante é que as palavras não são ocas. Aquilo que ele disse, são as coisas que eu tenho a certeza que fará. Primeira delas: devolver aos militantes o gosto de militar neste partido e a alegria de nos encontrarmos muitas vezes.

2004-11-07

Ontem à noite 

Pavilhão do NERA completamente cheio. A alegria está de volta. Ao tempo que não via nada parecido.
Os “generais” não estavam, mas esta “guerra” faz-se com os soldados (leia-se bases).
E o mais engraçado é que quem esteve lá, esteve por livre vontade. Ninguém foi obrigado.
Uma nota positiva para a JSD. Compareceu em peso.

2004-11-06

O Dunas Mar 

E quem é que vivendo nesta zona do Algarve (Sotavento) nunca ouviu falar desta história?
Qualquer pessoa que conheça minimamente o que tem sido o ordenamento do território na faixa costeira algarvia nos últimos 10 anos e olhe para aquele hotel implantado em cima das dunas, não pode deixar de, pelo menos, achar estranho.
Quem lê a notícia fica com que sensação?

Argumentos com pés de barro 

Pertenci, com muito orgulho, à Comissão Política Distrital do PSD/Algarve que preparou as autárquicas de 2001 e as legislativas de 2002. O seu presidente era o Drº Carlos Martins que durante esse período fez um esforço pessoal notável para manter todas as estruturas do partido activas, nomeadamente as concelhias. A ele se deve grande parte do sucesso alcançado nalgumas vitórias autárquicas no Algarve, nomeadamente em Faro, onde, ao contrário da vontade da concelhia de então, avocou o processo eleitoral daquele concelho com os resultados que são conhecidos: uma vitóra categórica do Drº José Vitorino.

Nessa Distrital, a actividade do PSD no Algarve tinha visibilidade pública e os resultados estão aí para o testemunhar.

Após a vitória do PSD nas legislativas de 2002, o Drº Carlos Martins foi chamado a funções governativas na área da Saúde, as quais desempenhou com grande capacidade política, nunca deixando de ter em atenção o panorama algarvio e as lacunas nesse sector. Em consequência dessa chamada para o governo, o Drº Carlos Martins viu-se obrigado a abandonar a Distrital, por imposição do líder do PSD de então, Drº Durão Barroso.

A saída dele originou a entrada da Drª Isabel Soares.

Isto tudo para dizer o seguinte. Por divina inspiração de alguém, foi feito um desafio ao Drº Mendes Bota para que assuma uma candidatura a uma autarquia no ano que vem. Foi até colocada uma situação em concreto: Olhão.

Esta questão não faz um mínimo do sentido, pelo menos nesta fase e explico porquê. Em primeiro lugar porque a única autarquia onde seria coerente uma candidatura do futuro presidente do PSD/Algarve é em Loulé. Isso não tem ponta por onde se pegue. Loulé tem um presidente que deverá ser o candidato do PSD e que é apoiante da candidatura do Drº Mendes Bota. Trata-se do Drº Seruca Emídio e não consta que o seu nome sofra contestação no seio do partido.

Por outro lado, Olhão menos sentido faz. Não é a terra do Drº Mendes Bota nem consta que vá para lá morar nos próximos tempos. Além disso a concelhia ainda não se pronunciou sobre essa matéria. Deverá fazê-lo. Deverá dizer o que pensa e a sua decisão deverá ser analisada depois. Tal como o Drº Carlos Martins não foi candidato a presidente de Câmara em 2001, o Drº Mendes Bota também não tem que o ser. Deverá, isso sim, empenhar-se nos combates mais difíceis em sintonia com as concelhias e os seus candidatos. Aqueles que reclamam agora uma candidatura sua, não estão a ser coerentes e muito menos sinceros. Não tenho ideia de terem feito o mesmo com o Drº Carlos Martins.

Resumindo e concluindo. Mais um argumento com pés de barro. Morto à nascença. As circunstâncias eram e são iguais. Atitudes diferentes para quê e com que objectivos?

Dois pesos e duas medidas 

Uma das críticas mais utilizadas pelas hostes da candidatura da Drª Isabel Soares em relação à do Drº Mendes Bota, prende-se com a eventual candidatura do Professor Cavaco Silva a Belém, a qual eu defendo todos os dias e a todas as horas e para a qual só vaticino um resultado: a vitória.
Nas abordagens com os militantes a entourage “soarista” têm feito referência à distância politico-social de Bota e Cavaco, na tentativa de capitalizar apoios à sua candidatura. Esta questão seria totalmente legítima e preocupante se o líder do PSD e primeiro-ministro, à qual a candidatura da actual líder da distrital tão próxima está conforme fez referência na carta que enviou aos militantes, não tivesse sido, até à bem pouco tempo, o maior "obstáculo" à candidatura do Professor a Belém. Já se esqueceram daquela entrevista ao Expresso há uns meses atrás?
Em política alguns caminhos são sinuosos. Naturalmente que ninguém nasce "santanista" ou tem esta preferência desde pequenino. Porém, quando existe uma orientação com convicção, não pode haver dois pesos e duas medidas.

Solidariedade com os PALOP 

Segundo tive a oportunidade de saber, um grupo de ilustres algarvios (cerca de duas dezenas) desloca-se em breve ao arquipélago de São Tomé e Príncipe para distribuir 8 computadores. Pelo que percebi a iniciativa é organizada pela CCDR Algarve e pela Região de Turismo e paga pelos contribuintes. Trata-se portanto de um gesto de solidariedade importante no sentido de levar as novas tecnologias a aquele país africano, cuja história se cruza com a nossa.
Fiquei igualmente a saber que esta excelente iniciativa provocou uma baixa de vulto na comitiva algarvia que vai deslocar-se no próximo fim-de-semana ao Congresso do PSD em Barcelos. O meu grande amigo de peso Rui Calado, eleito de forma categórica na sua secção, teve que prescindir, de forma abnegada e sacrificada, do seu lugar de delegado. Todos nós compreendemos esse gesto na medida em que a sua falta está totalmente justificada por razões óbvias.
O Congresso do PSD ficará mais pobre, mas a população de São Tomé e Príncipe mais enriquecida.
Este post não faria muito sentido se não acabasse desta forma. Mais uma vez se prova que a solidariedade não é monopólio da esquerda moderna. Os social-democratas também são capazes de ter gestos de grande sacrifício, abdicando da sua participação na reunião magna do partido em benefício do empobrecido povo são-tomense.
Embrulha.

2004-11-05

Benficada 

Recordo com saudade aquele começo de Outono de 1992 em Estugarda, altura em que visitei a Alemanha.
Chegámos em plena Festa da Cerveja ali mesmo ao pé da Baviera. Estugarda fica um pouco ao lado.
Recordo igualmente as 3 canecas, daquelas muito grandes, que bebi nessa noite. Foi uma festa. Coisas da juventude.

Nota: Cheira-me que esta fim de semana ainda vai haver muita sardinha e carapau para digerir.

2004-11-04

Uma nova equipa para um novo compromisso  

O meu amigo de longa data Nuno Silva, afastado infelizmente das lides "bloguistas", teve a gentileza de me mostrar a página da candidatura da Drª Isabel Soares à liderança do PSD/Algarve, a qual pode ser vista aqui.
À hora a que vi, só tinham passado pela página 40 visitantes. Por isso recomendo aos leitores deste blogue uma ajudinha para engrossar a estatística e para tomarem conhecimento dos propósitos da candidatura.
Dou nota disto numa demonstração clara de democracia e fair-play.
O importante é o debate. O importante é que se discutam os projectos. Esse é o resultado positivo de uma disputa eleitoral.
Ao contrário de algumas asneiras que se escreveram em comentários a post anteriores, nomeadamente quando se referiram à minha pessoa, fica aqui o exemplo.

Nota: Em jeito de private joke, reparei na música de fundo do site, “Força” de Nelly Furtado o que me pareceu uma escolha pouco feliz. Estarão a preparar-se para ficar em segundo lugar?

The Day After 

A ideia vinculada nalguns comentários feitos neste blogue, eco, talvez, de outras análises feitas pelos habituais comentadores de esquerda nacionais sobre o resultado das eleições americanas, deixa-me um pouco perplexo.

Ir ao ponto de afirmar que os burros e os ignorantes (palavras minhas) votaram em Bush e os espertos, sábios e cultos votaram em Kerry, é tão redutora e tão lesiva dos fundamentos da democracia que até custa a acreditar.

A esquerda moderna, mais ou menos aquela que temos hoje em Portugal e que milita ora no PS ora no Bloco de Esquerda, define o espectro cultural dos americanos em função do resultado. Como Kerry perdeu são burros e idiotas se tivesse ganho eram um povo de gente esclarecida com capacidade de ver mais além.

O que é fundamental em democracia é compreender a vontade do povo e essa é soberana. Não se julga a vontade popular desta maneira. As pessoas que votaram nos EUA fizeram-no em consciência e em liberdade. De resto é assim nas democracias a sério. Em Cuba, naturalmente, é diferente.

A pior análise que os “derrotados” eleitorais podem fazer, é concluir que o povo é que se enganou e que as suas propostas não foram percebidas por falta de inteligência do eleitorado. Colocam a questão sempre do lado de lá.

Quem faz o contrário, quem olha para os resultados e é capaz de dizer que a culpa está no lado de quem não foi capaz de seduzir o eleitorado e levá-lo a acreditar no seu projecto, é que aprendeu alguma coisa com a derrota.

Uma última nota para essa figura incaracterística chamado o “Resto do Mundo”. O “Resto do Mundo” não vota. Por ventura manifesta-se. Faz umas cenas de Carnaval aqui e outras ali. Mas não vota. Quem votou foram os americanos. Dizer que Bush foi derrotado nas sondagens pelo “Resto do Mundo” que consequência tem? Uma, a de amplificar a sua vitória.

Isto faz-me lembrar um exemplo engraçado. Se fizermos uma sondagem durante a Festa do Avante a perguntar quem é o melhor líder para o PS ou para o PSD, que interesse tem o resultado? Serve para quê?

2004-11-03

Kiss Me 

Há uns largos meses atrás, um responsável pela produtora Animatógrafo 2 esteve no meu gabinete dando conta do filme que iriam realizar, uma parte significativa, em Tavira e, naturalmente, solicitando apoio.
A logística, para a minha visão reduzida do assunto, era significativa mas nada exagerada. Implicava, numa determinada zona da cidade, retirar sinais de trânsito, pintar paredes de casas, cortar estradas, tapar aparelhos de ar-condicionado, colocar adereços na rua, recrutar figurantes locais, “varrer” todas os sinais modernos próprios da época em que vivemos e um largo número de outras coisas que agora não me recordo. Estava em causa recriar o ambiente da década de 50.
Parte das cenas eram filmadas numa alfaiataria típica, daquelas que já existem muito poucas, à saída da ponte romana na margem esquerda do rio Gilão. Ali bem perto, o edifico do Arquivo Histórico Municipal, transformava-se no cinema onde ostentava um grande cartaz a anunciar o filme “Fado” com Amália Rodrigues. Um pouco mais à frente ficava a estação de Correios.
A Câmara Municipal de Tavira colaborou com boa parte desta logística.
Marisa Cruz, uma das protagonistas do filme, suscitou a maior das atenções das pessoas, parte destas por razões óbvias.
O filme Kiss Me está agora pronto para ser visto nas salas de cinema. Como é óbvio, em Tavira vais suscitar grande interesse.
Para os que ainda têm dúvidas quanto à beleza desta cidade, não deixem de assistir ao filme. Não prestem atenção apenas à loira. Vejam o resto.

Tente mais tarde 

Tentei aceder, sem sucesso, ao site www.michaelmoore.com.
Estava na expectativa de ver uma mensagem do realizador americano sobre o resultado eleitoral.
Não foi possível. O site está out. Vou tentar mais tarde. Talvez de aqui a seis meses.

Upgrade: Fiz uma derradeira tentativa e lá consegui. Aparece a cara do Bush.

Kerry admite derrota 

Os EUA livraram-se de ter o presidente mais feio da sua história.
Os EUA vão continuar com o presidente mais controverso da sua história.
Os EUA votaram de forma maciça dando um grande exemplo de democracia.
Parte do Mundo (esquerda unida venceremos), nomeadamente aquela que atacou Bush pelos defeitos que manifestamente tem mas também por aqueles que não tem, deve estar a preparar-se para chamar idiota ao povo americano por ter reeleito em liberdade e democracia o presidente texano.
Eu que até tinha uma certa simpatia por Kerry, não fiquei nem triste nem contente. Por um lado acho que uma mudança podia trazer algum “ar fresco” ao mundo e à comunidade internacional, ainda que em minha opinião pouco ou nada mudaria com a vitória de Kerry. Por outro, ainda estou a rir às gargalhadas do senhor Michael Moore e de outros grandes ideólogos de esquerda, que tudo fizeram para mudar o rumo da história, como se isso fosse possível.
O povo escolheu, está escolhido.

Nota: Agora talvez vá ver o Fahrenheit 9/11. Nesta altura do campeonato deve tratar-se de uma excelente comédia. Já para não falar das firmes convicções sobre o resultado das eleições americanas do Dr. Mário Soares, expressa esta semana.

2004-11-02

Kerry 

Ok, confesso. Gostava que Kerry vencesse as eleições mas não tenho a certeza que isso aconteça.
Gostava por vários motivos, um deles pela simpatia de pensar que a próxima primeira-dama americana pode ser uma portuguesa, mas como é óbvio isto não é argumento. Estamos a falar de política e não de afinidades pessoais.
Gostava sobretudo porque acho que isto (Mundo) não está nada bem. Já o disse noutras circunstâncias que o dito (Mundo) não está mais seguro nem lá perto sequer e que uma das quotas partes dessa circunstância se deve, também, a Bush. Porém ainda ninguém conseguiu provar até hoje que havia outra via com mais sucesso. Ainda ontem ouvia Mário Soares a falar de diálogo com gente responsável pela morte de tantas e tantas vidas humana. O Bush também “matou”. Pois “matou”. E quem não seria capaz de “matar” depois de ver duas torres a cair com milhares de pessoas lá dentro?
Por outro lado gostava de ver, com requintes de gozo, o Kerry a seguir à risca a política externa de Bush, mais coisa menos coisa. Gostava também de ver aqueles que o toleram (esquerda unida venceremos) a praguejar pelo facto de ele não retirar as tropas do Iraque ou do Afeganistão e sabe-se lá o que mais. Gostava também de o ver a lidar com o paiol de pólvora israelo-árabe.
Por fim gostava de ver outro ânimo e outro sentimento no Mundo. Faz falta alguma paz para termos tempo de pensar que para lá da guerra e do terrorismo, há um universo de nações onde nem tudo é mau e onde ainda podem acontecer coisas positivas.

A Tralha 

Há muito que não deixava aqui uma sugestão musical. A Tralha da dupla Maria João e Mário Laginha é mais um excelente trabalho, longe das áreas ortodoxas do jazz que esta dupla de alguma forma nos habituou.
Para quem gosta do género, vale bem a pena.


No fundo da mina 

Na semana passada tive a oportunidade de descer ao fundo da mina de sal gema de Loulé. Depois de equipado a rigor, desci num elevador que mais parecia um cesto metálico, a qualquer coisa como 230 metros de profundidade. Lá em baixo, estávamos uns metros abaixo do nível do mar.
A descida é muito menos violenta que mergulhar a 30 metros de profundidade no mar. Enquanto debaixo de água é necessário compensar os ouvidos para evitar o incómodo das dores, aqui nada disso foi perceptível. Lá em baixo a temperatura era amena, conforme acontece durante todo o ano (23 a 24º).
Tive a oportunidade de percorrer uma pequeníssima parte dos cerca de 35 quilómetros de extensão da mina e assistir à extracção e transporte para a superfície de algumas toneladas de sal gema.
Ficam as fotografias feitas com algumas dificuldades no que respeita à insuficiência de luz.


Disseram-me que é uma falha tectónica...se calhar é.


Outra falha...não discuto


A máquina a "esgravatar" o sal gema


Longe vão os tempos dos rebentamentos com dinamite e das picaretas


Pormenor de uma das "toupeiras"


Escultura feita numa das paredes de sal gema da mina

2004-11-01

Uma última nota futebolística 

O SLB enquanto não desbaratar os pontos de vantagem que ainda tem sobre os seus principais adversários, não descansa. Falta estofo de campeão a esta equipa. A ausência de Petit e de Miguel são como pão para a boca para as equipas que defrontam o SLB. Ontem notou-se perfeitamente. Paulo Almeida é das piores contratações do clube da águia nos últimos tempos e Amoreirinha não tem ainda ritmo de jogo.
Para além disso a opção de jogar de inicio apenas com um ponta de lança contra o último classificado, denota falta de ambição. Assim não vai lá.

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