2004-06-30
O inferno
Em Tavira houve um incêndio grande no domingo, outro mais pequeno ontem e dois muito complicados hoje.
A coluna de fumo eleva-se no céu. No terreno os bombeiros lutam contra o calor que se faz sentir hoje por cá (perto de 40º), contra o terreno acidentado da serra de Tavira e contra o implacável inimigo que se passeia ao lado das casas das pessoas.
Começou o inferno de todos os anos.
A coluna de fumo eleva-se no céu. No terreno os bombeiros lutam contra o calor que se faz sentir hoje por cá (perto de 40º), contra o terreno acidentado da serra de Tavira e contra o implacável inimigo que se passeia ao lado das casas das pessoas.
Começou o inferno de todos os anos.
Anti Laranjas
Hoje, com muito gosto, vamos unir-nos para derrotar os laranjas.
Não é todos os dias que me apanham a escrever isto…
Não é todos os dias que me apanham a escrever isto…
A mãe de todas as partidas de futebol.
Nunca a selecção portuguesa teve um desafio tão importante como o de hoje. Talvez tenha tido dois parecidos, mas iguais nunca.
Quando fomos eliminados nas meias-finais do Mundial de 1966 contra a Inglaterra (equipa anfitriã) ou no último europeu onde a mão de Abel Xavier nos colocou fora da final, a dimensão desses dois jogos não era tão grande como a de hoje.
Hoje Portugal entra em campo no Alvalade XXI com um país inteiro mobilizado à sua volta, excepto alguns intelectuais de esquerda que acham tudo isto uma coisa de pindéricos. São os tais que só vêm os filmes que ninguém vê, que lêem os livros que ninguém lê, que ouvem a música que mais ninguém ouve e frequentam as exposições do tipo dois pregos enfiados numa lata de óleo de automóvel que claro está, mais ninguém frequenta a não serem eles.
O futebol é um desporto como outro qualquer mas é sobretudo aquele que, no nosso país, é capaz de unir, através da selecção, um conjunto de pessoas que por momentos se esquecem das rivalidades ou diferenças da vida, sejam elas pessoais, políticas, culturais, clubistas, étnicas, religiosas ou de outra natureza qualquer. O futebol é um desporto do povo. Os seus protagonistas são das mais variadas proveniências, desde as classes mais baixas às mais altas. O futebol é uma festa e há gente que não gosto dela sobretudo porque muita gente gosta.
Hoje, aconteça o que acontecer, naqueles 90 minutos de jogo, estamos todos do mesmo lado. Do lado de Portugal. Quem não quiser estar, que faça bom proveito.
Quando fomos eliminados nas meias-finais do Mundial de 1966 contra a Inglaterra (equipa anfitriã) ou no último europeu onde a mão de Abel Xavier nos colocou fora da final, a dimensão desses dois jogos não era tão grande como a de hoje.
Hoje Portugal entra em campo no Alvalade XXI com um país inteiro mobilizado à sua volta, excepto alguns intelectuais de esquerda que acham tudo isto uma coisa de pindéricos. São os tais que só vêm os filmes que ninguém vê, que lêem os livros que ninguém lê, que ouvem a música que mais ninguém ouve e frequentam as exposições do tipo dois pregos enfiados numa lata de óleo de automóvel que claro está, mais ninguém frequenta a não serem eles.
O futebol é um desporto como outro qualquer mas é sobretudo aquele que, no nosso país, é capaz de unir, através da selecção, um conjunto de pessoas que por momentos se esquecem das rivalidades ou diferenças da vida, sejam elas pessoais, políticas, culturais, clubistas, étnicas, religiosas ou de outra natureza qualquer. O futebol é um desporto do povo. Os seus protagonistas são das mais variadas proveniências, desde as classes mais baixas às mais altas. O futebol é uma festa e há gente que não gosto dela sobretudo porque muita gente gosta.
Hoje, aconteça o que acontecer, naqueles 90 minutos de jogo, estamos todos do mesmo lado. Do lado de Portugal. Quem não quiser estar, que faça bom proveito.
Circo
As manifestações de ontem e as muitas que se vão seguir, de um e do outro lado, são ambas más, perversas e populistas. Não se tira de uns para por no outros.
Não acrescentam nada de substantivo à questão, apenas são, sobretudo do lado da esquerda, uma gritaria desconcertante tentando diminuir e desvalorizar alguém que nas últimas vezes que foi a eleições, ganhou.
Do lado da direita também não faz sentido a atitude de reagir a algo que não passa de um factor de diversão. Como o JCD disse ontem em tom de brincadeira, tudo aquilo é circo.
Não acrescentam nada de substantivo à questão, apenas são, sobretudo do lado da esquerda, uma gritaria desconcertante tentando diminuir e desvalorizar alguém que nas últimas vezes que foi a eleições, ganhou.
Do lado da direita também não faz sentido a atitude de reagir a algo que não passa de um factor de diversão. Como o JCD disse ontem em tom de brincadeira, tudo aquilo é circo.
2004-06-29
Não resisto
O meu conterrâneo JCD não para de me surpreender. Com a devida vénia não posso deixar de linkar este post.
A diferença
A diferença entre Durão Barroso e Ferro Rodrigues no caso particular da escolha do Presidente da Comissão Europeia é apenas esta:
- Enquanto o primeiro sempre disse que se o escolhido fosse António Vitorino os eurodeputados do PSD votariam a favor da sua candidatura, Ferro Rodrigues preferiu resguardar-se e não ter o mesmo gesto. Provavelmente já estará a pensar em aliar-se aos comunistas e aos bloquistas para votar contra. Oxalá o faça. Até porque esses votos não fazem falta.
- Enquanto o primeiro sempre disse que se o escolhido fosse António Vitorino os eurodeputados do PSD votariam a favor da sua candidatura, Ferro Rodrigues preferiu resguardar-se e não ter o mesmo gesto. Provavelmente já estará a pensar em aliar-se aos comunistas e aos bloquistas para votar contra. Oxalá o faça. Até porque esses votos não fazem falta.
O brilho
A saída de Durão Barroso pode ter mil interpretações. Podem-se dizer mil disparates e outras tantas verdades. Fazer mil manifestações. Pedir eleições antecipadas ou apenas a substituição do primeiro-ministro. Nada, mas mesmo nada, retira o brilho a um político de um país pequeno da chamada cauda da Europa a quem os Estados membros, da esquerda à direita, pediram para ocupar o mais alto cargo da União Europeia.
Desfaçam-se em ofensas, em retórica barata, em análises simplistas, em gritaria generalizada ou em atoardas inconsequentes. Tudo isso não mancha um só milímetro o que está a acontecer.
Vão buscar a cimeira das Lages, o resultado das últimas eleições, o MRPP, as “loucuras” de um miúdo com apenas 18 anos num período de grande ebulição social e política no nosso país, mas o que ficará para a história da União Europeia e de Portugal é o nome de José Manuel Durão Barroso. E isso custa muito a muita gente.
Este era o lugar que o PS queria mas não conseguiu. Esta era a nomeação para a qual o PS (António Costa) pedia unanimidade contra o sectarismo e anti-patriotismo.
Eu preferia que ele não fosse. Preferia que continuasse cá, mesmo que isso significasse uma derrota nas próximas eleições legislativas. Porque afinal, o que é uma derrota eleitoral comparada com a força das convicções e a certeza daquilo que, em dado momento, é melhor para o país?
Aconteça o que acontecer, hajam eleições ou não, ganhe quem ganhar, Durão Barros será nos próximos anos um dos principais políticos mundiais. Um dia alguém lhe reconhecerá o mérito da decisão que tomou hoje. A vida é mesmo assim, uma longa corrida de fundo onde quem parte na frente nem sempre chega ao final da corrida.
E agora venham mais uma dezena de comentários de todo o tipo, que as costas das pessoas com convicções são sempre muito largas.
Desfaçam-se em ofensas, em retórica barata, em análises simplistas, em gritaria generalizada ou em atoardas inconsequentes. Tudo isso não mancha um só milímetro o que está a acontecer.
Vão buscar a cimeira das Lages, o resultado das últimas eleições, o MRPP, as “loucuras” de um miúdo com apenas 18 anos num período de grande ebulição social e política no nosso país, mas o que ficará para a história da União Europeia e de Portugal é o nome de José Manuel Durão Barroso. E isso custa muito a muita gente.
Este era o lugar que o PS queria mas não conseguiu. Esta era a nomeação para a qual o PS (António Costa) pedia unanimidade contra o sectarismo e anti-patriotismo.
Eu preferia que ele não fosse. Preferia que continuasse cá, mesmo que isso significasse uma derrota nas próximas eleições legislativas. Porque afinal, o que é uma derrota eleitoral comparada com a força das convicções e a certeza daquilo que, em dado momento, é melhor para o país?
Aconteça o que acontecer, hajam eleições ou não, ganhe quem ganhar, Durão Barros será nos próximos anos um dos principais políticos mundiais. Um dia alguém lhe reconhecerá o mérito da decisão que tomou hoje. A vida é mesmo assim, uma longa corrida de fundo onde quem parte na frente nem sempre chega ao final da corrida.
E agora venham mais uma dezena de comentários de todo o tipo, que as costas das pessoas com convicções são sempre muito largas.
2004-06-28
Clarificação
Que o primeiro-ministro aceite o desafio de presidir a Comissão Europeia e interrompa o mandato a meio, eu até compreendo porque entendo que é uma circunstância que prestigia o país e a política. É o mais alto cargo internacional alguma vez ocupado por um português no regime democrático.
O que eu não entendo, nem aceito, é que a solução de sucessão seja dinástica, cozinhada num núcleo restrito de pessoas sem a legitimação do Congresso do partido. O mandato legislativo que agora decorre foi ganho pelo PSD. É a ele que compete decidir quem sucederá no cargo de primeiro-ministro. Caso contrário, para que servem os Congressos? Para passear? Para rever amigos? Para aparecer na televisão?
A solução até pode ser Pedro Santana Lopes, mas que seja o partido através dos seus órgãos próprios a decidir. Que sejam os delegados ao Congresso, que no fundo representam as bases do partido, a escolher quem será o presidente do PSD e primeiro-ministro de Portugal. Caso contrário, muita gente se sentirá de fora de uma solução que afinal é de todos, o mesmo é dizer, do PSD.
O que eu não entendo, nem aceito, é que a solução de sucessão seja dinástica, cozinhada num núcleo restrito de pessoas sem a legitimação do Congresso do partido. O mandato legislativo que agora decorre foi ganho pelo PSD. É a ele que compete decidir quem sucederá no cargo de primeiro-ministro. Caso contrário, para que servem os Congressos? Para passear? Para rever amigos? Para aparecer na televisão?
A solução até pode ser Pedro Santana Lopes, mas que seja o partido através dos seus órgãos próprios a decidir. Que sejam os delegados ao Congresso, que no fundo representam as bases do partido, a escolher quem será o presidente do PSD e primeiro-ministro de Portugal. Caso contrário, muita gente se sentirá de fora de uma solução que afinal é de todos, o mesmo é dizer, do PSD.
Ensinem-lhe o que é a democracia, s.f.f.
Quando vi aquela senhora que foi condecorada pelo Presidente da República pelo apoio que deu à luta armada e ao terrorismo político a seguir ao 25 de Abril, a falar com a crista levantada de Pedro Santana Lopes e da sua “política da treta” percebi o nível da manifestação em frente ao Palácio de Belém, ou seja: abaixo de cão.
A tal senhora que nunca ganhou uma só eleição democrática no sistema político português a criticar alguém que já foi várias vezes a votos com o sucesso que lhe é reconhecido e que está democraticamente a desempenhar o cargo de presidente da maior Câmara do país depois da valente “sova” que deu na esquerda ortodoxa da capital.
Ao que isto chegou.
A tal senhora que nunca ganhou uma só eleição democrática no sistema político português a criticar alguém que já foi várias vezes a votos com o sucesso que lhe é reconhecido e que está democraticamente a desempenhar o cargo de presidente da maior Câmara do país depois da valente “sova” que deu na esquerda ortodoxa da capital.
Ao que isto chegou.
Manhosos, como diria o outro.
Aquele chinfrim que aconteceu em frente ao Palácio de São Bento ontem à tarde foi um exemplo claro de intolerância e sentimento anti-democrático. Aquela gente tinha feito melhor figura se tivessem ido para a praia.
Eram, por um lado, os saudosistas do PREC e por outro, os filhos do mesmo aos quais se juntavam os partidários da luta armada e do terrorismo político.
No fundo o que estiveram a fazer foi, pretensiosamente, a ensinar ao Presidente da República aquilo que ele tem de fazer, como se Jorge Sampaio não o soubesse.
Depois alinharam num conjunto de gritaria com frases e expressões que revelam um ódio profundo por alguém cuja justificação só pode ser uma: medo da sua capacidade política.
Pedro Santana Lopes tem sido um carrasco para a esquerda portuguesa. Na Figueira da Foz o PS era rei e senhor. Ganhava sucessivamente as eleições autárquicas. Santana Lopes chegou ao concelho sem qualquer relação com a terra e despejou o PS que estava convencido da vitalidade dos seus mandatos.
Em Lisboa, para a esquerda, pior um pouco. Santana Lopes não conseguiu ter o apoio do CDS/PP que apresentou Portas como candidato a Presidente da capital. Mesmo assim, o vice-presidente do PSD não só derrotou o líder dos populares com também cilindrou a frente de esquerda ortodoxa que governava Lisboa.
Ora estas coisas têm custos. Santana Lopes é uma ameaça constante para todos os partidos de esquerda que têm sofrido amargas derrotas em disputas eleitorais.
São-lhe apontados todos os defeitos do mundo, até um muito curioso que não deixa de comportar uma pontinha de inveja a quem o profere, como é o caso das mulheres na vida de Santana Lopes. Tudo serve de argumento para o atacar. Mas o povo que não é estúpido, ao contrário do que a esquerda imagina, insiste em ter dele uma boa opinião. Por isso o elege.
Ou seja, a esquerda trotskista do Bloco de Esquerda, mais a estalinista do PCP querem uma solução que passe por evitar Santana Lopes. Pedem eleições. Sim senhor. Vamos a elas se isso for necessário. Não sei se isso é bom para o país neste momento, mas a esquerda não se incomoda com isso. Os seus objectivos políticos não são o país, são desalojar este governo mesmo que isso signifique o atraso na recuperação económica de Portugal.
Eram, por um lado, os saudosistas do PREC e por outro, os filhos do mesmo aos quais se juntavam os partidários da luta armada e do terrorismo político.
No fundo o que estiveram a fazer foi, pretensiosamente, a ensinar ao Presidente da República aquilo que ele tem de fazer, como se Jorge Sampaio não o soubesse.
Depois alinharam num conjunto de gritaria com frases e expressões que revelam um ódio profundo por alguém cuja justificação só pode ser uma: medo da sua capacidade política.
Pedro Santana Lopes tem sido um carrasco para a esquerda portuguesa. Na Figueira da Foz o PS era rei e senhor. Ganhava sucessivamente as eleições autárquicas. Santana Lopes chegou ao concelho sem qualquer relação com a terra e despejou o PS que estava convencido da vitalidade dos seus mandatos.
Em Lisboa, para a esquerda, pior um pouco. Santana Lopes não conseguiu ter o apoio do CDS/PP que apresentou Portas como candidato a Presidente da capital. Mesmo assim, o vice-presidente do PSD não só derrotou o líder dos populares com também cilindrou a frente de esquerda ortodoxa que governava Lisboa.
Ora estas coisas têm custos. Santana Lopes é uma ameaça constante para todos os partidos de esquerda que têm sofrido amargas derrotas em disputas eleitorais.
São-lhe apontados todos os defeitos do mundo, até um muito curioso que não deixa de comportar uma pontinha de inveja a quem o profere, como é o caso das mulheres na vida de Santana Lopes. Tudo serve de argumento para o atacar. Mas o povo que não é estúpido, ao contrário do que a esquerda imagina, insiste em ter dele uma boa opinião. Por isso o elege.
Ou seja, a esquerda trotskista do Bloco de Esquerda, mais a estalinista do PCP querem uma solução que passe por evitar Santana Lopes. Pedem eleições. Sim senhor. Vamos a elas se isso for necessário. Não sei se isso é bom para o país neste momento, mas a esquerda não se incomoda com isso. Os seus objectivos políticos não são o país, são desalojar este governo mesmo que isso signifique o atraso na recuperação económica de Portugal.
2004-06-27
Holanda - Suécia
O acesso ao estádio
Na saída da Via do Infante no nó Faro/Aeroporto fomos obrigados a entrar no segundo acesso ao estádio por ordem da GNR. O primeiro era mais directo mas estava, eventualmente, mais congestionado. Este por onde passámos, até certa altura, era mau. Depois, mais perto do estádio melhorou.
Os parques de estacionamento
Não sei até que ponto os parques de estacionamentos estão todos concluídos. À partida pareceu-me que estão algumas coisas incompletas, se calhar de forma propositada.. Aquele onde ficou estacionado o carro em que fui, era de gravilha com muito pó à mistura.
Em todo o caso o aspecto em redor do estádio uma hora antes do início do jogo era de alguma desordem. Carros estacionados em terrenos baldios de terra batida, passeios ocupados pelas viaturas, enfim…
Fiquei com a ideia que os lugares de estacionamento são claramente insuficientes.
No nosso caso em concreto, à hora que chegámos, não foi difícil estacionar porque tínhamos lugar reservado. Caso contrário seria um verdadeiro drama.
Julgo que nesta matéria há ainda alguma coisa para fazer.
A entrada no estádio
Melhor era impossível. Talvez por ter uma daquelas credenciais ao pescoço, os voluntários que organizam a entrada das pessoas no estádio foram de uma simpatia e bom trato excelente.
No torniquete não esperei mais do que um minuto, isto a sensivelmente uma hora antes do jogo. Ninguém me revistou.
O acesso ao meu lugar foi feito de forma expedita e sem qualquer constrangimento.
Lugar no estádio
Muito bom também. Visibilidade escelente, apesar de estar um pouco alto para o meu gosto, ao lado da tribuna dos jornalistas, mais ao menos a meio da mesma.
O ambiente
Amazing. Os holandeses são uns adeptos de futebol fantásticos. Cantam, tocam, gritam, puxam pela equipa, são um espectáculo dentro do espectáculo. Os suecos foram mais comedidos na gritaria e menos exuberantes na forma como se apresentaram. Estavam em menor número e isso no estádio notava-se quando os adeptos se interpelavam no apoio às suas equipas. Fiquei com a ideia que os portugueses presentes estavam a apoiar a selecção sueca. Eu, pelo menos, estava. É a tal história de tirar pelo teoricamente mais fraco.
O barulho ensurdecedor foi extraordinário pela beleza e emotividade que emprestou ao jogo.
Gostei muito de ver o excelente relacionamento entre os adeptos das duas selecções. Como é bonito o futebol assim onde não existe a mínima faísca.
O jogo propriamente dito
N minha opinião não foi grande coisa. A primeira parte foi mesmo um tédio. Durante os 90 minutos a Holanda teve períodos de um maior domínio contra uma Suécia a tentar aproveitar o contra ataque. No prolongamento, a melhor fase do jogo, a Suécia esteve tão perto de eliminar a Holanda que chega a ser injusto o resultado final. Julgo que qualquer uma podia ter saído vencedora.
O melhor jogador em campo
Parece que foi o Van Nistelrooij. Pessoalmente achei o Larsson mais criativo e perigoso para a baliza adversária. Faltou-lhe o golo naquele remate à trave. Também gostei bastante do Stam e do Davids que acabou por ser substituído ao som da discordância dos adeptos holandeses que queriam que continuasse em campo. O Ibrahimovic é também um avançado excepcional. É de uma resistência extraordinária na forma como recebe a bola de costas para a baliza, perante a pressão da defesa adversária. Acho que lhe falta alguma rapidez
A saída do estádio
Muito fácil e rápida no que toca à parte do estádio propriamente dita e nos acessos também não foi má. Mais uma vez o factor estacionamento reservado e bem colocado fez a diferença. Para quem não estava nestas condições talvez a coisa não tenha sito tão interessante.
Conclusão
Gostei. Já não ia a um estádio salvo erro desde 1996. O facto de ter gostado não altera em nada a opinião que tinha e tenho sobre o Estádio do Algarve e o Euro 2004, mas também não é isso que está em causa neste momento. Tanto uma coisa como outra são hoje realidades e de nada serve insistir no debate se valeu a pena ou não. Numas coisas foi bom, noutras nem por isso.
P.S.- O meu “vizinho” na bancada foi um Presidente de Câmara socialista que manteve as pessoas à sua volta bem-humoradas. Gritou, esbracejou, fez comentários, discutiu comigo as tácticas das equipas quais treinadores de bancada, contestou a arbitragem e no fim chegámos à conclusão que a Holanda, não sendo de menosprezar, é um adversário perfeitamente acessível à nossa selecção. Oxalá que seja assim.
Na saída da Via do Infante no nó Faro/Aeroporto fomos obrigados a entrar no segundo acesso ao estádio por ordem da GNR. O primeiro era mais directo mas estava, eventualmente, mais congestionado. Este por onde passámos, até certa altura, era mau. Depois, mais perto do estádio melhorou.
Os parques de estacionamento
Não sei até que ponto os parques de estacionamentos estão todos concluídos. À partida pareceu-me que estão algumas coisas incompletas, se calhar de forma propositada.. Aquele onde ficou estacionado o carro em que fui, era de gravilha com muito pó à mistura.
Em todo o caso o aspecto em redor do estádio uma hora antes do início do jogo era de alguma desordem. Carros estacionados em terrenos baldios de terra batida, passeios ocupados pelas viaturas, enfim…
Fiquei com a ideia que os lugares de estacionamento são claramente insuficientes.
No nosso caso em concreto, à hora que chegámos, não foi difícil estacionar porque tínhamos lugar reservado. Caso contrário seria um verdadeiro drama.
Julgo que nesta matéria há ainda alguma coisa para fazer.
A entrada no estádio
Melhor era impossível. Talvez por ter uma daquelas credenciais ao pescoço, os voluntários que organizam a entrada das pessoas no estádio foram de uma simpatia e bom trato excelente.
No torniquete não esperei mais do que um minuto, isto a sensivelmente uma hora antes do jogo. Ninguém me revistou.
O acesso ao meu lugar foi feito de forma expedita e sem qualquer constrangimento.
Lugar no estádio
Muito bom também. Visibilidade escelente, apesar de estar um pouco alto para o meu gosto, ao lado da tribuna dos jornalistas, mais ao menos a meio da mesma.
O ambiente
Amazing. Os holandeses são uns adeptos de futebol fantásticos. Cantam, tocam, gritam, puxam pela equipa, são um espectáculo dentro do espectáculo. Os suecos foram mais comedidos na gritaria e menos exuberantes na forma como se apresentaram. Estavam em menor número e isso no estádio notava-se quando os adeptos se interpelavam no apoio às suas equipas. Fiquei com a ideia que os portugueses presentes estavam a apoiar a selecção sueca. Eu, pelo menos, estava. É a tal história de tirar pelo teoricamente mais fraco.
O barulho ensurdecedor foi extraordinário pela beleza e emotividade que emprestou ao jogo.
Gostei muito de ver o excelente relacionamento entre os adeptos das duas selecções. Como é bonito o futebol assim onde não existe a mínima faísca.
O jogo propriamente dito
N minha opinião não foi grande coisa. A primeira parte foi mesmo um tédio. Durante os 90 minutos a Holanda teve períodos de um maior domínio contra uma Suécia a tentar aproveitar o contra ataque. No prolongamento, a melhor fase do jogo, a Suécia esteve tão perto de eliminar a Holanda que chega a ser injusto o resultado final. Julgo que qualquer uma podia ter saído vencedora.
O melhor jogador em campo
Parece que foi o Van Nistelrooij. Pessoalmente achei o Larsson mais criativo e perigoso para a baliza adversária. Faltou-lhe o golo naquele remate à trave. Também gostei bastante do Stam e do Davids que acabou por ser substituído ao som da discordância dos adeptos holandeses que queriam que continuasse em campo. O Ibrahimovic é também um avançado excepcional. É de uma resistência extraordinária na forma como recebe a bola de costas para a baliza, perante a pressão da defesa adversária. Acho que lhe falta alguma rapidez
A saída do estádio
Muito fácil e rápida no que toca à parte do estádio propriamente dita e nos acessos também não foi má. Mais uma vez o factor estacionamento reservado e bem colocado fez a diferença. Para quem não estava nestas condições talvez a coisa não tenha sito tão interessante.
Conclusão
Gostei. Já não ia a um estádio salvo erro desde 1996. O facto de ter gostado não altera em nada a opinião que tinha e tenho sobre o Estádio do Algarve e o Euro 2004, mas também não é isso que está em causa neste momento. Tanto uma coisa como outra são hoje realidades e de nada serve insistir no debate se valeu a pena ou não. Numas coisas foi bom, noutras nem por isso.
P.S.- O meu “vizinho” na bancada foi um Presidente de Câmara socialista que manteve as pessoas à sua volta bem-humoradas. Gritou, esbracejou, fez comentários, discutiu comigo as tácticas das equipas quais treinadores de bancada, contestou a arbitragem e no fim chegámos à conclusão que a Holanda, não sendo de menosprezar, é um adversário perfeitamente acessível à nossa selecção. Oxalá que seja assim.
2004-06-26
Estive lá...
Vou à bola
A cavalo dado não se olha ao dente e esta noite lá estarei no Estádio do Algarve para assistir ao Holanda-Suécia com um daqueles bilhetes tipo “Tudo Incluído”.
Depois conto.
Depois conto.
Sem prejuízo de outros considerandos
Independentemente do que vier a acontecer nos próximos dias, existem coisas que são absolutamente certas:
1. O prestígio que era reclamado e a importância que o cargo de Presidente da Comissão Europeia encerra quando a hipótese era António Vitorino não se dilui no facto de ser outra pessoa.
2. Os argumentos mil vezes vociferados por quem sobrevoa a presa como um abutre caem por terra perante as evidências. A esquerda que vê em Durão Barroso um epicentro de defeitos, está em rota de colisão – no plano dos argumentos – com aquilo que se passa e se pensa no resto da Europa sobre a mesma pessoa, independentemente de se tratam de governos de esquerda ou de direita.
3. O prejuízo político da participação numa cimeira que, ao contrário daquilo que é tantas vezes dito, foi a derradeira hipótese de paz e não a declaração de guerra, pura e simplesmente não parece existir.
4. O prestígio para um país de ver um político português a ocupar o mais alto cargo da União Europeia, não tem que merecer o apoio de todos os adversários internos, nomeadamente aqueles que têm posições contrárias sobre a Europa e sobre o Mundo, apenas porque é português. Mas que o comum do cidadão tem razões para se sentir satisfeito e lisonjeado, isso parece-me factual.
5. Ao contrário de uma vontade venenosa de comparar o incomparável, o que está em causa nesta circunstância é responder a um apelo supranacional que a inveja, mesquinhes e desonestidade política é incapaz de equacionar e digerir.
6. A razão ponderosa que está em causa não justifica eleições antecipadas. O órgão para o qual o povo português foi chamado a votar, abruptamente, em 2002, tem condições para funcionar, ou seja a Assembleia da República
E por agora é tudo.
1. O prestígio que era reclamado e a importância que o cargo de Presidente da Comissão Europeia encerra quando a hipótese era António Vitorino não se dilui no facto de ser outra pessoa.
2. Os argumentos mil vezes vociferados por quem sobrevoa a presa como um abutre caem por terra perante as evidências. A esquerda que vê em Durão Barroso um epicentro de defeitos, está em rota de colisão – no plano dos argumentos – com aquilo que se passa e se pensa no resto da Europa sobre a mesma pessoa, independentemente de se tratam de governos de esquerda ou de direita.
3. O prejuízo político da participação numa cimeira que, ao contrário daquilo que é tantas vezes dito, foi a derradeira hipótese de paz e não a declaração de guerra, pura e simplesmente não parece existir.
4. O prestígio para um país de ver um político português a ocupar o mais alto cargo da União Europeia, não tem que merecer o apoio de todos os adversários internos, nomeadamente aqueles que têm posições contrárias sobre a Europa e sobre o Mundo, apenas porque é português. Mas que o comum do cidadão tem razões para se sentir satisfeito e lisonjeado, isso parece-me factual.
5. Ao contrário de uma vontade venenosa de comparar o incomparável, o que está em causa nesta circunstância é responder a um apelo supranacional que a inveja, mesquinhes e desonestidade política é incapaz de equacionar e digerir.
6. A razão ponderosa que está em causa não justifica eleições antecipadas. O órgão para o qual o povo português foi chamado a votar, abruptamente, em 2002, tem condições para funcionar, ou seja a Assembleia da República
E por agora é tudo.
Ajuste de contas
Quando coloquei a bandeira portuguesa no blogue e escrevi que só a tirava no dia 4 de Julho, data em que se joga a final do Euro 2004, fi-lo em nome de um optimismo a roçar o sonho. Era difícil, naquele dia, abstrair-me da grande qualidade de algumas selecções (França, Inglaterra, Itália, Espanha e até mesmo a Alemanha) que à partida pareciam poder fazer um excelente campeonato. Também estava consciente do tipo de futebol que a nossa selecção vinha praticando nos últimos jogos de preparação, ainda por cima com formações de qualidade duvidosa.
O Euro 2004 tem tratado de me surpreender a cada dia que passa. Ontem à noite foi mais uma surpresa. E que surpresa.
A França era a grande candidata à vitória se atendermos à teoria das probabilidades, sendo certo que o provável não é certeza alguma. Porém a Grécia, quanto a mim a grande sensação da competição, tratou de mandar os franceses um pouco mais cedo para férias e passou às meias-finais. E sabem que mais? Não me admira nada, a esta altura do campeonato, vê-los – aos gregos – na final do dia 4. Espero então que seja contra Portugal até para acertarmos as contas daquela tarde no Estádio do Dragão.
O Euro 2004 tem tratado de me surpreender a cada dia que passa. Ontem à noite foi mais uma surpresa. E que surpresa.
A França era a grande candidata à vitória se atendermos à teoria das probabilidades, sendo certo que o provável não é certeza alguma. Porém a Grécia, quanto a mim a grande sensação da competição, tratou de mandar os franceses um pouco mais cedo para férias e passou às meias-finais. E sabem que mais? Não me admira nada, a esta altura do campeonato, vê-los – aos gregos – na final do dia 4. Espero então que seja contra Portugal até para acertarmos as contas daquela tarde no Estádio do Dragão.
2004-06-25
Duas notas sobre o jogo de ontem.
Ricardo – Passar de besta a bestial é das coisas mais certas que a um jogador ou treinador pode acontecer. O guarda-redes português levanta dúvidas a muita gente, nas quais me incluo. Porque teve um campeonato menos feliz onde algumas derrotas do Sporting estiveram relacionadas com o seu mau desempenho ou simplesmente porque o fantasma de Vítor Baía insiste em não o largar, Ricardo não recolhe, ou não recolhia, a unanimidade das opiniões. Porém ontem teve momentos que decidiram a eliminatória a nosso favor. Desde logo pela pressão que exerceu sobre David Beckham quando este se preparava para marcar o primeiro penalty que acabou por falhar, na forma como defendeu um outro e depois no discernimento que teve para marcar o golo da vitória. Estes três momentos fizeram apagar a forma como foi batido logo nos primeiros minutos por um pontapé de Owen que estava de costas para a baliza. Ou seja, caso o jogo tivesse terminado com o 1-0 para os ingleses, Ricardo estaria certamente na linha de fogo. Felizmente aconteceram outras coisas depois desse momento nas quais a intervenção de Ricardo foi extraordinária. Ainda bem.
Figo – Isto de ser a estrela da companhia exige entre muitas outras coisas, uma grande dose de humildade. O comportamento de Figo no momento em que foi substituído foi mau. O que fez a seguir foi péssimo. O treinador é uma autoridade dentre da equipa. É assim em todos os desportos e em todas as equipas. Quando um treinador manda sair um jogador, não significa necessariamente que esse mesmo jogador esteja a jogar mal. A intenção é sobretudo mexer na estrutura da equipa e eventualmente alterar a estratégia e a táctica do jogo. Quem sai deve acatar com humildade esse facto. Ao sair deve cumprimentar o colega que entra e desejar-lhe sorte. Luís Figo, ontem, fez tudo menos isto. Saiu a abanar a cabeça, dirigiu-se aos balneários e não mais apareceu. Não viu o golo do empate, não viu o segundo e acabou não vendo a série de penaltys que levaram a nossa selecção às meias-finais. Comportou-se, antes, como um menino mimado a quem lhe foi retirado o brinquedo. Compreende-se a ansiedade de Figo em querer ajudar a mudar o resultado até então desfavorável, mas não se compreende a forma revoltada como reagiu. Naturalmente que esta circunstância foi categoricamente legitimada pelo facto do Hélder Postiga ter feito o golo do empate, mas se assim não fosse, a opinião seria a mesma.
Luís Figo deve, o mais rápido possível, descer à terra porque o universo dos galácticos é no país vizinho com outra equipa e outro treinador. Na selecção portuguesa, Figo joga quando tem que jogar e isso quem decide é o senhor Scolari.
Figo – Isto de ser a estrela da companhia exige entre muitas outras coisas, uma grande dose de humildade. O comportamento de Figo no momento em que foi substituído foi mau. O que fez a seguir foi péssimo. O treinador é uma autoridade dentre da equipa. É assim em todos os desportos e em todas as equipas. Quando um treinador manda sair um jogador, não significa necessariamente que esse mesmo jogador esteja a jogar mal. A intenção é sobretudo mexer na estrutura da equipa e eventualmente alterar a estratégia e a táctica do jogo. Quem sai deve acatar com humildade esse facto. Ao sair deve cumprimentar o colega que entra e desejar-lhe sorte. Luís Figo, ontem, fez tudo menos isto. Saiu a abanar a cabeça, dirigiu-se aos balneários e não mais apareceu. Não viu o golo do empate, não viu o segundo e acabou não vendo a série de penaltys que levaram a nossa selecção às meias-finais. Comportou-se, antes, como um menino mimado a quem lhe foi retirado o brinquedo. Compreende-se a ansiedade de Figo em querer ajudar a mudar o resultado até então desfavorável, mas não se compreende a forma revoltada como reagiu. Naturalmente que esta circunstância foi categoricamente legitimada pelo facto do Hélder Postiga ter feito o golo do empate, mas se assim não fosse, a opinião seria a mesma.
Luís Figo deve, o mais rápido possível, descer à terra porque o universo dos galácticos é no país vizinho com outra equipa e outro treinador. Na selecção portuguesa, Figo joga quando tem que jogar e isso quem decide é o senhor Scolari.
Não insistam
Está visto que chegar à presidência da Comissão Europeia não é para quem quer mas para quem pode.
António Vitorino quer mas não pode. Durão Barroso pode mas não quer.
António Vitorino quer mas não pode. Durão Barroso pode mas não quer.
Os ecos internacionais
Ricardo sees England pay the penalty
England rue bad luck
England hopes left in Meier
LE PORTUGAL AU FINISH
Favola portoghese
Ricardo y Scolari mandan a Inglaterra a casa
Figo no celebró la victoria con el resto de sus compañeros
RICARDO CORAZÓN DE LEÓN
England rue bad luck
England hopes left in Meier
LE PORTUGAL AU FINISH
Favola portoghese
Ricardo y Scolari mandan a Inglaterra a casa
Figo no celebró la victoria con el resto de sus compañeros
RICARDO CORAZÓN DE LEÓN
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2004-06-24
Ciúmes? De quem? De vocês?
"combater aqueles que tentam fazer ciúmes dentro da coligação". – declarações de Telmo Correia, dirigente do CDS/PP, reagindo às consequências do comunicado do seu partido.
Ciúmes uma ova. Indignação, de ver que vocês além de andarem à boleia do PSD, ainda são mal agradecidos. Nestas eleições, com aquele discurso da treta que tinham sobre a Europa, parecido ao do Bloco de Esquerda e do PCP, ficavam reduzidos a zero euro deputados ou então iam disputar o lugar do irmão do vosso chefe.
Haja decoro.
Ciúmes uma ova. Indignação, de ver que vocês além de andarem à boleia do PSD, ainda são mal agradecidos. Nestas eleições, com aquele discurso da treta que tinham sobre a Europa, parecido ao do Bloco de Esquerda e do PCP, ficavam reduzidos a zero euro deputados ou então iam disputar o lugar do irmão do vosso chefe.
Haja decoro.
Dia do Município de Tavira
2004-06-23
MP Acusa Juíza de "Contradições Insanáveis"
MP arrasa decisão de não pronúncia de Paulo Pedroso
Tavira no século XVI
Amanhã à noite, Tavira regressa ao século XVI para receber das mãos de D. Manuel I “O Venturoso” o Foral.
A entrada régia far-se-á pelas 21:30 horas (do Largo de S. Francisco para a Praça da República), sendo o monarca acompanhado pela Rainha, nobres, entre os quais o Mestre da Ordem de Santiago, D. Francisco de Almeida, 1º. Vice-Rei da Índia, D. Jaime, Duque de Bragança e D. Lopo Soares, Capitão Mor da Índia, para além de clero, arauto, charameleiros e trompeteiros.
Este vosso amigo estará algures recebendo o rei, na qualidade de representante das cortes na terra. D. Agostinho Morboto será a minha graça.
Também um mercado quinhentista assentará (a partir das 10:00 horas) as suas tendas de comércio, junto ao Jardim do Coreto, com muitas atracções.
Após a cerimónia da entrega do Foral haverá espectáculos de teatro e actuações musicais pelos grupos Graduale (coral), Strella do Dia, Cuerno de Cabra, Popularis, malabaristas, saltimbancos e acrobatas.
El-Rei D.Manuel I, quinhentos anos mais velho, mas em boa forma, resistirá certamente às emoções que a hospitalidade dos tavirenses e visitantes lhe reservam no Dia do Município.
Nota: Espero que Portugal ganhe aos ingleses se não vai toda a gente receber de “trombas” o D. Manuel e a sua comitiva.
A entrada régia far-se-á pelas 21:30 horas (do Largo de S. Francisco para a Praça da República), sendo o monarca acompanhado pela Rainha, nobres, entre os quais o Mestre da Ordem de Santiago, D. Francisco de Almeida, 1º. Vice-Rei da Índia, D. Jaime, Duque de Bragança e D. Lopo Soares, Capitão Mor da Índia, para além de clero, arauto, charameleiros e trompeteiros.
Este vosso amigo estará algures recebendo o rei, na qualidade de representante das cortes na terra. D. Agostinho Morboto será a minha graça.
Também um mercado quinhentista assentará (a partir das 10:00 horas) as suas tendas de comércio, junto ao Jardim do Coreto, com muitas atracções.
Após a cerimónia da entrega do Foral haverá espectáculos de teatro e actuações musicais pelos grupos Graduale (coral), Strella do Dia, Cuerno de Cabra, Popularis, malabaristas, saltimbancos e acrobatas.
El-Rei D.Manuel I, quinhentos anos mais velho, mas em boa forma, resistirá certamente às emoções que a hospitalidade dos tavirenses e visitantes lhe reservam no Dia do Município.
Nota: Espero que Portugal ganhe aos ingleses se não vai toda a gente receber de “trombas” o D. Manuel e a sua comitiva.
Vale a pena ir aos estádios.
CDS-PP diz que foi o PSD que perdeu deputados na coligação
Eu disso não tenho dúvidas. Aliás disse-o já aqui de forma clara. Esta coligação eleitoral para as europeias foi um desastre para o PSD ou um ácido conforme escreveu Pacheco Pereira.
O que me espanta é a falta de vergonha na cara dos dirigentes do PP ao afirmarem que o PP manteria o mesmo número de euro deputados concorrendo sozinho. Mas como? Por acaso é possível aferir que votação teria o PP?
Só falta dizerem que o PSD os prejudicou e que noutras circunstâncias conseguiriam eleger mais euro deputados.
Mas isto tem um lado bom. Para as próximas legislativas o PP que concorra sozinho para ver quantos deputados elege. Depois veremos se o “negócio eleitoral” é assim tão prejudicial para os populares.
O que me espanta é a falta de vergonha na cara dos dirigentes do PP ao afirmarem que o PP manteria o mesmo número de euro deputados concorrendo sozinho. Mas como? Por acaso é possível aferir que votação teria o PP?
Só falta dizerem que o PSD os prejudicou e que noutras circunstâncias conseguiriam eleger mais euro deputados.
Mas isto tem um lado bom. Para as próximas legislativas o PP que concorra sozinho para ver quantos deputados elege. Depois veremos se o “negócio eleitoral” é assim tão prejudicial para os populares.
Mais do mesmo II (O tele-lixo português)
Já vi as imagens da última incursão de Herman José pelos domínios da ridicularização de uma pessoa.
À imagem daquilo que havia acontecido na última vez em que o apresentador tinha convidado o auto-denominado “Príncipe da Fuzeta”, voltámos a ter um momento de extraordinário mau gosto e de falta de consciência cívica e moral.
O senhor que se diz dono do “Principado da Fuzeta” está, aparentemente, num estado de esquizofrenia que o leva a interpretar a vida de um modo diferente. O dito senhor, na minha opinião, necessita de acompanhamento psicológico e não de aparições em programas de televisão, cujo único objectivo é aproveitar um estado de pouca razoabilidade para fazer rir uma plateia de néscios.
Rir dos problemas dos outros é feio, mesmo quando é feito com discrição. Fazê-lo de forma pública indo ao ponto da gargalhada, é um “espectáculo” desolador que dá mais pena do que graça.
Por acaso já conversei sobre este tema com pessoas que conhecem pessoalmente o senhor auto-denominado Príncipe que ficam igualmente chocadas com a chacota pública a que é sujeito, cada vez que Herman José o convida para o seu programa.
É uma pena que não haja discernimento suficiente para perceber que atrás daquela história contada de forma mirabolante, há um ser humano que necessita de ajuda. Se não há ninguém que o queira ajudar, pelo menos não o sujeitem a este carnaval público, próprio do tele-lixo português.
À imagem daquilo que havia acontecido na última vez em que o apresentador tinha convidado o auto-denominado “Príncipe da Fuzeta”, voltámos a ter um momento de extraordinário mau gosto e de falta de consciência cívica e moral.
O senhor que se diz dono do “Principado da Fuzeta” está, aparentemente, num estado de esquizofrenia que o leva a interpretar a vida de um modo diferente. O dito senhor, na minha opinião, necessita de acompanhamento psicológico e não de aparições em programas de televisão, cujo único objectivo é aproveitar um estado de pouca razoabilidade para fazer rir uma plateia de néscios.
Rir dos problemas dos outros é feio, mesmo quando é feito com discrição. Fazê-lo de forma pública indo ao ponto da gargalhada, é um “espectáculo” desolador que dá mais pena do que graça.
Por acaso já conversei sobre este tema com pessoas que conhecem pessoalmente o senhor auto-denominado Príncipe que ficam igualmente chocadas com a chacota pública a que é sujeito, cada vez que Herman José o convida para o seu programa.
É uma pena que não haja discernimento suficiente para perceber que atrás daquela história contada de forma mirabolante, há um ser humano que necessita de ajuda. Se não há ninguém que o queira ajudar, pelo menos não o sujeitem a este carnaval público, próprio do tele-lixo português.
Arriverdeci Itália
2004-06-22
Dutroux – Preso para o resto da vida
Este monstro se fosse português teria sido condenado, provavelmente, à pena máxima prevista, ou seja 25 anos de cadeia.
Na Bélgica Dutroux foi condenado a pena perpétua e jamais contemplará a cor da liberdade.
Dirão os defensores do Código Penal português que 25 anos na cadeia são uma eternidade e suficientes para punir um criminoso deste tipo. Como leigo na matéria não posso exprimir grande opinião, mas que o resultado deste processo me deixa imensamente tranquilo, lá isso deixa.
Marc Dutroux tem hoje 47 anos. Ao fim de 25 teria 72. Podia estar vivo e se cumprisse a pena até ao fim, seria solto. Isto em Portugal. Na Bélgica é diferente.
Entretanto, encontrei um texto num site brasileiro que relata o percurso deste assassino de crianças:
Em 13de Agosto de 1996, Dutroux, 39 anos, pederasta e desempregado electricista, foi preso depois de entregar as autoridades duas garotas famintas, que ele havia mantido em cativeiro especial na Bélgica - vila Sars-la Buissiare. O cativeiro ficava em baixo de sua casa/ o acesso era por um túnel, e as meninas ficaram presas numa cela ali, totalmente inacessível. A policia seguiu a pista de Dutroux quando uma pessoa anotou as placas de sua van no desaparecimento de uma menina de 14 anos, quando ela voltava da natação.
Na casa dele encontraram esta menina e mais uma, Sabine, 12 anos, desaparecida há 3 meses. As duas haviam sido sexualmente abusadas. Quatro dias depois a policia descobriu no quintal de Marc os restos mortais de duas meninas de 8 anos, Julie e Melissa, que morreram de fome quando ele foi preso e encarcerado por outra violação da lei. Outro corpo encontrado foi o de Bernard Weinstein, um sócio de Dutroux que, segundo ele, falhou em alimentar as meninas presas. Depois de solto, ele matou o sócio num acesso de raiva depois de encontrar as garotas mortas. A esposa dele também estava suposta de alimentar as meninas, alegou que morria de medo de entrar nas celas delas.
Em Setembro, mais dois corpos, An (17) e Eefje (19), que foram raptadas em 1995. Elas estavam enterradas na casa de Dutroux em Jumet, uma das seis propriedades que tinha. Dutroux era frio e calculista. Confessou mais 5 assassinatos e levou as autoridades a escavarem meia Bélgica. Chegaram a emprestar um radar da Scotland Yard, o mesmo que ajudou a encontrar os corpos enterrados pelo casal West. Dutroux também apareceu como chefe de uma rede internacional de prostituição infantil, que dirigia com sua esposa e mais 5 sócios vizinhos. Dois policiais foram processados por ajudar Marc e seus cúmplices com carros roubados e drogas. A Interpol já investigava a rede internacional pedófila e os desaparecimentos como fatos correlatos. Em 1993, um informante havia avisado a policia sobre Dutroux, dizendo que ele construía celas para prender crianças raptadas. Em 1996 a policia fez duas visitas à casa de Dutroux onde duas garotas estavam cativas, mas acreditaram nele quando alegou que os gritos eram de seus filhos.
Dutroux foi libertado da cadeia em 1992, depois de servir 3 anos de uma pena de 13 por estuprar e raptar 5 meninas. As celas ficavam em baixo da casa. Dutroux e suspeito de 12 outras mortes, incluindo uma menina que desapareceu da Eslovénia
Na Bélgica Dutroux foi condenado a pena perpétua e jamais contemplará a cor da liberdade.
Dirão os defensores do Código Penal português que 25 anos na cadeia são uma eternidade e suficientes para punir um criminoso deste tipo. Como leigo na matéria não posso exprimir grande opinião, mas que o resultado deste processo me deixa imensamente tranquilo, lá isso deixa.
Marc Dutroux tem hoje 47 anos. Ao fim de 25 teria 72. Podia estar vivo e se cumprisse a pena até ao fim, seria solto. Isto em Portugal. Na Bélgica é diferente.
Entretanto, encontrei um texto num site brasileiro que relata o percurso deste assassino de crianças:
Em 13de Agosto de 1996, Dutroux, 39 anos, pederasta e desempregado electricista, foi preso depois de entregar as autoridades duas garotas famintas, que ele havia mantido em cativeiro especial na Bélgica - vila Sars-la Buissiare. O cativeiro ficava em baixo de sua casa/ o acesso era por um túnel, e as meninas ficaram presas numa cela ali, totalmente inacessível. A policia seguiu a pista de Dutroux quando uma pessoa anotou as placas de sua van no desaparecimento de uma menina de 14 anos, quando ela voltava da natação.
Na casa dele encontraram esta menina e mais uma, Sabine, 12 anos, desaparecida há 3 meses. As duas haviam sido sexualmente abusadas. Quatro dias depois a policia descobriu no quintal de Marc os restos mortais de duas meninas de 8 anos, Julie e Melissa, que morreram de fome quando ele foi preso e encarcerado por outra violação da lei. Outro corpo encontrado foi o de Bernard Weinstein, um sócio de Dutroux que, segundo ele, falhou em alimentar as meninas presas. Depois de solto, ele matou o sócio num acesso de raiva depois de encontrar as garotas mortas. A esposa dele também estava suposta de alimentar as meninas, alegou que morria de medo de entrar nas celas delas.
Em Setembro, mais dois corpos, An (17) e Eefje (19), que foram raptadas em 1995. Elas estavam enterradas na casa de Dutroux em Jumet, uma das seis propriedades que tinha. Dutroux era frio e calculista. Confessou mais 5 assassinatos e levou as autoridades a escavarem meia Bélgica. Chegaram a emprestar um radar da Scotland Yard, o mesmo que ajudou a encontrar os corpos enterrados pelo casal West. Dutroux também apareceu como chefe de uma rede internacional de prostituição infantil, que dirigia com sua esposa e mais 5 sócios vizinhos. Dois policiais foram processados por ajudar Marc e seus cúmplices com carros roubados e drogas. A Interpol já investigava a rede internacional pedófila e os desaparecimentos como fatos correlatos. Em 1993, um informante havia avisado a policia sobre Dutroux, dizendo que ele construía celas para prender crianças raptadas. Em 1996 a policia fez duas visitas à casa de Dutroux onde duas garotas estavam cativas, mas acreditaram nele quando alegou que os gritos eram de seus filhos.
Dutroux foi libertado da cadeia em 1992, depois de servir 3 anos de uma pena de 13 por estuprar e raptar 5 meninas. As celas ficavam em baixo da casa. Dutroux e suspeito de 12 outras mortes, incluindo uma menina que desapareceu da Eslovénia
Durão Barroso emerge como o grande favorito à sucessão de Romano Prodi
Esta notícia já não é nova e foi já aqui "falada" e comentada.
Quero apenas dizer o seguinte sobre a mesma: o raciocínio que existe em relação ao apoio calculista do governo português a António Vitorino para presidente da Comissão, por receio a um seu regresso à política nacional, vale tanto como o desejo, em segredo, da esquerda portuguesa que Barroso vá para Bruxelas. Pelos vistos também já perceberam que ele, eleitoralmente, pode valer mais do que o PSD e isso transtorna-lhes a vida. A lógica que se aplica para um lado aplica-se para outro.
Só não vejo os dirigentes do PS a apoiarem a eventual candidatura de Barroso, por duas razões: a primeira porque isso seria o enterrar definitivo do nome, já sem qualquer hipótese, de Vitorino. A segunda porque o primeiro-minsitro já se afirmou indisponível, logo seria chover no molhado.
Há uma terceira razão mas essa por agora fica de fora. Na lógica do PS nunca se apoia, para nada, um militante e dirigente do PSD, por muito competente que ele seja.
Quero apenas dizer o seguinte sobre a mesma: o raciocínio que existe em relação ao apoio calculista do governo português a António Vitorino para presidente da Comissão, por receio a um seu regresso à política nacional, vale tanto como o desejo, em segredo, da esquerda portuguesa que Barroso vá para Bruxelas. Pelos vistos também já perceberam que ele, eleitoralmente, pode valer mais do que o PSD e isso transtorna-lhes a vida. A lógica que se aplica para um lado aplica-se para outro.
Só não vejo os dirigentes do PS a apoiarem a eventual candidatura de Barroso, por duas razões: a primeira porque isso seria o enterrar definitivo do nome, já sem qualquer hipótese, de Vitorino. A segunda porque o primeiro-minsitro já se afirmou indisponível, logo seria chover no molhado.
Há uma terceira razão mas essa por agora fica de fora. Na lógica do PS nunca se apoia, para nada, um militante e dirigente do PSD, por muito competente que ele seja.
Caro Luis Figo
Apenas te escrevo hoje porque não quis perturbar a tranquilidade da selecção antes do jogo com Espanha, nem o descanso dos jogadores, após o mesmo.
Quero desde já felicitar-te pelo excelente jogo que fizeste. A ti e aos teus colegas.
O propósito da minha missiva prende-se com algo que disseste neste fim-de-semana e que na minha modesta opinião não está certo.
Segundo pude perceber, estás contra, e nessa matéria não está sozinho, os comentários que são feitos por quem não pertence ao milionário mundo do futebol, até porque tu também não opinas sobre agricultura, pescas, cinema, televisão e por aí fora.
Deixa-me dizer-te que era só o que faltava.
Não te podes esquecer que somos nós, os adeptos de futebol, que enchemos os estádios, assistimos às transmissões, lemos os jornais, ouvimos as rádios, vemos as televisões, compramos a panfernália de merchandising associada à vossa profissão e tantas vezes à vossa imagem, consumimos os produtos que vocês publicitam e por fim, mas mesmo no fim, sofremos com as vossas derrotas e festejamos as vossas vitórias.
Nós os adeptos temos direito, sim senhor, a ter a nossa opinião. A dizer que vocês, excepcionalmente, jogam mal. Da mesma maneira que dizemos que o governo toma medidas erradas, que a oposição não a faz, que os políticos, alguns, ganham bem e saem cedo e tantas outras coisas. Nós também não percebemos nada de macroeconomia e no entanto falamos do défice, do Pacto de Estabilidade e dos mercados financeiros. Nem de política externa e no entanto debatemos a intervenção militar no Iraque, as crises na Palestina e os desafios do alargamento da Europa. Nós também não sabemos contar nem tocar um só instrumento e no entanto discutimos a qualidade musical, os bons e os maus concertos e a carreiras dos nossos músicos favoritos. Porque não haveríamos falar de futebol? Porque não haveríamos de nos zangar quando vocês falham golos de baliza aberta? Ou quando jogam sem alegria, apesar dos milionários ordenados que recebem?
Tem paciência meu caro Luís Figo. Encara estas coisas com um sorriso nos lábios. Os adeptos, os comentadores e os jornalistas, a larga maioria pelo menos, estão do vosso lado, do lado da selecção. Provas disso é coisa que não falta.
E já agora, se não te importas, nós os dois não somos desse tempo, mas já lá vão os anos em que haviam assuntos proibidos que não podia ser falados ou comentados. Hoje, felizmente para todos nós e muito especialmente para vocês, há liberdade de expressão.
Se nós perdermos a possibilidade de vos criticar e de dar a nossa opinião, o futebol perde a graça e fica reduzido a um esquema obscuros de interesses duvidosos onde os protagonistas são pagos a peso de diamantes.
Saudações fraternas e não se esqueçam de ganhar o EURO 2004.
Quero desde já felicitar-te pelo excelente jogo que fizeste. A ti e aos teus colegas.
O propósito da minha missiva prende-se com algo que disseste neste fim-de-semana e que na minha modesta opinião não está certo.
Segundo pude perceber, estás contra, e nessa matéria não está sozinho, os comentários que são feitos por quem não pertence ao milionário mundo do futebol, até porque tu também não opinas sobre agricultura, pescas, cinema, televisão e por aí fora.
Deixa-me dizer-te que era só o que faltava.
Não te podes esquecer que somos nós, os adeptos de futebol, que enchemos os estádios, assistimos às transmissões, lemos os jornais, ouvimos as rádios, vemos as televisões, compramos a panfernália de merchandising associada à vossa profissão e tantas vezes à vossa imagem, consumimos os produtos que vocês publicitam e por fim, mas mesmo no fim, sofremos com as vossas derrotas e festejamos as vossas vitórias.
Nós os adeptos temos direito, sim senhor, a ter a nossa opinião. A dizer que vocês, excepcionalmente, jogam mal. Da mesma maneira que dizemos que o governo toma medidas erradas, que a oposição não a faz, que os políticos, alguns, ganham bem e saem cedo e tantas outras coisas. Nós também não percebemos nada de macroeconomia e no entanto falamos do défice, do Pacto de Estabilidade e dos mercados financeiros. Nem de política externa e no entanto debatemos a intervenção militar no Iraque, as crises na Palestina e os desafios do alargamento da Europa. Nós também não sabemos contar nem tocar um só instrumento e no entanto discutimos a qualidade musical, os bons e os maus concertos e a carreiras dos nossos músicos favoritos. Porque não haveríamos falar de futebol? Porque não haveríamos de nos zangar quando vocês falham golos de baliza aberta? Ou quando jogam sem alegria, apesar dos milionários ordenados que recebem?
Tem paciência meu caro Luís Figo. Encara estas coisas com um sorriso nos lábios. Os adeptos, os comentadores e os jornalistas, a larga maioria pelo menos, estão do vosso lado, do lado da selecção. Provas disso é coisa que não falta.
E já agora, se não te importas, nós os dois não somos desse tempo, mas já lá vão os anos em que haviam assuntos proibidos que não podia ser falados ou comentados. Hoje, felizmente para todos nós e muito especialmente para vocês, há liberdade de expressão.
Se nós perdermos a possibilidade de vos criticar e de dar a nossa opinião, o futebol perde a graça e fica reduzido a um esquema obscuros de interesses duvidosos onde os protagonistas são pagos a peso de diamantes.
Saudações fraternas e não se esqueçam de ganhar o EURO 2004.
2004-06-21
Mais do mesmo
Parece que ontem à noite Herman José voltou a usar o senhor da Fuzeta que se diz Príncipe para fazer paródia.
Salvo erro é a terceira vez que o faz. Já o disse no passado e volto a dizê-lo: O Herman, actualmente, para ter piada tem de pisar a risca do inadmissível. Devia ter um pouco mais de vergonha e contenção.
Qualquer dia ainda o vamos ver a fazer graçolas com as vítimas do caso Casa Pia. Já faltou mais.
Nota: Eu pertenço à geração que cresceu a rir com o Herman José. Depois de António Silva e Vasco Santana, este é o melhor comediante português de sempre. Pena que o preço das audiências levem o humorista a não perceber o que é fundamental e acessório. Pena que não seja capaz de perceber que nesta vida tudo tem um limite. Sublinho: TUDO.
Salvo erro é a terceira vez que o faz. Já o disse no passado e volto a dizê-lo: O Herman, actualmente, para ter piada tem de pisar a risca do inadmissível. Devia ter um pouco mais de vergonha e contenção.
Qualquer dia ainda o vamos ver a fazer graçolas com as vítimas do caso Casa Pia. Já faltou mais.
Nota: Eu pertenço à geração que cresceu a rir com o Herman José. Depois de António Silva e Vasco Santana, este é o melhor comediante português de sempre. Pena que o preço das audiências levem o humorista a não perceber o que é fundamental e acessório. Pena que não seja capaz de perceber que nesta vida tudo tem um limite. Sublinho: TUDO.
Coitado do rapaz
Este adepto tem razão. A GNR devia tê-lo colocado no melhor hotel do Algarve antes do juiz o mandar de regresso para o seu país. Afinal de contas os desacatos provocados eram a brincar. Os bifes só queriam reinar. A GNR é que é bruta e sacudiu o pó ao rapaz.
Beto de saída do Sporting
Ouvi esta tarde na rádio. Parece que o central leonino está de saída para um clube histórico inglês. Ao que parece os dirigentes desse clube estão maravilhados com as actuações do jogador português neste EURO 2004.
Hoje, croata me confesso
Vou tirar pela Croácia o tempo todo que o jogo durar apenas por uma razão: estou farto desta canalha de ingleses que não sabem viver de outra maneira que não seja a beber até morrer.
No dia em que a selecção for impedida de ir a competições internacionais devido ao mau comportamento dos seus adeptos, ainda bato palmas em cima.
Bem sei que não são todos iguais, mas os que são, são demais…
No dia em que a selecção for impedida de ir a competições internacionais devido ao mau comportamento dos seus adeptos, ainda bato palmas em cima.
Bem sei que não são todos iguais, mas os que são, são demais…
Vilar de Mouros 2004
Era só o que faltava
E tu tens?
Caro José António Camacho
Li isto num jornal português:
Seguiram-se depois umas declarações de José Antonio Camacho, que está em Portugal a comentar os jogos da Espanha para a rádio Cadena Ser, onde o ex-treinador do Benfica disse que “os jogadores portugueses não vão aguentar a pressão do jogo”.
Quer que continue este post ou não vale a pena?
Seguiram-se depois umas declarações de José Antonio Camacho, que está em Portugal a comentar os jogos da Espanha para a rádio Cadena Ser, onde o ex-treinador do Benfica disse que “os jogadores portugueses não vão aguentar a pressão do jogo”.
Quer que continue este post ou não vale a pena?
Desabafos Ibéricos
Siniestro total
La Estrella
Nuno Gomes apea a España de la Eurocopa (Vejam a sequência das imagens)
La selección fracasa de nuevo
España, a casa... Y peor que otras veces
"PARECEMOS EL PUPAS:NO TENEMOS FORTUNA"
PORTUGAL FUE MÁS EFECTIVO
Talvez os espanhóis já não se recordem, mas esta é a segunda derrota com Portugal para o Euro 2004. A primeiro foi quando a UEFA decidiu que o país organizador seria o nosso, preterindo os espanhóis. A segunda foi ontem.
É caso para dizer:
- Toma lá pinhões…coño.
La Estrella
Nuno Gomes apea a España de la Eurocopa (Vejam a sequência das imagens)
La selección fracasa de nuevo
España, a casa... Y peor que otras veces
"PARECEMOS EL PUPAS:NO TENEMOS FORTUNA"
PORTUGAL FUE MÁS EFECTIVO
Talvez os espanhóis já não se recordem, mas esta é a segunda derrota com Portugal para o Euro 2004. A primeiro foi quando a UEFA decidiu que o país organizador seria o nosso, preterindo os espanhóis. A segunda foi ontem.
É caso para dizer:
- Toma lá pinhões…coño.
Hasta la vista cariños
Después de toda la arrogancia de la prensa española en relación al equipo de Portugal, nada como eliminar a la selección de nuestros hermanos de forma tan limpia.
Me ha gustado tanto que ni consigo escribir en portugués.
Pero no os preocupéis. Dentro de 4 años habrá más.
Y no olviden este nombre: Nuno Gomes. Ahahahahahahahahahaah
OLE PORTUGAL.
Me ha gustado tanto que ni consigo escribir en portugués.
Pero no os preocupéis. Dentro de 4 años habrá más.
Y no olviden este nombre: Nuno Gomes. Ahahahahahahahahahaah
OLE PORTUGAL.
2004-06-19
VITORINO SEM APOIOS
Portugal foi o único Estado-membro a apoiar o nome de António Vitorino para a presidência da Comissão Europeia. Todos foram unânimes em reconhecer a competência e as capacidades do comissário europeu para a Justiça e Assuntos Internos, mas nenhum líder avançou com um apoio formal à sua nomeação, para além do primeiro-ministro português, segundo relatou ao CM o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Carlos Costa Neves.
As possibilidades de nomeação de Vitorino diminuíram com a vitória da direita nas eleições de domingo para o Parlamento Europeu e com a recusa do Partido Popular Europeu (PPE) em aceitar um presidente da Comissão de uma família política diferente. A delegação portuguesa não deixou, porém, de reparar na ironia de o único apoio de Vitorino vir de um governo não socialista.
Ainda dizem que este Governo e este Primeiro-Ministro são sectários.
Nota: O argumento que Barroso tem medo de Vitorino em Portugal é excelente. Só tem um problema, é desarmado à partida com a recusa do Primeiro-Ministro português em não aceitar ir para Bruxelas. Se o medo fosse assim tanto, nem hesitaria.
As possibilidades de nomeação de Vitorino diminuíram com a vitória da direita nas eleições de domingo para o Parlamento Europeu e com a recusa do Partido Popular Europeu (PPE) em aceitar um presidente da Comissão de uma família política diferente. A delegação portuguesa não deixou, porém, de reparar na ironia de o único apoio de Vitorino vir de um governo não socialista.
Ainda dizem que este Governo e este Primeiro-Ministro são sectários.
Nota: O argumento que Barroso tem medo de Vitorino em Portugal é excelente. Só tem um problema, é desarmado à partida com a recusa do Primeiro-Ministro português em não aceitar ir para Bruxelas. Se o medo fosse assim tanto, nem hesitaria.
Gays fora da Avenida da Liberdade
Isto sim é motivo para uma discussão acalorada.
Ao que parece, um dos "amigos" do movimento gay, já não é presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
O actual tem outra opinião sobre o assunto.
Ao que parece, um dos "amigos" do movimento gay, já não é presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
O actual tem outra opinião sobre o assunto.
A lista escrita com o sangue das vítimas
Esta é a cronologia dos atentados das FP-25.
Destaco o dia 30 de Abril de 1984.
Este foi o preço da luta pelo "derrube do regime, instauração da ditadura do proletariado, criação do exército popular e implantação do socialismo".
Vamos viver com esta nódoa negra para toda a vida, ao som do piar dos abutres à solta.
Destaco o dia 30 de Abril de 1984.
Este foi o preço da luta pelo "derrube do regime, instauração da ditadura do proletariado, criação do exército popular e implantação do socialismo".
Vamos viver com esta nódoa negra para toda a vida, ao som do piar dos abutres à solta.
Otelo Foi Preso Há Vinte Anos
Não deixem de ler isto.
Se alguém se sentir indignado...paciência. O homem foi amnistiado por um Presidente da República de esquerda com o apoio de um parlamento maioritariamente alinhado com essa decisão.
Se alguém se sentir indignado...paciência. O homem foi amnistiado por um Presidente da República de esquerda com o apoio de um parlamento maioritariamente alinhado com essa decisão.
Platibanda
2004-06-18
Durão recusou presidência da Comissão Europeia
Antes do Guterres fugir, os socialistas andavam assanhados com o facto de ele ser na altura um dos nomes ventilados para Presidente da Comissão Europeia. Uns achavam que era uma coisa muito importante e portanto ele devia aceitar essa missão, outros achavam que ele fazia mais falta ao país para garantir o status quo da militância. O que é certo é que Guterres não só não foi para a Europa como também não ficou em Portugal, pelo menos no Governo. Basou, segundo melhor opinião, num acto de grande desapego pelo Poder conforme é dito aqui muitas vezes. Confesso que em cada uma dessas vezes não consigo conter a gargalhada, apesar do motivo não ser novo.
Agora é Durão Barroso que é falado para rumar a Bruxelas e até se fala em solução de consenso. Ao contrário de Guterres que deixou o assunto a ser cozido em banho-maria, Barroso foi peremptório: - Não estou interessado. Ou seja, ao contrário de Guterres, Barroso sabe o que quer: governar o país e tirá-lo do “pântano” (bem sei que este termo não é meu. Estou disposto a pagar os direitos de autor ao ex-primeiro.ministro).
Portanto nesta matéria estamos empatados com os socialistas. No mínimo, Barroso é tão considerado em Bruxelas, como o era Guterres. Resta saber o que o futuro reserva ao primeiro-ministro. A esquerda não para de falar em demissão do governo, coisa aliás que nunca esteve em causa. Quer me parecer que Barroso, porque, segundo melhor opinião, está agarrado ao Poder, não deixará de cumprir o mandato que termina apenas em 2006. Até lá contentem-se – a esquerda - com o que têm: uma vitória nas europeias com mais de 60% do eleitorado a abster-se, uma meia vitória nas regionais e nas autárquicas logo se vê.
Agora é Durão Barroso que é falado para rumar a Bruxelas e até se fala em solução de consenso. Ao contrário de Guterres que deixou o assunto a ser cozido em banho-maria, Barroso foi peremptório: - Não estou interessado. Ou seja, ao contrário de Guterres, Barroso sabe o que quer: governar o país e tirá-lo do “pântano” (bem sei que este termo não é meu. Estou disposto a pagar os direitos de autor ao ex-primeiro.ministro).
Portanto nesta matéria estamos empatados com os socialistas. No mínimo, Barroso é tão considerado em Bruxelas, como o era Guterres. Resta saber o que o futuro reserva ao primeiro-ministro. A esquerda não para de falar em demissão do governo, coisa aliás que nunca esteve em causa. Quer me parecer que Barroso, porque, segundo melhor opinião, está agarrado ao Poder, não deixará de cumprir o mandato que termina apenas em 2006. Até lá contentem-se – a esquerda - com o que têm: uma vitória nas europeias com mais de 60% do eleitorado a abster-se, uma meia vitória nas regionais e nas autárquicas logo se vê.
Que habilidade
Ferro Rodrigues em vez de saborear a única vitória que até agora teve enquanto secretário-geral do PS, depois de um ano muito severo, resolveu abrir uma frente de contestação à sua liderança logo na própria noite das eleições.
Ao anunciar a sua recandidatura ao cargo que ocupa, deu azo a que outras figuras ambiciosas dentro do seu partido dessem um passo em frente no mesmo sentido.
Assim já o tinha feito João Soares, aproveitando para o reafirmar no dia seguinte às eleições europeias, bem como José Lamego que surpreendentemente também anunciou que ia à luta à entrada da sede do PS. Não podia ter escolhido pior local.
Em vez de se reservar para uma conferência de imprensa, fê-lo nas escadas da sede.
Agora os jornalistas não querem falar de outra coisa o que aliás se compreende. Ferro Rodrigues já alertou que o assunto não está na ordem do dia dos socialistas, sem se lembrar que isso não é verdade. O assunto está porque ele o colocou.
Ou seja, em vez de capitalizar a seu favor uma vitória que não é sua especificamente, mas para a qual também contribuiu, teve a arte e o engenho de passados poucos dias já poucos são os que falam dela. Vende muitos mais jornais as disputas internas no PS do que a vitória eleitoral que já faz parte do passado e na qual a larga maioria dos portugueses não se disponibilizou a participar.
É caso para dizer: - Pior era difícil.
E ainda José Sócrates não entrou na corrida, oficialmente. Quando o fizer, Ferro Rodrigues dificilmente virá a ter um dia de descanso.
Acho, muito sinceramente, que podia ter feita a gestão da vitória eleitoral de uma forma mais inteligente.
Nota: Aproveito para dizer que não alinho nos comentários que existem nalguns sectores em relação a Fero Rodrigues no que toca à sua provável continuidade à frente do PS, após a vitória de domingo e os benefícios que isso representa para o PSD. Basta recordar a história recente da política portuguesa para se perceber que a lógica de um líder da oposição que não passa na opinião pública, é um bluff. Reconheço que episódios como este de apresentar a sua recandidatura ao cargo de secretário-geral não sejam muito lógicos, mas daí até o subestimar por completo, vai um passo de gigante.
Ainda me lembro das muitas críticas que ouvi em relação a Durão Barroso e à sua ineficácia enquanto líder da oposição. Hoje ele é primeiro-ministro, sobretudo porque resistiu às dificuldades e às pressões internas e externas ao partido. Com Ferro Rodrigues pode passar-se o mesmo, até porque o Poder em Portugal é alternado entre o PS e o PSD, felizmente. Isso só por si é suficiente para que um dia Ferro Rodrigues possa ser primeiro-ministro. O contrário disto é meter a cabeça debaixo da areia.
Ao anunciar a sua recandidatura ao cargo que ocupa, deu azo a que outras figuras ambiciosas dentro do seu partido dessem um passo em frente no mesmo sentido.
Assim já o tinha feito João Soares, aproveitando para o reafirmar no dia seguinte às eleições europeias, bem como José Lamego que surpreendentemente também anunciou que ia à luta à entrada da sede do PS. Não podia ter escolhido pior local.
Em vez de se reservar para uma conferência de imprensa, fê-lo nas escadas da sede.
Agora os jornalistas não querem falar de outra coisa o que aliás se compreende. Ferro Rodrigues já alertou que o assunto não está na ordem do dia dos socialistas, sem se lembrar que isso não é verdade. O assunto está porque ele o colocou.
Ou seja, em vez de capitalizar a seu favor uma vitória que não é sua especificamente, mas para a qual também contribuiu, teve a arte e o engenho de passados poucos dias já poucos são os que falam dela. Vende muitos mais jornais as disputas internas no PS do que a vitória eleitoral que já faz parte do passado e na qual a larga maioria dos portugueses não se disponibilizou a participar.
É caso para dizer: - Pior era difícil.
E ainda José Sócrates não entrou na corrida, oficialmente. Quando o fizer, Ferro Rodrigues dificilmente virá a ter um dia de descanso.
Acho, muito sinceramente, que podia ter feita a gestão da vitória eleitoral de uma forma mais inteligente.
Nota: Aproveito para dizer que não alinho nos comentários que existem nalguns sectores em relação a Fero Rodrigues no que toca à sua provável continuidade à frente do PS, após a vitória de domingo e os benefícios que isso representa para o PSD. Basta recordar a história recente da política portuguesa para se perceber que a lógica de um líder da oposição que não passa na opinião pública, é um bluff. Reconheço que episódios como este de apresentar a sua recandidatura ao cargo de secretário-geral não sejam muito lógicos, mas daí até o subestimar por completo, vai um passo de gigante.
Ainda me lembro das muitas críticas que ouvi em relação a Durão Barroso e à sua ineficácia enquanto líder da oposição. Hoje ele é primeiro-ministro, sobretudo porque resistiu às dificuldades e às pressões internas e externas ao partido. Com Ferro Rodrigues pode passar-se o mesmo, até porque o Poder em Portugal é alternado entre o PS e o PSD, felizmente. Isso só por si é suficiente para que um dia Ferro Rodrigues possa ser primeiro-ministro. O contrário disto é meter a cabeça debaixo da areia.
Clinton no 60 minutes
Clinton concedeu uma entrevista ao 60 minutes da CBS americana na qual disse que o relacionamento mantido com Mónica Lewinsky foi uma falha pessoal.
- Ai foi? Então mas o que é que falhou? Já sei, a tal nódoa no vestido…pois. Falta de pontaria.
- Ai foi? Então mas o que é que falhou? Já sei, a tal nódoa no vestido…pois. Falta de pontaria.
Reformador ou não, eis a questão?
2004-06-17
A coisa está a ficar preta
Tal como se previa o Partido Popular Europeu jamais apoiará a candidatura de António Vitorino a Presidente da Comissão Europeia. Durão Barroso votou vencido nesta questão e continua a defender o comissário português, tanto quanto sei por esse facto: ser português.
No fundo o presidente do PSD faz aquilo que o secretário-geral do PS jamais faria. Apoiar um candidato de outra família política numa circunstância como esta. E sabem que mais? Se calhar até com alguma razão. O que está em causa é política, não são sintonias patrióticas.
Se bem que no caso dos socialista colocar um não militante num qualquer cargo de grande importância funcionaria um pouco como uma heresia.
No fundo o presidente do PSD faz aquilo que o secretário-geral do PS jamais faria. Apoiar um candidato de outra família política numa circunstância como esta. E sabem que mais? Se calhar até com alguma razão. O que está em causa é política, não são sintonias patrióticas.
Se bem que no caso dos socialista colocar um não militante num qualquer cargo de grande importância funcionaria um pouco como uma heresia.
Dutroux condenado
Porcalhão
O avançado italiano Totti foi suspenso por 3 jogos no Euro 2004 por ter cuspido para cima de um adversário dinamarquês.
Ora aqui está uma medida no sentido correcto. Cuspir para o chão é feio, para cima de uma pessoa é duplamente feio. Acho bem. E se a Itália não se qualificar para os quartos de final, vai já fazendo a malinha para voltares para casa.
Mas eu gostava que isto fosse mais longe. Castigar apenas quem cospe, não chega para moralizar o desporto-rei.
Proponho a colocação de microfones nas camisolas dos jogadores para que se ouça aquelas coisas estranhas que eles chamam aos árbitros. Isso sim era fantástico.
Já estou a ver a nova forma de protestar contra o árbitro.
Sr. Árbitro:
Permita-me que lhe contrarie, mas a sua decisão de me mostrar um cartão vermelho enferma de um vício de forma. Na verdade a minha intenção era apenas interceptar o esférico, apesar de saber o risco que corria em tocar na canela do meu adversário. Acredite que não o fiz de forma intencional nem as palavras que dirigi ao mesmo ao vê-lo prostrado no relvado, foram no sentido de fazer um juízo de valores sobre os seus progenitores.
Recomendo-lhe que reconsidere a coloração da cartolina que me acabe de dar conhecimento, manifestando desde já a minha intenção em não voltar a interceptar pelas costas um adversário no momento em que progredia de forma contundente no sentido da baliza da minha equipa.
Isto sim era uma profunda revolução no futebol.
Ora aqui está uma medida no sentido correcto. Cuspir para o chão é feio, para cima de uma pessoa é duplamente feio. Acho bem. E se a Itália não se qualificar para os quartos de final, vai já fazendo a malinha para voltares para casa.
Mas eu gostava que isto fosse mais longe. Castigar apenas quem cospe, não chega para moralizar o desporto-rei.
Proponho a colocação de microfones nas camisolas dos jogadores para que se ouça aquelas coisas estranhas que eles chamam aos árbitros. Isso sim era fantástico.
Já estou a ver a nova forma de protestar contra o árbitro.
Sr. Árbitro:
Permita-me que lhe contrarie, mas a sua decisão de me mostrar um cartão vermelho enferma de um vício de forma. Na verdade a minha intenção era apenas interceptar o esférico, apesar de saber o risco que corria em tocar na canela do meu adversário. Acredite que não o fiz de forma intencional nem as palavras que dirigi ao mesmo ao vê-lo prostrado no relvado, foram no sentido de fazer um juízo de valores sobre os seus progenitores.
Recomendo-lhe que reconsidere a coloração da cartolina que me acabe de dar conhecimento, manifestando desde já a minha intenção em não voltar a interceptar pelas costas um adversário no momento em que progredia de forma contundente no sentido da baliza da minha equipa.
Isto sim era uma profunda revolução no futebol.
O filho da vice-presidente da Assembleia da República
Antes que alguém me acuse de silêncio propositado quero dizer o seguinte:
É-me bestialmente indiferente que um suposto traficante de droga seja filho, irmão, pai, tio, padrinho, cunhado ou outra coisa qualquer de um destacado militante ou dirigente do PSD.
Caso não exista nenhum tipo de cumplicidade, o crime pertence à pessoa que o pratica e nunca aos seus familiares.
Uma mãe não pode ser acusada na praça pública da forma como está a ser, simplesmente porque o filho foi apanhado numa rede de tráfico de droga.
Que haja um sentimento de vingança nalgumas cabeças de reverter em prejuízo para o PSD um fenómeno completamente exterior à sua actividade, só prova a desonestidade que paira nalguns domínios onde já se pratica o vale tudo.
E nesta matéria estou magnificamente à vontade. Muito antes de Paulo Pedroso saber que não ia a julgamento, já eu afirmava que a sua eventual condenação não fazia do PS um partido de pedófilos.
Têm razão os que disserem que esta comparação não faz sentido. Paulo Pedroso era e é militante destacado do PS e o filho de Leonor Beleza, não. Mas é a única que me ocorre.
Por último, este foi mais um caso de grande sucesso das forças policiais no combate ao narco-tráfico. Fico muito satisfeito por isso, independentemente de terem apanhado o João, o António, a Maria ou outro traficante qualquer, mais ou menos bem relacionado.
É-me bestialmente indiferente que um suposto traficante de droga seja filho, irmão, pai, tio, padrinho, cunhado ou outra coisa qualquer de um destacado militante ou dirigente do PSD.
Caso não exista nenhum tipo de cumplicidade, o crime pertence à pessoa que o pratica e nunca aos seus familiares.
Uma mãe não pode ser acusada na praça pública da forma como está a ser, simplesmente porque o filho foi apanhado numa rede de tráfico de droga.
Que haja um sentimento de vingança nalgumas cabeças de reverter em prejuízo para o PSD um fenómeno completamente exterior à sua actividade, só prova a desonestidade que paira nalguns domínios onde já se pratica o vale tudo.
E nesta matéria estou magnificamente à vontade. Muito antes de Paulo Pedroso saber que não ia a julgamento, já eu afirmava que a sua eventual condenação não fazia do PS um partido de pedófilos.
Têm razão os que disserem que esta comparação não faz sentido. Paulo Pedroso era e é militante destacado do PS e o filho de Leonor Beleza, não. Mas é a única que me ocorre.
Por último, este foi mais um caso de grande sucesso das forças policiais no combate ao narco-tráfico. Fico muito satisfeito por isso, independentemente de terem apanhado o João, o António, a Maria ou outro traficante qualquer, mais ou menos bem relacionado.
Russos go home
As Matryoskas dos jogadores russos foram as grandes vencedoras da noite de ontem. Vão ter os maridos em casa mais cedo.
Só um aparte: os jogadores russos têm muito bom gosto, não acham?
Só um aparte: os jogadores russos têm muito bom gosto, não acham?
Obrigado Pai Natal
És um fixe.
E ainda há pessoas que não acreditam que tu existes.
Eu sabia que não nos ias deixar ficar mal. Comecei a ter a certeza disso quando vi o árbitro a mostrar o cartão vermelho ao guarda redes russo. O tal que é culpado do João Vale e Azevedo estar no xadrez. Sim, esse russo maquiavélico que veio para Portugal, em tempos, só para tramar a vida a gente honesta e altruísta.
Mas como deves imaginar eu tenho mais um pedido para te fazer. Já sabes o que é, não é? Pois é isso mesmo, uma vitória contra os nossos vizinhos espanhóis. Até pode ser um golinho com a mão ou em fora de jogo. Nós os portugueses não somos esquisitos. Até te digo mais, desde que os nossos rapazes da selecção se desenrasquem dos espanhóis, já ficamos muito satisfeitos.
Além disso, como sabes, os espanhóis não gostam de ti. Eles dizem às criancinhas que quem traz as prendas no Natal são os Reis Magos. Vê lá tu o que algumas pessoas pensam da tua infinita generosidade. Logo, por aquelas bandas não te safas e o melhor é nos ajudares de novo. Eles que vão pedir ao Belchior, ao Baltazar e ao Gaspar. Ainda por cima eles andam de camelo enquanto tu te deslocas num trenó puxado por renas que tem muito mais dignidade.
Então já sabes. Não nos deixes ficar mal.
E ainda há pessoas que não acreditam que tu existes.
Eu sabia que não nos ias deixar ficar mal. Comecei a ter a certeza disso quando vi o árbitro a mostrar o cartão vermelho ao guarda redes russo. O tal que é culpado do João Vale e Azevedo estar no xadrez. Sim, esse russo maquiavélico que veio para Portugal, em tempos, só para tramar a vida a gente honesta e altruísta.
Mas como deves imaginar eu tenho mais um pedido para te fazer. Já sabes o que é, não é? Pois é isso mesmo, uma vitória contra os nossos vizinhos espanhóis. Até pode ser um golinho com a mão ou em fora de jogo. Nós os portugueses não somos esquisitos. Até te digo mais, desde que os nossos rapazes da selecção se desenrasquem dos espanhóis, já ficamos muito satisfeitos.
Além disso, como sabes, os espanhóis não gostam de ti. Eles dizem às criancinhas que quem traz as prendas no Natal são os Reis Magos. Vê lá tu o que algumas pessoas pensam da tua infinita generosidade. Logo, por aquelas bandas não te safas e o melhor é nos ajudares de novo. Eles que vão pedir ao Belchior, ao Baltazar e ao Gaspar. Ainda por cima eles andam de camelo enquanto tu te deslocas num trenó puxado por renas que tem muito mais dignidade.
Então já sabes. Não nos deixes ficar mal.
A surpresa grega
A Grécia, até ver, é a grande surpresa deste Euro 2004, pese embora ter-se qualificado directamente, ao contrário da Espanha que por coincidência pertencia ao mesmo grupo.
Quanto à Espanha, acho que não é difícil ganharmos mas temos que jogar em cima deles como fizemos com a Rússia.
Quanto à Espanha, acho que não é difícil ganharmos mas temos que jogar em cima deles como fizemos com a Rússia.
2004-06-16
Matryoska
Espero que estas senhoras, esta noite, fiquem felizes por saber que os seus esposos voltam mais cedo para casa.
- Vamos a eles rapazes, para eles irem mais cedo para elas.
- Vamos a eles rapazes, para eles irem mais cedo para elas.
Querido Pai Natal
Bem sei que só vens em Dezembro.
Bem sei que é um abuso estar a pedir-te coisas a meio do ano.
Bem sei que eles por vezes não se portam muito bem e jogam pouco à bola.
Bem sei que são uns meninos ricos e muitas vezes mal criados.
Mas não te peço por eles. Peço-te pelos portugueses. Pelos que têm a bandeira em casa, no carro e nos blogues, mas também pelos que não têm.
Traz-nos uma vitória esta noite contra os russos e dá-nos a hipótese de acreditar que pudemos passar pelo menos aos quartos-de-final.
É que com tanto dinheiro que nós gastámos nos estádios novos, mais o barulho que os sacanas dos ingleses estão a fazer em Albufeira, se vamos para a rua já esta noite…
Vá lá Pai Natal. Não te custa nada.
Bem sei que é um abuso estar a pedir-te coisas a meio do ano.
Bem sei que eles por vezes não se portam muito bem e jogam pouco à bola.
Bem sei que são uns meninos ricos e muitas vezes mal criados.
Mas não te peço por eles. Peço-te pelos portugueses. Pelos que têm a bandeira em casa, no carro e nos blogues, mas também pelos que não têm.
Traz-nos uma vitória esta noite contra os russos e dá-nos a hipótese de acreditar que pudemos passar pelo menos aos quartos-de-final.
É que com tanto dinheiro que nós gastámos nos estádios novos, mais o barulho que os sacanas dos ingleses estão a fazer em Albufeira, se vamos para a rua já esta noite…
Vá lá Pai Natal. Não te custa nada.
Eleições no PS
Uma das primeiras coisas que me pareceu certa na noite de domingo foi a continuação de Ferro Rodrigues à frente do PS e o calar da oposição interna. Parece que me enganei. Não só João Soares mantém a candidatura (na minha opinião vai ter um resultado perto do ridículo) como José Lamego apresentou a sua (também acho que não tem qualquer hipótese). Para o fim fica Sócrates que na noite de ontem teve um comentário muito inteligente, resguardando-se para mais tarde, quando for oportuno.
Muito sinceramente pensei que a vitória tinha acalmado a oposição interna. Agora vejo que se o resultado não tivesse sido o que foi, tínhamos Congresso do PS antes de Agosto.
Ainda assim não vejo ninguém que consiga, nestas circunstâncias, derrotar Ferro Rodrigues depois deste ter sobrevivido a um ano muito difícil como foi este.
Muito sinceramente pensei que a vitória tinha acalmado a oposição interna. Agora vejo que se o resultado não tivesse sido o que foi, tínhamos Congresso do PS antes de Agosto.
Ainda assim não vejo ninguém que consiga, nestas circunstâncias, derrotar Ferro Rodrigues depois deste ter sobrevivido a um ano muito difícil como foi este.
Hooligans
Quero manifestar o meu mais profundo apreço pelas intervenções da GNR em Albufeira repondo a ordem onde ela não existia.
A selecção inglesa de futebol, infelizmente, é uma das principais vítimas de este movimento desordeiro e criminoso que dá pelo nome de “hooliganismo”.
Fico satisfeito ao saber que os meus impostos servem para pagar os efectivos da GNR que não se amedrontam perante quem não tem civismo nem inteligência para viver em sociedade.
A estes adeptos ingleses só me resta acreditar que um dia sejam proibidos de sair do seu país sempre que a sua selecção estiver em competição.
A selecção inglesa de futebol, infelizmente, é uma das principais vítimas de este movimento desordeiro e criminoso que dá pelo nome de “hooliganismo”.
Fico satisfeito ao saber que os meus impostos servem para pagar os efectivos da GNR que não se amedrontam perante quem não tem civismo nem inteligência para viver em sociedade.
A estes adeptos ingleses só me resta acreditar que um dia sejam proibidos de sair do seu país sempre que a sua selecção estiver em competição.
Holanda-Alemanha
Li algures que a selecção alemã era uma equipa em formação e que poucas hipóteses teriam de atingir os primeiros lugares. Depois do que vi ontem não percebo onde foram buscar essa ideia. A Alemanha está longe das grandes equipas que teve nas décadas de 70 e 80, mas continua muito forte e com um nível futebolístico de primeira linha.
Quanto à Holanda, tem a virtude de ter muitos jogadores fenomenais a jogarem ao mesmo tempo. Qualquer um, num determinado momento, é capaz de virar o jogo a seu favor.
Foi um grande jogo com um justo resultado.
Quanto à Holanda, tem a virtude de ter muitos jogadores fenomenais a jogarem ao mesmo tempo. Qualquer um, num determinado momento, é capaz de virar o jogo a seu favor.
Foi um grande jogo com um justo resultado.
Irritantes
Ontem Rui Costa respondeu de forma ríspida a um jornalista que, segundo me pareceu, tentava espicaçá-lo pelo facto de ter sido substituído ao intervalo no jogo com a Grécia. Já no Domingo tinha visto uma situação semelhante com o Simão Sabrosa. Scolari foi outro a ser brindado com as provocações dos jornalistas a propósito da opinião de Luis Figo sobre a naturalização de Deco. É aquele gostinho que alguns jornalistas têm em enervar os seus interlocutores na esperança de uma resposta mais cortante e menos cordial. Um chamado furo jornalístico. Sinceramente acho que a selecção e os seus jogadores, nesta hora, necessitam é de apoio e tranquilidade. Não sei, digo eu...
2004-06-15
Verão em Tavira 2004
Começa a tomar forma a programação do Verão em Tavira para 2004. Sem querer desmanchar a surpresa apenas posso dizer que o Chico Fininho e o homem que se sente Frágil, são duas excelentes escolhas. Mas há mais, muito mais…
As bandeiras
As bandeiras espalhadas por todo o país nas varandas das casas, são uma demonstração de patriotismo interessante, mas por serem muitas já há quem não goste e ache piroso.
Eu penso o contrário. É bonito o uso dos símbolos nacionais ainda que o motivo seja uma questão menor, comparado com outras coisas verdadeiramente importantes para a vida das pessoas.
Mas é uma demonstração de orgulho em ser português que já nos vai faltando em certas alturas. Espero que no dia de amanhã grande parte das bandeiras não desapareçam das varandas das casas e o orgulho não se transforme em profunda desilusão. Mas se isso acontecer, há mais vida para além do Euro 2004.
Eu penso o contrário. É bonito o uso dos símbolos nacionais ainda que o motivo seja uma questão menor, comparado com outras coisas verdadeiramente importantes para a vida das pessoas.
Mas é uma demonstração de orgulho em ser português que já nos vai faltando em certas alturas. Espero que no dia de amanhã grande parte das bandeiras não desapareçam das varandas das casas e o orgulho não se transforme em profunda desilusão. Mas se isso acontecer, há mais vida para além do Euro 2004.
Factos
1. A maioria dos partidos com responsabilidades governativas na Europa foi derrotada ou tiveram resultados abaixo das expectativas. As excepções que confirmam a regra são Espanha e Grécia com um governo de esquerda e outro de direita, respectivamente. Ainda assim nestes dois casos não será alheio o facto de estarem no governo há muito pouco tempo.
2. O factor de apoio à intervenção militar no Iraque não explica grande coisa. A Alemanha e a França tiveram posições que são conhecidas e nem por isso os partidos de Chirac e Schröder ganharam as eleições. Mais uma vez, um à direita e o outro à esquerda.
3. A grande depressão económica que a Europa viveu nos últimos dois anos, aliada à necessidade dos governos de tomarem medidas de grande austeridade, são, de forma generalizada, um dos motivos do voto de castigo, se não mesmo o principal.
4. As pessoas não estão interessadas em saber se as medidas governamentais são bem intencionadas. O facto de terem menos dinheiro nas carteiras, isso sim mobiliza-as a tomarem outros caminhos na hora de votar. Seria assim em Portugal com outro governo que não este.
5. O Partido Popular Europeu é o vencedor das eleições, seguido do Partido Socialista Europeu. A direita venceu.
6. Em Portugal o PSD é o principal derrotado nestas eleições, sendo certo que com uma abstenção acima dos 60% nenhum partido se pode sentir totalmente feliz. Bastava que viessem votar metade dos que se abstiveram e o resultado podia ser diferente, não querendo com isto dizer que o PS não continuaria a ser o vencedor.
7. O PSD é o único partido que perde euro deputados. O PS manteve os que já tinha, bem como o PP e a CDU. O Bloco que ainda não estava representado em Bruxelas passou a estar. Isto deve merecer reflexão a quem defende listas coligadas com o PP. Até agora não há uma só prova dos benefícios eleitorais de listas coligadas.
8. O PP é o único partido que neste momento não se sabe quanto vale, sendo certo que vale muito pouco. Aliás, o PP neste momento não tem liderança política nem visibilidade pública, ao contrário do que acontecia num passado recente. Quanto ao valor do PSD actual, vale sem dúvida alguma muito menos coligado com o PP. Há muito tempo que digo isto.
9. Last but not least. Estas são as eleições menos importantes disputadas no nosso país e no resto da Europa. São as menos participadas e as que menos dizem ao eleitorado. Por muito que discutam em relação aos efeitos da abstenção e nas formas de a combater, dificilmente chegarão a alguma conclusão definitiva. Tudo leva a crer que em 2009 o resultado da abstenção se não for maior não será muito menor. A extrapolação que é feita para as eleições legislativas é errada, ainda mais quando estamos a meio de alguns mandatos e os programas eleitorais não estão completamente cumpridos. No entanto, esta questão só será clarificada no momento em que as pessoas forem chamadas às urnas para escolher um novo Governo. Até lá…
2. O factor de apoio à intervenção militar no Iraque não explica grande coisa. A Alemanha e a França tiveram posições que são conhecidas e nem por isso os partidos de Chirac e Schröder ganharam as eleições. Mais uma vez, um à direita e o outro à esquerda.
3. A grande depressão económica que a Europa viveu nos últimos dois anos, aliada à necessidade dos governos de tomarem medidas de grande austeridade, são, de forma generalizada, um dos motivos do voto de castigo, se não mesmo o principal.
4. As pessoas não estão interessadas em saber se as medidas governamentais são bem intencionadas. O facto de terem menos dinheiro nas carteiras, isso sim mobiliza-as a tomarem outros caminhos na hora de votar. Seria assim em Portugal com outro governo que não este.
5. O Partido Popular Europeu é o vencedor das eleições, seguido do Partido Socialista Europeu. A direita venceu.
6. Em Portugal o PSD é o principal derrotado nestas eleições, sendo certo que com uma abstenção acima dos 60% nenhum partido se pode sentir totalmente feliz. Bastava que viessem votar metade dos que se abstiveram e o resultado podia ser diferente, não querendo com isto dizer que o PS não continuaria a ser o vencedor.
7. O PSD é o único partido que perde euro deputados. O PS manteve os que já tinha, bem como o PP e a CDU. O Bloco que ainda não estava representado em Bruxelas passou a estar. Isto deve merecer reflexão a quem defende listas coligadas com o PP. Até agora não há uma só prova dos benefícios eleitorais de listas coligadas.
8. O PP é o único partido que neste momento não se sabe quanto vale, sendo certo que vale muito pouco. Aliás, o PP neste momento não tem liderança política nem visibilidade pública, ao contrário do que acontecia num passado recente. Quanto ao valor do PSD actual, vale sem dúvida alguma muito menos coligado com o PP. Há muito tempo que digo isto.
9. Last but not least. Estas são as eleições menos importantes disputadas no nosso país e no resto da Europa. São as menos participadas e as que menos dizem ao eleitorado. Por muito que discutam em relação aos efeitos da abstenção e nas formas de a combater, dificilmente chegarão a alguma conclusão definitiva. Tudo leva a crer que em 2009 o resultado da abstenção se não for maior não será muito menor. A extrapolação que é feita para as eleições legislativas é errada, ainda mais quando estamos a meio de alguns mandatos e os programas eleitorais não estão completamente cumpridos. No entanto, esta questão só será clarificada no momento em que as pessoas forem chamadas às urnas para escolher um novo Governo. Até lá…
Super Suécia
É certo que a Bulgária desfrutou de grandes oportunidades para marcar quando o jogo estava a zeros, mas o que a Suécia fez ontem no Alvalade XXI é digno de registo.
A eficácia da linha avançada sueca foi impressionante. Os Búlgaros foram ao tapete por KO.
Simplesmente excelente.
Vi apenas a segunda parte do Dinamarca-Itália e gostei bastante dos nórdicos.
Podem vir a constituir uma surpresa, dependendo do jogo que fizerem contra a Suécia, já que a Bulgária parece-me condenada ao último lugar do grupo.
A eficácia da linha avançada sueca foi impressionante. Os Búlgaros foram ao tapete por KO.
Simplesmente excelente.
Vi apenas a segunda parte do Dinamarca-Itália e gostei bastante dos nórdicos.
Podem vir a constituir uma surpresa, dependendo do jogo que fizerem contra a Suécia, já que a Bulgária parece-me condenada ao último lugar do grupo.
2004-06-14
La France
Gostei de ver ontem o esforço titânico da França ao acreditar até ao último segundo, que era possível outro resultado que não a derrota. Mas gostei ainda mais de ver a derrota da Inglaterra. Não pela equipa em si mas pela mais selvagem facção de adeptos de futebol que existe ao cimo da Terra.
Espero que Portugal ponha os olhos neste bom exemplo, já na próxima quarta-feira.
Espero que Portugal ponha os olhos neste bom exemplo, já na próxima quarta-feira.
Eleições Europeias
À imagem do que aconteceu em vários Estados Membros, os partidos que estão no Governo foram penalizados nestas eleições.
Estes resultados provam que estes últimos anos têm sido de grande dificuldade para a Europa e que os Governos dos vários países estão a ser confrontados com o peso de medidas austeras que possam levantar a economia.
Em Portugal o PS ganhou de forma clara e a coligação Força Portugal perdeu.
Ao contrário do que aconteceu em Dezembro de 2001 quando o então Governo socialista estava no Poder e fugiu ao sinal da primeira dificuldade, o actual Primeiro-Ministro vai manter-se em funções, honrando o compromisso com os portugueses.
À cobardia de outros tempos responde-se agora com coragem e determinação.
Por outro lado a abstenção atingiu valores assustadores o que deve ser motivo de reflexão para todos os partidos.
- Parabéns ao PS e aos seus candidatos.
Estes resultados provam que estes últimos anos têm sido de grande dificuldade para a Europa e que os Governos dos vários países estão a ser confrontados com o peso de medidas austeras que possam levantar a economia.
Em Portugal o PS ganhou de forma clara e a coligação Força Portugal perdeu.
Ao contrário do que aconteceu em Dezembro de 2001 quando o então Governo socialista estava no Poder e fugiu ao sinal da primeira dificuldade, o actual Primeiro-Ministro vai manter-se em funções, honrando o compromisso com os portugueses.
À cobardia de outros tempos responde-se agora com coragem e determinação.
Por outro lado a abstenção atingiu valores assustadores o que deve ser motivo de reflexão para todos os partidos.
- Parabéns ao PS e aos seus candidatos.
2004-06-13
Em democracia estas coisas podem acontecer
Não disse ainda nada sobre o comunicado do PPM porque a demência não se comenta.
Estes senhores foram os únicos em Portugal que não perceberam nada daquilo que se passou. Só faltou dizer que o Professor Sousa Franco se imolou às mãos dos caciques de Matosinhos para provar o estado a que alguns políticos chegaram.
Para além disso dizer-se nesta altura que o falecido Professor não cuidava bem da saúde é de uma gosto tétrico que chega a dar vómitos.
A família e os amigos do Professor Sousa Franco não mereciam tomar conhecimento deste comunicado de gente ignorante e insensata. Portugal inteiro, também não.
Estes senhores foram os únicos em Portugal que não perceberam nada daquilo que se passou. Só faltou dizer que o Professor Sousa Franco se imolou às mãos dos caciques de Matosinhos para provar o estado a que alguns políticos chegaram.
Para além disso dizer-se nesta altura que o falecido Professor não cuidava bem da saúde é de uma gosto tétrico que chega a dar vómitos.
A família e os amigos do Professor Sousa Franco não mereciam tomar conhecimento deste comunicado de gente ignorante e insensata. Portugal inteiro, também não.
Ingleses já começaram a fazer m…..
Achei de um ironia estonteante ao ponto de me irritar, o que um adepto inglês disse ontem em consequência dos primeiros desacatos no Rossio.
Depois de termos visto um grupo de pessoas que pertenciam a uma das marchas com os olhos a lacrimejar em consequência de algo que foi atirado para dentro do autocarro, só mesmo um adepto inglês a dizer com uma sobranceria incrível que os seus amigos e compatriotas estavam apenas a tomar uns copos e a divertirem-se quando alguém de uma marcha popular que passava de autocarro se lembrou de lhes atirar uma granada de gás lacrimogéneo para cima.
Como toda a gente sabe, é normal e costumeiro as marchas populares jogarem gás lacrimogéneo para cima de quem passa, na noite de Santo António.
É uma tradição no fundo…a arrogância e sobranceria dos ingleses.
E preparem-se os lisboetas porque esta noite será muito pior.
Depois de termos visto um grupo de pessoas que pertenciam a uma das marchas com os olhos a lacrimejar em consequência de algo que foi atirado para dentro do autocarro, só mesmo um adepto inglês a dizer com uma sobranceria incrível que os seus amigos e compatriotas estavam apenas a tomar uns copos e a divertirem-se quando alguém de uma marcha popular que passava de autocarro se lembrou de lhes atirar uma granada de gás lacrimogéneo para cima.
Como toda a gente sabe, é normal e costumeiro as marchas populares jogarem gás lacrimogéneo para cima de quem passa, na noite de Santo António.
É uma tradição no fundo…a arrogância e sobranceria dos ingleses.
E preparem-se os lisboetas porque esta noite será muito pior.
Primeira desilusão ou simplesmente o reviver do último Campeonato do Mundo
Portugal, ontem, revelou um problema que na minha opinião é crónico: a dificuldade na concretização.
Criou um caudal atacante permanente, remeteu a Grécia ao seu último reduto, mas foi fraco na hora de rematar e com o passar do temo foi perdendo a cabeça.
No início entrou nervoso e no fim saiu desesperado.
Para além disso, é fácil depois do jogo perceber os sectores que mais dificuldades tiveram durante a partida, no entanto quer-me parecer que existem alguns jogadores com a titularidade assegurada na nossa equipa, mais pelo nome que possuem do que propriamente pelo estado de forma.
Agora resta-nos fazer aquilo que supostamente deveria ter sido a nossa obrigação neste primeiro jogo: ganhar. À Rússia já na próxima quarta-feira e depois à Espanha.
Ontem daquilo que vi no Estádio do Algarve, a vida de Portugal não está fácil. A Rússia é muito forte fisicamente e com um futebol muito cerebral e a Espanha tem uma frente de ataque muito criativa e com linha defensiva bastante segura.
Vamos ver o que isto dá, mas as hipóteses de ficarmos de fora logo na primeira fase, infelizmente, são grandes.
Criou um caudal atacante permanente, remeteu a Grécia ao seu último reduto, mas foi fraco na hora de rematar e com o passar do temo foi perdendo a cabeça.
No início entrou nervoso e no fim saiu desesperado.
Para além disso, é fácil depois do jogo perceber os sectores que mais dificuldades tiveram durante a partida, no entanto quer-me parecer que existem alguns jogadores com a titularidade assegurada na nossa equipa, mais pelo nome que possuem do que propriamente pelo estado de forma.
Agora resta-nos fazer aquilo que supostamente deveria ter sido a nossa obrigação neste primeiro jogo: ganhar. À Rússia já na próxima quarta-feira e depois à Espanha.
Ontem daquilo que vi no Estádio do Algarve, a vida de Portugal não está fácil. A Rússia é muito forte fisicamente e com um futebol muito cerebral e a Espanha tem uma frente de ataque muito criativa e com linha defensiva bastante segura.
Vamos ver o que isto dá, mas as hipóteses de ficarmos de fora logo na primeira fase, infelizmente, são grandes.
2004-06-12
Chegaram em força
Invasão de espanhóis aqui no Algarve, bem como alguns russos.
Ontem nos céus viam-se aviões pouco normais por estas paragens. Os Tupolev, os Antonov e os Ilyuchin de fabrico soviético e já com alguns aninhos.
É o EURO 2004 a bater à nossa porta.
Ontem nos céus viam-se aviões pouco normais por estas paragens. Os Tupolev, os Antonov e os Ilyuchin de fabrico soviético e já com alguns aninhos.
É o EURO 2004 a bater à nossa porta.
2004-06-11
EURO 2004
Amanhã começa o EURO 2004 e logo com a nossa selecção.
A ela desejo a melhor sorte. Que ganhe, mas sobretudo que honre o nosso país.
A ela desejo a melhor sorte. Que ganhe, mas sobretudo que honre o nosso país.
O voto electrónico
Há dias levantei aqui a questão do voto electrónico como forma de ajudar a combater a abstenção, mas também como caminho a trilhar no futuro. O tema suscita dúvidas e reflexão. Porém não é nenhum disparate. Diogo Vasconcelos, Gestor da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento, assina hoje no Público um artigo onde expõe as suas ideias em relação a esta matéria, como ponto de partida para uma nova etapa na nossa democracia.
Segundo aí é escrito, existe já um site onde a questão está a ser apresentada, analisada e debatida.
Segundo aí é escrito, existe já um site onde a questão está a ser apresentada, analisada e debatida.
Campanhas Eleitorais I
As campanhas eleitorais deveriam ser um momento de reflexão para os eleitores mas na verdade isso raramente acontece.
Nos dias que correm, as campanhas são mais evoluídas nos materiais e nos meios utilizados. Mas como tudo nesta vida, as campanhas são feitas por pessoas e as pessoas cometem excessos, alguns sem qualquer repercussão e outros com efeitos trágicos.
Nas autárquicas as campanhas eleitorais costumam ser mais nervosas e aguerridas por razões que se explicam com facilidade. Os candidatos são em maior número, há mais gente envolvida e o que está em causa implica directamente com a vida das pessoas. Também nas autárquicas as pessoas têm uma capacidade de reivindicação muito superior.
Entretanto os partidos e os seus candidatos têm ainda uma concepção da denominada “caça ao voto” que talvez já não seja a mais adequada. Hoje, as pessoas têm uma opinião formada mais solidificada e raramente são levadas a mudar o sentido de voto em função da campanha eleitoral. O eleitor decide em quem vai votar – na sua larga maioria – durante o mandato em curso. Se os políticos que exercem o Poder fizerem um bom mandato, os eleitores que não pertencem a nenhum partido nem têm simpatias partidárias, serão levados a os reeleger. O contrário também se aplica. A faixa de eleitores que decide o seu voto na campanha é, na minha opinião, muito baixa.
Sendo assim porque se fazem campanhas e porque se gastam tantos recursos nas mesmas? Porque sempre foi assim e porque assim sempre há-de ser.
Erradamente, na minha opinião, os partidos têm a tendência de encher as mãos dos eleitores com canetas, autocolantes, cachecóis, bonés, porta-chaves e outras coisas do género. Pelo meio entregam uns folhetos com as coisas que se propõem fazer, mas estes, convenhamos, são os que menos apetite cria ao eleitorado. – Não quero papéis, quero é uma caneta para mim, para a minha mulher e para o meu filho. Ou então: - Não me dá uma t-shirt igual à sua então eu não voto si. Isto é a conversa do costume.
Ora isto é a subversão da transmissão da mensagem política. Seria suposto na campanha se oferecerem ideias e projectos para a terra ou para o país. Porém não é isso que acontece. No contacto de rua, troca-se o voto por uma caneta e se não tem canetas, não leva votos. Pior do que isso, as campanhas são muitas vezes um desfile de gritaria onde ninguém se entende e onde nada se discute. Era mais sensato ter a oportunidade de ver os candidatos a falar dos seus propósitos. Isto para não falar da troca de insultos que também se verifica e que em condições normais, fora da campanha eleitoral, dificilmente aconteceriam.
A campanha eleitoral pode e deve ser uma festa. A festa da democracia. Mas com regras de urbanidade e civilidade.
Eu em muitas destas coisas contra mim falo. Não pretendo com isto afirmar que está tudo errado nem muito menos fazer a apologia de uma coisa que depois na realidade não se aplica. Aquilo que pretendo é lançar par o debate alguns conceitos de mudança que deviam ser adoptados nas campanhas eleitorais. O partido que se atrever fazer diferente, arrisca-se a ter um amargo de boca e esse é que é o verdadeiro problema. É que isto para mudar não pode ser um movimento solitário de apenas uma das partes, mas sim uma transformação de fundo na maneira de fazer uma campanha eleitoral saudável, educada, pacífica e pedagógica.
Nota: Aquilo que se passou na Lota de Matosinhos é, na minha opinião, um fenómeno à parte. O problema ali é um pouco semelhante ao que aconteceu em Felgueiras com as agressões a Francisco Assis. É o caciquismo político rasteiro na sua forma mais hedionda. É um pouco aquilo que se passa entre claques de futebol do mesmo clube que têm de ficar separadas dentro dos estádios para não se pegarem à porrada. Vejam o que acontece com a Juve Leo e o Directivo XXI e os No Name Boys e os Diabos Vermelhos. É da mais pura intolerância aquilo que aconteceu e os principais responsáveis deveriam ser chamados a responder pelo sucedido.
Nos dias que correm, as campanhas são mais evoluídas nos materiais e nos meios utilizados. Mas como tudo nesta vida, as campanhas são feitas por pessoas e as pessoas cometem excessos, alguns sem qualquer repercussão e outros com efeitos trágicos.
Nas autárquicas as campanhas eleitorais costumam ser mais nervosas e aguerridas por razões que se explicam com facilidade. Os candidatos são em maior número, há mais gente envolvida e o que está em causa implica directamente com a vida das pessoas. Também nas autárquicas as pessoas têm uma capacidade de reivindicação muito superior.
Entretanto os partidos e os seus candidatos têm ainda uma concepção da denominada “caça ao voto” que talvez já não seja a mais adequada. Hoje, as pessoas têm uma opinião formada mais solidificada e raramente são levadas a mudar o sentido de voto em função da campanha eleitoral. O eleitor decide em quem vai votar – na sua larga maioria – durante o mandato em curso. Se os políticos que exercem o Poder fizerem um bom mandato, os eleitores que não pertencem a nenhum partido nem têm simpatias partidárias, serão levados a os reeleger. O contrário também se aplica. A faixa de eleitores que decide o seu voto na campanha é, na minha opinião, muito baixa.
Sendo assim porque se fazem campanhas e porque se gastam tantos recursos nas mesmas? Porque sempre foi assim e porque assim sempre há-de ser.
Erradamente, na minha opinião, os partidos têm a tendência de encher as mãos dos eleitores com canetas, autocolantes, cachecóis, bonés, porta-chaves e outras coisas do género. Pelo meio entregam uns folhetos com as coisas que se propõem fazer, mas estes, convenhamos, são os que menos apetite cria ao eleitorado. – Não quero papéis, quero é uma caneta para mim, para a minha mulher e para o meu filho. Ou então: - Não me dá uma t-shirt igual à sua então eu não voto si. Isto é a conversa do costume.
Ora isto é a subversão da transmissão da mensagem política. Seria suposto na campanha se oferecerem ideias e projectos para a terra ou para o país. Porém não é isso que acontece. No contacto de rua, troca-se o voto por uma caneta e se não tem canetas, não leva votos. Pior do que isso, as campanhas são muitas vezes um desfile de gritaria onde ninguém se entende e onde nada se discute. Era mais sensato ter a oportunidade de ver os candidatos a falar dos seus propósitos. Isto para não falar da troca de insultos que também se verifica e que em condições normais, fora da campanha eleitoral, dificilmente aconteceriam.
A campanha eleitoral pode e deve ser uma festa. A festa da democracia. Mas com regras de urbanidade e civilidade.
Eu em muitas destas coisas contra mim falo. Não pretendo com isto afirmar que está tudo errado nem muito menos fazer a apologia de uma coisa que depois na realidade não se aplica. Aquilo que pretendo é lançar par o debate alguns conceitos de mudança que deviam ser adoptados nas campanhas eleitorais. O partido que se atrever fazer diferente, arrisca-se a ter um amargo de boca e esse é que é o verdadeiro problema. É que isto para mudar não pode ser um movimento solitário de apenas uma das partes, mas sim uma transformação de fundo na maneira de fazer uma campanha eleitoral saudável, educada, pacífica e pedagógica.
Nota: Aquilo que se passou na Lota de Matosinhos é, na minha opinião, um fenómeno à parte. O problema ali é um pouco semelhante ao que aconteceu em Felgueiras com as agressões a Francisco Assis. É o caciquismo político rasteiro na sua forma mais hedionda. É um pouco aquilo que se passa entre claques de futebol do mesmo clube que têm de ficar separadas dentro dos estádios para não se pegarem à porrada. Vejam o que acontece com a Juve Leo e o Directivo XXI e os No Name Boys e os Diabos Vermelhos. É da mais pura intolerância aquilo que aconteceu e os principais responsáveis deveriam ser chamados a responder pelo sucedido.
2004-06-10
The day after
Já se percebeu para que lado vai tender a discussão em redor dos acontecimentos na lota de Matosinhos. Sobre isso direi qualquer coisa mais tarde depois de definir um pouco mais algumas ideias sobre a situação. Advirto desde já para o seguinte: generalizar é o maior erro que se pode cometer na análise das circunstâncias. Não só não nos trará uma conclusão real do problema como também não será possível obter novas ideias e soluções para o futuro, no sentido de evitar episódios do género.
Eu sei o que são campanhas eleitorais e sobre essa matéria julgo poder dizer qualquer coisa sem entrar na asneira – na minha opinião – de cortar tudo a eito como se isso resolvesse alguma coisa.
Matosinhos tem circunstâncias muito próprias, semelhantes a outras zonas do país, mas também muito diferentes. Portugal não é Matosinhos. A política e os partidos não são as disputas entre Narciso Miranda e Manuel Seabra no interior do PS local.
Eu sei o que são campanhas eleitorais e sobre essa matéria julgo poder dizer qualquer coisa sem entrar na asneira – na minha opinião – de cortar tudo a eito como se isso resolvesse alguma coisa.
Matosinhos tem circunstâncias muito próprias, semelhantes a outras zonas do país, mas também muito diferentes. Portugal não é Matosinhos. A política e os partidos não são as disputas entre Narciso Miranda e Manuel Seabra no interior do PS local.
Faleceu Lino de Carvalho
Faleceu hoje vítima de doença prolongada o Deputado Lino de Carbalho, eleito pelas listas do PCP.
Condolências à família e ao Partido Comunista Português, são as únicas palavras possíveis.
Condolências à família e ao Partido Comunista Português, são as únicas palavras possíveis.
Professor António Luciano Sousa Franco
A distância entre a vida e a morte é tão pequena que quase chega a parecer ridícula. Daí a perplexidade com que olhamos para circunstâncias como as que aconteceram com Fehér no início do ano e o Professor Sousa Franco no dia de ontem.
As imagens de um e de outro têm semelhanças, por muito estranho que isso possa parecer. Fehér antes de morrer estava a sorrir. Sousa Franco nas últimas imagens e declarações que foram tornadas públicas – à saída da lota de Matosinhos – estava, aparentemente bem disposto, argumentando em relação ao clima de tensão vivido momentos antes. Depois um caiu desamparado no relvado e o outro entrou num carro donde saiu em grande dificuldade, lutando para viver. Em vão, infelizmente.
Num caso como noutro, a opinião pública fica chocada pela violência que constitui uma morte não anunciada, mas sobretudo por, momentos antes, duas pessoas aparentarem um estado de saúde absolutamente normal.
Com este trágico acontecimento a campanha eleitoral foi definitivamente suspensa – outra coisa não seria de esperar – e a vitória que certamente irá sorrir ao PS, dificilmente terá o sabor que é normal nestes momentos.
Sem hipocrisias devo confessar que a morte do Professor Sousa Franco causou-me consternação e tristeza, sobretudo porque o apanhou de surpresa nas circunstâncias que são conhecidas, mas também porque aos 61 anos um ser humano ainda tem muito para viver.
Nestes casos não existem partidos, nem ideologias, nem adversários. Há a morte de quem parte e a dor e o desgosto de quem fica.
Por tudo isto entendi retirar todas as referências que escrevi neste blogue envolvendo o Professor Sousa Franco. Não eram nada de mais nem muito menos ofensas à pessoa e à sua dignidade. Era ao fim e ao cabo um conjunto de comentários aos quais qualquer figura pública está sujeita, sem que isso signifique menor consideração pessoal e política. Fi-lo sem obrigação nem peso na consciência e muito menos arrependimento. Fi-lo por uma questão de respeito e dignidade da circunstância que vivemos.
Em relação ao que aconteceu na lota de Matosinhos, esta não é a hora para grandes comentários. Basta apenas que cada uma das pessoas que anda nestas coisas da política, pare um pouco para pensar se vale a pena tanto ódio e tanta disputa, afinal de contas por tão pouco comparado com a vida de um ser humano.
Nota: Peço desculpa pela utilização de uma foto sem a devida autorização. Foi retirada do site do Partido Socialista depois de a ver noutros blogues. O propósito de a ter colocado aqui, não é mais do que um sinal de respeito e de homenagem.
2004-06-09
Faleceu o Professor Sousa Franco
Depois desta notícia não existem condições para escrever mais nada no dia de hoje.
Condolências à família e ao Partido Socialista, são as únicas palavras possíveis.
Nota: Por uma questão de respeito decidi retirar um texto colocado neste blogue no passado dia 2 de Junho, a propósito do debate na SIC Notícias entre os candidatos ao Parlamento Europeu, no qual eram feitas referências ao Professor António Sousa Franco.
Esse mesmo post não tinha nada de ofensivo e as referências eram meramente factuais no âmbito de uma análise da minha responsabilidade. No entanto, entendi que num dia trágico como o de hoje, estas questões de menor importância deveriam ser totalmente eliminadas.
Acima das questões políticas e ideológicas está o respeito pelo ser humano e pela dor que representa a perda de uma vida.
Fernando Viegas
Condolências à família e ao Partido Socialista, são as únicas palavras possíveis.
Nota: Por uma questão de respeito decidi retirar um texto colocado neste blogue no passado dia 2 de Junho, a propósito do debate na SIC Notícias entre os candidatos ao Parlamento Europeu, no qual eram feitas referências ao Professor António Sousa Franco.
Esse mesmo post não tinha nada de ofensivo e as referências eram meramente factuais no âmbito de uma análise da minha responsabilidade. No entanto, entendi que num dia trágico como o de hoje, estas questões de menor importância deveriam ser totalmente eliminadas.
Acima das questões políticas e ideológicas está o respeito pelo ser humano e pela dor que representa a perda de uma vida.
Fernando Viegas
Votar em casa
Há dois resultados que são já praticamente certos em relação às eleições do próximo domingo. A Força Portugal não terá força suficiente para vencer o desafio e a abstenção vai cifrar-se em valores acima do normal, podendo mesmo atingir um recorde.
Sobre a Força Portugal reservo-me para outra altura uma análise - tendenciosa e pouco lúcida - do tipo o que conta são as legislativas, o Cavaco também perdeu as autárquicas em 1989 e depois ganhou em 1991 as legislativas com maioria absoluta e outros argumentos igualmente úteis para explicar que em democracia ganhar ou perder são situações perfeitamente normais e que dessas mesmas vitórias e derrotas o que há a fazer é retirar boas ilações.
Em relação à abstenção gostava de mandar uma “posta de pescada”.
Para além do facto de no próximo domingo poder estar um excelente dia de praia, há muita gente que não vai votar por outras razões, entre elas as seguintes:
- Não estão convencidos.
- Não acreditam nos políticos.
- Vão para fora no fim-de-semana.
- Acham uma violência à racionalidade os ordenados que vão auferir os deputados europeus comparados com os do Presidente da República e Primeiro-Ministro.
- Não querem ter a maçada de se deslocarem às urnas.
- Etc, etc, etc….
Nos tempos que correm a tecnologia podia ajudar a resolver uma parte deste problema chamado abstenção crónica. Hoje a informática está praticamente banalizada e existe num número muito significativo de lares portugueses. Daqueles que têm computador em casa, uma também larga maioria têm ligação à Internet.
Sendo assim, numa altura em que já se tratam tantos assuntos importantes, pessoais e sigilosos, pela via digital (entrega das declarações do IRS e do IVA, homebanking com todo o tipo de operações envolvendo dinheiro, tele-medicina, comércio electrónico, etc…) porque não aos eleitores ser-lhes facultada a possibilidade de votarem em casa através do voto electrónico?
Dir-me-ão que a abstenção continuará elevada porque muita gente não vota, simplesmente porque não quer ou não acredita. Naturalmente que o problema não fica totalmente resolvido, mas pelo menos em relação aos mais “preguiçosos” a facilitação do acto de votar, traria algum benefício.
Além disso pela informática passa o futuro da Humanidade. Mais cedo ou mais tarde, a ida às urnas terá certamente uma outra configuração. Quando os portugueses começaram a preencher declarações do IRS, dificilmente acreditariam que passados uns anos poderiam, em casa, “visitar” a Repartição de Finanças. Com o Homebanking a mesma coisa. No início, eram poucos aqueles que olhavam com confiança para esta realidade e hoje as operações bancárias em casa são uma banalidade.
Então porque não votar em casa?
Sobre a Força Portugal reservo-me para outra altura uma análise - tendenciosa e pouco lúcida - do tipo o que conta são as legislativas, o Cavaco também perdeu as autárquicas em 1989 e depois ganhou em 1991 as legislativas com maioria absoluta e outros argumentos igualmente úteis para explicar que em democracia ganhar ou perder são situações perfeitamente normais e que dessas mesmas vitórias e derrotas o que há a fazer é retirar boas ilações.
Em relação à abstenção gostava de mandar uma “posta de pescada”.
Para além do facto de no próximo domingo poder estar um excelente dia de praia, há muita gente que não vai votar por outras razões, entre elas as seguintes:
- Não estão convencidos.
- Não acreditam nos políticos.
- Vão para fora no fim-de-semana.
- Acham uma violência à racionalidade os ordenados que vão auferir os deputados europeus comparados com os do Presidente da República e Primeiro-Ministro.
- Não querem ter a maçada de se deslocarem às urnas.
- Etc, etc, etc….
Nos tempos que correm a tecnologia podia ajudar a resolver uma parte deste problema chamado abstenção crónica. Hoje a informática está praticamente banalizada e existe num número muito significativo de lares portugueses. Daqueles que têm computador em casa, uma também larga maioria têm ligação à Internet.
Sendo assim, numa altura em que já se tratam tantos assuntos importantes, pessoais e sigilosos, pela via digital (entrega das declarações do IRS e do IVA, homebanking com todo o tipo de operações envolvendo dinheiro, tele-medicina, comércio electrónico, etc…) porque não aos eleitores ser-lhes facultada a possibilidade de votarem em casa através do voto electrónico?
Dir-me-ão que a abstenção continuará elevada porque muita gente não vota, simplesmente porque não quer ou não acredita. Naturalmente que o problema não fica totalmente resolvido, mas pelo menos em relação aos mais “preguiçosos” a facilitação do acto de votar, traria algum benefício.
Além disso pela informática passa o futuro da Humanidade. Mais cedo ou mais tarde, a ida às urnas terá certamente uma outra configuração. Quando os portugueses começaram a preencher declarações do IRS, dificilmente acreditariam que passados uns anos poderiam, em casa, “visitar” a Repartição de Finanças. Com o Homebanking a mesma coisa. No início, eram poucos aqueles que olhavam com confiança para esta realidade e hoje as operações bancárias em casa são uma banalidade.
Então porque não votar em casa?
A Ditadura que só alguns conseguem ver
Eu não sei o que é viver em ditadura mas há pessoas que por aqui passam que talvez não lhes fizesse mal nenhum viverem, um dia só, numa. Desde que me oriento pelos meus meios e desde que tenho a liberdade de fazer e pensar aquilo que acho mais correcto, nunca me senti oprimido pela “ditadura”. Nem a do PSD nem a do PS. Também nunca me lembro de ter testemunhado nada especialmente grave, tirando uma coisa ou outra que por vezes se ouve mas que são apenas o resultado de algum abuso de Poder e nunca uma situação conjuntural de ditadura.
Acho um perfeito disparate comparar-se o regime democrático português com um qualquer regime ditatorial. Mais do que isso. É uma perfeita estupidez e cretinice. Nem o PS nem o PSD que têm repartido o Poder em Portugal, merecem uma afirmação dessas.
Talvez muita gente gostasse de viver num clima de impunidade ou então de anarquia. Talvez numa ditadura do proletariado ou noutra coisa igualmente má.
- Acordem senhores, esse tempo já lá vai.
E se não estão satisfeitos têm sempre a oportunidade de pedir asilo político a um país democrático. Cuba e Coreia do Norte são boas sugestões mas se preferirem sítios onde já existem “exilados políticos” podem sempre ir para o Brasil fazer companhia à Fátima Felgueiras.
Acho um perfeito disparate comparar-se o regime democrático português com um qualquer regime ditatorial. Mais do que isso. É uma perfeita estupidez e cretinice. Nem o PS nem o PSD que têm repartido o Poder em Portugal, merecem uma afirmação dessas.
Talvez muita gente gostasse de viver num clima de impunidade ou então de anarquia. Talvez numa ditadura do proletariado ou noutra coisa igualmente má.
- Acordem senhores, esse tempo já lá vai.
E se não estão satisfeitos têm sempre a oportunidade de pedir asilo político a um país democrático. Cuba e Coreia do Norte são boas sugestões mas se preferirem sítios onde já existem “exilados políticos” podem sempre ir para o Brasil fazer companhia à Fátima Felgueiras.
2004-06-08
Ingerência
O PCP que se coloca como virgem ofendida cada vez que alguém lhe fala na forma como influencia e até subverte o movimento sindical português, nomeadamente no universo da CGTP, deve estar com as orelhas a arder ao ler esta notícia.
Para aqueles a quem o PCP já não engana, não é necessário que aconteçam dissidências – cada vez em maior número – para que a denúncia de ingerência deste partido no mundo sindical se saiba.
Digo e repito as vezes que forem necessárias: o nível democrático do PCP é muito particular. Tão particular que chega a confundir-se com tudo menos com democracia.
Para aqueles a quem o PCP já não engana, não é necessário que aconteçam dissidências – cada vez em maior número – para que a denúncia de ingerência deste partido no mundo sindical se saiba.
Digo e repito as vezes que forem necessárias: o nível democrático do PCP é muito particular. Tão particular que chega a confundir-se com tudo menos com democracia.
A nossa bandeira
Como lá em casa a ideia de colocar a bandeira na janela não teve uma votação unânime e como aqui no Almariado quem manda sou eu, a nossa bandeira vai ficar aqui até ao dia 4 de Julho, data em que Portugal se sagrará Campeão da Europa de Futebol – a esperança nunca morre.
Desafio que façam o mesmo nos vossos blogues.
Desafio que façam o mesmo nos vossos blogues.
Visitas
Neste blogue, para além das visitas habituais, existem outras que aparecem pelas mais diversas razões. Algumas delas deixam-nos até intrigados sobre as razões da procura.
Seleccionei mais umas quantas curiosas
atentado de madrid 2004 causas e consequencias (estas causas e consequências são por demais conhecidas)
www.mulher nua.com.br (br, pt, es,fr,uk que importa?)
crianças alejadas (alejadas de lejos ou aleijadas sem i? Parece purtonhol)
galeria de fotos da brigada de transito da gnr albufeira (na terra da minha "sócia" a GNR tem fama a nível nacional)
adultos com sequelas de abuso sexual (e quem abusou?)
magia de maria pandilha (Linda Reis, volta estás perdoada)
julio barroso-lagos algarve (Presidente da Câmara de Lagos. Nada a apontar.)
construções grainho (O único Grainho que conheço é um lindo monte na freguesia de Cachopo em Tavira)
imobiliária em Portimão (Cheira-me a especulação...)
escola fixa transito de tavira (Uma das principais causas da dor de cotovelo dos socialistas de Tavira e um caso de sucesso)
fotografias das riviera maya méxico (Tenho algumas sim senhor e quero lá voltar para mergulhar em Cozumel - segunda maior barreira de recifes do Mundo)
portugueses voyeurs (ui, ui...todos ao Meco, já)
como eu fasso para encontrar o endereço deste numero telefonico 3453-99 (Este cibernauta necessita de ajuda telefónica e ortográfica)
maus-tratos com crianças, cenas horriveis (Sobre isto, nos tempos que correm, o melhor é não dizer nada)
linda reis nua no herman sic (Outra vez não. Já chega.)
Seleccionei mais umas quantas curiosas
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portugueses voyeurs (ui, ui...todos ao Meco, já)
como eu fasso para encontrar o endereço deste numero telefonico 3453-99 (Este cibernauta necessita de ajuda telefónica e ortográfica)
maus-tratos com crianças, cenas horriveis (Sobre isto, nos tempos que correm, o melhor é não dizer nada)
linda reis nua no herman sic (Outra vez não. Já chega.)
2004-06-07
Já não me lembro
Esta história já tem alguns anos. Esta mesma história tinha também outros protagonistas envolvendo a empresa GITAP e autarcas de outros pontos do país, segundo o jornal Público. Só que eu já não me lembro quem eram. Mas há cerca de dois anos li uma notícia que dava conta disso mesmo.
Mas a memória está a falhar e eu não consigo lembrar-me dos outros autarcas envolvidos.
Paciência…
Mas a memória está a falhar e eu não consigo lembrar-me dos outros autarcas envolvidos.
Paciência…
A Ponte
Um lapso qualquer pessoa pode ter. Numa premonição, a margem de erro é maior. António Costa errou ao alvitrar a tolerância de ponto que o Governo não concedeu e em vez de fazer um acto de contrição, duplicou o erro.
Digo isto com base no seguinte:
1. António Costa estava objectivamente contra a “ponte” porque achava que ela podia prejudicar as eleições, ajudando a abstenção. As razões apontadas até podiam merecer concordância. Porém, ao sabermos hoje que nas últimas o Governo, do qual fazia parte, não teve problemas de consciência em conceder tolerância de ponto, isto traduz-se numa clara incoerência só compreensível ao nível do calculismo e conveniência eleitoral. Na lógica de António Costa, o Governo socialista, há 5 anos atrás, promoveu a abstenção ao contrário da sua obrigação moral e política.
2. O PS não gosta de afrontar as pessoas mesmo quando a razão está do seu lado. No Governo foi assim, na oposição não é diferente. Por isso diz-se a favor de uma “ponte” sabendo de ante mão que a mesma tem influência na afluência às urnas. O papel que o PS gosta de fazer é este: nós não somos contra mas se o Governo decidir conceder “ponte” é porque está a contribuir para a abstenção. No fundo António Costa sabe que uma tolerância de ponto é sempre um motivo de satisfação que em vésperas de eleições pode suavizar alguns eleitores mais encrespados com o Governo. Isto, claro está, na boa lógica de governar à esquerda. O socialismo em democracia e liberdade é isto mesmo. Não chatear o Zé Povo mesmo que isso seja prejudicial para o país.
3. António Costa devia ter ficado calado nesta matéria ou então devia dizer o seguinte: Concordamos com a posição do Governo em não conceder tolerância de ponto porque isso influencia a participação do eleitorado, apesar de nós termos feito de forma diferente há 5 anos atrás.
4. Nas últimas eleições para o parlamento europeu, para os mais esquecidos, o PS partia numa situação absolutamente confortável. Semanas antes a AD de Marcelo e Portas tinha-se desfeito e o PSD ficava sem líder. O congresso do partido reuniu-se poucas semanas antes das eleições europeias e Durão Barroso que venceu o congresso tinha escolhido Pacheco Pereira para cabeça de lista como situação de recurso e à pressa. À partida sabia-se que o PS ganharia as eleições, só não se sabia por quantos. Por essa razão, numa atitude de agradar a todo o custo o eleitorado, o Governo concedeu “ponte”. Por aqui se vê como são as coisas.
5. Posta de parte a hipótese de haver “ponte” António Costa responde de forma irritada sempre que lhe é colocada a questão. É natural, uma asneira deixa marcas. Quando lhe é lembrado constantemente essa mesma asneira a reacção crispada é inevitável. Afirma que «não é contra a “ponte”» e que «as pessoas até merecem a ponte». Pois claro. Qualquer semelhança entre este raciocínio e a atoarda que mandou são pura conveniência e demagogia política.
Por último uma opinião pessoal. A história das “pontes” na função pública, em bom rigor, é das coisas mais injusta que o Estado promove. No sector privado isso não acontece. Uma sexta-feira depois de um feriado ou uma segunda em véspera de outro, são dias absolutamente normais de trabalho. Mais sensato seria “desviar” a comemoração de alguns feriados, a meio da semana, para as sextas ou segundas-feiras. A Igreja não se opõe. Alguns políticos é que o fazem.
Digo isto com base no seguinte:
1. António Costa estava objectivamente contra a “ponte” porque achava que ela podia prejudicar as eleições, ajudando a abstenção. As razões apontadas até podiam merecer concordância. Porém, ao sabermos hoje que nas últimas o Governo, do qual fazia parte, não teve problemas de consciência em conceder tolerância de ponto, isto traduz-se numa clara incoerência só compreensível ao nível do calculismo e conveniência eleitoral. Na lógica de António Costa, o Governo socialista, há 5 anos atrás, promoveu a abstenção ao contrário da sua obrigação moral e política.
2. O PS não gosta de afrontar as pessoas mesmo quando a razão está do seu lado. No Governo foi assim, na oposição não é diferente. Por isso diz-se a favor de uma “ponte” sabendo de ante mão que a mesma tem influência na afluência às urnas. O papel que o PS gosta de fazer é este: nós não somos contra mas se o Governo decidir conceder “ponte” é porque está a contribuir para a abstenção. No fundo António Costa sabe que uma tolerância de ponto é sempre um motivo de satisfação que em vésperas de eleições pode suavizar alguns eleitores mais encrespados com o Governo. Isto, claro está, na boa lógica de governar à esquerda. O socialismo em democracia e liberdade é isto mesmo. Não chatear o Zé Povo mesmo que isso seja prejudicial para o país.
3. António Costa devia ter ficado calado nesta matéria ou então devia dizer o seguinte: Concordamos com a posição do Governo em não conceder tolerância de ponto porque isso influencia a participação do eleitorado, apesar de nós termos feito de forma diferente há 5 anos atrás.
4. Nas últimas eleições para o parlamento europeu, para os mais esquecidos, o PS partia numa situação absolutamente confortável. Semanas antes a AD de Marcelo e Portas tinha-se desfeito e o PSD ficava sem líder. O congresso do partido reuniu-se poucas semanas antes das eleições europeias e Durão Barroso que venceu o congresso tinha escolhido Pacheco Pereira para cabeça de lista como situação de recurso e à pressa. À partida sabia-se que o PS ganharia as eleições, só não se sabia por quantos. Por essa razão, numa atitude de agradar a todo o custo o eleitorado, o Governo concedeu “ponte”. Por aqui se vê como são as coisas.
5. Posta de parte a hipótese de haver “ponte” António Costa responde de forma irritada sempre que lhe é colocada a questão. É natural, uma asneira deixa marcas. Quando lhe é lembrado constantemente essa mesma asneira a reacção crispada é inevitável. Afirma que «não é contra a “ponte”» e que «as pessoas até merecem a ponte». Pois claro. Qualquer semelhança entre este raciocínio e a atoarda que mandou são pura conveniência e demagogia política.
Por último uma opinião pessoal. A história das “pontes” na função pública, em bom rigor, é das coisas mais injusta que o Estado promove. No sector privado isso não acontece. Uma sexta-feira depois de um feriado ou uma segunda em véspera de outro, são dias absolutamente normais de trabalho. Mais sensato seria “desviar” a comemoração de alguns feriados, a meio da semana, para as sextas ou segundas-feiras. A Igreja não se opõe. Alguns políticos é que o fazem.
Já cá faltavam
A Juventude Popular já não está sozinha na campanha do insulto, com a diferença que já pediu desculpas pelas asneiras que disse. Será que outros também o farão?
Campanha de recolha de radiografias
Porque a blogosfera também deve servir para publicitar grandes causas e as campanhas que as suportam, deixo aqui um apelo à recolha de radiografias que vai ser feita por todo o país. Quem tiver alguma lá em casa que já não sirva, não deite fora, entregue-a numa farmácia perto de si.
O nitrato de prata que elas contêm, faz muita falta.
A AMI agradece.
O nitrato de prata que elas contêm, faz muita falta.
A AMI agradece.
A bola “Roteiro”
Algumas selecções que vão participar no EURO 2004, queixaram-se da bola “Roteiro” e avisam que, com a mesma, o futebol praticado poderá parecer um pouco estranho.
Que a bola não é muito bonita, qualquer um vê. Que ela não seja boa, já tenho algumas dúvidas.
Naturalmente que me lembrei de imediato daquelas imagens antigas e históricas do Campeonato do Mundo de 1966 em Inglaterra onde Portugal fez um brilhante 3º lugar. Não me lembro de nestes anos todos alguma vez ter ouvido o Eusébio queixar-se da bola. Não me vão dizer que era melhor que esta, pois não?
Que a bola não é muito bonita, qualquer um vê. Que ela não seja boa, já tenho algumas dúvidas.
Naturalmente que me lembrei de imediato daquelas imagens antigas e históricas do Campeonato do Mundo de 1966 em Inglaterra onde Portugal fez um brilhante 3º lugar. Não me lembro de nestes anos todos alguma vez ter ouvido o Eusébio queixar-se da bola. Não me vão dizer que era melhor que esta, pois não?
2004-06-06
D-Day
Chirac agradeceu aos norte-americanos a preciosa ajuda prestada há 60 anos atrás no dia em que começou a derrocada do Nazismo.
Segundo o presidente francês "a França jamais esquecerá o que deve à América, sua amiga de sempre," e aos aliados que libertaram a Europa da invasão nazi e que hoje vive "reunificada na paz, na liberdade e na democracia".
Afinal o homem ainda se lembra.
Que ironia do destino…
Segundo o presidente francês "a França jamais esquecerá o que deve à América, sua amiga de sempre," e aos aliados que libertaram a Europa da invasão nazi e que hoje vive "reunificada na paz, na liberdade e na democracia".
Afinal o homem ainda se lembra.
Que ironia do destino…
Morreu um pouco da Liberdade e da Democracia.
Ronal Reagan faleceu aos 93 anos vítima da doença de Alzheimer.
O homem que combateu o comunismo como mais ninguém foi capaz de o fazer.
Rock?
2004-06-04
Sondagens
Mais uma aldrabice. Já começa a tornar-se um hábito.
Então toda gente não sabe que é obrigatório o Presidente da República ser de esquerda?
Então toda gente não sabe que é obrigatório o Presidente da República ser de esquerda?
Mister
Tragam os comprimidos depressa
A nova teoria dos socialistas em relação ao facto do Governo não ter concedido tolerância de ponto para o próximo dia 11 de Junho é a mesma do Bloco de Esquerda e de alguns dos seus confessos e inconfessos apoiantes em relação à Carlyle.
Ou seja, se não fosse o Bloco ter falado do assunto o Governo entregava de mão beijada a GALP à Carlyle. No caso da “ponte” se não fosse o António Costa ter alvitrado a questão, já os funcionários públicos estavam a fazer contas de cabeça para os quatro dias de férias.
Tanto num caso como no outro, o Governo teve medo das críticas do PS e do Bloco de Esquerda e recuou nas suas intenções. Quem pensa que as coisas se passaram de modo diferente não passa de um perigoso fascista e seguidista deste Governo.
- Não comecem para aí a tomar os comprimidos e depois queixem-se…
Ou seja, se não fosse o Bloco ter falado do assunto o Governo entregava de mão beijada a GALP à Carlyle. No caso da “ponte” se não fosse o António Costa ter alvitrado a questão, já os funcionários públicos estavam a fazer contas de cabeça para os quatro dias de férias.
Tanto num caso como no outro, o Governo teve medo das críticas do PS e do Bloco de Esquerda e recuou nas suas intenções. Quem pensa que as coisas se passaram de modo diferente não passa de um perigoso fascista e seguidista deste Governo.
- Não comecem para aí a tomar os comprimidos e depois queixem-se…
A fome ideológica
O nosso amigo Carlos do Galo Verde deixou um comentário em relação aos 15 anos de Tiananmen que me parece da máxima pertinência.
O estratagema da esquerda está feito.
Não apoiam Cuba nem Fidel, nem Coreia do Norte, nem Albânia. Detestam o Comunismo. Rejeitam marxismos leninismos e outros ismos. Nem Ditaduras nem Proletários.
São uma esquerda sem passado.
Só falam do governo de Durão, Bush e Sharon ! Estão sempre do lado da moral, sempre correctos.
Um dia que cheguem ao poleiro, falarão das outras coisas...
Tirando o PCP que continua a acreditar que em Cuba e na Coreia do Norte se vive uma saudável e muito próspera democracia, o resto da esquerda vive embrulhada numa teia da qual não se retira outra conclusão que não seja esta: - Perderam as referências e a autenticidade. Não dão exemplos de nenhum regime. Falam da Palestina, do Iraque, do Afeganistão e pouco mais, mas por razões completamente diferentes.
O próprio PS que tanto se orgulhava da Terceira Via de Giddens e Blair, depois da intervenção no Iraque, deixaram cair, silenciosamente, nas suas referências. Tão pouco falam da Alemanha onde ainda persiste um governo de esquerda mas que não a pratica como é sabido. Agora voltaram-se para Espanha com a chegada de Zapatero ao Poder. Vamos ver por quanto tempo. Basta uma faísca em processos tão delicados como são a gestão da água nos rios internacionais e poderemos ter o eclodir de algumas reservas.
Quanto ao Bloco de Esquerda a situação é ainda mais interessante. Limitam-se a defender regimes terroristas por uma razão exclusiva: estão em choque com os americanos e com os israelitas. O Bloco não é a favor de nada, é contra tudo o que esteja relacionado com os EUA e Israel. Não passam daí. São anti-americanos primários. E se alguém pensa que na eventualidade de uma derrota de Bush nas próximas eleições o Bloco vai mudar de ideias, bem pode tirar o cavalinho da chuva. Logo aparecerá uma forma de chamar a Kerry um perigoso terrorista e assassino.
De facto a queda do Muro de Berlim deixou órfã muita gente.
Quando falam do vazio ideológico do PSD deviam mostrar onde está a riqueza das ideias da esquerda e quais delas está em condições de por em prática se um dia chegarem ao governo.
A experiência do socialismo democrático à portuguesa já é bem conhecido. Aliás, se alguém diz em voz alta que os dois governos de Guterres foram de esquerda, está sujeito a ouvir uma estridente gargalhada.
Nota: A CDU aparece nestas eleições para o parlamento europeu com um slogan interessante ao qual ainda não foi dada a devida importância porque está toda a gente mais empenhada em contestar o Força Portugal. Os comunistas reclamam um “Outro Caminho”. E eu pergunto: - Qual? O de Cuba? O da Coreia do Norte? O dos outros regimes criminosos do Oriente com a China à cabeça? Qual caminho? Aquele que a queda do Muro de Berlim bloqueou de uma vez por toda? Ou será o caminho fora desta Europa de braço dado com o Bloco de Esquerda?
O estratagema da esquerda está feito.
Não apoiam Cuba nem Fidel, nem Coreia do Norte, nem Albânia. Detestam o Comunismo. Rejeitam marxismos leninismos e outros ismos. Nem Ditaduras nem Proletários.
São uma esquerda sem passado.
Só falam do governo de Durão, Bush e Sharon ! Estão sempre do lado da moral, sempre correctos.
Um dia que cheguem ao poleiro, falarão das outras coisas...
Tirando o PCP que continua a acreditar que em Cuba e na Coreia do Norte se vive uma saudável e muito próspera democracia, o resto da esquerda vive embrulhada numa teia da qual não se retira outra conclusão que não seja esta: - Perderam as referências e a autenticidade. Não dão exemplos de nenhum regime. Falam da Palestina, do Iraque, do Afeganistão e pouco mais, mas por razões completamente diferentes.
O próprio PS que tanto se orgulhava da Terceira Via de Giddens e Blair, depois da intervenção no Iraque, deixaram cair, silenciosamente, nas suas referências. Tão pouco falam da Alemanha onde ainda persiste um governo de esquerda mas que não a pratica como é sabido. Agora voltaram-se para Espanha com a chegada de Zapatero ao Poder. Vamos ver por quanto tempo. Basta uma faísca em processos tão delicados como são a gestão da água nos rios internacionais e poderemos ter o eclodir de algumas reservas.
Quanto ao Bloco de Esquerda a situação é ainda mais interessante. Limitam-se a defender regimes terroristas por uma razão exclusiva: estão em choque com os americanos e com os israelitas. O Bloco não é a favor de nada, é contra tudo o que esteja relacionado com os EUA e Israel. Não passam daí. São anti-americanos primários. E se alguém pensa que na eventualidade de uma derrota de Bush nas próximas eleições o Bloco vai mudar de ideias, bem pode tirar o cavalinho da chuva. Logo aparecerá uma forma de chamar a Kerry um perigoso terrorista e assassino.
De facto a queda do Muro de Berlim deixou órfã muita gente.
Quando falam do vazio ideológico do PSD deviam mostrar onde está a riqueza das ideias da esquerda e quais delas está em condições de por em prática se um dia chegarem ao governo.
A experiência do socialismo democrático à portuguesa já é bem conhecido. Aliás, se alguém diz em voz alta que os dois governos de Guterres foram de esquerda, está sujeito a ouvir uma estridente gargalhada.
Nota: A CDU aparece nestas eleições para o parlamento europeu com um slogan interessante ao qual ainda não foi dada a devida importância porque está toda a gente mais empenhada em contestar o Força Portugal. Os comunistas reclamam um “Outro Caminho”. E eu pergunto: - Qual? O de Cuba? O da Coreia do Norte? O dos outros regimes criminosos do Oriente com a China à cabeça? Qual caminho? Aquele que a queda do Muro de Berlim bloqueou de uma vez por toda? Ou será o caminho fora desta Europa de braço dado com o Bloco de Esquerda?
2004-06-03
Entrou mosca e saiu asneira
António Costa pôs-se aos gritos acusando o Governo de contribuir para a abstenção no próximo dia 13 de Junho, concedendo tolerância de ponto aos funcionários públicos na sexta-feira dia 11.
Ou seja, um ex-ministro de um Governo que concedia as pontes todas que fossem necessárias e mais aquelas que a função pública reclamasse, atirou-se ao primeiro-ministro, antes do tempo, conforme se pode ver aqui.
O primeiro-ministro por sua vez, fez aquilo que é de elementar justiça para todas as pessoas que não trabalham na função pública. Não concedeu tolerância de ponto, conforme também se pode ver aqui. Aliás, o assunto pelos vistos nem sequer foi conversado na reunião de hoje do Conselho de Ministros.
Como diz o povo:
- Ó António Costa, perdeste uma oportunidade de ficar calado.
Ou seja, um ex-ministro de um Governo que concedia as pontes todas que fossem necessárias e mais aquelas que a função pública reclamasse, atirou-se ao primeiro-ministro, antes do tempo, conforme se pode ver aqui.
O primeiro-ministro por sua vez, fez aquilo que é de elementar justiça para todas as pessoas que não trabalham na função pública. Não concedeu tolerância de ponto, conforme também se pode ver aqui. Aliás, o assunto pelos vistos nem sequer foi conversado na reunião de hoje do Conselho de Ministros.
Como diz o povo:
- Ó António Costa, perdeste uma oportunidade de ficar calado.
Tiananmen - 15 anos.
Passei os olhos, sumariamente, por alguns blogs da esquerda radical à moderada e não encontrei grandes referências aos 15 anos sobre os massacres de Tiananmen. Como eu não sou maldoso, acredito que tenha sido um mero esquecimento colectivo em vez da não menos importância do assunto. Ou talvez as atenções estejam apenas centradas no aparecimento de um OVNI.
Fica aqui um pequeno texto da Amnistia Internacional sobre esta matéria, onde se prova que a barbárie, a intolerância, as ditaduras e o terror, não são património ideológico de ninguém.
Fica aqui um pequeno texto da Amnistia Internacional sobre esta matéria, onde se prova que a barbárie, a intolerância, as ditaduras e o terror, não são património ideológico de ninguém.
2004-06-02
OVNIS II
Reacções da oposição à passagem do OVNI
PS – Trata-se de mais uma forma dissuasora do Governo que está empenhado em promover a abstenção no próximo dia 13 de Junho. Como o PS propôs o alargamento do período de votação, este Governo responde colocando um OVNI à mesma hora para que os portugueses se dispersem e não vão mostrar um valente cartão amarelo a Durão Barroso.
PCP – Trata-se de mais um ofensiva deste Governo em conluio com os patrões e os senhores da alta finança. É mais uma cobardia do Durão Barroso. No fundo o que ele quer é iludir os trabalhadores. Mas nós não damos tréguas. Nós o que prometemos fazemos e se não fizermos é porque não nos deixaram. O que este OVNI pretende é a precariedade do emprego e o lucro fácil dos patrões. Abaixo esta política. Abaixo os OVNIS neo-liberais. Dêem força à CDU. Vão ver que não se arrependem.
BE – No fundo o que o Governo demonstra é uma inquietante subserviência a perigosos extra-terrestres, à semelhança do que acontece com a política belicista do Bush e dos seus acólitos. Na realidade o Governo mente porque não lhe interessa reconhecer que a passagem do OVNI é uma manobra escandalosa que apenas serve para mascarar esta política neo-liberal que está a conduzir o país ao precipício. Tal como no caso da Carlyle o Governo não está a falar a verdade.
PS – Trata-se de mais uma forma dissuasora do Governo que está empenhado em promover a abstenção no próximo dia 13 de Junho. Como o PS propôs o alargamento do período de votação, este Governo responde colocando um OVNI à mesma hora para que os portugueses se dispersem e não vão mostrar um valente cartão amarelo a Durão Barroso.
PCP – Trata-se de mais um ofensiva deste Governo em conluio com os patrões e os senhores da alta finança. É mais uma cobardia do Durão Barroso. No fundo o que ele quer é iludir os trabalhadores. Mas nós não damos tréguas. Nós o que prometemos fazemos e se não fizermos é porque não nos deixaram. O que este OVNI pretende é a precariedade do emprego e o lucro fácil dos patrões. Abaixo esta política. Abaixo os OVNIS neo-liberais. Dêem força à CDU. Vão ver que não se arrependem.
BE – No fundo o que o Governo demonstra é uma inquietante subserviência a perigosos extra-terrestres, à semelhança do que acontece com a política belicista do Bush e dos seus acólitos. Na realidade o Governo mente porque não lhe interessa reconhecer que a passagem do OVNI é uma manobra escandalosa que apenas serve para mascarar esta política neo-liberal que está a conduzir o país ao precipício. Tal como no caso da Carlyle o Governo não está a falar a verdade.
OVNIs
Parece que um OVNI sobrevoou esta noite os céus de Portugal. Não sei se é verdade, mas na dúvida a culpa é do Governo.
British Pounds
Mourinho vai limpar 130 mil contos por mês no Chelsea.
Lembram-se do final do jogo em Alvalade?
- Presidente, deixe-me ir embora. Estou farto disto, farto.
Quem fala a verdade não merece castigo e se não o fizesse, convenhamos que por menos de matade até eu gritava:
- Vamos embora Sportemmmmmm
Lembram-se do final do jogo em Alvalade?
- Presidente, deixe-me ir embora. Estou farto disto, farto.
Quem fala a verdade não merece castigo e se não o fizesse, convenhamos que por menos de matade até eu gritava:
- Vamos embora Sportemmmmmm
O Papão
Miguel Portas foi ontem a um infantário da Associação Unidos de Cabo Verde demonstrar que longe vãos os tempos em que os (ex) comunistas comiam criancinhas ao pequeno-almoço.
Segundo fontes bem informadas junto da comunidade cabo-verdiana, as crianças visitadas tiveram insónias e pesadelos durante a noite e algumas delas acordaram aos gritos:
- Mamã, ele quer apanhar-me. Ele quer que tu votes no Bloco de Esquerda para o mandar para Bruxelas. Acode-me mamã. Afasta de mim este papão.
Segundo fontes bem informadas junto da comunidade cabo-verdiana, as crianças visitadas tiveram insónias e pesadelos durante a noite e algumas delas acordaram aos gritos:
- Mamã, ele quer apanhar-me. Ele quer que tu votes no Bloco de Esquerda para o mandar para Bruxelas. Acode-me mamã. Afasta de mim este papão.
Carlyle fora da GALP
Quero apresentar o meu mais veemente protesto. De acordo com as previsões – leia-se, insinuações – do Bloco de Esquerda e do seu líder Chico Louçã, a Carlyle deveria ter ganho o concurso para a aquisição de cerca de 33,34% da GALP.
Depois das acusações que foram feitas ao Primeiro-Ministro sobretudo por este não ter concordado e aceite a versão conspirativa dos bloquistas, o mínimo que se esperava era a certeza da Carlyle poder abrir a garrafa de champanhe para comemorar a obtenção dos favores governamentais.
Espero, a bem da animada vida parlamentar, que casos destes não se voltem a repetir. Caso contrário o Bloco de Esquerda pode cair no ridículo de cada vez que abre a boca sair asneira e, volta não volta, desistir da vida parlamentar.
E depois como é que há circo?
Nota: Será que ainda vamos ver o Louçã a perguntar ao Governo porque razão a Carlyle foi rejeitada?
Depois das acusações que foram feitas ao Primeiro-Ministro sobretudo por este não ter concordado e aceite a versão conspirativa dos bloquistas, o mínimo que se esperava era a certeza da Carlyle poder abrir a garrafa de champanhe para comemorar a obtenção dos favores governamentais.
Espero, a bem da animada vida parlamentar, que casos destes não se voltem a repetir. Caso contrário o Bloco de Esquerda pode cair no ridículo de cada vez que abre a boca sair asneira e, volta não volta, desistir da vida parlamentar.
E depois como é que há circo?
Nota: Será que ainda vamos ver o Louçã a perguntar ao Governo porque razão a Carlyle foi rejeitada?
Já não há heróis
2004-06-01
Afinal a culpa é do treinador. E o clube?
Li com especial atenção o comunicado da Sporting SAD no qual é dito, preto no branco, « A Sporting, SAD entende não estarem reunidas as condições mínimas, internas e externas, que permitam a manutenção do Senhor Engº Fernando Santos como treinador da Equipa Principal, e que a falta de condições internas são da responsabilidade do treinador.».
O engenheiro quis complicar a vida ao clube, segundo é dito, dificultando a contratação de um novo treinador (leia-se José Peseiro).
Sendo assim a Sporting SAD rescindiu o contrato sem justa causa e vai agora – mais tarde – sujeitar-se ao pagamento, pela via judicial, daquilo que é devido.
Fora de brincadeiras duas notas:
- O que o SCP fez ao Fernando Santos nos últimos dias não é admissível. Ainda o treinador estava com a equipa nos EUA e já haviam notícias na imprensa desportiva com origem no clube de Alvalade, dando conta do despedimento do treinador.
- O treinador bem que podia ter aceite a rescisão amigável dando uma chapada de luva branca na direcção leonina, recebendo aquilo que lhe pertence por direito contratual.
O somatório destas duas circunstâncias leva a que a rescisão seja feita de forma pouco amigável cortando abruptamente uma relação contratual e desportiva.
O engenheiro quis complicar a vida ao clube, segundo é dito, dificultando a contratação de um novo treinador (leia-se José Peseiro).
Sendo assim a Sporting SAD rescindiu o contrato sem justa causa e vai agora – mais tarde – sujeitar-se ao pagamento, pela via judicial, daquilo que é devido.
Fora de brincadeiras duas notas:
- O que o SCP fez ao Fernando Santos nos últimos dias não é admissível. Ainda o treinador estava com a equipa nos EUA e já haviam notícias na imprensa desportiva com origem no clube de Alvalade, dando conta do despedimento do treinador.
- O treinador bem que podia ter aceite a rescisão amigável dando uma chapada de luva branca na direcção leonina, recebendo aquilo que lhe pertence por direito contratual.
O somatório destas duas circunstâncias leva a que a rescisão seja feita de forma pouco amigável cortando abruptamente uma relação contratual e desportiva.
O futebol é mesmo um mundo à parte.
Os treinadores e jogadores contratam com um clube uma, duas, três ou mais temporadas onde se comprometem a prestar um serviço de suposta qualidade, ganhar jogos e títulos. No caso dos jogadores, muitas vezes a qualidade não se verifica e acabam por ser dispensados no final da época. Com os treinadores passa-se genericamente o mesmo. Em Portugal se as épocas correm bem vão para o Chelsea, se correm assim-assim vão para o Real Madrid e se correm mal vão para a rua.
Quando um patrão despede um empregado, na maioria das vezes, tem uma razão para o fazer. No caso do treinador do SCP essa razão foi a não conquista de um título, bem como o terceiro lugar na Super Liga que o impediu de disputar o acesso à Liga dos Campeões. Este foi o pecado do empregado. Mas há uma pergunta que se impõem:
- Então se o patrão se queixa do sistema e se esse mesmo sistema o impediu de conquistar títulos, porque despediu o treinador? É que nas palavras de Dias da Cunha, o treinador não aparecia como o principal responsável pelo desaire que foi esta temporada. Mais do que isso, bastava a equipa ter atingido o segundo lugar e provavelmente o treinador nunca seria despedido.Este é um lado da questão.
O outro, para mim, assume foros de pornografia e não é um caso específico do SCP mas do futebol em si.
Aparentemente o treinador a quem a época correu mal sai do clube sem glória mas com a algibeira cheia. Ora isto não acontece em mais nenhum lado a não ser no louco mundo da bola.
Partindo do princípio que um treinador se revelou incapaz, não atingiu os objectivos e, por conseguinte, não fez aquilo a que estava obrigado moralmente ou até contratualmente, é despedido antes de terminar o contrato. Isto significa o quê na maior parte dos casos? Uma indemnização milionária para o treinador.
Fará isto algum sentido?
Quando um patrão despede um empregado, na maioria das vezes, tem uma razão para o fazer. No caso do treinador do SCP essa razão foi a não conquista de um título, bem como o terceiro lugar na Super Liga que o impediu de disputar o acesso à Liga dos Campeões. Este foi o pecado do empregado. Mas há uma pergunta que se impõem:
- Então se o patrão se queixa do sistema e se esse mesmo sistema o impediu de conquistar títulos, porque despediu o treinador? É que nas palavras de Dias da Cunha, o treinador não aparecia como o principal responsável pelo desaire que foi esta temporada. Mais do que isso, bastava a equipa ter atingido o segundo lugar e provavelmente o treinador nunca seria despedido.Este é um lado da questão.
O outro, para mim, assume foros de pornografia e não é um caso específico do SCP mas do futebol em si.
Aparentemente o treinador a quem a época correu mal sai do clube sem glória mas com a algibeira cheia. Ora isto não acontece em mais nenhum lado a não ser no louco mundo da bola.
Partindo do princípio que um treinador se revelou incapaz, não atingiu os objectivos e, por conseguinte, não fez aquilo a que estava obrigado moralmente ou até contratualmente, é despedido antes de terminar o contrato. Isto significa o quê na maior parte dos casos? Uma indemnização milionária para o treinador.
Fará isto algum sentido?
À minha e à dos outros – Feliz Dia da Criança
Criança
Criança que ris que falas e que gritas de alegria
Criança que brincas imitando os mais velhos
Criança que vives no teu mundo e na tua absoluta tranquilidade
Nem sabes o que se passa lá longe
Onde as crianças iguais a ti já se cansaram de chorar
Onde as crianças iguais a ti já se esqueceram de sorrir
Onde as crianças iguais a ti só conhecem a fome e a doença
Criança que carregas no teu coração a ternura
Criança que revelas nos teus olhos a maior de todas a belezas
Criança que dizes tudo sem maldade nem rancor
Nem sabes o que se passa lá longe
Onde as crianças iguais a ti carregam a semente do ódio
Onde as crianças iguais a ti sofrem de todos os males
Onde as crianças iguais a ti sucumbem às mãos da fome, da doença e da guerra
Criança deste mundo e daquele que está para vir
Criança da minha vida e da minha alegria
Criança de toda a ternura que transportas em ti
Nem sabes o que se passa aqui tão perto
Onde as crianças iguais a ti não têm a mesma sorte
Onde as crianças iguais a ti ficam às mãos de um destino cruel
Onde as crianças iguais a ti pouco sabem e nada aprendem
Que sorte seres criança
Que bom teres uma família, um lar, uma vida
Que linda és tu, criança
Que lindas sãos as outras crianças iguais a ti
As que tiveram tanta sorte como tu
E as que simplesmente não a tiveram.
(Autor Desconhecido)
Como eles são tão bons.
Um deputado do PS no Algarve veio congratular-se com o facto do Governo ter decidido a realização em 2005 de Faro – Capital da Cultura.
Pelo meio diz que se trata de uma iniciativa do Partido Socialista – como não podia deixar de ser – e que apenas se atrasou por culpa deliberada da Câmara Municipal de Faro na construção do Teatro Municipal de Faro.
Ou seja, o facto de José Vitorino ter recebido a autarquia numa situação financeira de grande aflição não conta para o caso. Mesmo na questão do Estádio do Algarve, como é sabido, não fosse a intervenção do colectivo das Câmara Municipais do Algarve e a coisa se calhar tinha tido outros contornos, mas isso também não interessa nada para o PS.
O que interesse é que nestas coisas da política há um deve e um haver. Para o PS há obras que são deles, inauguradas por mãos alheias. Talvez já se tenham esquecido do ano de 1998 e das obras que nessa altura tiveram a oportunidade de cortar a fita. Foram só das maiores que Portugal já conheceu. Expo 98, Ponte Vasco da Gama e travessia ferroviária da Ponte sobre o Tejo, injustamente chamada 25 de Abril.
Mas nestas coisas temos que nos habituar. É um estilo próprio do PS dizer que fizeram tudo e os seus adversários nada. São tão bons que até vão parar à oposição fora do tempo e sem ninguém o ter reclamado.
Pelo meio diz que se trata de uma iniciativa do Partido Socialista – como não podia deixar de ser – e que apenas se atrasou por culpa deliberada da Câmara Municipal de Faro na construção do Teatro Municipal de Faro.
Ou seja, o facto de José Vitorino ter recebido a autarquia numa situação financeira de grande aflição não conta para o caso. Mesmo na questão do Estádio do Algarve, como é sabido, não fosse a intervenção do colectivo das Câmara Municipais do Algarve e a coisa se calhar tinha tido outros contornos, mas isso também não interessa nada para o PS.
O que interesse é que nestas coisas da política há um deve e um haver. Para o PS há obras que são deles, inauguradas por mãos alheias. Talvez já se tenham esquecido do ano de 1998 e das obras que nessa altura tiveram a oportunidade de cortar a fita. Foram só das maiores que Portugal já conheceu. Expo 98, Ponte Vasco da Gama e travessia ferroviária da Ponte sobre o Tejo, injustamente chamada 25 de Abril.
Mas nestas coisas temos que nos habituar. É um estilo próprio do PS dizer que fizeram tudo e os seus adversários nada. São tão bons que até vão parar à oposição fora do tempo e sem ninguém o ter reclamado.
E agora?
Aparentemente, o Ministério Público sofreu ontem um rude golpe na sua credibilidade.
Ter mantido Paulo Pedroso preso durante tanto tempo parece ter sido uma medida de coação excessiva. E agora? Vai acontecer alguma coisa ou basta um perdoa-me?
É que para todos os efeitos um cidadão esteve preso meses a fio.
Ter mantido Paulo Pedroso preso durante tanto tempo parece ter sido uma medida de coação excessiva. E agora? Vai acontecer alguma coisa ou basta um perdoa-me?
É que para todos os efeitos um cidadão esteve preso meses a fio.
