2004-04-30
Abaixo a impunidade
É isso mesmo. Ninguém pode estar impune. Investigue-se até ao fim. Doa a quem doer e se no fim foram alguns presos e se esses alguns forem do PSD, tanto melhor. Fica o partido mais limpo e arejado.
Quanto aos do PS, o mesmo. Naturalmente.
Quanto aos do PS, o mesmo. Naturalmente.
Calma Odete
Beiral
Zagam-se as "comadres"...
Assim não vale.
Por cada investigação que se faz a militantes do PSD, aparece logo uma outra a dirigentes socialistas. Em linguagem futebolística, mais parece marcação homem-a-homem.
Agora se percebe o porquê da fúria de Pinto de Costa em relação a Rui Rio e à sua eleição.
Como é óbvio, Nuno Cardoso entrou directamente para a galeria dos socialistas/desportistas no post escrito aqui em baixo. Acho que merece. Parece ter feito por isso.
Agora se percebe o porquê da fúria de Pinto de Costa em relação a Rui Rio e à sua eleição.
Como é óbvio, Nuno Cardoso entrou directamente para a galeria dos socialistas/desportistas no post escrito aqui em baixo. Acho que merece. Parece ter feito por isso.
Ainda as condecorações do PR
O Galo Verde lançou algumas perguntas muito interessantes que merecem respostas igualmente interessantes. Da minha parte já disse o que penso sobre o assunto, mas continuo a aconselhar uma boa reflexão sobre o tema e sobre este permanente branqueamento de crimes políticos.
Percebe-se bem porque alguns ficam tão irritados ao ouvir falar de EVOLUÇÃO em vez de revolução…
Percebe-se bem porque alguns ficam tão irritados ao ouvir falar de EVOLUÇÃO em vez de revolução…
Esta não...
Estados de espírito
Ontem à noite quando liguei a televisão estava a decorrer um pequeno debate entre Miguel Portas e Pedro Ferraz da Costa. A conversa estava no fim e não cheguei a perceber o tema do debate, mas percebi que um estava todo satisfeito, Portas, e o outro estava com um semblante carregado, Ferraz da Costa.
Não tendo visto o debate posso concluir que um estava satisfeito porque a vida lhe corre bem. Ao outro a vida pode estar a correr mal. O primeiro, durante o dia, deve ter escrito uns papéis a falar mal do primeiro-ministro, do governo, do PSD, do Bush, dos americanos, entre outras coisas. O segundo, durante o mesmo dia, deve ter pago ordenados a uma quantidade de famílias, deve ter presidido a reuniões longas e complicadas na procura de novos investimentos e novas formas de geras mais emprego e riqueza para o nosso país, deve ter, supostamente, pago os seus impostos e contribuições à Segurança Social entre outras chatices inerentes aos casos de maior sucesso no sector privado.
Pode ser esta a razão do estado de espírito dos dois, mas também pode ter sido apenas porque a um o debate correu bem e ao outro, mal.
Não tendo visto o debate posso concluir que um estava satisfeito porque a vida lhe corre bem. Ao outro a vida pode estar a correr mal. O primeiro, durante o dia, deve ter escrito uns papéis a falar mal do primeiro-ministro, do governo, do PSD, do Bush, dos americanos, entre outras coisas. O segundo, durante o mesmo dia, deve ter pago ordenados a uma quantidade de famílias, deve ter presidido a reuniões longas e complicadas na procura de novos investimentos e novas formas de geras mais emprego e riqueza para o nosso país, deve ter, supostamente, pago os seus impostos e contribuições à Segurança Social entre outras chatices inerentes aos casos de maior sucesso no sector privado.
Pode ser esta a razão do estado de espírito dos dois, mas também pode ter sido apenas porque a um o debate correu bem e ao outro, mal.
Saudades
A Fátima de Felgueiras, a mulher no exílio, a mártir da tirania da Justiça portuguesa, a autarca modelo do socialismo em democracia e liberdade, a benfeitora dos pobrezinhos e dos enjeitados, a supra-sumo do interesse público, pode estar de volta a Portugal para provar a sua presumível inocência. Pago para ver.
Gostei de a ver ontem na televisão e da sua expressão de saudade pelo nosso país e em particular pelo seu burgo. Gostei, também, de ver a forma exangue como olhava para a câmara da televisão, onde até um cego conclui a injustiça que sobre ela se abate. Gostei, fundamentalmente, de a ver. Portugal inteiro estava com saudades dela.
Nota: Perdoar-me-ão a minha dúvida, mas os concelhos de Gondomar e Felgueiras não ficam muito próximos um do outro? Se ficam pode ser uma nuvem de cabala que se abateu sobre estes dois territórios com as consequências devastadoras que são conhecidas.
Gostei de a ver ontem na televisão e da sua expressão de saudade pelo nosso país e em particular pelo seu burgo. Gostei, também, de ver a forma exangue como olhava para a câmara da televisão, onde até um cego conclui a injustiça que sobre ela se abate. Gostei, fundamentalmente, de a ver. Portugal inteiro estava com saudades dela.
Nota: Perdoar-me-ão a minha dúvida, mas os concelhos de Gondomar e Felgueiras não ficam muito próximos um do outro? Se ficam pode ser uma nuvem de cabala que se abateu sobre estes dois territórios com as consequências devastadoras que são conhecidas.
2004-04-29
Resultado Final
Fátima Felgueiras (PS) – acusada de 28 crimes
Valentim Loureiro (PSD) – acusado de 23 crimes
Ou seja mais uma derrota do PSD. Ganha quem marca mais "golos" e não quem "joga" melhor…
Valentim Loureiro (PSD) – acusado de 23 crimes
Ou seja mais uma derrota do PSD. Ganha quem marca mais "golos" e não quem "joga" melhor…
Há comentários que merecem ser promovidos a posts.
Este é um deles com a devida vénia e autorização do autor.
Caro Daniel,
Vou ver se lhe consigo arranjar alguns números, mas um sei de cor: durante a governação socialista a despesa (atenção: DESPESA) pública cresceu 10% ao ano. Com MFL apenas cresceu o equivalente à inflação.
Outro número que me lembro do tempo Guterres: as contratações da Administração Pública chegaram, em pouco tempo, às 75.000.
Quanto aos submarinos: o PSD realmente comprou 2, contra os 3 que o PS desejava.
Voltarei a este assunto mais tarde.
Cumprimentos.
Michael Oakeshott
Caro Daniel,
Vou ver se lhe consigo arranjar alguns números, mas um sei de cor: durante a governação socialista a despesa (atenção: DESPESA) pública cresceu 10% ao ano. Com MFL apenas cresceu o equivalente à inflação.
Outro número que me lembro do tempo Guterres: as contratações da Administração Pública chegaram, em pouco tempo, às 75.000.
Quanto aos submarinos: o PSD realmente comprou 2, contra os 3 que o PS desejava.
Voltarei a este assunto mais tarde.
Cumprimentos.
Michael Oakeshott
Os socialistas do futebol (actualizado)
Como o Daniel Tecelão só se lembra de dirigentes do PSD ligados ao mundo do futebol, eu vou recordar-lhe alguns do PS, na certeza porém que estou a esquecer de muitos outros.
Dias da Cunha – presidente do SCP e dirigente nacional do PS
Fernando Gomes – futuro vice-presidente da SAD do FCP
Fátima Felgueiras – acusada de vários crimes envolvendo também o Felgueiras Futebol Clube
Ferro Rodrigues – membro do Conselho Leonino (não sei se ainda é, mas foi enquanto ministro)
Jorge Coelho – membro do Conselho Leonino (não sei se ainda é, mas foi enquanto ministro)
José Lello – Presidente do Conselho Fiscal do Boavista e ex-ministro do Desporto
Mário Almeida – Presidente da Câmara de Vila do Conde e dirigente do Rio Ave
Narciso Miranda – Presidente da Câmara de Matosinhos e com ligações ao Leixões
Mesquita Machado - Presidente da Câmara de Braga e da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol
Nuno Cardoso - ex-Presidente da Câmara do Porto, actual líder concelhio na Invicta e investigado por suspeita de ilegalidades nos terrenos das Antas.
Naturalmente que em muitos concelhos do país devem existir autarcas socialistas anónimos, ligados aos clubes da terra. Ou seja, quem quer fazer crer que este é um problema exclusivo do PSD, está a “cuspir para o ar”.
Dias da Cunha – presidente do SCP e dirigente nacional do PS
Fernando Gomes – futuro vice-presidente da SAD do FCP
Fátima Felgueiras – acusada de vários crimes envolvendo também o Felgueiras Futebol Clube
Ferro Rodrigues – membro do Conselho Leonino (não sei se ainda é, mas foi enquanto ministro)
Jorge Coelho – membro do Conselho Leonino (não sei se ainda é, mas foi enquanto ministro)
José Lello – Presidente do Conselho Fiscal do Boavista e ex-ministro do Desporto
Mário Almeida – Presidente da Câmara de Vila do Conde e dirigente do Rio Ave
Narciso Miranda – Presidente da Câmara de Matosinhos e com ligações ao Leixões
Mesquita Machado - Presidente da Câmara de Braga e da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol
Nuno Cardoso - ex-Presidente da Câmara do Porto, actual líder concelhio na Invicta e investigado por suspeita de ilegalidades nos terrenos das Antas.
Naturalmente que em muitos concelhos do país devem existir autarcas socialistas anónimos, ligados aos clubes da terra. Ou seja, quem quer fazer crer que este é um problema exclusivo do PSD, está a “cuspir para o ar”.
Perguntas do dia
Se, ontem, no primeiro golo da Suécia, a bola em vez de bater no ombro de Ricardo tivesse batido na cabeça, teria entrado na baliza?
Se Scolari voltasse a convocar Vítor Baía, viria algum mal ao mundo?
Já agora se queremos uma selecção de futuro, porque não convocar o Moreira e dar-lhe uma oportunidade para jogar?
Se Scolari voltasse a convocar Vítor Baía, viria algum mal ao mundo?
Já agora se queremos uma selecção de futuro, porque não convocar o Moreira e dar-lhe uma oportunidade para jogar?
2004-04-28
Falar só não chega.
O Presidente da República é um crítico da política orçamental e financeira deste governo. Está no seu direito, se bem que nunca tenha apontado um caminho ou alternativa. Limitou-se a dizer uma coisa inconsequente: «há vida para lá do défice».
- Tem razão Senhor Presidente e essa vida era a perda de fundos comunitários em virtude das sanções que a União Europeia tinha intenção de levar por diante, em consequência do défice excessivo deixado pelos seus camaradas e do não cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento, no qual Portugal foi pioneiro.
Parece que já não o fará, pelo menos por enquanto, sendo certo que ainda paira sob o nosso país a nuvem do défice excessivo. Se as previsões se confirmarem, em 2004 e 2005 o défice poderá voltar a subir. Espera-se do Governo medidas firmes e corajosas no sentido de o evitar.
Tal como disse ontem o prestigiado economista António Borges, não havia alternativa ao nível da política macroeconómica. Ou o Governo procedia da forma como procedeu com a inerente contestação social, ou as consequências para o país seriam bem piores.
- Tem razão Senhor Presidente e essa vida era a perda de fundos comunitários em virtude das sanções que a União Europeia tinha intenção de levar por diante, em consequência do défice excessivo deixado pelos seus camaradas e do não cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento, no qual Portugal foi pioneiro.
Parece que já não o fará, pelo menos por enquanto, sendo certo que ainda paira sob o nosso país a nuvem do défice excessivo. Se as previsões se confirmarem, em 2004 e 2005 o défice poderá voltar a subir. Espera-se do Governo medidas firmes e corajosas no sentido de o evitar.
Tal como disse ontem o prestigiado economista António Borges, não havia alternativa ao nível da política macroeconómica. Ou o Governo procedia da forma como procedeu com a inerente contestação social, ou as consequências para o país seriam bem piores.
O Coelho quer música.
Não contente com uma derrota que outra. Por muito que isso custe aos socialistas o povo português não quer a Regionalização, pelo menos enquanto a relação entre eleitores e eleitos não for pacificada. Erradamente, as pessoas acham que a Regionalização é um processo pelo qual os políticos arranjam mais lugares para as suas clientelas e o PS é o maior culpado dessa mesma ideia.
É preferível ter este processo de descentralização implantado pelo actual Governo, que passa pelas Áreas de Municípios e Comunidades Inter-Urbanas, do que vivermos eternamente no sonho de uma Regionalização que nunca irá acontecer.
Eu votei a favor da Regionalização no referendo de 1998 e acho que ela tem mais benefícios que prejuízos, pelo menos políticos. Mas também sei que a desconfiança com que o eleitorado olha para esta medida é tanta que nem tão cedo a irá aceitar.
O PS insiste com a Regionalização porque nunca foi capaz de dar um passo em frente em matéria de descentralização. Em vez disso criou estruturas artificiais e institutos que apenas serviram para proporcionar a alguns dos seus militantes, ordenados principescos e mordomias senhoriais.
É preferível ter este processo de descentralização implantado pelo actual Governo, que passa pelas Áreas de Municípios e Comunidades Inter-Urbanas, do que vivermos eternamente no sonho de uma Regionalização que nunca irá acontecer.
Eu votei a favor da Regionalização no referendo de 1998 e acho que ela tem mais benefícios que prejuízos, pelo menos políticos. Mas também sei que a desconfiança com que o eleitorado olha para esta medida é tanta que nem tão cedo a irá aceitar.
O PS insiste com a Regionalização porque nunca foi capaz de dar um passo em frente em matéria de descentralização. Em vez disso criou estruturas artificiais e institutos que apenas serviram para proporcionar a alguns dos seus militantes, ordenados principescos e mordomias senhoriais.
Esta agora…
Não me convenceram
As declarações de ontem do presidente do PSD, Durão Barroso, acerca do processo judicial que envolve Valentim Loureiro e outro militante do PSD não me convenceram e como tal a minha opinião sobre essa a matéria continua a mesma: não alinho em votos de solidariedade antes de saber se esses dois senhores estão inocentes ou não, porque entendo que não devo correr o risco de hipotecar a minha solidariedade a quem não a merece. Além disso, em situações homólogas, o PSD e eu próprio, condenou a excessiva proximidade entre o PS e os diversos casos judiciais que envolveram alguns dos seus militantes. O que é para uns, em igualdade de circunstâncias, deve ser para todos.
Li hoje que existem diferenças entre o caso Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras. Sem dúvida que existem. Um ainda está cá e a outra fugiu à Justiça. Um é acusado de crimes que são alheios às suas funções de autarca e a outra o contrário, mas crimes são crimes e os políticos devem ficar longe deles, pelo menos destes que envolvem circunstâncias que vão muito além da razoabilidade.
Paulo Pedroso, Fátima Felgueiras, o tipo dos Açores que era secretário Regional (processo de pedofilia), Valentim Loureiro e o seu ex-vice presidente na Câmara de Gondomar, podem estar a ser alvo de grandes injustiças, mas até ver são arguidos em processos delicados. Na mesma circunstância que se presume a inocência, os seus partidos deverão também reflectir sobre os seus envolvimentos nestes complicados casos, sendo certo que é difícil haver fumo sem fogo. Não estamos a falar de pilha galinhas, mas sim de indivíduos que são acusados de abusos sexuais a menores, corrupção e tráfico de influências, peculato e abuso de poder. Não são crimes comuns nem de penas leves.
Durão Barroso disse ontem que o partido não é uma máquina e que as pessoas têm emoções e sentimentos. É verdade, mas o partido não pode nem deve ser “condenado” por aquilo que os seus militantes fazem, por uma razão muito simples: as pessoas passam e os partidos ficam e atrás desta geração de dirigentes, virá outra e depois outra e depois outra…
Se Pedroso for condenado isso não faz do PS um partido de pedófilos. Se Valentim também o for, ninguém, seriamente, poderá dizer que no PSD só existem corruptos.
Esta é a minha opinião.
Li hoje que existem diferenças entre o caso Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras. Sem dúvida que existem. Um ainda está cá e a outra fugiu à Justiça. Um é acusado de crimes que são alheios às suas funções de autarca e a outra o contrário, mas crimes são crimes e os políticos devem ficar longe deles, pelo menos destes que envolvem circunstâncias que vão muito além da razoabilidade.
Paulo Pedroso, Fátima Felgueiras, o tipo dos Açores que era secretário Regional (processo de pedofilia), Valentim Loureiro e o seu ex-vice presidente na Câmara de Gondomar, podem estar a ser alvo de grandes injustiças, mas até ver são arguidos em processos delicados. Na mesma circunstância que se presume a inocência, os seus partidos deverão também reflectir sobre os seus envolvimentos nestes complicados casos, sendo certo que é difícil haver fumo sem fogo. Não estamos a falar de pilha galinhas, mas sim de indivíduos que são acusados de abusos sexuais a menores, corrupção e tráfico de influências, peculato e abuso de poder. Não são crimes comuns nem de penas leves.
Durão Barroso disse ontem que o partido não é uma máquina e que as pessoas têm emoções e sentimentos. É verdade, mas o partido não pode nem deve ser “condenado” por aquilo que os seus militantes fazem, por uma razão muito simples: as pessoas passam e os partidos ficam e atrás desta geração de dirigentes, virá outra e depois outra e depois outra…
Se Pedroso for condenado isso não faz do PS um partido de pedófilos. Se Valentim também o for, ninguém, seriamente, poderá dizer que no PSD só existem corruptos.
Esta é a minha opinião.
2004-04-27
Ao Nuno
O meu amigo Nuno do Quadrante, fez-me um pedido de desculpas público desnecessário. E digo-o desnecessário porque sei que a forma como debate os assuntos é sempre pela positiva e de forma educada, apesar de nem sempre ser correspondido.
De facto apelei a alguma serenidade nos comentários e a um dos comentadores, definitivamente, deixe de dar resposta por respeito aos outros que também o fazem mas com outro sentido de moderação e elevação.
Acho que nos podemos confrontar sem ter que entrar em considerações pessoais conforme já aconteceu. Se a maior parte dos assuntos são políticos, fiquemo-nos pelas considerações meramente políticas, sem beliscar a consciência dos outros.
Eu próprio já fui vítima aqui da anónima violência escrita traduzida no mais puro terrorismo intelectual e estou certo que não vou ser poupado no futuro. Fá-lo quem não tem “tomates” para cara-a-cara, olhos nos olhos nos ofender. Mas como tudo na vida, por onde passamos deixamos um rastro, uma pista…
Conforme já disse anteriormente, o Al(maria)do não é feito para unanimidades. É bom que haja confronto de ideias. Se eu não defendesse esse mesmo confronto, não colocava a aplicação de comentários. Era uma situação muito mais confortável, tendo em conta que eu não me escondo. Dou a cara.
Consultar um blogue é um acto da mais pura voluntariedade e liberdade. Eu próprio tenho o hábito de ler aqueles que gosto, concorde ou não com o conteúdo, não sendo visita frequente de outros aos quais podia, anonimamente, distribuir injúrias e maledicência. Eu não alinho nisso nem alimento estatísticas de gente falhada.
Por tudo isto amigo Nuno, quero manifestar-te a minha vontade em constatar a tua presença assídua por estas bandas, debatendo os assuntos da forma sóbria e inteligente com que me tens habituado ao longo do tempo.
O mesmo digo ao TB que também já me manifestou alguma incomodidade por ver que do debate ao insulto, com algumas pessoas, é um passo muito pequeno.
Conforme o Daniel Tecelão disse no outro dia a propósito das 10.000 visitas ao Al(maria)do, os blogues são também «As portas que Abril abriu». A frase não é dele mas faz sentido usá-la aqui. O importante é que essas mesmas portas não sirvam para outros motivos que não os do respeito, a liberdade de expressão e a convivência democrática.
De facto apelei a alguma serenidade nos comentários e a um dos comentadores, definitivamente, deixe de dar resposta por respeito aos outros que também o fazem mas com outro sentido de moderação e elevação.
Acho que nos podemos confrontar sem ter que entrar em considerações pessoais conforme já aconteceu. Se a maior parte dos assuntos são políticos, fiquemo-nos pelas considerações meramente políticas, sem beliscar a consciência dos outros.
Eu próprio já fui vítima aqui da anónima violência escrita traduzida no mais puro terrorismo intelectual e estou certo que não vou ser poupado no futuro. Fá-lo quem não tem “tomates” para cara-a-cara, olhos nos olhos nos ofender. Mas como tudo na vida, por onde passamos deixamos um rastro, uma pista…
Conforme já disse anteriormente, o Al(maria)do não é feito para unanimidades. É bom que haja confronto de ideias. Se eu não defendesse esse mesmo confronto, não colocava a aplicação de comentários. Era uma situação muito mais confortável, tendo em conta que eu não me escondo. Dou a cara.
Consultar um blogue é um acto da mais pura voluntariedade e liberdade. Eu próprio tenho o hábito de ler aqueles que gosto, concorde ou não com o conteúdo, não sendo visita frequente de outros aos quais podia, anonimamente, distribuir injúrias e maledicência. Eu não alinho nisso nem alimento estatísticas de gente falhada.
Por tudo isto amigo Nuno, quero manifestar-te a minha vontade em constatar a tua presença assídua por estas bandas, debatendo os assuntos da forma sóbria e inteligente com que me tens habituado ao longo do tempo.
O mesmo digo ao TB que também já me manifestou alguma incomodidade por ver que do debate ao insulto, com algumas pessoas, é um passo muito pequeno.
Conforme o Daniel Tecelão disse no outro dia a propósito das 10.000 visitas ao Al(maria)do, os blogues são também «As portas que Abril abriu». A frase não é dele mas faz sentido usá-la aqui. O importante é que essas mesmas portas não sirvam para outros motivos que não os do respeito, a liberdade de expressão e a convivência democrática.
Nunca mais aprendem
Que dirão as famílias das pessoas que foram homenageadas pelo Presidente da Câmara Municipal de Tavira, no passado dia 25 de Abril, ao comunicado de um partido político que acusa o autarca de se auto promover às custas dessas mesmas homenagens?
Que pensarão esses mesmos familiares que no passado Domingo agradeceram de forma emocionada e com lágrimas nos olhos, a quem teve a ideia e a iniciativa de perpetuar o nome de um familiar, à toponímia de Tavira?
Que pensarão todos aqueles que se comoveram ao ver uma rua com o nome de um ente querido já falecido, familiar ou apenas amigo, ser alvo de política partidária de baixo nível?
Que pensarão os dirigentes de um outro partido político, que não o autor do comunicado, nomeadamente os que se associaram às homenagens prestadas a três pessoas que em vida compartilharam os mesmos ideias políticos?
Que pensarão os toxicodependentes em recuperação que irão ingressar nas instalações construídas na Torre de Aires, freguesia da Luz de Tavira, pela Câmara Municipal e a Segurança Social, ao saberem que aquele que os quer ajudar, é alvo de ataques partidários confrangedores?
Que pensará um artista plástico tavirense consagrado, ao saber que alguns confundem interesse público com disputas partidárias, desvalorizando uma obra que tanto trabalho deu a fazer?
Que pensarão as pessoas sérias deste concelho que vêm este permanente estado de ansiedade traduzido em irracionalidade política?
Haja decência.
Que pensarão esses mesmos familiares que no passado Domingo agradeceram de forma emocionada e com lágrimas nos olhos, a quem teve a ideia e a iniciativa de perpetuar o nome de um familiar, à toponímia de Tavira?
Que pensarão todos aqueles que se comoveram ao ver uma rua com o nome de um ente querido já falecido, familiar ou apenas amigo, ser alvo de política partidária de baixo nível?
Que pensarão os dirigentes de um outro partido político, que não o autor do comunicado, nomeadamente os que se associaram às homenagens prestadas a três pessoas que em vida compartilharam os mesmos ideias políticos?
Que pensarão os toxicodependentes em recuperação que irão ingressar nas instalações construídas na Torre de Aires, freguesia da Luz de Tavira, pela Câmara Municipal e a Segurança Social, ao saberem que aquele que os quer ajudar, é alvo de ataques partidários confrangedores?
Que pensará um artista plástico tavirense consagrado, ao saber que alguns confundem interesse público com disputas partidárias, desvalorizando uma obra que tanto trabalho deu a fazer?
Que pensarão as pessoas sérias deste concelho que vêm este permanente estado de ansiedade traduzido em irracionalidade política?
Haja decência.
scp-SLB
Nos blogues que frequento, alguns deles escritos por lagartos, não vi qualquer referência ao facto de este fim-de-semana se poder decidir o vencedor do campeonato da 2ª circular.
Como eu costumo falar sobre o tema – futebol – mesmo quando o meu clube perde, tenho legitimidade suficiente para suscitar o debate, sendo certo que no dia a seguir ao jogo, qualquer que seja o resultado, cá estarei para falar novamente no assunto.
Espero que o silêncio verde não seja pelo facto de terem desperdiçado, em duas jornadas, a confortável vantagem que tinham sobre o seu mais directo rival.
Assim até é melhor para os leões. O estádio vai certamente encher e a receita será milionária.
Como eu costumo falar sobre o tema – futebol – mesmo quando o meu clube perde, tenho legitimidade suficiente para suscitar o debate, sendo certo que no dia a seguir ao jogo, qualquer que seja o resultado, cá estarei para falar novamente no assunto.
Espero que o silêncio verde não seja pelo facto de terem desperdiçado, em duas jornadas, a confortável vantagem que tinham sobre o seu mais directo rival.
Assim até é melhor para os leões. O estádio vai certamente encher e a receita será milionária.
92 anos
Para consumo regional.
Por falta de empenho dos autarcas eleitos nas Assembleias Municipais do PSD e PS no Algarve, bem como das estruturas locais, por pouco se comprometia os objectivos traçados pelos 16 presidentes de Câmara, no que respeita à Assembleia Metropolitana.
Um pouco mais de responsabilidade não fazia mal nenhum.
Tavira foi o exemplo daquilo que deve ser feito nestas circunstâncias.
Um pouco mais de responsabilidade não fazia mal nenhum.
Tavira foi o exemplo daquilo que deve ser feito nestas circunstâncias.
2004-04-26
Acerto com a História II
No passado dia 16 de Abril escrevi este post, a propósito dos verdadeiros motivos do fundamentalismo islâmico, reportando-me a um debate entre Vasco Rato e Miguel Portal.
Este mesmo post teve comentários de concordância e do contrário, os quais podem também ser observados.
Porque sou leigo na matéria, fica a opinião de alguém que tem legitimidade para falar de fundamentalismo e terrorismo islâmico. Nada mais nada menos do que Omar Bakri Mohammed, Líder do "Londonistão" e Teórico da Al-Qaeda na Europa. À pergunta do jornalista responde ele:
P. O que pretende a Al-Qaeda?
R. O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro.
Está tudo dito. Não é necessário acrescentar mais nada.
Nota: Muitas coisas nesta vida podem ser resolvidas com diálogo. A loucura e o fanatismo religioso, não pertencem a essas coisas. O problema aqui não é a Palestina nem o Iraque, é o Mundo inteiro.
Este mesmo post teve comentários de concordância e do contrário, os quais podem também ser observados.
Porque sou leigo na matéria, fica a opinião de alguém que tem legitimidade para falar de fundamentalismo e terrorismo islâmico. Nada mais nada menos do que Omar Bakri Mohammed, Líder do "Londonistão" e Teórico da Al-Qaeda na Europa. À pergunta do jornalista responde ele:
P. O que pretende a Al-Qaeda?
R. O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro.
Está tudo dito. Não é necessário acrescentar mais nada.
Nota: Muitas coisas nesta vida podem ser resolvidas com diálogo. A loucura e o fanatismo religioso, não pertencem a essas coisas. O problema aqui não é a Palestina nem o Iraque, é o Mundo inteiro.
Desafio
O Daniel Tecelão, certamente por esquecimento, ainda não respondeu ao desafio que lhe fiz no post “A promiscuidade”, mas tenho a certeza que não deixará de o fazer.
Um país que não tem memória não é país.
A esquerda em Portugal tem um passado e um compromisso com o terrorismo político que é sabido, o qual não o renega. Quando falo da esquerda refiro-me aos que não aceitaram a democratização do país a seguir ao 25 de Abril e o demonstraram através de sucessivos actos terroristas que ceifaram a vida a algumas pessoas. Nesta matéria a Justiça tratou de condenar os arrependidos e absolver os outros. Mas essa é outra história.
A esquerda moderada e civilizada, não tendo praticado actos de violência e terrorismo político, tem tido ao longo dos últimos anos uma atitude de perdão, “tolerância” e branqueamento. Foi um parlamento maioritariamente de esquerda que sob proposta de um Presidente da República também ele de esquerda, amnistiou Otelo Saraiva de Carvalho e seus camaradas. Foi há 9 anos atrás mas não está esquecido.
A direita tem tido nesta matéria o comportamento que lhe é devido: é contra. Ao facto de o ser, a esquerda remata com a Rede Bombista que actuou em Portugal a seguir ao 25 de Abril, fazendo vítimas junto de alguns sectores da esquerda. Como se em matéria de terrorismo pudesse haver moeda de troca ou legitimidades feitas com base em processos homólogos.
De facto em 1976, tanto o Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), como o Exército de Libertação Português (ELP) reivindicaram uma série de atentados. Ou seja, nesta matéria tanto a extrema-esquerda como a extrema-direita têm as mãos sujas de sangue por razões semelhantes mas de natureza diferente. Mas é de crimes que falamos e esses não são mais ou menos tolerados pelo facto de serem de esquerda ou de direita. São todos criminosos e o lugar deles é na cadeia. Todos eles.
A questão aqui é a forma como esses mesmos crimes têm vindo a sofrer um processo de desculpabilização tendo sempre a mesma origem e os mesmos protagonistas: a esquerda portuguesa a começar por este Presidente da República e o anterior e acabando nos diversos partidos a começar pelo PS e prolongando-se aos outros.
Isto é uma clara nódoa negra na História contemporânea do nosso país. O processo revolucionário e o que dele derivou, não podem servir para passar uma esponja sobre actos criminosos. Que a Justiça não os consiga condenar, eu até entendo. A Justiça é feita pelos Homens para os Homens e como tal não é 100% infalível e justa. Mas que se prestem homenagens públicas com Ordens de Liberdade e tudo, é demais para um Estado de Direito.
Liberdade? Grande liberdade a de quem matou ou tentou matar, por motivações políticas.
Haja memória e respeito, não pelos vivos que ainda cá estão mas por aqueles que morreram inocentemente.
A esquerda moderada e civilizada, não tendo praticado actos de violência e terrorismo político, tem tido ao longo dos últimos anos uma atitude de perdão, “tolerância” e branqueamento. Foi um parlamento maioritariamente de esquerda que sob proposta de um Presidente da República também ele de esquerda, amnistiou Otelo Saraiva de Carvalho e seus camaradas. Foi há 9 anos atrás mas não está esquecido.
A direita tem tido nesta matéria o comportamento que lhe é devido: é contra. Ao facto de o ser, a esquerda remata com a Rede Bombista que actuou em Portugal a seguir ao 25 de Abril, fazendo vítimas junto de alguns sectores da esquerda. Como se em matéria de terrorismo pudesse haver moeda de troca ou legitimidades feitas com base em processos homólogos.
De facto em 1976, tanto o Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), como o Exército de Libertação Português (ELP) reivindicaram uma série de atentados. Ou seja, nesta matéria tanto a extrema-esquerda como a extrema-direita têm as mãos sujas de sangue por razões semelhantes mas de natureza diferente. Mas é de crimes que falamos e esses não são mais ou menos tolerados pelo facto de serem de esquerda ou de direita. São todos criminosos e o lugar deles é na cadeia. Todos eles.
A questão aqui é a forma como esses mesmos crimes têm vindo a sofrer um processo de desculpabilização tendo sempre a mesma origem e os mesmos protagonistas: a esquerda portuguesa a começar por este Presidente da República e o anterior e acabando nos diversos partidos a começar pelo PS e prolongando-se aos outros.
Isto é uma clara nódoa negra na História contemporânea do nosso país. O processo revolucionário e o que dele derivou, não podem servir para passar uma esponja sobre actos criminosos. Que a Justiça não os consiga condenar, eu até entendo. A Justiça é feita pelos Homens para os Homens e como tal não é 100% infalível e justa. Mas que se prestem homenagens públicas com Ordens de Liberdade e tudo, é demais para um Estado de Direito.
Liberdade? Grande liberdade a de quem matou ou tentou matar, por motivações políticas.
Haja memória e respeito, não pelos vivos que ainda cá estão mas por aqueles que morreram inocentemente.
Manhosos
A grande conquista do 25 de Abril de 1974, foi sem dúvida a liberdade de expressão. Sem ela, Francisco Louçã jamais poderia enxovalhar um membro do governo chamando-lhe: manhoso.
Ainda bem que há liberdade, assim eu também me posso indignar com o discurso deste senhor. Mas se Portugal vivesse num regime pelo qual ele teve e tem inegáveis simpatias, talvez eu não lhe pudesse dizer: - manhoso é o senhor e aqueles que o seguem.
Ainda bem que há liberdade, assim eu também me posso indignar com o discurso deste senhor. Mas se Portugal vivesse num regime pelo qual ele teve e tem inegáveis simpatias, talvez eu não lhe pudesse dizer: - manhoso é o senhor e aqueles que o seguem.
Os heróis da nossa nação.
O Presidente da República vai condecorar a ex-militante da luta armada, Isabel do Carmo, fundadora das Brigadas Revolucionárias, que ontem numa entrevista na SIC Notícias teve o desplante de dizer que sim senhor, era partidária da luta armada, o mesmo é dizer terrorismo político, mas que apesar da violência que patrocinava nunca matou ninguém ou teve a intenção de matar.
Ou seja é uma SANTA. Podia fazer companhia à beata Alexandrina que João Paulo II beatificou este fim-de-semana.
O CDS/PP não comparecerá à cerimónia e eu compreendo perfeitamente porquê.
Em matéria de terrorismo político cometido no nosso país, bem se pode dizer que se os seus autores forem de orientação política de esquerda, deixam de ser criminosos e passam a heróis.
Ou seja é uma SANTA. Podia fazer companhia à beata Alexandrina que João Paulo II beatificou este fim-de-semana.
O CDS/PP não comparecerá à cerimónia e eu compreendo perfeitamente porquê.
Em matéria de terrorismo político cometido no nosso país, bem se pode dizer que se os seus autores forem de orientação política de esquerda, deixam de ser criminosos e passam a heróis.
2004-04-25
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Por favor, digam que é apenas comigo
Qualquer semelhança entre a velocidade do Sapo ADSL de há um ano atrás e a actual é pura coincidência.
Qualquer semelhança entre a quantidade de vezes que a ligação vai abaixo comparada com há um ano atrás, também é pura coincidência.
Por favor digam que sou apenas eu a queixar e assim já não serei obrigado a mudar para outro serviço ADSL qualquer, porventura pior.
De uma coisa tenho a certeza, a comparação entre a velocidade do Sapo ADSL e a Internet supersónica, conforme era publicitada, essa sim é uma mais do que absoluta aldrabice.
Qualquer semelhança entre a quantidade de vezes que a ligação vai abaixo comparada com há um ano atrás, também é pura coincidência.
Por favor digam que sou apenas eu a queixar e assim já não serei obrigado a mudar para outro serviço ADSL qualquer, porventura pior.
De uma coisa tenho a certeza, a comparação entre a velocidade do Sapo ADSL e a Internet supersónica, conforme era publicitada, essa sim é uma mais do que absoluta aldrabice.
Mourinho
De todas as declarações que ouvi hoje e nos últimos dias proferidas pelo treinador do FCP, José Mourinho, tiro uma conclusão: deixou-se de fanfarronices.
A última vez que o vi e ouvi com expressões provocatórias, de mau perdedor, roçando a idiotice e num claro exemplo de sobranceria, foi na noite em que empatou em Alvalade com o SCP. Daí para cá, Mourinho regenerou-se, desceu à terra, ficou mais humilde se bem que a ironia nunca tenha desaparecido, mas esse pecado, convenhamos, é o menos grave.
Depois do célebre caso do rasgão na camisola de Rui Jorge e das declarações de asco pelo futebol português que mereceram a condenação generalizada de todo o país, Mourinho percebeu, finalmente, que no mundo não existe apenas ele nem esse mesmo mundo gira em seu redor.
O Mourinho agora campeão é mais sóbrio, mais educado, menos acintoso, mais equilibrado na utilização de adjectivos, em suma é um Mourinho campeão por mérito próprio. E a esta pessoa, não me resta outra alternativa senão reconhecer o mérito daquilo que fez ao longo da época e daquilo que ainda pode fazer.
Prefiro este Mourinho muito mais civilizado sem incitamento ao ódio nem à violência. Porque para ser-se campeão não basta ganhar o campeonato, é também necessário ser humilde e educado respeitando os adversários e as pessoas que gostam de futebol.
Por tudo isto, só me resta reconhecer que no meio de tanta mediocridade que paira no futebol português, esta equipa e este treinador, até prova em contrário, são a excepção que, infelizmente, confirma a regra.
Parabéns FCP.
A última vez que o vi e ouvi com expressões provocatórias, de mau perdedor, roçando a idiotice e num claro exemplo de sobranceria, foi na noite em que empatou em Alvalade com o SCP. Daí para cá, Mourinho regenerou-se, desceu à terra, ficou mais humilde se bem que a ironia nunca tenha desaparecido, mas esse pecado, convenhamos, é o menos grave.
Depois do célebre caso do rasgão na camisola de Rui Jorge e das declarações de asco pelo futebol português que mereceram a condenação generalizada de todo o país, Mourinho percebeu, finalmente, que no mundo não existe apenas ele nem esse mesmo mundo gira em seu redor.
O Mourinho agora campeão é mais sóbrio, mais educado, menos acintoso, mais equilibrado na utilização de adjectivos, em suma é um Mourinho campeão por mérito próprio. E a esta pessoa, não me resta outra alternativa senão reconhecer o mérito daquilo que fez ao longo da época e daquilo que ainda pode fazer.
Prefiro este Mourinho muito mais civilizado sem incitamento ao ódio nem à violência. Porque para ser-se campeão não basta ganhar o campeonato, é também necessário ser humilde e educado respeitando os adversários e as pessoas que gostam de futebol.
Por tudo isto, só me resta reconhecer que no meio de tanta mediocridade que paira no futebol português, esta equipa e este treinador, até prova em contrário, são a excepção que, infelizmente, confirma a regra.
Parabéns FCP.
Rua Sérgio Mestre
O meu amigo Sérgio Mestre tem a partir de hoje uma rua com o seu nome numa das urbanizações novas do concelho de Tavira.
O hino nacional
As comemorações em Tavira dos 30 anos do 25 de Abril foram marcadas por uma palestra sobre a efeméride que teve como orador o Professor Rosa Mendes, historiador e docente na Universidade do Algarve.
Uma das ideias que causou muita curiosidade e até mesmo espanto entre e assistência foi a constatação que o actual hino nacional está desfasado com a nossa identidade actual. Em vez de “A Portuguesa” de Alfredo Keil, Rosa Mendes propôs a “Grândola Vila Morena”. Diz o historiador que «contra os canhões marchar, marchar» é algo que já não diz nada ao país e não está de acordo com a nossa realidade política e social. Já «o povo é quem mais ordena, dentro de ti ò cidade» é uma metáfora que simboliza a nossa democracia e a nossa liberdade.
Não sei se tem interesse para o caso, mas o autor desta troca de hinos é militante do PSD.
Uma das ideias que causou muita curiosidade e até mesmo espanto entre e assistência foi a constatação que o actual hino nacional está desfasado com a nossa identidade actual. Em vez de “A Portuguesa” de Alfredo Keil, Rosa Mendes propôs a “Grândola Vila Morena”. Diz o historiador que «contra os canhões marchar, marchar» é algo que já não diz nada ao país e não está de acordo com a nossa realidade política e social. Já «o povo é quem mais ordena, dentro de ti ò cidade» é uma metáfora que simboliza a nossa democracia e a nossa liberdade.
Não sei se tem interesse para o caso, mas o autor desta troca de hinos é militante do PSD.
Sintomático.
Nas primeiras reacções à conquista de mais um título para o FCP, apareceu Manuel Serrão a solidarizar-se com o Major Valentim Loureiro e Pinto de Sousa e a acusar a Justiça deste país pela forma como permitiu que estes dois “grandes senhores” do futebol português tivessem sido enxovalhados ao longo dos últimos dias.
Ontem tinha sido Miguel Sousa Tavares a revelar, igualmente, uma certa incomodidade.
Sintomático.
Ontem tinha sido Miguel Sousa Tavares a revelar, igualmente, uma certa incomodidade.
Sintomático.
30 anos
2004-04-24
A promiscuidade
O Daniel Tecelão no seu jeito muito próprio enumerou os principais responsáveis pela promiscuidade entre a política e o futebol, fazendo do PSD um caso quase isolado.
Reconhecendo-lhe a sensatez e o sentido de justiça, vou aproveitar para lhe pedir que agora enumere os do PS em igual circunstância e no fim faremos as contas.
Sendo assim lançou os seguintes nomes através do seguinte comentário:
Madail
V.Loureiro
Poncio Monteiro
Santana Lopes
Presidente da C M Sintra
Os do benfica que mandam votar no PPD (Amigo Daniel, Benfica escreve-se com maiúscula. Olhe o respeito…)
E sei lá, mais uns quantos caciques locais que proliferam por este país.
Se calhar meti-me onde não devia, a minha ignorância na matéria pode levar-me à forca.
Como eu não quero que ele tenha a forca como destino, oxalá viva muitos anos, basta-me apenas que continue o exercício, porque até agora não vai nada mal. Aos nomes do PSD, há a somar os do PS. Por isso venham eles.
Se alguém quiser ajudar, o Daniel agradece, tendo em conta a sua ignorância nesta matéria, conforme admitiu, com a qual eu não concordo. Para ter enumerado estes nomes é sinal que alguma coisa sabe.
Reconhecendo-lhe a sensatez e o sentido de justiça, vou aproveitar para lhe pedir que agora enumere os do PS em igual circunstância e no fim faremos as contas.
Sendo assim lançou os seguintes nomes através do seguinte comentário:
Madail
V.Loureiro
Poncio Monteiro
Santana Lopes
Presidente da C M Sintra
Os do benfica que mandam votar no PPD (Amigo Daniel, Benfica escreve-se com maiúscula. Olhe o respeito…)
E sei lá, mais uns quantos caciques locais que proliferam por este país.
Se calhar meti-me onde não devia, a minha ignorância na matéria pode levar-me à forca.
Como eu não quero que ele tenha a forca como destino, oxalá viva muitos anos, basta-me apenas que continue o exercício, porque até agora não vai nada mal. Aos nomes do PSD, há a somar os do PS. Por isso venham eles.
Se alguém quiser ajudar, o Daniel agradece, tendo em conta a sua ignorância nesta matéria, conforme admitiu, com a qual eu não concordo. Para ter enumerado estes nomes é sinal que alguma coisa sabe.
2004-04-23
Confessem…
…se não fosse esta polémica em redor da EVOLUÇÃO do 25 de Abril, os 30 anos tinham sido apenas e só mais um repositório da lenga-lenga do costume.
Goste-se ou não, o slogan abanou a estrutura revolucionária e ideológica de muita gente. Mais do que isso, incomodou como o caraças.
Goste-se ou não, o slogan abanou a estrutura revolucionária e ideológica de muita gente. Mais do que isso, incomodou como o caraças.
O Laranja do Algarve anunciou o seu fim.
Não sei porque carga de água um dos meus melhores amigos decidiu encerrar o seu blogue que pouco a pouco estava a ganhar espaço na blogosfera algarvia.
- TB, espero que reconsideres. Faço questão na tua presença, a menos que haja um motivo de força maior para a decisão de encerrares o blogue. Não vás já embora, bebe mais um copo…
- TB, espero que reconsideres. Faço questão na tua presença, a menos que haja um motivo de força maior para a decisão de encerrares o blogue. Não vás já embora, bebe mais um copo…
A Metropolitana está a chegar.
Na próxima segunda-feira as 16 Assembleias Municipais do Algarve, reunir-se-ão às 21 horas para eleger os membros que irão compor a primeira Assembleia Metropolitana do Algarve.
Duas listas serão postas à votação, uma do “Bloco Central” PSD/PS e outra do PCP.
É uma luta do tipo David contra Golias com a diferença que o David desta vez não conseguirá vencer.
Para a história fica a disponibilidade dos presidentes de câmara do PSD e do PS para um entendimento em nome do Algarve, ultrapassando as exigências partidárias de quem só vê a política como uma conjuntura circunstancial.
Finalmente um processo de descentralização, feito por um Governo tantas vezes acusado de centralizador. Longe vão os tempos de um outro Governo que não soube explicar aos portugueses os benefícios da regionalização deixando-se ultrapassar por aqueles que só vêm fantasmas numa nova organização do Estado assente numa estrutura política legitimada pelo voto directo do eleitorado.
Nas próximas eleições autárquicas quando formos votar estaremos também, indirectamente, a escolher o presidente da Junta Metropolitana.
Duas listas serão postas à votação, uma do “Bloco Central” PSD/PS e outra do PCP.
É uma luta do tipo David contra Golias com a diferença que o David desta vez não conseguirá vencer.
Para a história fica a disponibilidade dos presidentes de câmara do PSD e do PS para um entendimento em nome do Algarve, ultrapassando as exigências partidárias de quem só vê a política como uma conjuntura circunstancial.
Finalmente um processo de descentralização, feito por um Governo tantas vezes acusado de centralizador. Longe vão os tempos de um outro Governo que não soube explicar aos portugueses os benefícios da regionalização deixando-se ultrapassar por aqueles que só vêm fantasmas numa nova organização do Estado assente numa estrutura política legitimada pelo voto directo do eleitorado.
Nas próximas eleições autárquicas quando formos votar estaremos também, indirectamente, a escolher o presidente da Junta Metropolitana.
Tripulante
Eu não alinho
O PSD manifestou solidariedade a Valentim Loureiro em relação à sua detenção. Eu não alinho nisto, por duas razões: A primeira porque se o militante “Zé Silva” (nome fictício) da secção de Carrazeda de Ansiães ou de Aljustrel for detido pelas autoridades para investigações, nenhum dirigente nacional do partido virá a público manifestar solidariedade e muito menos sem saber se ele está inocente. O facto de ser peixe graúdo não me provoca nenhuma emoção especial, ainda mais neste caso. Para tudo e para qualquer efeito, é a estes que são pedidas atitudes de exemplo. Em segundo porque Valentim Loureiro não está a ser acusado com base em práticas ilegais que decorrem do facto de ser militante do PSD. Se alguém quer ser solidário com o Major que o façam os clubes que pertencem à Liga.
Podia ainda acrescentar, conforme já fiz noutros casos, que para mim nestas grandes operações judiciais não há fumo sem fogo, mas as duas primeira razões são mais do que suficientes para justificar o meu não alinhamento em votos de solidariedade desta natureza.
Tal como já escrevi em relação ao erro do PS ter manifestado solidariedade a Paulo Pedroso sem saber o que os Tribunais irão decidir em relação à sua culpabilidade ou inocência, o mesmo se passa com Valentim Loureiro e o PSD.
Se o PSD não se quer queimar com este caso e obter uma possível condenação política, é melhor que fique longe o mesmo é dizer, no seu lugar institucional.
Podia ainda acrescentar, conforme já fiz noutros casos, que para mim nestas grandes operações judiciais não há fumo sem fogo, mas as duas primeira razões são mais do que suficientes para justificar o meu não alinhamento em votos de solidariedade desta natureza.
Tal como já escrevi em relação ao erro do PS ter manifestado solidariedade a Paulo Pedroso sem saber o que os Tribunais irão decidir em relação à sua culpabilidade ou inocência, o mesmo se passa com Valentim Loureiro e o PSD.
Se o PSD não se quer queimar com este caso e obter uma possível condenação política, é melhor que fique longe o mesmo é dizer, no seu lugar institucional.
A irresponsabilidade e insensatez do PS
José Manuel Fernandes escreve hoje um artigo de opinião no Público de leitura obrigatória. Leiam e verifiquem o quão responsável e sensato é o Partido Socialista em matéria de política internacional.
«Apito Entalado»
Pressinto neste artigo de opinião alguma incomodidade, no que toca à referência a Pinto da Costa e o seu eventual envolvimento no processo “Apito Dourado”. Mas devo estar enganado.
Evolução
O Público publica hoje um poema de Manuel Alegre, onde o poeta se insurge contra a “Evolução” publicitada pelo Governo nas comemorações do 25 de Abril.
Fernando Rosas na semana passada também, saudosamente, contestou a expressão “Evolução” num artigo de opinião no mesmo jornal.
No PS, PCP e Bloco de Esquerda, a interpretação dada à ideia do Governo foi vista com maus olhos porque alguém a quem não pertence o 25 de Abril, a direita democrática e os seus políticos, ousou mexer com os dogmas ideológicos da revolução.
Ou seja, a campanha publicitária foi um êxito e os objectivos foram alcançados.
Ninguém ficou indiferente e o criativo que a idealizou está de parabéns porque foi capaz de colocar a discussão no ponto exacto, ou seja: a esquerda não gostou do cartaz porque não admite que outros tenham a ousadia de dizer que o 25 de Abril não tem donos, nem é monopólio de ninguém.
A esquerda gostava era de ver um cartaz com o povo a gritar pelo MFA, ou uma chaimite na rua, ou um cravo numa espingarda ou até mesmo uma fotografia do Otelo.
A direita preferiu lançar o debate sobre a “Evolução” que a democracia tem tido ao longo destes 30 anos e o muito que ainda tem para crescer e evoluir.
A esquerda vive mal com quem não aceita estar à sombra da sua nuvem ideológica. A esquerda, perdoar-me-ão os que se consideram assim, é sectária nesta matéria específica e só perde com isso.
Revolução foi o passado. Evolução é o futuro.
Fernando Rosas na semana passada também, saudosamente, contestou a expressão “Evolução” num artigo de opinião no mesmo jornal.
No PS, PCP e Bloco de Esquerda, a interpretação dada à ideia do Governo foi vista com maus olhos porque alguém a quem não pertence o 25 de Abril, a direita democrática e os seus políticos, ousou mexer com os dogmas ideológicos da revolução.
Ou seja, a campanha publicitária foi um êxito e os objectivos foram alcançados.
Ninguém ficou indiferente e o criativo que a idealizou está de parabéns porque foi capaz de colocar a discussão no ponto exacto, ou seja: a esquerda não gostou do cartaz porque não admite que outros tenham a ousadia de dizer que o 25 de Abril não tem donos, nem é monopólio de ninguém.
A esquerda gostava era de ver um cartaz com o povo a gritar pelo MFA, ou uma chaimite na rua, ou um cravo numa espingarda ou até mesmo uma fotografia do Otelo.
A direita preferiu lançar o debate sobre a “Evolução” que a democracia tem tido ao longo destes 30 anos e o muito que ainda tem para crescer e evoluir.
A esquerda vive mal com quem não aceita estar à sombra da sua nuvem ideológica. A esquerda, perdoar-me-ão os que se consideram assim, é sectária nesta matéria específica e só perde com isso.
Revolução foi o passado. Evolução é o futuro.
2004-04-22
Excertos da acta da última reunião da direcção nacional do PS
Em relação às próximas eleições para o Parlamento Europeu, ficou decidido que as estruturas dirigentes do PS, bem como os seus candidatos, denunciarão para às autoridades competentes, a utilização das seguintes expressões por parte dos candidatos da lista PSD/PP:
É preciso combater uma postura de anti-jogo no que diz respeito aos principais problemas que afectam o nosso país.
Não nos podemos cingir a jogar à defesa em matéria de compromissos com o eleitorado. Há que passar ao ataque e fazer golos.
A nossa política não é a da bola para a frente.
Como tem sido no passado, continuamos a respeitar o mandato do Presidente da República o qual deve manter a posição de árbitro no plano institucional.
Faremos as substituições que acharmos convenientes no sentido de imprimir uma nova dinâmica na transposição dos problemas e não ficaremos à espera, confortavelmente do último apito.
Não somos uma equipa para jogar apenas a primeira parte. Estamos apostados em permanecer activos durante todo o desafio europeu.
As nossas balizas estão bem definidas.
O nosso cabeça de lista é muito mais do que um ponta de lança, é um verdadeiro craque.
A grande área dos desafios europeus não se compadece com rasteiras e fintas.
Somos muito mais do que uma equipa.
Querem mostrar-nos o cartão amarelo. Já se esqueceram do cartão vermelho que apanharam na última partida.
É preciso combater uma postura de anti-jogo no que diz respeito aos principais problemas que afectam o nosso país.
Não nos podemos cingir a jogar à defesa em matéria de compromissos com o eleitorado. Há que passar ao ataque e fazer golos.
A nossa política não é a da bola para a frente.
Como tem sido no passado, continuamos a respeitar o mandato do Presidente da República o qual deve manter a posição de árbitro no plano institucional.
Faremos as substituições que acharmos convenientes no sentido de imprimir uma nova dinâmica na transposição dos problemas e não ficaremos à espera, confortavelmente do último apito.
Não somos uma equipa para jogar apenas a primeira parte. Estamos apostados em permanecer activos durante todo o desafio europeu.
As nossas balizas estão bem definidas.
O nosso cabeça de lista é muito mais do que um ponta de lança, é um verdadeiro craque.
A grande área dos desafios europeus não se compadece com rasteiras e fintas.
Somos muito mais do que uma equipa.
Querem mostrar-nos o cartão amarelo. Já se esqueceram do cartão vermelho que apanharam na última partida.
Passaram por aqui à procura de:
"25 de Abril - Evolução"
(Evolução, claramente. É isso que o país necessita, EVOLUIR)
quem e o melhor figo ou beckham 2004
(Eu prefiro o Figo)
valentim loureiro
(Não podia deixar de ser...)
aviso para daniel
(Qual deles? O Tecelão? Mesmo sem o conhecer é amigo do Almariado.)
tavira-mata de santa rita
(Recomendo uma visita. O ar é 100% puro)
oratorias sobre aborto y drogas
(Já disse o que tinha a dizer)
Diogo Freitas do Amaral biografia
(Já li, gostei e recomendo)
"roteiro turistico" nova zelandia
(Deve ser influência do Senhor dos Anéis)
ana malhoa nua
(Nem nua nem vestida)
nuno gomes e mulher juntos
( Se isso significar mais golos, é já hoje)
testemunhos de vitimas de acidentes rodoviarios
(Felizmente não tenho nada para testemunhar)
mensagens atrevidas para telemoveis
(Mensagens atrevidas só ao vivo e a cores)
principado da fuzeta
(Problema para a medicina resolver)
(Evolução, claramente. É isso que o país necessita, EVOLUIR)
quem e o melhor figo ou beckham 2004
(Eu prefiro o Figo)
valentim loureiro
(Não podia deixar de ser...)
aviso para daniel
(Qual deles? O Tecelão? Mesmo sem o conhecer é amigo do Almariado.)
tavira-mata de santa rita
(Recomendo uma visita. O ar é 100% puro)
oratorias sobre aborto y drogas
(Já disse o que tinha a dizer)
Diogo Freitas do Amaral biografia
(Já li, gostei e recomendo)
"roteiro turistico" nova zelandia
(Deve ser influência do Senhor dos Anéis)
ana malhoa nua
(Nem nua nem vestida)
nuno gomes e mulher juntos
( Se isso significar mais golos, é já hoje)
testemunhos de vitimas de acidentes rodoviarios
(Felizmente não tenho nada para testemunhar)
mensagens atrevidas para telemoveis
(Mensagens atrevidas só ao vivo e a cores)
principado da fuzeta
(Problema para a medicina resolver)
A democracia faz 30 anos. E depois?
A conversa estafada e costumeira sobre o 25 de Abril, o movimento dos capitães, o povo a sair à rua, os cravos nas espingardas, o cerco ao quartel do Carmo e à sede da PIDE, o quem fez o quê e disse o que disse, esvaísse na História sem apelo.
Só insiste na velha ladainha quem não tem mais nada para dizer e os 30 anos de democracia devem servir para muito mais do que apenas um grito de saudade e memória. Já toda a gente conhece a história de cor e para os que não a conhecem, não faltam outras alturas para a contar, de preferência nas salas de aulas das nossas escolas. Isso não significa menor importância em relação aos relatos mas sim uma nova abertura para outras coisas igualmente úteis para o futuro dos cidadãos.
Aos 30 anos ninguém insiste em falar apenas do que foi a sua infância. Aos 30 anos atinge-se a maturidade suficiente para decidir os caminhos que pretende trilhar. Essa sim é uma conversa importante e voltada para o futuro.
De forma muito sintética porque o espaço não permite mais, diria que nesta fase política que o país atravessa, o que faz falta é uma maior participação cívica das pessoas e a recusa em se manterem alheias à construção das decisões que lhes dizem directamente respeito. Os partidos estão à deriva e com eles a própria democracia. As pessoas estão esgotadas com um ritmo de vida voltado apenas para as suas próprias obrigações e exigências e não se apercebem que o alheamento abre espaço à deterioração do espaço democrático e com ele o aparecimento de movimentos de discurso radical e populista, voltados para a sobranceria, a desordem e o quebrar das mais elementares regras da boa convivência social e política. Não é possível manter por muito mais tempo, o divórcio eminente entre os eleitos e os eleitores e os primeiros devem apontar soluções e caminhos. Ou damos oxigénio à democracia ou algum dia, alguém a estrangula em definitivo. A História já demonstrou que as ditaduras são intemporais e não escolhem locais específicos para se instalar. Onde houver condições, crescem, aparecem e lançam os seus tentáculos.
O assunto parece vago mas não é. A conversa dos quão perigosos são os políticos e as formas como se organizam, é tantas vezes usada que, mesmo de forma imerecida, come tudo pela mesma tabela. E há políticos e políticos, por muito que se diga o contrário.
As regras da tolerância e do direito à diferença de opinião devem ser a base de entendimento para o cimentar de uma organização saudável do Estado. O combate à corrupção, à fuga fiscal e a outros crimes de grandes proporções que lesam o país, enquanto não forem combatidos sem dó nem piedade, deixarão na mente dos cidadãos honestos e cumpridores a sensação de impotência e descrença no futuro.
Uma sociedade mais justa não se constrói na abstenção mas sim na participação. Não se constrói na luta de classes mas sim na igualdade de oportunidades, onde aos mais capazes devem ser dadas condições para vencer. Não se constrói na dependência do Estado mas na capacidade de gerar riqueza e novos recursos. Não se constrói com imobilismo mas sim com criatividade e acção.
Em suma, 30 anos de democracia comemoram-se olhando em frente e não apenas relembrando o passado. Porque se apenas olharmos para aquilo que fizemos e nunca para o que somos capazes de fazer, algum dia alguém perguntará:
- E depois?
(Artigo de opinião publicado no Postal do Algarve a 22/4/2004)
Só insiste na velha ladainha quem não tem mais nada para dizer e os 30 anos de democracia devem servir para muito mais do que apenas um grito de saudade e memória. Já toda a gente conhece a história de cor e para os que não a conhecem, não faltam outras alturas para a contar, de preferência nas salas de aulas das nossas escolas. Isso não significa menor importância em relação aos relatos mas sim uma nova abertura para outras coisas igualmente úteis para o futuro dos cidadãos.
Aos 30 anos ninguém insiste em falar apenas do que foi a sua infância. Aos 30 anos atinge-se a maturidade suficiente para decidir os caminhos que pretende trilhar. Essa sim é uma conversa importante e voltada para o futuro.
De forma muito sintética porque o espaço não permite mais, diria que nesta fase política que o país atravessa, o que faz falta é uma maior participação cívica das pessoas e a recusa em se manterem alheias à construção das decisões que lhes dizem directamente respeito. Os partidos estão à deriva e com eles a própria democracia. As pessoas estão esgotadas com um ritmo de vida voltado apenas para as suas próprias obrigações e exigências e não se apercebem que o alheamento abre espaço à deterioração do espaço democrático e com ele o aparecimento de movimentos de discurso radical e populista, voltados para a sobranceria, a desordem e o quebrar das mais elementares regras da boa convivência social e política. Não é possível manter por muito mais tempo, o divórcio eminente entre os eleitos e os eleitores e os primeiros devem apontar soluções e caminhos. Ou damos oxigénio à democracia ou algum dia, alguém a estrangula em definitivo. A História já demonstrou que as ditaduras são intemporais e não escolhem locais específicos para se instalar. Onde houver condições, crescem, aparecem e lançam os seus tentáculos.
O assunto parece vago mas não é. A conversa dos quão perigosos são os políticos e as formas como se organizam, é tantas vezes usada que, mesmo de forma imerecida, come tudo pela mesma tabela. E há políticos e políticos, por muito que se diga o contrário.
As regras da tolerância e do direito à diferença de opinião devem ser a base de entendimento para o cimentar de uma organização saudável do Estado. O combate à corrupção, à fuga fiscal e a outros crimes de grandes proporções que lesam o país, enquanto não forem combatidos sem dó nem piedade, deixarão na mente dos cidadãos honestos e cumpridores a sensação de impotência e descrença no futuro.
Uma sociedade mais justa não se constrói na abstenção mas sim na participação. Não se constrói na luta de classes mas sim na igualdade de oportunidades, onde aos mais capazes devem ser dadas condições para vencer. Não se constrói na dependência do Estado mas na capacidade de gerar riqueza e novos recursos. Não se constrói com imobilismo mas sim com criatividade e acção.
Em suma, 30 anos de democracia comemoram-se olhando em frente e não apenas relembrando o passado. Porque se apenas olharmos para aquilo que fizemos e nunca para o que somos capazes de fazer, algum dia alguém perguntará:
- E depois?
(Artigo de opinião publicado no Postal do Algarve a 22/4/2004)
Perguntas do dias
Esta questão já foi aflorada pelos leitores do Almariado mas faz algum sentido colocá-la novamente à análise de todos, tendo em conta as últimas evoluções.
Os principais casos judicias a correr nos tribunais portugueses, tiveram desenvolvimentos após o PS ter saído do governo. Enumero quatro:
- Caso Felgueiras - começou com o PS ainda no governo a apoiar a candidatura de Fátima Felgueiras já com um rol de suspeitas na praça pública, evoluiu para a fuga da “autarca” para o Brasil e teve o seu ponto alto na cena de pancadaria com o coitado do Francisco Assis.
- Caso Casa Pia - os principais relatos e acontecimentos em investigação remontam ao tempo em que o PS estava no governo e envolvem figuras centrais deste partido com responsabilidades governativas na altura, sendo certo que a pedofilia na Casa Pia perde-se no tempo com responsabilidades públicas para muita gente.
- Caso Pedofilia dos Açores - circunstância algo parecidas ao anterior também envolvendo figuras gradas do PS do arquipélago.
- Caso Apito Dourado – tem como figura central um autarca e alto dirigente do PSD, ex-líder da maior distrital do país (Porto), bem como outras figuras de menor relevo público, todas elas do meio futebolístico. Isto até agora. Ninguém sabe como a situação evoluirá e se outros nomes muito mediáticos não surgirão para grande espanto de toda a gente.
Pelo meio houve ainda um outro caso judicial de grande impacto na imprensa nacional, como foi o Caso Moderna, que começou com o PS no governo e terminou com ele na oposição, envolvendo também algumas pessoas ligadas aos meandros do Poder, nomeadamente o actual Ministro da Defesa que prestou depoimentos como testemunha e saiu incólume de todo o processo.
Partindo do principio que a Justiça é credível e independente – partilho desta opinião – haverá alguma relação política com o desenvolvimento dos quatro primeiros casos. Terá a mudança do governo contribuído para um maior desenvolvimento da investigação judicial? Se o PS ainda fosse Poder os casos Casa Pia, Pedofilia nos Açores e Felgueiras teriam tido os desenvolvimentos que tiveram? Terá o aparecimento do Caso Apito Dourado demonstrado que neste momento a Justiça faz-se doa a quem doer, apanhe quem apanhar?
Estas questões preocupam-me e deduzo-as com base em comentários e textos lidos na imprensa nacional e na blogosfera. Não sei responder a elas. Alguém o fará.
Os principais casos judicias a correr nos tribunais portugueses, tiveram desenvolvimentos após o PS ter saído do governo. Enumero quatro:
- Caso Felgueiras - começou com o PS ainda no governo a apoiar a candidatura de Fátima Felgueiras já com um rol de suspeitas na praça pública, evoluiu para a fuga da “autarca” para o Brasil e teve o seu ponto alto na cena de pancadaria com o coitado do Francisco Assis.
- Caso Casa Pia - os principais relatos e acontecimentos em investigação remontam ao tempo em que o PS estava no governo e envolvem figuras centrais deste partido com responsabilidades governativas na altura, sendo certo que a pedofilia na Casa Pia perde-se no tempo com responsabilidades públicas para muita gente.
- Caso Pedofilia dos Açores - circunstância algo parecidas ao anterior também envolvendo figuras gradas do PS do arquipélago.
- Caso Apito Dourado – tem como figura central um autarca e alto dirigente do PSD, ex-líder da maior distrital do país (Porto), bem como outras figuras de menor relevo público, todas elas do meio futebolístico. Isto até agora. Ninguém sabe como a situação evoluirá e se outros nomes muito mediáticos não surgirão para grande espanto de toda a gente.
Pelo meio houve ainda um outro caso judicial de grande impacto na imprensa nacional, como foi o Caso Moderna, que começou com o PS no governo e terminou com ele na oposição, envolvendo também algumas pessoas ligadas aos meandros do Poder, nomeadamente o actual Ministro da Defesa que prestou depoimentos como testemunha e saiu incólume de todo o processo.
Partindo do principio que a Justiça é credível e independente – partilho desta opinião – haverá alguma relação política com o desenvolvimento dos quatro primeiros casos. Terá a mudança do governo contribuído para um maior desenvolvimento da investigação judicial? Se o PS ainda fosse Poder os casos Casa Pia, Pedofilia nos Açores e Felgueiras teriam tido os desenvolvimentos que tiveram? Terá o aparecimento do Caso Apito Dourado demonstrado que neste momento a Justiça faz-se doa a quem doer, apanhe quem apanhar?
Estas questões preocupam-me e deduzo-as com base em comentários e textos lidos na imprensa nacional e na blogosfera. Não sei responder a elas. Alguém o fará.
2004-04-21
As "saudades" que eu já tinha do carnaval informativo
O jornalismo é uma missão muito nobre e os jornalistas são, na sua maioria, pessoas que devem merecer o respeito e a consideração de todos nós. São eles que muitas vezes sacrificam as suas vidas para trazer até ao nosso conhecimento, factos que de outra maneira passariam desapercebidos.
Em Portugal, nos últimos anos, a concorrência ao nível da comunicação social tem tido, do ponto de vista qualitativo, significativas melhoras, muito por culpa da entrada na profissão de gente jovem cheia de qualidades, proveniente das melhores universidades do país. Porém, as exigências ao nível das audiências levam a que muitos jornalistas percam a noção do fundamental e do acessório em matéria de informação.
Coloco-me ao nível de consumidor diário de informação, de toda ela, e chego à conclusão que em matéria informativa estamos na fase do vale tudo, contrariada apenas por momentos de lucidez como o do realizador que estava a trabalhar no dia em que Fehér morreu, recusando-se mostrar um grande plano do rosto do jogador húngaro quando este caminhava a passos largos para a morte.
É só haver um qualquer caso que escape à normalidade e lá temos toda uma romaria de jornalistas a fazer os mais disparatados exercícios informativos. Hoje mesmo vi um.
A SIC mostrou durante largos minutos a imagem de uma janela do Tribunal de Gondomar onde apenas se viam vultos de pessoas, um deles semelhante ou dando a ideia de ser Valentim Loureiro. Isto é confrangedor, como também o é as longas horas de espera em frente ao Tribunal de Instrução Criminal ou o Estabelecimento Prisional de Lisboa, com os profissionais da informação a acotovelarem-se à procura de um piscar de olhos dos intervenientes ou familiares do caso Casa Pia. Isto não é informação, isto é o mais puro Carnaval.
As pessoas têm o direito de saber porque Valentim Loureiro foi detido e está a ser investigado, mas convenhamos que transmitir durante vários minutos a imagem de uma janela revestida com uma película branca é no mínimo confrangedor. Quem não soubesse o que se estava a passar, pensaria que se tratava de uma câmara a filmar por esquecimento do seu operador.
As pessoas, mesmo com exposição pública, têm direito à sua privacidade e recato. Perceber a fronteira entre uma coisa e outra nem sempre é fácil, mas em muitos casos não tenho dúvidas que o exagero dos jornalistas fazem dos protagonistas da vida social, política, cultural, desportiva e económica, vítimas de um inferno que parece não ter fim.
Informação sim, mas com regras e bom senso.
Nota: Há uns dias atrás, Manuel Maria Carrilho protagonizou uma cena de violência com um jornalista que tentou fotografá-lo, salvo erro, com o seu filho mais novo. Quero dizer que neste tipo de casos, a vítima é o jornalista e não a “vedeta” por uma simples razão. Carrilho é uma das pessoas que alimenta, por conveniência própria, alguma imprensa específica. Logo nos momentos em que não lhe é tão conveniente ser fotografado ou filmado, mais difícil se torna a auto-exclusão dos flashes e dos holofotes mediáticos. Quem anda à chuva molha-se.
Isto serve para Manuel Maria Carrilho e para toda a “fauna” que vive estampada nas revistas cor-de-rosa deste país, mas que não admite uma fotografia casual numa circunstância mal programada. Quem constrói a sua imagem desta maneira, cedo ou tarde terá um momento de maior tensão com os profissionais da informação.
Em Portugal, nos últimos anos, a concorrência ao nível da comunicação social tem tido, do ponto de vista qualitativo, significativas melhoras, muito por culpa da entrada na profissão de gente jovem cheia de qualidades, proveniente das melhores universidades do país. Porém, as exigências ao nível das audiências levam a que muitos jornalistas percam a noção do fundamental e do acessório em matéria de informação.
Coloco-me ao nível de consumidor diário de informação, de toda ela, e chego à conclusão que em matéria informativa estamos na fase do vale tudo, contrariada apenas por momentos de lucidez como o do realizador que estava a trabalhar no dia em que Fehér morreu, recusando-se mostrar um grande plano do rosto do jogador húngaro quando este caminhava a passos largos para a morte.
É só haver um qualquer caso que escape à normalidade e lá temos toda uma romaria de jornalistas a fazer os mais disparatados exercícios informativos. Hoje mesmo vi um.
A SIC mostrou durante largos minutos a imagem de uma janela do Tribunal de Gondomar onde apenas se viam vultos de pessoas, um deles semelhante ou dando a ideia de ser Valentim Loureiro. Isto é confrangedor, como também o é as longas horas de espera em frente ao Tribunal de Instrução Criminal ou o Estabelecimento Prisional de Lisboa, com os profissionais da informação a acotovelarem-se à procura de um piscar de olhos dos intervenientes ou familiares do caso Casa Pia. Isto não é informação, isto é o mais puro Carnaval.
As pessoas têm o direito de saber porque Valentim Loureiro foi detido e está a ser investigado, mas convenhamos que transmitir durante vários minutos a imagem de uma janela revestida com uma película branca é no mínimo confrangedor. Quem não soubesse o que se estava a passar, pensaria que se tratava de uma câmara a filmar por esquecimento do seu operador.
As pessoas, mesmo com exposição pública, têm direito à sua privacidade e recato. Perceber a fronteira entre uma coisa e outra nem sempre é fácil, mas em muitos casos não tenho dúvidas que o exagero dos jornalistas fazem dos protagonistas da vida social, política, cultural, desportiva e económica, vítimas de um inferno que parece não ter fim.
Informação sim, mas com regras e bom senso.
Nota: Há uns dias atrás, Manuel Maria Carrilho protagonizou uma cena de violência com um jornalista que tentou fotografá-lo, salvo erro, com o seu filho mais novo. Quero dizer que neste tipo de casos, a vítima é o jornalista e não a “vedeta” por uma simples razão. Carrilho é uma das pessoas que alimenta, por conveniência própria, alguma imprensa específica. Logo nos momentos em que não lhe é tão conveniente ser fotografado ou filmado, mais difícil se torna a auto-exclusão dos flashes e dos holofotes mediáticos. Quem anda à chuva molha-se.
Isto serve para Manuel Maria Carrilho e para toda a “fauna” que vive estampada nas revistas cor-de-rosa deste país, mas que não admite uma fotografia casual numa circunstância mal programada. Quem constrói a sua imagem desta maneira, cedo ou tarde terá um momento de maior tensão com os profissionais da informação.
Champions League
Ontem ao mesmo tempo que os telejornais cobriam a detenção do Major Valentim Loureiro, o Mónaco batia o Chelsea por 3-1, num jogo bem disputado e com lances ofensivos de parte a parte.
O Mónaco viu-se privado de um dos seus elementos, depois de uma cena de teatro do jogador da formação britânica Makelele. Mesmo assim os franceses reagiram e fizeram dois golos. É o querer ganhar, hábito pouco frequente nalgumas formações por esta Europa fora e muito em particular em Portugal.
Desconfio que a eliminatória não está decidida. O Chelsea tem recursos futebolísticos para dar a volta à eliminatória.
Hoje o Estádio do Dragão abre as suas portas à outra meia-final. Como já vem sendo hábito, só me ocorre desejar boa sorte ao FCP.
O Mónaco viu-se privado de um dos seus elementos, depois de uma cena de teatro do jogador da formação britânica Makelele. Mesmo assim os franceses reagiram e fizeram dois golos. É o querer ganhar, hábito pouco frequente nalgumas formações por esta Europa fora e muito em particular em Portugal.
Desconfio que a eliminatória não está decidida. O Chelsea tem recursos futebolísticos para dar a volta à eliminatória.
Hoje o Estádio do Dragão abre as suas portas à outra meia-final. Como já vem sendo hábito, só me ocorre desejar boa sorte ao FCP.
Força Portugal
Estava convencido que o PS estava mais tranquilo em relação às eleições europeias. Bastava observar o discurso optimista dos seus principais dirigentes para perceber isso. Talvez me tenha enganado.
Se há coisa que não lembra ao Diabo, fazer queixa do slogan eleitoral do seu principal adversário é uma delas. O PS não gostou do “Força Portugal” – está no seu direito e eu também não morro de amores pela expressão – e fez queixa para o Tribunal Constitucional. A resposta foi a mais natural. O slogan não tem vestígios de inconstitucionalidade, logo pode ser utilizado.
Tento perceber o que terá passado pela cabeça dos dirigentes do PS mas não consigo entender. Por duas razões em concreto: A primeira porque o argumento da mistura da política com o futebol é não só falacioso como incoerente. O próprio PS está a usar outdoors onde pede aos eleitores que mostrem um cartão amarelo ao governo. Já sei, este cartão amarelo não é do futebol, é do andebol.
A segunda porque o argumento do uso de símbolos nacionais como é o nome “Portugal” tem sido milhões de vezes utilizado ao longo dos 30 anos de democracia. É o nome do nosso país e mal andam as coisas quando o PS o tenta censurar, porque é disso que se trata.
Ora tudo isto revela incomodidade. O PS vive mal com a possibilidade de não ter uma vitória retumbante em Junho e por isso utiliza todos os meios ao seu alcance no sentido de criar obstáculos ao seu principal adversário. Este método em concreto nem chega para anedota, mas dá para ter uma ideia do sentido estratégico das hostes socialistas.
Se há coisa que não lembra ao Diabo, fazer queixa do slogan eleitoral do seu principal adversário é uma delas. O PS não gostou do “Força Portugal” – está no seu direito e eu também não morro de amores pela expressão – e fez queixa para o Tribunal Constitucional. A resposta foi a mais natural. O slogan não tem vestígios de inconstitucionalidade, logo pode ser utilizado.
Tento perceber o que terá passado pela cabeça dos dirigentes do PS mas não consigo entender. Por duas razões em concreto: A primeira porque o argumento da mistura da política com o futebol é não só falacioso como incoerente. O próprio PS está a usar outdoors onde pede aos eleitores que mostrem um cartão amarelo ao governo. Já sei, este cartão amarelo não é do futebol, é do andebol.
A segunda porque o argumento do uso de símbolos nacionais como é o nome “Portugal” tem sido milhões de vezes utilizado ao longo dos 30 anos de democracia. É o nome do nosso país e mal andam as coisas quando o PS o tenta censurar, porque é disso que se trata.
Ora tudo isto revela incomodidade. O PS vive mal com a possibilidade de não ter uma vitória retumbante em Junho e por isso utiliza todos os meios ao seu alcance no sentido de criar obstáculos ao seu principal adversário. Este método em concreto nem chega para anedota, mas dá para ter uma ideia do sentido estratégico das hostes socialistas.
2004-04-20
Dá para quase todos
O que está em causa na investigação a decorrer a qual levou à detenção do Major Valentim Loureiro e mais 15 pessoas, é a promiscuidade que existe entre o mundo do futebol e a política e nessa matéria, à excepção do PCP que joga noutro campeonato, PSD, PS e CDS/PP têm muito para contar.
Quem, nestes três partidos, tiver o descaramento de dizer que o problema não é seu, está a mentir descaradamente e a negar as evidências.
No caldeirão do dirigismo desportivo, cozem-se muitos ingredientes, muitos mesmo.
Quem, nestes três partidos, tiver o descaramento de dizer que o problema não é seu, está a mentir descaradamente e a negar as evidências.
No caldeirão do dirigismo desportivo, cozem-se muitos ingredientes, muitos mesmo.
Um esclarecimento necessário
Só quem está numa atitude de má-fé é que não entende a ironia do meu anterior post. Logo, o «mar de parágrafos» é uma expressão desnecessária e provocatória a qual devolvo com fair-play, apesar do anonimato do seu autor.
O facto do Major ser militante e autarca do PSD representa tanto para mim ao ponto de, se for culpado, eu ainda bater palmas em cima. Para mim em matéria de crime não há PS nem PSD nem outra coisa qualquer. Há criminosos e ponto final.
Como já o disse anteriormente, o facto de Paulo Pedroso poder vir a ser condenado no processo Casa Pia, não faz do PS um partido de pedófilos. Com Valentim Loureiro é precisamente a mesma coisa.
Apenas um parêntesis para dizer uma coisa que me parece óbvia. A investigação que está a decorrer não é ao Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, mas sim ao Presidente da Liga. Sendo a mesma pessoa não é a mesma coisa.
Em relação a outros casos envolvendo autarcas socialistas, como é sabido, a investigação tem como ponto de partida a gestão camarária, o peculato, o abuso de poder e outras coisas igualmente interessantes. Não percebi que seja este o motivo do processo já baptizado por «Apito Dourado», mas se também for, não tenham dúvidas de que lado estou.
A pólvora a que fiz referência no post anterior está relacionada com a mais do que evidente falta de credibilidade que paira sobre o nosso futebol, onde os prejudicados e beneficiados são quase sempre os mesmos, salvo honrosas excepções que apenas confirmam a regra.
Se é o Major Valentim Loureiro ou outra pessoa qualquer o responsável por esse descrédito e pelo tráfico de influência que possa existir, isso é matéria que compete aos Tribunais averiguar, condenar ou absolver. De uma coisa estou certo: o futebol tal como está, está muito mal e a tendência é para piorar.
Reduzam o número de clubes na Super Liga, inventem outro processo para a nomeação ou sorteio dos árbitros, profissionalizem a arbitragem, façam o que acharem melhor, mas credibilizem o desporto rei, sob pena de um dia ele acabar por decreto, com tanta suspeita de corrupção que existe à volta dele.
Nota: Realmente somos o país certo para organizar uma grande competição de futebol como o EURO 2004. Estas são as provas que faltavam.
Dediquem-se mas é à petanca.
O facto do Major ser militante e autarca do PSD representa tanto para mim ao ponto de, se for culpado, eu ainda bater palmas em cima. Para mim em matéria de crime não há PS nem PSD nem outra coisa qualquer. Há criminosos e ponto final.
Como já o disse anteriormente, o facto de Paulo Pedroso poder vir a ser condenado no processo Casa Pia, não faz do PS um partido de pedófilos. Com Valentim Loureiro é precisamente a mesma coisa.
Apenas um parêntesis para dizer uma coisa que me parece óbvia. A investigação que está a decorrer não é ao Presidente da Câmara Municipal de Gondomar, mas sim ao Presidente da Liga. Sendo a mesma pessoa não é a mesma coisa.
Em relação a outros casos envolvendo autarcas socialistas, como é sabido, a investigação tem como ponto de partida a gestão camarária, o peculato, o abuso de poder e outras coisas igualmente interessantes. Não percebi que seja este o motivo do processo já baptizado por «Apito Dourado», mas se também for, não tenham dúvidas de que lado estou.
A pólvora a que fiz referência no post anterior está relacionada com a mais do que evidente falta de credibilidade que paira sobre o nosso futebol, onde os prejudicados e beneficiados são quase sempre os mesmos, salvo honrosas excepções que apenas confirmam a regra.
Se é o Major Valentim Loureiro ou outra pessoa qualquer o responsável por esse descrédito e pelo tráfico de influência que possa existir, isso é matéria que compete aos Tribunais averiguar, condenar ou absolver. De uma coisa estou certo: o futebol tal como está, está muito mal e a tendência é para piorar.
Reduzam o número de clubes na Super Liga, inventem outro processo para a nomeação ou sorteio dos árbitros, profissionalizem a arbitragem, façam o que acharem melhor, mas credibilizem o desporto rei, sob pena de um dia ele acabar por decreto, com tanta suspeita de corrupção que existe à volta dele.
Nota: Realmente somos o país certo para organizar uma grande competição de futebol como o EURO 2004. Estas são as provas que faltavam.
Dediquem-se mas é à petanca.
Major Valentim Loureiro detido pela PJ.
Tavira - Território e Poder
Terminou no passado dia 11 de Abril a exposição “Tavira Território e Poder” que esteve patente ao público no Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa desde o dia 5 de Agosto de 2003.
Por lá passaram mais de 52.000 visitantes dos quais 26.660 estrangeiros.
Nesta magnífica exposição era possível observa um conjunto de achados arqueológicos importantes, descobertos, grande parte deles, no subsolo do concelho de Tavira e muito em particular na própria cidade.
Desde o período megalítico, até ao período quinhentista, passando pelo fenício, romano, islâmico e medieval, os visitantes viajaram no tempo numa apresentação cronológica daquilo que foi a vida dos antepassados tavirenses.
A exposição regressa agora a Tavira onde será colocada no Palácio da Galeria, futuro Museu da Cidade.
O vaso islâmico encontrado nas instalações do edifício onde funcionava a agência do Banco Nacional Ultramarino foi, sem duvida alguma, o ex-libris da exposição.
Mais recentemente, neste mesmo edifício, foram encontrados os restos de uma rede de pesca fenícia que remonta ao século 5 A.C., a qual é considerada como um dos mais antigos achados de pesca encontrados em todo o mundo.
É caso para dizer que em Tavira quem faz um buraco no chão arrisca-se a ter uma surpresa.
2004-04-19
Mais uma.
Do mesmo senhor, o tal Omar Bakri Mohammed, fica mais esta pérola:
P. Os valores culturais são imutáveis?
R. Sim. O adultério, a fornicação, a homossexualidade, o jogo, a usura, o roubo, o assassínio, a mentira eram errados no tempo de Abraão e Maomé e continuam a sê-lo. Mas o Ocidente inventou palavras bonitas para se referir a estes crimes. Em vez de fornicação e adultério diz "affair". Em vez de mentira diz "edição", no caso dos jornalistas.
P. Os valores culturais são imutáveis?
R. Sim. O adultério, a fornicação, a homossexualidade, o jogo, a usura, o roubo, o assassínio, a mentira eram errados no tempo de Abraão e Maomé e continuam a sê-lo. Mas o Ocidente inventou palavras bonitas para se referir a estes crimes. Em vez de fornicação e adultério diz "affair". Em vez de mentira diz "edição", no caso dos jornalistas.
Diálogo sim, mas com os crentes.
O Galo Verde faz alusão a uma entrevista dada ao público por um líder terrorista islâmico Omar Bakri Mohammed, ligado à Al-Qaeda e dessa entrevista retirou a seguinte pergunta e respectiva resposta:
P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
Aguardo pelos comentários daqueles que acham que o terrorismo se resolve com diálogo e que é possível sentar à mesa das negociações com este género de pessoas.
P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.
Aguardo pelos comentários daqueles que acham que o terrorismo se resolve com diálogo e que é possível sentar à mesa das negociações com este género de pessoas.
Esta é inédita.
Um candidato à presidência do Real Madrid, promete aos sócio, se ganhar, o contrário daquilo que é normal. Quando alguém quer ganhar as eleições de um grande clube de futebol, a primeira coisa que promete é comprar jogadores, estes quer vender logo dois dos mais carismáticos atletas do clube.
Se calhar isto dá votos…pelo menos no Real Madrid.
Se calhar isto dá votos…pelo menos no Real Madrid.
Estará o povo português cada vez mais mal-educado?
Este é um post sem importância mas serve para que alguém diga, pelo menos, que estas coisas só acontecem comigo.
Já vos aconteceu chegar a uma sala de espera de um consultório médico, por exemplo, encontrar umas 10 pessoas, dizer “Bom Dia” e ninguém responder?
Mais do que isso. Depois chega uma senhora, repete o “Bom Dia” e apenas eu respondi.
Entretanto a pessoa que estava sentada à minha frente, levanta a cabeça debruçada sobre a revista Lux e olha para mim com cara de espanto por eu ter respondido. Deve ter pensado:
- Este tipo que respondeu “Bom Dia” deve ser parvo ou então é um alienígena. Mas porque raio terá respondido “Bom Dia”?
Será isto normal ou foi apenas um momento infeliz de uma dezena de pessoas aborrecidas com o facto de hoje ser segunda-feira?
Já vos aconteceu chegar a uma sala de espera de um consultório médico, por exemplo, encontrar umas 10 pessoas, dizer “Bom Dia” e ninguém responder?
Mais do que isso. Depois chega uma senhora, repete o “Bom Dia” e apenas eu respondi.
Entretanto a pessoa que estava sentada à minha frente, levanta a cabeça debruçada sobre a revista Lux e olha para mim com cara de espanto por eu ter respondido. Deve ter pensado:
- Este tipo que respondeu “Bom Dia” deve ser parvo ou então é um alienígena. Mas porque raio terá respondido “Bom Dia”?
Será isto normal ou foi apenas um momento infeliz de uma dezena de pessoas aborrecidas com o facto de hoje ser segunda-feira?
A Paixão de Bruno
O SCP veio do Bessa com a certeza que o sistema continua firme e hirto.
De facto a expulsão de Rui Jorge é duvidosa, sendo certa que a de Pedro Barbosa é o resultado de uma grosseria do próprio.
Mas não deverá o SCP queixar-se igualmente da ineficácia do seu ataque e dos dois golos consentidos pelo seu guarda-redes?
Se no primeiro golo Ricardo deixou antecipar-se na sua pequena área por um jogador boavisteiro que foi com a cabeça onde o guardião não foi capaz de ir com as mãos, no segundo colocou a bola na zona central da grande área tendo um avançado do Boavista mesmo na sua frente. O remate de facto foi muito forte e difícil de suster mas podia ao menos ter sacudido a bola para uma das laterais. Guarda-redes como Ricardo têm a obrigação de saber como isso se faz.
De facto a expulsão de Rui Jorge é duvidosa, sendo certa que a de Pedro Barbosa é o resultado de uma grosseria do próprio.
Mas não deverá o SCP queixar-se igualmente da ineficácia do seu ataque e dos dois golos consentidos pelo seu guarda-redes?
Se no primeiro golo Ricardo deixou antecipar-se na sua pequena área por um jogador boavisteiro que foi com a cabeça onde o guardião não foi capaz de ir com as mãos, no segundo colocou a bola na zona central da grande área tendo um avançado do Boavista mesmo na sua frente. O remate de facto foi muito forte e difícil de suster mas podia ao menos ter sacudido a bola para uma das laterais. Guarda-redes como Ricardo têm a obrigação de saber como isso se faz.
Perguntas do dia
A esquerda moderada portuguesa, aquela que só fala mal dos EUA quando o presidente é de direita como e é o caso actualmente, deveria responder à seguinte questão:
Se os EUA fossem governados por Al Gore quando se deu o 11 de Março, acham que este não teria reagido de forma veemente no sentido de combater o terrorismo islâmico?
Não teria havido intervenção militar nem Afeganistão nem no Iraque?
Digam que não para eu me rir nesta manhã sombria de segunda-feira e ficar bem disposto.
Se os EUA fossem governados por Al Gore quando se deu o 11 de Março, acham que este não teria reagido de forma veemente no sentido de combater o terrorismo islâmico?
Não teria havido intervenção militar nem Afeganistão nem no Iraque?
Digam que não para eu me rir nesta manhã sombria de segunda-feira e ficar bem disposto.
Vamos a votos
A coligação PSD/PP já tem o seu cabeça de lista às eleições para o Parlamento Europeu, o Prof. João de Deus Pinheiro.
Olhando a todos os que encabeçam as quatro principais listas partidárias pode-se concluir o seguinte:
- O PSD/PP tem um candidato para falar da Europa e da política internacional – temas centrais destas eleições.
- O PS tem um candidato para falar de economia esperando-se que fale também das suas responsabilidades neste matéria que não são, do ponto de vista da Macroeconomia, tão distantes como quer fazer crer.
- O Bloco de Esquerda tem um candidato para falar de charros, direitos dos gays e, naturalmente, enxovalhar os seus adversários e exprimir o seu anti-americanismo primário.
- O PCP tem uma candidata para, como de costume, não falar de coisa nenhuma.
Ou seja, vamos a votos.
Nota: Omiti o Dr. Manuel Monteiro porque desconfio que terá tantos votos como o PSN (nem sei se ainda existe e concorre) e o PCTP/MRPP.
Olhando a todos os que encabeçam as quatro principais listas partidárias pode-se concluir o seguinte:
- O PSD/PP tem um candidato para falar da Europa e da política internacional – temas centrais destas eleições.
- O PS tem um candidato para falar de economia esperando-se que fale também das suas responsabilidades neste matéria que não são, do ponto de vista da Macroeconomia, tão distantes como quer fazer crer.
- O Bloco de Esquerda tem um candidato para falar de charros, direitos dos gays e, naturalmente, enxovalhar os seus adversários e exprimir o seu anti-americanismo primário.
- O PCP tem uma candidata para, como de costume, não falar de coisa nenhuma.
Ou seja, vamos a votos.
Nota: Omiti o Dr. Manuel Monteiro porque desconfio que terá tantos votos como o PSN (nem sei se ainda existe e concorre) e o PCTP/MRPP.
2004-04-16
Ganharam o quê?
O Bloco de Esquerda colocou na rua outdoors onde aparecem os protagonistas da Cimeira das Lages com a frase: Eles Mentem, Eles Perdem.Tirando uma Presidente de Câmara que concorreu como independente pelas listas do BE, ainda gostava de saber o que é que Louçã e sus muchachos já ganharam, falando a verdade.
Um drama sobre o qual importa reflectir
Mais uma vez volto a um tema triste e angustiante para mim mas que serve de reflexão e aviso para outros.
Quem lê o Almariado desde pelo menos Outubro do ano passado, talvez se recorde o momento dramático que vivi em consequência do internamento da minha filha na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro em consequência de uma infecção respiratória causada por um ataque víral.
Esta semana, duas crianças faleceram no Hospital Amadora-Sintra devido a uma infecção respiratória provocada por uma virose.
Ao que parece a origem da infecção pode estar no infantário ou numa clínica de fisioterapia que as pobres crianças frequentavam.
Não vale a pena sequer falar na dor da perda de um filho, sobretudo sendo uma criança, porque esse é um exercício indescritível. Vale a pena sim, questionar as condições de alguns locais públicos para onde mandamos as nossas crianças e a forma de diminuir o risco de acontecer situações deste tipo.
No meu caso particular, a minha filha frequentava, há apenas um mês e meio, um infantário da cidade, sob o qual não tenho nenhum tipo de razão de queixa na forma como foi tratada e muito menos responsabilizo os seus dirigentes e pedagogos, pelo que sucedeu. Foi com a minha filha, podia ter sido com outra criança qualquer. Certo é que até à sua entrada no infantário, a Rita tinha sido uma criança absolutamente saudável. Apenas teve um pouco de febre após as primeiras vacinas. Nas semanas a seguir ao seu ingresso no infantário, começou a ter sintomas de doença desde a pacífica constipação até às laringites e depois a tal infecção respiratória mais grave.
Os médicos com quem falei, tanto no hospital como cá fora, foram peremptórios. A melhor forma de evitar situações de risco como a que a minha filha viveu é manter as crianças afastada dos infantários até aos 3 anos de idade, altura em que atingem uma maior robustez física. Felizmente pude fazer essa opção e entregá-la, durante as horas de trabalho, a essa grande instituição mundial que são as avós. Mas nem todos os pais têm essa hipótese e vêm-se obrigados a deixar as suas crianças entregues a um infantário que, sem essa intenção, são incubadoras de doenças. Alguém na “brincadeira” me disse que em vez de infantários, seria mais correcto, do ponto de vista pediátrico, chamar-lhes infectários.
Também é verdade que as crianças quando ficam doentes muitas vezes não ficam em casa, como seria desejável, porque os pais não podem faltar aos seus empregos alguns deles precários. Não faltam por aí patrões insensíveis a esta questão, infelizmente.
Não tenho conhecimentos suficientes nem autoridade intelectual para adiantar soluções no sentido de tornar os nossos infantários mais seguros, nomeadamente quando o contágio se dá nas brincadeiras dos miúdos e na troca de brinquedos que facilmente vão à boca, mas que é necessária e urgente uma reflexão aturada sobre esta matéria, disso não tenho dúvidas.
Quem lê o Almariado desde pelo menos Outubro do ano passado, talvez se recorde o momento dramático que vivi em consequência do internamento da minha filha na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro em consequência de uma infecção respiratória causada por um ataque víral.
Esta semana, duas crianças faleceram no Hospital Amadora-Sintra devido a uma infecção respiratória provocada por uma virose.
Ao que parece a origem da infecção pode estar no infantário ou numa clínica de fisioterapia que as pobres crianças frequentavam.
Não vale a pena sequer falar na dor da perda de um filho, sobretudo sendo uma criança, porque esse é um exercício indescritível. Vale a pena sim, questionar as condições de alguns locais públicos para onde mandamos as nossas crianças e a forma de diminuir o risco de acontecer situações deste tipo.
No meu caso particular, a minha filha frequentava, há apenas um mês e meio, um infantário da cidade, sob o qual não tenho nenhum tipo de razão de queixa na forma como foi tratada e muito menos responsabilizo os seus dirigentes e pedagogos, pelo que sucedeu. Foi com a minha filha, podia ter sido com outra criança qualquer. Certo é que até à sua entrada no infantário, a Rita tinha sido uma criança absolutamente saudável. Apenas teve um pouco de febre após as primeiras vacinas. Nas semanas a seguir ao seu ingresso no infantário, começou a ter sintomas de doença desde a pacífica constipação até às laringites e depois a tal infecção respiratória mais grave.
Os médicos com quem falei, tanto no hospital como cá fora, foram peremptórios. A melhor forma de evitar situações de risco como a que a minha filha viveu é manter as crianças afastada dos infantários até aos 3 anos de idade, altura em que atingem uma maior robustez física. Felizmente pude fazer essa opção e entregá-la, durante as horas de trabalho, a essa grande instituição mundial que são as avós. Mas nem todos os pais têm essa hipótese e vêm-se obrigados a deixar as suas crianças entregues a um infantário que, sem essa intenção, são incubadoras de doenças. Alguém na “brincadeira” me disse que em vez de infantários, seria mais correcto, do ponto de vista pediátrico, chamar-lhes infectários.
Também é verdade que as crianças quando ficam doentes muitas vezes não ficam em casa, como seria desejável, porque os pais não podem faltar aos seus empregos alguns deles precários. Não faltam por aí patrões insensíveis a esta questão, infelizmente.
Não tenho conhecimentos suficientes nem autoridade intelectual para adiantar soluções no sentido de tornar os nossos infantários mais seguros, nomeadamente quando o contágio se dá nas brincadeiras dos miúdos e na troca de brinquedos que facilmente vão à boca, mas que é necessária e urgente uma reflexão aturada sobre esta matéria, disso não tenho dúvidas.
Santa Luzia voltada para a Ria quando o dia apenas nasceu
Convite para almoçar
O almoço de ontem entre o primeiro-ministro Durão Barroso e José Saramago, será alvo das mais diversas críticas da esquerda. Estou certo disso. Nomeadamente porque lhe retira um argumento que ostentava e usava com frequência: a suposta intolerância da direita em relação ao sucesso das pessoas de esquerda, o que na minha opinião constitui um profundo disparate.
José Saramago é um “osso duro de roer”. É um homem controverso mas com ideias bem clara e definidas, goste-se ou não, e um escritor brilhante com uma criatividade assombrosa. Quem tem dúvidas sobre esta matéria, leia, nomeadamente, o «Ensaio sobre a Cegueira» e verá o quão genial é a sua capacidade de criar cenários ficcionados inimagináveis.
Durão Barroso é um político astuto, sensato e tolerante com leitura e sabedoria política, por muito que alguns queiram fazer crer o contrário.
A forma, na minha opinião sincera, como Durão Barroso se referiu ao episódio triste do profeta Sousa Lara, não deixou Saramago indiferente. O primeiro-ministro, passado todo este tempo, não tinha que o fazer e muito menos nesta fase em que a obra literária do prémio Nobel regressou ao topo da polémica por razões de natureza política. Mas fê-lo e demonstrou que em questão de Estado não pode haver ressentimentos e muito menos acertos pessoais com a História. Isto retira à esquerda um argumento poderoso mas frágil e híbrido.
A esquerda preferia uma cena de má-vontade de Durão Barroso e deliciar-se –ia se o primeiro-ministro corroborasse a opinião e a atitude de Sousa Lara há 12 anos atrás. Isso sim seria um trunfo valiosíssimo para os que acham que à direita tudo é cego, intolerante e cinzento. Assim não aconteceu.
Como leitor e admirador da obra literária de Saramago e apoiante sincero de Barroso, sinto-me muito satisfeito com este episódio.
Como se viu mais uma vez, a tolerância, o diálogo, a sensatez e o sentido de justiça não são monopólio da esquerda.
José Saramago é um “osso duro de roer”. É um homem controverso mas com ideias bem clara e definidas, goste-se ou não, e um escritor brilhante com uma criatividade assombrosa. Quem tem dúvidas sobre esta matéria, leia, nomeadamente, o «Ensaio sobre a Cegueira» e verá o quão genial é a sua capacidade de criar cenários ficcionados inimagináveis.
Durão Barroso é um político astuto, sensato e tolerante com leitura e sabedoria política, por muito que alguns queiram fazer crer o contrário.
A forma, na minha opinião sincera, como Durão Barroso se referiu ao episódio triste do profeta Sousa Lara, não deixou Saramago indiferente. O primeiro-ministro, passado todo este tempo, não tinha que o fazer e muito menos nesta fase em que a obra literária do prémio Nobel regressou ao topo da polémica por razões de natureza política. Mas fê-lo e demonstrou que em questão de Estado não pode haver ressentimentos e muito menos acertos pessoais com a História. Isto retira à esquerda um argumento poderoso mas frágil e híbrido.
A esquerda preferia uma cena de má-vontade de Durão Barroso e deliciar-se –ia se o primeiro-ministro corroborasse a opinião e a atitude de Sousa Lara há 12 anos atrás. Isso sim seria um trunfo valiosíssimo para os que acham que à direita tudo é cego, intolerante e cinzento. Assim não aconteceu.
Como leitor e admirador da obra literária de Saramago e apoiante sincero de Barroso, sinto-me muito satisfeito com este episódio.
Como se viu mais uma vez, a tolerância, o diálogo, a sensatez e o sentido de justiça não são monopólio da esquerda.
Mais cego é aquele que não quer ver
Pior que um erro, que todos estamos sujeitos a cometer, é insistir nesse mesmo erro.
A reacção de Sousa Lara ao encontro de Durão Barroso com José Saramago não é digna de maiores observações. Porém, não quero deixar de catalogar como ridículas as expressões de “blasfémia” usada para atacar o autor de «Evangelho Segundo Jesus Cristo» ou auto-flagelação para criticar a atitude do primeiro-ministro.
A grande diferença entre Sousa Lara e José Saramago é que para a História o primeiro ficará conhecido como um dos arguidos do caso Moderna e o censor do pós 25 de Abril. Em relação ao segundo a memória que perdurará é a da conquista do prestigiado Prémio Nobel por alguém de origem simples e de formação académica inferior, mas suficiente para escrever uma obra intemporal que de aqui a muitos anos será referida como pertencendo aos grandes clássicos da literatura portuguesa.
Parece pouca a diferença mas na verdade é abissal.
A reacção de Sousa Lara ao encontro de Durão Barroso com José Saramago não é digna de maiores observações. Porém, não quero deixar de catalogar como ridículas as expressões de “blasfémia” usada para atacar o autor de «Evangelho Segundo Jesus Cristo» ou auto-flagelação para criticar a atitude do primeiro-ministro.
A grande diferença entre Sousa Lara e José Saramago é que para a História o primeiro ficará conhecido como um dos arguidos do caso Moderna e o censor do pós 25 de Abril. Em relação ao segundo a memória que perdurará é a da conquista do prestigiado Prémio Nobel por alguém de origem simples e de formação académica inferior, mas suficiente para escrever uma obra intemporal que de aqui a muitos anos será referida como pertencendo aos grandes clássicos da literatura portuguesa.
Parece pouca a diferença mas na verdade é abissal.
Acerto com a História
Num debate da SIC Notícias entre Vasco Rato e Miguel Portas, o primeiro fez referência a uma questão de fundo em todo o movimento terrorista islâmico. Referindo-se a uma notícia de um jornal espanhol, afirmou que a grande motivação da Al-Qaeda é a reconquista do espaço Al-Andaluz que lhe foi retirado na Idade Média pelos reis de Portugal e Castela.
Isto significa, basicamente, um acerto com a História distante, tendo por base motivações de natureza religiosa. Pode parecer absurdo mas faz algum sentido.
Isto significa, basicamente, um acerto com a História distante, tendo por base motivações de natureza religiosa. Pode parecer absurdo mas faz algum sentido.
O “espectáculo” da morte
Os terroristas iraquianos ao executarem o refém italiano, aproveitaram para registar as imagens em vídeo e enviaram-nas a uma cadeia de televisão. Julgo que até agora as imagens não foram mostradas preservando o sofrimento da família, da população italiana e do resto do Mundo que se indigna com este monstruoso espectáculo. Isso só aconteceu, a preservação das imagens, porque as mesmas não foram parar às mãos erradas de directores de informação que apenas pensam nas audiências. Um exemplo que fica para todo o mundo informativo, nomeadamente para as cadeias de televisão portuguesas que transmitiram até à exaustão a morte de Miklós Fehér.
Porque, salvaguardando as devidas distâncias e causas, é do “espectáculo” da morte que se trata e ao qual poucos parecem saber resistir.
Porque, salvaguardando as devidas distâncias e causas, é do “espectáculo” da morte que se trata e ao qual poucos parecem saber resistir.
2004-04-15
Oxalá eu esteja errado.
Se as esperanças do Alcagoita não resultarem frutíferas, o Sporting Clube Farense poderá, no próximo ano, estar a disputar o Campeonato Nacional da III Divisão. Oxalá isso não aconteça. O Louletano, não estando na mesma situação, não é certo que suba para a Divisão de Honra. Ou seja, para o ano que vem, o Estádio do Algarve com um pouco de azar, será palco de jogos cuja capacidade de atrair multidões é pouco mais do que nula. O meu Olhanense até pode subir mas duvido que troque o José Arcanjo pelo estádio de Loulé/Faro.
Durante um ou mais anos, o estádio não terá hipóteses de receber de forma regular um jogo, digno desse nome e com muito público a assistir, que justifique a abertura das suas portas. A manutenção do mesmo será agravada pela não utilização regular.
E mais não digo sob pena de ser mal entendido.
Durante um ou mais anos, o estádio não terá hipóteses de receber de forma regular um jogo, digno desse nome e com muito público a assistir, que justifique a abertura das suas portas. A manutenção do mesmo será agravada pela não utilização regular.
E mais não digo sob pena de ser mal entendido.
Pergunta do dia
A defesa feita por alguns sectores em relação à tentativa de diálogo com os terroristas como forma de eliminar a sua acção à face da terra é um processo que está a levantar grandes dúvidas e contestação. As minha perguntas são duas:
- Partindo do principio que esse diálogo é possível e que se chega a uma acordo para o futuro, o que faria a seguir a comunidade internacional em relação aos crimes até agora cometidos pela Al-Qaeda e companhia limitada?
- As tréguas implicam absolvição dos autores morais do 11 de Setembro e do 11 de Março, bem como de todas as outras operações criminosas, ou depois do diálogo uma das partes vai direitinha para o banco dos réus de um Tribunal Internacional?
- Partindo do principio que esse diálogo é possível e que se chega a uma acordo para o futuro, o que faria a seguir a comunidade internacional em relação aos crimes até agora cometidos pela Al-Qaeda e companhia limitada?
- As tréguas implicam absolvição dos autores morais do 11 de Setembro e do 11 de Março, bem como de todas as outras operações criminosas, ou depois do diálogo uma das partes vai direitinha para o banco dos réus de um Tribunal Internacional?
Mais um tema esquecido
A vida não dá para acompanhar tudo o que se passa à nossa volta e por vezes escapam-nos assuntos que merecem alguma conversa.
Mais uma vez o nosso querido Ferro Rodrigues, uma presença sempre constante aqui no Almariado.
Disse o ainda secretário-geral do PS que a coligação PSD/PP em matéria de eleições europeias, adoptou um slogan populista confundindo a política com o futebol.
Estaríamos nós todos de acordo – eu também não aprecio muito a escolha – se o próprio Ferro Rodrigues não tivesse mandado colocar por todo o país, outdoors onde reclama um cartão amarelo ao governo. Bem sei que este tipo de sanção não é exclusiva do futebol, mas não me acredito que tenham pensado noutra analogia que não a futebolística.
Se a ironia do destino já é muita, o melhor é nem nos recordarmos o que o governo, a que o nosso querido amigo Ferro Rodrigues pertenceu, fez em matéria de futebóis. Totonegócio dir-lhe-á alguma coisa?
Mais uma vez o nosso querido Ferro Rodrigues, uma presença sempre constante aqui no Almariado.
Disse o ainda secretário-geral do PS que a coligação PSD/PP em matéria de eleições europeias, adoptou um slogan populista confundindo a política com o futebol.
Estaríamos nós todos de acordo – eu também não aprecio muito a escolha – se o próprio Ferro Rodrigues não tivesse mandado colocar por todo o país, outdoors onde reclama um cartão amarelo ao governo. Bem sei que este tipo de sanção não é exclusiva do futebol, mas não me acredito que tenham pensado noutra analogia que não a futebolística.
Se a ironia do destino já é muita, o melhor é nem nos recordarmos o que o governo, a que o nosso querido amigo Ferro Rodrigues pertenceu, fez em matéria de futebóis. Totonegócio dir-lhe-á alguma coisa?
O mau futebol
Tirando honrosas excepções que não passam disso mesmo, excepções, o nível do futebol português é de má qualidade. Isso não significa que todos os nossos jogadores sejam maus. Prova disso são os que estão a jogar no estrangeiro nas melhores equipas da Europa. O nível do futebol a que me reporto é o jogado cá.
Entre outros truques de trazer por casa, os jogadores simulam faltas e agressões, queimam tempo quando o resultado os favorece, discutem e insultam os árbitros e desrespeitam a assistência com pouco empenho e falta de profissionalismo. Subtraindo os jogos onde entram os chamados três grandes, tudo o resto é um tédio generalizado. Nesta segunda-feira que passou, assisti em directo ao jogo Belenenses-Beira Mar. Foi mau demais para ser verdade. As duas equipas pareciam estar a fazer um frete brutal. À imagem destas, outras protagonizam espectáculos semelhantes o que nos leva a pensar se faz sentido mantê-las no escalão maior do futebol nacional.
As minhas questões são muito simples: Faz sentido ter um campeonato com 18 equipas? Isso contribui para o engrandecimento qualitativo do espectáculo? Isso torna o campeonato mais competitivo?
Entre outros truques de trazer por casa, os jogadores simulam faltas e agressões, queimam tempo quando o resultado os favorece, discutem e insultam os árbitros e desrespeitam a assistência com pouco empenho e falta de profissionalismo. Subtraindo os jogos onde entram os chamados três grandes, tudo o resto é um tédio generalizado. Nesta segunda-feira que passou, assisti em directo ao jogo Belenenses-Beira Mar. Foi mau demais para ser verdade. As duas equipas pareciam estar a fazer um frete brutal. À imagem destas, outras protagonizam espectáculos semelhantes o que nos leva a pensar se faz sentido mantê-las no escalão maior do futebol nacional.
As minhas questões são muito simples: Faz sentido ter um campeonato com 18 equipas? Isso contribui para o engrandecimento qualitativo do espectáculo? Isso torna o campeonato mais competitivo?
2004-04-14
A eterna conversa
A isto alguém um dia chamou e bem de «sucata ideológica». Vivem presos ao passado, não acompanharam a evolução dos tempos e morrem de inveja daqueles que ganham eleições e governam o país. É uma pena que neste campo o PS apareça por vezes numa situação híbrida e não se destaque de este permanente Processo Revolucionário em Desuso, bem patente na conversa de embalar dos dirigentes do Bloco de Esquerda.
Quem mexe nos dogmas revolucionários é alvo dos mais variados ataques por parte daqueles que tudo fizeram para que Portugal fizesse inversão de marcha e estacionasse na eterna almofada da democracia muito própria da esquerda radical.
Caramba, digo eu, já lá vão 30 anos e ainda chamam à nossa democracia uma criança e percebe-se porquê. Para os que nunca tiveram responsabilidades de Poder e é bom que nunca venham a ter, Portugal continuará mergulhado nas sobras do Estado Novo. Triste sina a de um pais com políticos tão vocacionados para evocar o passado sem olharem para o futuro que se está marimbando para as palavras de ordem do pós revolução.
Quem mexe nos dogmas revolucionários é alvo dos mais variados ataques por parte daqueles que tudo fizeram para que Portugal fizesse inversão de marcha e estacionasse na eterna almofada da democracia muito própria da esquerda radical.
Caramba, digo eu, já lá vão 30 anos e ainda chamam à nossa democracia uma criança e percebe-se porquê. Para os que nunca tiveram responsabilidades de Poder e é bom que nunca venham a ter, Portugal continuará mergulhado nas sobras do Estado Novo. Triste sina a de um pais com políticos tão vocacionados para evocar o passado sem olharem para o futuro que se está marimbando para as palavras de ordem do pós revolução.
Pergunta do dia
O governo colocou na rua uns outdoors com a expressão «25 de Abril – Evolução», os quais têm causado alguma perturbação, nomeadamente à esquerda.
Nos dias que correm faz sentido continuar a falar de “revolução” ou 30 anos são os suficientes para que se comece a falar de «evolução»?
Nos dias que correm faz sentido continuar a falar de “revolução” ou 30 anos são os suficientes para que se comece a falar de «evolução»?
Para vosotros putas y dinero, para nosotros indignación
Esta foi a frase com que os adeptos do Real Madrid receberam a sua equipa no regresso aos treinos. Acho que não vale a pena fazer grandes comentários. Ela fala por si.
Por seu lado, Roberto Carlos, um dos galácticos, respondeu de forma áspera e altiva às perguntas dos jornalistas, pondo em causa decisões do treinador. Só faltou dizer: jogo se me apetecer.
É, provavelmente, o declínio de uma equipa de sonho. Pela frente tem agora três jogos de aperto. Atlético de Madrid, Barcelona e Desportivo da Corunha, são os senhores que se seguem. Se o resultado for igual ao do jogo deste fim-de-semana…
O futuro de Carlos Queiroz é uma imensa nuvem escura, infelizmente.
Por seu lado, Roberto Carlos, um dos galácticos, respondeu de forma áspera e altiva às perguntas dos jornalistas, pondo em causa decisões do treinador. Só faltou dizer: jogo se me apetecer.
É, provavelmente, o declínio de uma equipa de sonho. Pela frente tem agora três jogos de aperto. Atlético de Madrid, Barcelona e Desportivo da Corunha, são os senhores que se seguem. Se o resultado for igual ao do jogo deste fim-de-semana…
O futuro de Carlos Queiroz é uma imensa nuvem escura, infelizmente.
2004-04-13
VI Feira da Serra de Tavira
Depois de vos abrir o apetite com os magníficos petiscos do Festival de Gastronomia Serrana, é vez de lançar mais uma saborosa provocação para uma visita a Tavira neste fim-de-semana a mais uma edição da Feira da Serra de Tavira.
Trata-se de uma excelente iniciativa conjunta entre a autarquia e a associação In-Loco, a qual reúne no centro da cidade durante 3 dias, o melhor da gastronomia, do artesanato e da cultura popular com origem no interior do Algarve e de outros pontos do país..
A Feira da Serra já vai na sua 6ª edição e conta este ano com 150 expositores.
Chamo a particular atenção para a doçaria e os licores que apenas devem ser consumidos em casa e nunca antes de conduzir. O teor alcoólico do bom medronho da serra de Tavira é para homens de barba rija e mulheres de ideias firmes. Se não for um destes o melhor é abster-se de chegar perto.
A doçaria, toda ela feita de forma artesanal e com base em conhecimentos ancestrais, são autênticas bombas calóricas, prontas a explodir no estômago dos visitantes.
Pelo meio há ainda os produtos da agricultura biológica, o mel e seus derivados, as compotas, os frutos secos, os queijos e enchidos e toda a diversidade de artesanato desde a cestaria aos trabalhos de linho, azulejaria, tecelagens e os famosos trapos.
A música também vai marcar presença com cantares tradicionais, espectáculos de percussão, folclore e um concerto com o grupo “Camaleão Azul” (mas não do FCP).
Acho que o melhor é visitar a Feira da Serra, trazer dinheiro na carteira e espaço livre no estômago.
E as alternativas são???
O facto de Bruxelas poder levantar o procedimento resultante do défice excessivo a Portugal, tem deixado algumas pessoas incomodadas.
A política financeira de Guterres era excelente para os interesses portugueses, nomeadamente porque oferecia à população a possibilidade de viver acima das suas possibilidades. Estimulava-se o consumo através do recurso ao crédito a eito e o emprego, não só mas também, às custas das contas públicas. Pelo meio acabavam-se com portagens porque era simpático manter os condutores longe dos “buzinões”. Na miragem de ninguém pagar, pagávamos todos mais tarde. Era tão excelente esta política que sua Excelência acabou por fugir a sete pés para não se atolar no pântano que ajudou a criar. Mas não é isto que importa agora discutir.
Se a política financeira deste governo é tão habilidosa que até engana os especialistas financeiros da união europeia ao ponto de lhe levantarem uma intenção de sanções que iria reflectir-se na menor transferência dos fundos de coesão, significa que existe uma alternativa. Ou seja, não basta dizer que o défice foi controlado este ano à custa de receitas irrepetíveis, é necessário apontar aquelas que podem servir para substituir aquilo que dificilmente se irá repetir.
A única grande questão que me parece verdadeira e que me preocupa pela ineficácia, é de facto o combate à fuga fiscal, num país onde pagar impostos significa uma de duas coisas: ou se trabalha por conta de outrem sem hipóteses de fugir ou se é estúpido. Se essa é a medida milagrosa, então até sou capaz de estar de acordo. Não me parece que seja apenas isto.
Porém o que o PS e o resto da oposição defendem não é somente o combate à fuga aos impostos. Os socialistas vivem obcecados com o gastar até haver e quando não houver, saltam fora e outro que pague as contas e feche a porta. Os comunistas só vêm o Estado o qual deve servir como mola real da economia e olham para a iniciativa privada como o diabo para a cruz. Não é necessário relembrar o que aconteceu nos países onde isto era uma realidade.
Uma coisa é certa, o país ou tem objectivos ou não sabe para onde vai. Cumprir o défice público era um objectivo ao qual os países membros estavam obrigados. É certo que existe quem não cumpra e assobie para o ar. Mas essa não deve ser a nossa fasquia.
A esquerda menos moderada gostava mesmo era de poder defender a saída de Portugal da União Europeia e só não o faz porque manifestamente receia a censura generalizada dos cidadãos que vêm na Europa o caminho a seguir. Assim não havia Pacto de Estabilidade e Crescimento e outros empecilhos semelhantes. O orgulhosamente só de Salazar, transferiu-se para sectores inimagináveis.
Haja portanto coragem na oposição para dizer que a sua política é viver num estado artificial onde o importante não é poupar mas sim gastar. Onde as famílias podem endividar-se que um dia logo se vê ou onde o défice público é precisamente aquilo que não se deve cumprir, porque isso implica sacrifícios para os cidadãos.
Quanto a objectivos, ganhar o EURO 2004 até seria muito interessante.
Nota: E se o Governo tivesse prescindido de receitas extraordinárias e de medidas de austeridade para controlar o défice e este em vez de 2,8% fosse 4 ou 5? O PS e o resto da oposição bateriam palmas? Ficariam satisfeitos? Ou viriam dizer que este Governo não tem mãos nas contas do Estado nem objectivos para cumprir?
A política financeira de Guterres era excelente para os interesses portugueses, nomeadamente porque oferecia à população a possibilidade de viver acima das suas possibilidades. Estimulava-se o consumo através do recurso ao crédito a eito e o emprego, não só mas também, às custas das contas públicas. Pelo meio acabavam-se com portagens porque era simpático manter os condutores longe dos “buzinões”. Na miragem de ninguém pagar, pagávamos todos mais tarde. Era tão excelente esta política que sua Excelência acabou por fugir a sete pés para não se atolar no pântano que ajudou a criar. Mas não é isto que importa agora discutir.
Se a política financeira deste governo é tão habilidosa que até engana os especialistas financeiros da união europeia ao ponto de lhe levantarem uma intenção de sanções que iria reflectir-se na menor transferência dos fundos de coesão, significa que existe uma alternativa. Ou seja, não basta dizer que o défice foi controlado este ano à custa de receitas irrepetíveis, é necessário apontar aquelas que podem servir para substituir aquilo que dificilmente se irá repetir.
A única grande questão que me parece verdadeira e que me preocupa pela ineficácia, é de facto o combate à fuga fiscal, num país onde pagar impostos significa uma de duas coisas: ou se trabalha por conta de outrem sem hipóteses de fugir ou se é estúpido. Se essa é a medida milagrosa, então até sou capaz de estar de acordo. Não me parece que seja apenas isto.
Porém o que o PS e o resto da oposição defendem não é somente o combate à fuga aos impostos. Os socialistas vivem obcecados com o gastar até haver e quando não houver, saltam fora e outro que pague as contas e feche a porta. Os comunistas só vêm o Estado o qual deve servir como mola real da economia e olham para a iniciativa privada como o diabo para a cruz. Não é necessário relembrar o que aconteceu nos países onde isto era uma realidade.
Uma coisa é certa, o país ou tem objectivos ou não sabe para onde vai. Cumprir o défice público era um objectivo ao qual os países membros estavam obrigados. É certo que existe quem não cumpra e assobie para o ar. Mas essa não deve ser a nossa fasquia.
A esquerda menos moderada gostava mesmo era de poder defender a saída de Portugal da União Europeia e só não o faz porque manifestamente receia a censura generalizada dos cidadãos que vêm na Europa o caminho a seguir. Assim não havia Pacto de Estabilidade e Crescimento e outros empecilhos semelhantes. O orgulhosamente só de Salazar, transferiu-se para sectores inimagináveis.
Haja portanto coragem na oposição para dizer que a sua política é viver num estado artificial onde o importante não é poupar mas sim gastar. Onde as famílias podem endividar-se que um dia logo se vê ou onde o défice público é precisamente aquilo que não se deve cumprir, porque isso implica sacrifícios para os cidadãos.
Quanto a objectivos, ganhar o EURO 2004 até seria muito interessante.
Nota: E se o Governo tivesse prescindido de receitas extraordinárias e de medidas de austeridade para controlar o défice e este em vez de 2,8% fosse 4 ou 5? O PS e o resto da oposição bateriam palmas? Ficariam satisfeitos? Ou viriam dizer que este Governo não tem mãos nas contas do Estado nem objectivos para cumprir?
Pergunta do dia
O seleccionador Scolari deve poupar os jogadores do FCP ou convocá-los para o jogo com a Suécia de preparação para o EURO 2004 ?
2004-04-12
A morte saiu à rua
A Páscoa foi motivo para mini-férias e, para muitos, uma descida ao reino dos Algarves onde a meteorologia não foi boa nem má. Apenas caíram uns pingos na quinta e na sexta-feira, no sábado o dia amanheceu radioso mas um pouco fresco e ontem mais ou menos a mesma coisa.
Se não esteve um tempo bom para a praia, também não foi uma catástrofe.
O que continua a ser uma verdadeira catástrofe é a sinistralidade nas estradas de Portugal. Foram já contabilizados, nesta fim-de-semana prolongado, 24 vítimas mortais, 63 feridos graves (que podem evoluir para falecimentos) e 645 feridos ligeiros. Tudo isto resultado dos 2032 acidentes verificados pela Brigada de Trânsito da GNR. Ou seja mais um episódio da eterna Guerra Civil.
Eu confesso os meus pecados ao volante e por isso não pretendo fazer um discurso moralista. Mas convém reflectir sobre esta questão, nomeadamente no que respeita às medidas a aplicar. Coercivas e proibitivas não são do agrado dos automobilistas mas eu não consigo encontrar outras que sejam capazes de barrar a progressão desta mortandade.
Álcool, excesso de velocidade e manobras perigosas são os motivos perfeitamente identificados. As soluções, essas, cada um tem as suas, mas todas juntas não chegam para resolver o drama.
O álcool é outro problema. Se o governo aperta o crivo, aparecem os empresários da hotelaria a protestar contra as medidas restritivas e a diminuição da taxa de alcoolémia o que não deixa de ser um contra-senso. É a mais pura lógica do lucro a falar acima do direito à vida porque é disso que se trata. Um condutor alcoolizado não se mata apenas a si. Mata, muitas vezes, aqueles que o acompanham e os outros com quem colide.
Depois o excesso de velocidade. Os carros hoje em dia são cada vez mais seguros mas também mais rápidos. Qualquer utilitário atinge os 160 km/hora o que é q.b. para matar em caso de embate ou despiste. Os carros de uma gama mais alta fazem estas velocidades com a sensação de irmos uns 70 ou 80 km mais devagar e quando o perigo se atravessa, o tempo de reacção do condutor determina o evitar ou não do acidente, sendo certo que muitas vezes nem isso é possível.
As manobras perigosas são uma constante nas estradas portuguesas protagonizadas sobretudo por aqueles que se acham ases do volante. Não faltam por cá Fangios e Fitipaldis com o pezinho pesado em cima do acelerador e com reflexos rápidos. Por vezes são tão rápidos que a curva deixa de ser curva e passa a ser uma recta directa às portas da morte. Também são os mesmos que ultrapassam em qualquer circunstância, sobretudo com carros em rota de colisão que circulam correctamente. Qualquer dezena de metros com uma curva na frente sem visibilidade serve para mostrar ao mundo as habilidades que são capazes de fazer.
Enfim um drama que toca a todos e a todos rouba alguém. Não deve haver nenhum português que não tenha perdido pelo menos um familiar, amigo, vizinho, conhecido ou colega de trabalho em consequência de um acidente na estrada.
Dir-me-ão que são necessárias mais campanhas de sensibilização e menos restrições. Oxalá fosse verdade. Oxalá este nosso espírito latino que nunca dorme e muito menos ao volante, se sossegasse com campanhas de sensibilização. A esta hora já o problema estava pelo menos controlado. A realidade não é essa. A realidade é outra bem mais dura e muito mais dramática.
Se não esteve um tempo bom para a praia, também não foi uma catástrofe.
O que continua a ser uma verdadeira catástrofe é a sinistralidade nas estradas de Portugal. Foram já contabilizados, nesta fim-de-semana prolongado, 24 vítimas mortais, 63 feridos graves (que podem evoluir para falecimentos) e 645 feridos ligeiros. Tudo isto resultado dos 2032 acidentes verificados pela Brigada de Trânsito da GNR. Ou seja mais um episódio da eterna Guerra Civil.
Eu confesso os meus pecados ao volante e por isso não pretendo fazer um discurso moralista. Mas convém reflectir sobre esta questão, nomeadamente no que respeita às medidas a aplicar. Coercivas e proibitivas não são do agrado dos automobilistas mas eu não consigo encontrar outras que sejam capazes de barrar a progressão desta mortandade.
Álcool, excesso de velocidade e manobras perigosas são os motivos perfeitamente identificados. As soluções, essas, cada um tem as suas, mas todas juntas não chegam para resolver o drama.
O álcool é outro problema. Se o governo aperta o crivo, aparecem os empresários da hotelaria a protestar contra as medidas restritivas e a diminuição da taxa de alcoolémia o que não deixa de ser um contra-senso. É a mais pura lógica do lucro a falar acima do direito à vida porque é disso que se trata. Um condutor alcoolizado não se mata apenas a si. Mata, muitas vezes, aqueles que o acompanham e os outros com quem colide.
Depois o excesso de velocidade. Os carros hoje em dia são cada vez mais seguros mas também mais rápidos. Qualquer utilitário atinge os 160 km/hora o que é q.b. para matar em caso de embate ou despiste. Os carros de uma gama mais alta fazem estas velocidades com a sensação de irmos uns 70 ou 80 km mais devagar e quando o perigo se atravessa, o tempo de reacção do condutor determina o evitar ou não do acidente, sendo certo que muitas vezes nem isso é possível.
As manobras perigosas são uma constante nas estradas portuguesas protagonizadas sobretudo por aqueles que se acham ases do volante. Não faltam por cá Fangios e Fitipaldis com o pezinho pesado em cima do acelerador e com reflexos rápidos. Por vezes são tão rápidos que a curva deixa de ser curva e passa a ser uma recta directa às portas da morte. Também são os mesmos que ultrapassam em qualquer circunstância, sobretudo com carros em rota de colisão que circulam correctamente. Qualquer dezena de metros com uma curva na frente sem visibilidade serve para mostrar ao mundo as habilidades que são capazes de fazer.
Enfim um drama que toca a todos e a todos rouba alguém. Não deve haver nenhum português que não tenha perdido pelo menos um familiar, amigo, vizinho, conhecido ou colega de trabalho em consequência de um acidente na estrada.
Dir-me-ão que são necessárias mais campanhas de sensibilização e menos restrições. Oxalá fosse verdade. Oxalá este nosso espírito latino que nunca dorme e muito menos ao volante, se sossegasse com campanhas de sensibilização. A esta hora já o problema estava pelo menos controlado. A realidade não é essa. A realidade é outra bem mais dura e muito mais dramática.
Bem vindos à Terra
A nave galáctica do real Madrid comandada pelo Comandante Carlos Queiroz e com pilotos do melhor que existe no universo como: Figo, Beckham, Ronaldo, Raul, Roberto Carlos e Zidane, ao aterrar na base aérea de Santiago Barnabéu deu uma valente porrada no chão danificando a nave de forma contundente.
Os madrilenos que aguardavam a aterragem não estavam à espera de tão torpe descida e não deixaram de mostrar a toda a tripulação, lenços brancos de desagrado.
De facto esta é a prova que por muitos boa que seja o comandante e a tripulação, o que conta é o ânimo, a vontade e o querer descolar, viajar e aterrar uma nave que transbordando talentos, trabalham cada uma para o seu lado.
Os madrilenos que aguardavam a aterragem não estavam à espera de tão torpe descida e não deixaram de mostrar a toda a tripulação, lenços brancos de desagrado.
De facto esta é a prova que por muitos boa que seja o comandante e a tripulação, o que conta é o ânimo, a vontade e o querer descolar, viajar e aterrar uma nave que transbordando talentos, trabalham cada uma para o seu lado.
Assim se faz bom jornalismo
Alguém me disse que tinha havido uma micro-manifestação em Espanha feita por portugueses revoltados contra o preço dos combustíveis no nosso país. Até aqui tudo normal. Ao ler a notícia no Correio da Manhã encontrei um parágrafo que é sintomático de duas coisas: a abrangência da manifestação e os seus participantes.
No local, entre outros manifestantes de vários partidos, encontravam-se os socialistas Fialho Anastácio (ex-governador civil de Faro), Jovita Ladeira (ex-deputada) e António Pina (ex-director regional de Educação).
Já agora, se a jornalista que escreveu a notícia fala de vários partidos das duas uma: ou tem preferência apenas pelos que enuncia ou então não estavam lá de mais nenhuma formação partidária. Como eu não acredito na falta de isenção da jornalista…
No local, entre outros manifestantes de vários partidos, encontravam-se os socialistas Fialho Anastácio (ex-governador civil de Faro), Jovita Ladeira (ex-deputada) e António Pina (ex-director regional de Educação).
Já agora, se a jornalista que escreveu a notícia fala de vários partidos das duas uma: ou tem preferência apenas pelos que enuncia ou então não estavam lá de mais nenhuma formação partidária. Como eu não acredito na falta de isenção da jornalista…
2004-04-08
Manifestação em frente à Relação
Tenho dúvidas se a manifestação feita ontem em frente ao Tribunal da Relação de Lisboa, contra o fim da prisão preventiva de Jorge Ritto, tenha um efeito benéfico sobre a opinião pública, sendo certo que sobre os juízes não terá.
A Justiça não é feita com manifestações por muita mágoa e revolta que as suas decisões possam causar. Uma coisa é dizermos que, na ausência de conhecimento sobre toda a informação que consta do processo, não concordamos com uma decisão. Outra, completamente diferente, é fazer um acto público de rua de contra-justiça ou contra-decisão da autoridade legal que os juízes devem manter.
Quem está preso preventivamente e é solto, significa neste caso apenas e só, o esperar pelo julgamento em liberdade. A sentença não é afectada pelo facto do arguido aguardar na sua casa o início do julgamento.
Se a atitude de Paulo Pedroso merece reparos pela forma como agiu no dia em que saiu do Estabelecimento Prisional de Lisboa, também o mesmo deve acontecer em relação aos comportamentos praticados pelos manifestantes de ontem.
Tanto uma situação como outra são o mais elementar populismo.
A Justiça não é feita com manifestações por muita mágoa e revolta que as suas decisões possam causar. Uma coisa é dizermos que, na ausência de conhecimento sobre toda a informação que consta do processo, não concordamos com uma decisão. Outra, completamente diferente, é fazer um acto público de rua de contra-justiça ou contra-decisão da autoridade legal que os juízes devem manter.
Quem está preso preventivamente e é solto, significa neste caso apenas e só, o esperar pelo julgamento em liberdade. A sentença não é afectada pelo facto do arguido aguardar na sua casa o início do julgamento.
Se a atitude de Paulo Pedroso merece reparos pela forma como agiu no dia em que saiu do Estabelecimento Prisional de Lisboa, também o mesmo deve acontecer em relação aos comportamentos praticados pelos manifestantes de ontem.
Tanto uma situação como outra são o mais elementar populismo.
A Páscoa em Tavira
Já se nota na cidade de Tavira a chegada da Páscoa. Há mais gente desconhecida a circular e algumas caras forasteiras que já as conhecemos de outros períodos estivais.
É tempo de matar as primeiras saudades da praia, se o tempo deixar, e recarregar as baterias até às férias de Verão.
Na segunda-feira e mesmo ontem, o tempo esteve quente e convidativo aos primeiros escaldões de sol. Hoje o dia começou solarengo mas as perspectivas são menos animadoras.
Os hotéis da cidade, aqueles que foram construídos contra a vontade de muita gente que felizmente já não mandam em nada, estão cheios até ao fim do período pascal.
E assim vai a vida.
Amanhã cumpre-se a tradição com a procissão do Enterro do Senhor, com saída da Igreja da Misericórdia e percurso pelas ruas do centro. Com a cidade em absoluto silêncio, o barulho das matracas anunciam a passagem do cortejo fúnebre e as velinhas nas mãos dos mais devotos alumiam o respeito e a religiosidade deste dia tão simbólico para os católicos.
Vale a pena ver.
É tempo de matar as primeiras saudades da praia, se o tempo deixar, e recarregar as baterias até às férias de Verão.
Na segunda-feira e mesmo ontem, o tempo esteve quente e convidativo aos primeiros escaldões de sol. Hoje o dia começou solarengo mas as perspectivas são menos animadoras.
Os hotéis da cidade, aqueles que foram construídos contra a vontade de muita gente que felizmente já não mandam em nada, estão cheios até ao fim do período pascal.
E assim vai a vida.
Amanhã cumpre-se a tradição com a procissão do Enterro do Senhor, com saída da Igreja da Misericórdia e percurso pelas ruas do centro. Com a cidade em absoluto silêncio, o barulho das matracas anunciam a passagem do cortejo fúnebre e as velinhas nas mãos dos mais devotos alumiam o respeito e a religiosidade deste dia tão simbólico para os católicos.
Vale a pena ver.
FCP nas meias-finais
O único resultado dos quartos de final da Champions League que não constituiu qualquer surpresa foi o do FCP. Todos os outros são de alguma maneira surpreendentes, sendo certo que enquanto a bola for redonda o resultado final de um jogo é sempre imprevisível.
Não vi o jogo todo ontem à noite mas daquilo que vi pareceu-me um resultado justo onde muitas mais oportunidades ficaram por concretizar de parte a parte.
O FCP está nas meias-finais, vai enfrentar uma equipa muito difícil, tanto como era o A.C. Milan, mas está ao seu alcance ir à final. Depois, logo se vê.
Não vi o jogo todo ontem à noite mas daquilo que vi pareceu-me um resultado justo onde muitas mais oportunidades ficaram por concretizar de parte a parte.
O FCP está nas meias-finais, vai enfrentar uma equipa muito difícil, tanto como era o A.C. Milan, mas está ao seu alcance ir à final. Depois, logo se vê.
2004-04-07
Lyon-FCP
O resultado do Mónaco-Real Madrid de ontem, não sendo premonitório, deve merecer alguma reflexão por parte do FCP, que joga esta noite em Lyon a passagem às meias-finais da Champions League.
Não há eliminatórias ganhas antes do tempo e se isso serviu que nem uma luva ao Manchester United, também poderá servir aos azuis e brancos. É preciso correr e de preferência fazer golos.
Estou convencido que o FCP não só vai passar a eliminatória como vai ganhar o jogo, mas nada como esperar pelo apito final do árbitro. As equipas francesas são complicadas, apesar das grandes estrelas nacionais se encontrarem a jogar fora do país.
Apesar destas reservas impõem-se um: Boa Sorte FCP.
Não há eliminatórias ganhas antes do tempo e se isso serviu que nem uma luva ao Manchester United, também poderá servir aos azuis e brancos. É preciso correr e de preferência fazer golos.
Estou convencido que o FCP não só vai passar a eliminatória como vai ganhar o jogo, mas nada como esperar pelo apito final do árbitro. As equipas francesas são complicadas, apesar das grandes estrelas nacionais se encontrarem a jogar fora do país.
Apesar destas reservas impõem-se um: Boa Sorte FCP.
O Caso de Vila Real de Santo António II
A velhice
É talvez a fase mais complicada da vida do ser humano. Quando as capacidades intelectuais, físicas, sexuais e até mesmo o mais elementar bom-senso e educação começam a escassear.
Chegar a velho deve ser uma maçada. Quando o corpo fraqueja e a cabeça não funciona à mesma velocidade que outrora, os comportamentos que daí derivam confundem-se com os que eram normais na infância ou na adolescência. É um regresso ao passado sem consciência.
Nesse finito caminho deve ser bom ter uma companhia, talvez até de outra idade e de outro tempo, capaz de compreender a dificuldade da circunstância. Ajuda a temperar a auto-estima e a equilibrar o desequilíbrio intelectual já muito latente. Ser velho depois de uma vida cheia de momentos intensos e perceber que há um dia em que já não somos quase nada, deve ser um rude golpe na presunção.
É necessária muita compreensão e condescendência com aqueles que habituados a serem o centro das atenções quando novos, navegam agora num imenso mar de coisa nenhuma à procura de um porto que teima em não aparecer no horizonte.
O fim é mesmo ali ao lado. O fim biológico propriamente dito, já que o intelectual chega tantas vezes mais cedo quando se pensa o contrário. Numa réstia de esperança ainda há tempo para pensar que somos fortes e ágeis, mesmo perante outros que, por mais tenra idade, ainda desfrutam da agilidade dos músculos e da ligeireza dos reflexos.
A vida é mesmo assim. O importante é saber chegar à canície com a consciência do dever cumprido e não com contas para acertar com outros que com mais inteligência, educação, bom-senso e serenidade, lhes mostram o outro caminho, o caminho sem regresso, o caminho da inevitabilidade. Ficam as memórias…mas um homem não pode viver só de memórias.
Chegar a velho deve ser uma maçada. Quando o corpo fraqueja e a cabeça não funciona à mesma velocidade que outrora, os comportamentos que daí derivam confundem-se com os que eram normais na infância ou na adolescência. É um regresso ao passado sem consciência.
Nesse finito caminho deve ser bom ter uma companhia, talvez até de outra idade e de outro tempo, capaz de compreender a dificuldade da circunstância. Ajuda a temperar a auto-estima e a equilibrar o desequilíbrio intelectual já muito latente. Ser velho depois de uma vida cheia de momentos intensos e perceber que há um dia em que já não somos quase nada, deve ser um rude golpe na presunção.
É necessária muita compreensão e condescendência com aqueles que habituados a serem o centro das atenções quando novos, navegam agora num imenso mar de coisa nenhuma à procura de um porto que teima em não aparecer no horizonte.
O fim é mesmo ali ao lado. O fim biológico propriamente dito, já que o intelectual chega tantas vezes mais cedo quando se pensa o contrário. Numa réstia de esperança ainda há tempo para pensar que somos fortes e ágeis, mesmo perante outros que, por mais tenra idade, ainda desfrutam da agilidade dos músculos e da ligeireza dos reflexos.
A vida é mesmo assim. O importante é saber chegar à canície com a consciência do dever cumprido e não com contas para acertar com outros que com mais inteligência, educação, bom-senso e serenidade, lhes mostram o outro caminho, o caminho sem regresso, o caminho da inevitabilidade. Ficam as memórias…mas um homem não pode viver só de memórias.
Cheira a democracia no Almariado
Numa semana que começou conturbada em matéria de opiniões mais ou menos independentes versus facciosas, registo com apreço a inclusão nas minhas recomendações o blogue Publicus, assumidamente anti-governo, anti-Barroso, anti-PSD e pró-socialista.
Não faço ideia quem é o seu autor (espero que um dia se souber não me arrependa de o ter linkado) mas o conteúdo não deixa margem para dúvidas.
Quanto aos últimos posts ali colocados são na generalidade muito curtos e contendo quase sempre a mesma mensagem, sendo certo que esta não é uma constatação de menor consideração.
Tem também uma foto da minha querida terrinha que salvo melhor opinião já deve ter mais de um ano. Não vejo as duas gruas da obra do Convento da Graça, Futura Pousada de Portugal, daí a minha dedução.
Por ordem alfabética ficou entalado entre dois blogues feitos por social-democratas de boa cepa como são o Praça da República em Beja do João Espinho e o Quadrante do Nuno Silva, que encontrei esta noite e perguntou pelo Daniel Tecelão. Fiz questão de responder que o Daniel, a julgar pelos últimos comentários, está na mesma, ou seja: impróprio para consumo à droit.
- Nuno, se o Daniel Tecelão sabe que o seu nome foi proferido dentro de uma sede do PSD tem um ataque cardíaco, por isso não lhe digas nada.
Esta localização foi uma coincidência proporcionada pelo nome dos blogues. No entanto tenho esperanças que isso permita a transmissão de alguns fluidos cítricos, de cima e de baixo, para adoçar o Publicus.
Já que estava com a mão na massa, aproveitei para acrescentar o Galo Verde que é também bastante interessante. Chamo a atenção para um bonito cartaz do PPD (como o Daniel gosta de escrever) a propósito da revolução dos cravos. O Galo Verde ficou um pouco mais acima entalado entre o Fumaças e o Glória Fácil. A vizinhança é, garantidamente, boa.
Ou seja, duas recomendações uma à esquerda e outra à direita. O resultado, espero que seja, ainda, mais DEMOCRACIA.
Não faço ideia quem é o seu autor (espero que um dia se souber não me arrependa de o ter linkado) mas o conteúdo não deixa margem para dúvidas.
Quanto aos últimos posts ali colocados são na generalidade muito curtos e contendo quase sempre a mesma mensagem, sendo certo que esta não é uma constatação de menor consideração.
Tem também uma foto da minha querida terrinha que salvo melhor opinião já deve ter mais de um ano. Não vejo as duas gruas da obra do Convento da Graça, Futura Pousada de Portugal, daí a minha dedução.
Por ordem alfabética ficou entalado entre dois blogues feitos por social-democratas de boa cepa como são o Praça da República em Beja do João Espinho e o Quadrante do Nuno Silva, que encontrei esta noite e perguntou pelo Daniel Tecelão. Fiz questão de responder que o Daniel, a julgar pelos últimos comentários, está na mesma, ou seja: impróprio para consumo à droit.
- Nuno, se o Daniel Tecelão sabe que o seu nome foi proferido dentro de uma sede do PSD tem um ataque cardíaco, por isso não lhe digas nada.
Esta localização foi uma coincidência proporcionada pelo nome dos blogues. No entanto tenho esperanças que isso permita a transmissão de alguns fluidos cítricos, de cima e de baixo, para adoçar o Publicus.
Já que estava com a mão na massa, aproveitei para acrescentar o Galo Verde que é também bastante interessante. Chamo a atenção para um bonito cartaz do PPD (como o Daniel gosta de escrever) a propósito da revolução dos cravos. O Galo Verde ficou um pouco mais acima entalado entre o Fumaças e o Glória Fácil. A vizinhança é, garantidamente, boa.
Ou seja, duas recomendações uma à esquerda e outra à direita. O resultado, espero que seja, ainda, mais DEMOCRACIA.
2004-04-06
Mais veneno II
Hoje comemoram-se duas coisas muito significativas para a História de Portugal. Por um lado o segundo aniversário da tomada de posse do governo do PSD que, com as devidas distâncias, ficará conhecido como o da “Salvação Nacional”. O tempo o dirá.
Por outro o enterro, penso que definitivo, do guterrismo com marcha fúnebre e tudo.
Nota: Para os menos avisados, falar no enterro do guterrismo não significa menor consideração pela pessoa do Senhor Engenheiro António Guterres. Julgo mesmo que ele próprio, como grande português que é, terá ficado satisfeito com o falecimento de esse movimento político dramático que assolou o país durante 6 longos anos. Assim Portugal não se atolou no “pântano” conforme aviso do próprio.
Por outro o enterro, penso que definitivo, do guterrismo com marcha fúnebre e tudo.
Nota: Para os menos avisados, falar no enterro do guterrismo não significa menor consideração pela pessoa do Senhor Engenheiro António Guterres. Julgo mesmo que ele próprio, como grande português que é, terá ficado satisfeito com o falecimento de esse movimento político dramático que assolou o país durante 6 longos anos. Assim Portugal não se atolou no “pântano” conforme aviso do próprio.
Mais veneno
Já uma vez este assunto das remodelações governamentais foi falado aqui o que gerou comentários diferentes da minha opinião mas sempre muito bem vindos.
Prometo que vou, mais uma vez, falar a sério sobre este assunto.
Quem está na oposição tem um único objectivo: conquistar o Poder.
Quem está no Poder tem um único objectivo: manter-se no Poder.
A oposição para chegar ao Poder deve fazer várias coisas entre elas as seguinte:
1 – Oposição construtiva – Isto existe mas pouco se pratica.
2 – Apresentar propostas – O povo nem sempre as conhece e na maior parte das vezes vota sem saber o que o partido A, B ou C promete fazer.
3 – Embaraçar o governo – Isto é uma espécie de jogar a bola para a frente à procura do golo nem que para isso tenha de enganar o árbitro.
4 – Aproveitar as deficiências e pontos francos do governo – Só assim pode acalentar esperanças de chegar ao Poder.
Por outro lado há uma coisa que a oposição nunca deve fazer: avisar o governo que está a governar mal. Se o fizer, o governo pode corrigir a política seguida e capitalizar para si a simpatia do eleitorado.
Aqui a porca torce o rabo.
Que razões terá um partido da oposição para reclamar uma remodelação governativa, justamente dos ministros que pior governam?
Então se o motivo principal de um partido com características de Poder como o PS é voltar ao governo, porque reclama uma remodelação que trará ao PSD mais benefícios que prejuízos?
Alguns responderão: Porque independentemente de tudo, primeiro está o País. Era bom que fosse sempre assim.
Isto é apenas um exercício académico que não representa totalmente a minha opinião sobre o assunto mas é uma forma de reflectir em relação aos efeitos que uma remodelação pode ter na continuidade do partido que está no Poder ou a substituição pelo outro na oposição.
Prometo que vou, mais uma vez, falar a sério sobre este assunto.
Quem está na oposição tem um único objectivo: conquistar o Poder.
Quem está no Poder tem um único objectivo: manter-se no Poder.
A oposição para chegar ao Poder deve fazer várias coisas entre elas as seguinte:
1 – Oposição construtiva – Isto existe mas pouco se pratica.
2 – Apresentar propostas – O povo nem sempre as conhece e na maior parte das vezes vota sem saber o que o partido A, B ou C promete fazer.
3 – Embaraçar o governo – Isto é uma espécie de jogar a bola para a frente à procura do golo nem que para isso tenha de enganar o árbitro.
4 – Aproveitar as deficiências e pontos francos do governo – Só assim pode acalentar esperanças de chegar ao Poder.
Por outro lado há uma coisa que a oposição nunca deve fazer: avisar o governo que está a governar mal. Se o fizer, o governo pode corrigir a política seguida e capitalizar para si a simpatia do eleitorado.
Aqui a porca torce o rabo.
Que razões terá um partido da oposição para reclamar uma remodelação governativa, justamente dos ministros que pior governam?
Então se o motivo principal de um partido com características de Poder como o PS é voltar ao governo, porque reclama uma remodelação que trará ao PSD mais benefícios que prejuízos?
Alguns responderão: Porque independentemente de tudo, primeiro está o País. Era bom que fosse sempre assim.
Isto é apenas um exercício académico que não representa totalmente a minha opinião sobre o assunto mas é uma forma de reflectir em relação aos efeitos que uma remodelação pode ter na continuidade do partido que está no Poder ou a substituição pelo outro na oposição.
The Rising
Correndo o risco de alguém dizer que eu não passo de um faccioso pró-americano e anti-movimentos islâmicos terroristas, gostava de compartilhar esta pérola da música norte-americana. O Boss, a seguir aos acontecimentos do 11 de Setembro, escreveu um conjunto de canções que retratam de forma impressionante a mágoa e a tristeza do povo americano e daqueles que viram a sua vida ceifada com o desaparecimento de um familiar ou amigo, às mão do maior ataque terrorista de sempre.
Fica o poema da música The Rising para a eventualidade de alguém querer perder um minuto a lê-lo e outro a reflectir sobre o assunto.
É tão difícil ficar indiferente a estas coisas…
The Rising
Bruce Springsteen
Can't see nothin' in front of me
Can't see nothin' coming up behind
I make my way through this darkness
I can't feel nothing but this chain that binds me
Lost track of how far I've gone
How far I've gone, how high I've climbed
On my back's a sixty pound stone
On my shoulder a half mile line
Come on up for the rising
Com on up, lay your hands in mine
Come on up for the rising
Come on up for the rising tonight
Left the house this morning
Bells ringing filled the air
Wearin' the cross of my calling
On wheels of fire I come rollin' down here
Come on up for the rising
Come on up, lay your hands in mine
Come on up for the rising
Come on up for the rising tonight
Spirits above and behind me
Faces gone, black eyes burnin' bright
May their precious blood forever bind me
Lord as I stand before your fiery light
I see you Mary in the garden
In the garden of a thousand sighs
There's holy pictures of our children
Dancin' in a sky filled with light
May I feel your arms around me
May I feel your blood mix with mine
A dream of life comes to me
Like a catfish dancin' on the end of the line
Sky of blackness and sorrow ( a dream of life)
Sky of love, sky of tears (a dream of life)
Sky of glory and sadness ( a dream of life)
Sky of mercy, sky of fear ( a dream of life)
Sky of memory and shadow ( a dream of life)
Your burnin' wind fills my arms tonight
Sky of longing and emptiness (a dream of life)
Sky of fullness, sky of blessed life ( a dream of life)
Come on up for the rising
Come on up, lay your hands in mine
Come on up for the rising
Come on up for the rising tonight
2004-04-05
Um canal de televisão gay
O Pedro do Intimista (blogue muito recomendável) insurgiu-se contra o lançamento nos EUA de um canal de televisão gay. Ele chama a isso o fomento da própria segregação e auto-discriminação. Eu percebi o que ele quis dizer mas mesmo assim tenho que recordar que já existem canais de televisão especializados em nichos muito próprios, inclusive em Portugal. Seis exemplos:
SIC Mulher – Para as senhoras que têm tempo para ver televisão e que não lavam a louça, a roupa do marido e dos filhos e não gostam das telenovelas da TVI.
SIC Radical – Para tudo quanto é chavalos à beira da mais absoluta demência psíquica nomeadamente os que assistem aos mais realistas combates de wrestling americano, bem como para os que se riem à fartazana das camisa ridículas do Rui Unas.
Sexy Hot – Para os que não estão satisfeitos com o casamento ou com a namorada e preferem – ou não têm outra alternativa – o combate desigual mais conhecido por 5 contra 1.
Playboy Channel – Para os que não gostam de ver uma berlaitada demasiado explicita, bem como para os que acham que no sexo a beleza da mulher é um factor fundamental.
Fashion TV – Para as miúdas anorécticas esperançadas de um dias poderem pisar uma passerelle, depois de serem comidas por um empresário da moda.
TVI – Para os masoquistas que (à excepção de Domingo) adoram jantar acompanhados da Manuel Moura Guedes a dizer disparates, misturados com a notícia do pai que batia na filha porque esta não gostava de beber leite ao pequeno-almoço e porque a mãe era alcoólica e tinha uma vizinha com quem não se dava, cujo marido era camionista e ao mesmo tempo traficante de tabaco. Bem como os que debatem em monólogo os casos complicadíssimos do Vidas Reais e para os que vibram com a qualidade gramatical e exuberância intelectual dos concorrentes do Big Brother.
Ou seja meu caro Pedro, se formos ver bem as coisas um canal gay até nem é o fim do mundo. Há casos bem piores na televisão como por exemplo o Olá Portugal do Manuel Luís Goucha, o Preço Certo do Fernando Mendes ou o saudoso Bombástico, apresentado por aquele tipo que se punha aos saltos em cima dos sofás e rasgava sentenças dos tribunais.
SIC Mulher – Para as senhoras que têm tempo para ver televisão e que não lavam a louça, a roupa do marido e dos filhos e não gostam das telenovelas da TVI.
SIC Radical – Para tudo quanto é chavalos à beira da mais absoluta demência psíquica nomeadamente os que assistem aos mais realistas combates de wrestling americano, bem como para os que se riem à fartazana das camisa ridículas do Rui Unas.
Sexy Hot – Para os que não estão satisfeitos com o casamento ou com a namorada e preferem – ou não têm outra alternativa – o combate desigual mais conhecido por 5 contra 1.
Playboy Channel – Para os que não gostam de ver uma berlaitada demasiado explicita, bem como para os que acham que no sexo a beleza da mulher é um factor fundamental.
Fashion TV – Para as miúdas anorécticas esperançadas de um dias poderem pisar uma passerelle, depois de serem comidas por um empresário da moda.
TVI – Para os masoquistas que (à excepção de Domingo) adoram jantar acompanhados da Manuel Moura Guedes a dizer disparates, misturados com a notícia do pai que batia na filha porque esta não gostava de beber leite ao pequeno-almoço e porque a mãe era alcoólica e tinha uma vizinha com quem não se dava, cujo marido era camionista e ao mesmo tempo traficante de tabaco. Bem como os que debatem em monólogo os casos complicadíssimos do Vidas Reais e para os que vibram com a qualidade gramatical e exuberância intelectual dos concorrentes do Big Brother.
Ou seja meu caro Pedro, se formos ver bem as coisas um canal gay até nem é o fim do mundo. Há casos bem piores na televisão como por exemplo o Olá Portugal do Manuel Luís Goucha, o Preço Certo do Fernando Mendes ou o saudoso Bombástico, apresentado por aquele tipo que se punha aos saltos em cima dos sofás e rasgava sentenças dos tribunais.
Quem faz um blogue fá-lo por gosto
Quem acompanha este blogue há algum tempo sabe que eu não sou independente mas sim militante de um partido. Pelo que escrevo percebe-se perfeitamente qual é. Também é sabido que o meu ponto de vista sobre as mais diversas coisas reflecte apenas e só a minha posição, a título pessoal, e nada mais do que isso.
Comecei a fazer o Almariado por brincadeira e hoje continuo porque me dá prazer, mas também porque existem leitores. Se não viesse cá ninguém talvez isto já não existisse. Não sou hipócrita ao ponto de dizer que sou absolutamente alheio a quem por aqui passa e salvo os casos, alguns deles identificados, de má educação e terrorismo intelectual, sou grato aos que lêem os textos que escrevo.
Também é sabido que não procuro unanimidades nem consensos. Gosto de ver os comentários contrários às minhas opiniões e mantenho o fair-play suficiente para os encaixar e respeitar como o outro lado da questão. Por isso tenho tentado manter uma saudável relação com um conjunto de pessoas que estão mais vezes em desacordo do que o contrário. Essas pessoas sabem quem são e já nem é necessário dizer os seus nomes.
Pareceu-me ter sido acusado hoje de escrever textos facciosos e até de fazer campanha política. Fiquei até com a ideia que estava sozinho nesta cruzada sectária e parcial, mas ao ler alguns comentários que por aqui vão aparecendo, serenei o meu espírito.
Afinal o que é isto de ser faccioso? Cheguei à conclusão que se trata apenas de escrever a nossa opinião desagradando a alguém. Ou seja, alguém, inadvertidamente, estou certo disso, tentou exercer sobre mim um acto de censura. Como estamos no mês de Abril, decidi não acatar a sua vontade e continuar a escrever da mesma forma como tenho feito até aqui.
Acho que não é novidade para ninguém que frequenta este blogue, a minha filiação no PSD. Também não é novidade que muitas vezes tenho manifestado aqui opiniões contrárias à orientação do meu partido sem qualquer problema em o fazer. A minha opinião enquanto cidadão só a mim pertence e tenho a vantagem de militar num partido onde a liberdade do indivíduo é um dos princípios ideológicos. Logo, nem sequer olho para o cartão que tenho na carteira quando estou a escrever. Pese embora fazer campanha política não seja um crime no Portugal de hoje, mas sim um saudável acto de cidadania, não vejo o que isso possa incomodar alguém que livremente escreve no seu computador o endereço do Almariado. Mas se isto é fazer campanha política então o que dizer de comentários em sentido contrário, chamando de tudo ao governo e ao primeiro-ministro? Ou fazer campanha só se aplica a um lado?
Sendo assim nada posso fazer a quem se sente incomodado com esta forma de estar na blogosfera, ainda que gostasse de ajudar quem não se sente bem. Tenho a noção que dar opinião de forma constante comporta riscos mais que não seja de ser confrontado com ideias diferentes mas isso é que torna o debate num exercício intelectualmente interessante. Se ter opinião, a qual é absolutamente sincera, é ser faccioso, então paciência. Eu normalmente não faço esse juízo de valores sobre aqueles que pensam de maneira diferente, até porque quem pensa alguma coisa, fá-lo na convicção daquilo que é o mais acertado. Se não é, cá estamos para conversar.
Não há drama.
Comecei a fazer o Almariado por brincadeira e hoje continuo porque me dá prazer, mas também porque existem leitores. Se não viesse cá ninguém talvez isto já não existisse. Não sou hipócrita ao ponto de dizer que sou absolutamente alheio a quem por aqui passa e salvo os casos, alguns deles identificados, de má educação e terrorismo intelectual, sou grato aos que lêem os textos que escrevo.
Também é sabido que não procuro unanimidades nem consensos. Gosto de ver os comentários contrários às minhas opiniões e mantenho o fair-play suficiente para os encaixar e respeitar como o outro lado da questão. Por isso tenho tentado manter uma saudável relação com um conjunto de pessoas que estão mais vezes em desacordo do que o contrário. Essas pessoas sabem quem são e já nem é necessário dizer os seus nomes.
Pareceu-me ter sido acusado hoje de escrever textos facciosos e até de fazer campanha política. Fiquei até com a ideia que estava sozinho nesta cruzada sectária e parcial, mas ao ler alguns comentários que por aqui vão aparecendo, serenei o meu espírito.
Afinal o que é isto de ser faccioso? Cheguei à conclusão que se trata apenas de escrever a nossa opinião desagradando a alguém. Ou seja, alguém, inadvertidamente, estou certo disso, tentou exercer sobre mim um acto de censura. Como estamos no mês de Abril, decidi não acatar a sua vontade e continuar a escrever da mesma forma como tenho feito até aqui.
Acho que não é novidade para ninguém que frequenta este blogue, a minha filiação no PSD. Também não é novidade que muitas vezes tenho manifestado aqui opiniões contrárias à orientação do meu partido sem qualquer problema em o fazer. A minha opinião enquanto cidadão só a mim pertence e tenho a vantagem de militar num partido onde a liberdade do indivíduo é um dos princípios ideológicos. Logo, nem sequer olho para o cartão que tenho na carteira quando estou a escrever. Pese embora fazer campanha política não seja um crime no Portugal de hoje, mas sim um saudável acto de cidadania, não vejo o que isso possa incomodar alguém que livremente escreve no seu computador o endereço do Almariado. Mas se isto é fazer campanha política então o que dizer de comentários em sentido contrário, chamando de tudo ao governo e ao primeiro-ministro? Ou fazer campanha só se aplica a um lado?
Sendo assim nada posso fazer a quem se sente incomodado com esta forma de estar na blogosfera, ainda que gostasse de ajudar quem não se sente bem. Tenho a noção que dar opinião de forma constante comporta riscos mais que não seja de ser confrontado com ideias diferentes mas isso é que torna o debate num exercício intelectualmente interessante. Se ter opinião, a qual é absolutamente sincera, é ser faccioso, então paciência. Eu normalmente não faço esse juízo de valores sobre aqueles que pensam de maneira diferente, até porque quem pensa alguma coisa, fá-lo na convicção daquilo que é o mais acertado. Se não é, cá estamos para conversar.
Não há drama.
E agora?
Este é o texto integral enviado por um responsável da Al-Qaeda à redacção do jornal ABC espanhol.
Nele é dito com clareza que a promessa de Zapatero ao não ser cumprida, resultará em mais mortes em território espanhol.
É perante este problema que a Espanha vive. É perante este problema que todo o mundo ocidental se defronta. Querem-nos fazer reféns do terrorismo.
Texto íntegro del comunicado:
"En el nombre de Dios, el Clemente, el Misericordioso. ¿Cómo no váis a combatir contra gente que ha violado su juramento, que hubiera preferido expulsar al Enviado y os atacó primero? ¿Les tenéis miedo, siendo así que Alá tiene más derecho a que le tengáis miedo? Si es que sois creyentes...
¡Combatid contra ellos! Alá les castigará a manos vuestras y les llenará de vergüenza, mientras que a vosotros os auxiliará contra ellos, curando así los pechos de gente creyente. Y desvaneciendo la ira de sus corazones, Alá se vuelve hacia quien él quiere. Alá es omnisciente, sabio.(Sura At Tauba 13-15).
Después de que el Estado español haya continuado con sus injusticias y agresiones sobre los musulmanes, con su envío de nuevas tropas a Irak y su intención de enviar más efectivos a Afganistán.
Y después de que hemos demostrado nuestro poder para golpearos de nuevo y ensañarnos con vosotros tras los benditos ataques del 11 de marzo.
Puesto que hemos colocado unas bombas en la vía del tren de alta velocidad cerca de Toledo y tuvimos la posibilidad de hacer explotar los trenes que pasaron por allí la tarde del jueves pasado y la mañana del viernes, y no lo hemos hecho, ya que nuestro objetivo era solamente advertiros y anunciaros que tenemos la fuerza y la capacidad, con permiso de Alá el Altísimo, de atacaros cuando queramos y como queramos.
Nosotros, el «Batallón de la Muerte», anunciamos la anulación de la anterior tregua y damos de plazo al pueblo y al Gobierno de España hasta el mediodía del próximo domingo 14 de Safar de 1425 [correspondiente en el calendario occidental a ayer, 4 de abril], para que se satisfagan nuestras siguientes reivindicaciones legítimas:
-La inmediata y completa retirada de vuestras tropas de Afganistán e Irak, y el compromiso de no volver a dichos países.
-El cese en el apoyo a los enemigos de la Umma Islámica (EEUU y sus aliados) contra el Islam y los musulmanes.
Si no se satisfacen estas reivindicaciones, os declaramos la guerra, y juramos por Alá el Altísimo y Sublime que convertiremos vuestro país en un infierno y que haremos fluir vuestra sangre como ríos.
Esta se considera nuestra última advertencia al pueblo español y a su Gobierno. «Alá ayuda a quien le ayuda. Alá es Fuerte y Poderoso». La Paz sea sobre quien siga la Buena Dirección.
Abu Dujana Al Afgani.
Grupo Ansar Al Qaeda en Europa."
E agora José Luís Rodríguez Zapatero?
Nele é dito com clareza que a promessa de Zapatero ao não ser cumprida, resultará em mais mortes em território espanhol.
É perante este problema que a Espanha vive. É perante este problema que todo o mundo ocidental se defronta. Querem-nos fazer reféns do terrorismo.
Texto íntegro del comunicado:
"En el nombre de Dios, el Clemente, el Misericordioso. ¿Cómo no váis a combatir contra gente que ha violado su juramento, que hubiera preferido expulsar al Enviado y os atacó primero? ¿Les tenéis miedo, siendo así que Alá tiene más derecho a que le tengáis miedo? Si es que sois creyentes...
¡Combatid contra ellos! Alá les castigará a manos vuestras y les llenará de vergüenza, mientras que a vosotros os auxiliará contra ellos, curando así los pechos de gente creyente. Y desvaneciendo la ira de sus corazones, Alá se vuelve hacia quien él quiere. Alá es omnisciente, sabio.(Sura At Tauba 13-15).
Después de que el Estado español haya continuado con sus injusticias y agresiones sobre los musulmanes, con su envío de nuevas tropas a Irak y su intención de enviar más efectivos a Afganistán.
Y después de que hemos demostrado nuestro poder para golpearos de nuevo y ensañarnos con vosotros tras los benditos ataques del 11 de marzo.
Puesto que hemos colocado unas bombas en la vía del tren de alta velocidad cerca de Toledo y tuvimos la posibilidad de hacer explotar los trenes que pasaron por allí la tarde del jueves pasado y la mañana del viernes, y no lo hemos hecho, ya que nuestro objetivo era solamente advertiros y anunciaros que tenemos la fuerza y la capacidad, con permiso de Alá el Altísimo, de atacaros cuando queramos y como queramos.
Nosotros, el «Batallón de la Muerte», anunciamos la anulación de la anterior tregua y damos de plazo al pueblo y al Gobierno de España hasta el mediodía del próximo domingo 14 de Safar de 1425 [correspondiente en el calendario occidental a ayer, 4 de abril], para que se satisfagan nuestras siguientes reivindicaciones legítimas:
-La inmediata y completa retirada de vuestras tropas de Afganistán e Irak, y el compromiso de no volver a dichos países.
-El cese en el apoyo a los enemigos de la Umma Islámica (EEUU y sus aliados) contra el Islam y los musulmanes.
Si no se satisfacen estas reivindicaciones, os declaramos la guerra, y juramos por Alá el Altísimo y Sublime que convertiremos vuestro país en un infierno y que haremos fluir vuestra sangre como ríos.
Esta se considera nuestra última advertencia al pueblo español y a su Gobierno. «Alá ayuda a quien le ayuda. Alá es Fuerte y Poderoso». La Paz sea sobre quien siga la Buena Dirección.
Abu Dujana Al Afgani.
Grupo Ansar Al Qaeda en Europa."
E agora José Luís Rodríguez Zapatero?
Tudo bons rapazes
Menos cinco
Não sei o que pensam os defensores do diálogo como forma de combater o terrorismo, mas a acção desenvolvida este fim-de-semana pelas polícias espanholas, são, na minha opinião, bastante positivas e eficazes.
Aqueles que morreram já não voltam a matar. É a grande vantagem que existe entre liquidar e conversar com criminosos. Os primeiros já não voltam a cometer nenhum crime, os segundos podem cometer ou não.
Aqueles que morreram já não voltam a matar. É a grande vantagem que existe entre liquidar e conversar com criminosos. Os primeiros já não voltam a cometer nenhum crime, os segundos podem cometer ou não.
2004-04-03
Esta notícia traz água no bico.
Jorge Coelho, mais guterrista que o próprio Guterres, reclamou a candidatura presidencial do ex-primeiro-ministro, depois deste ter dito que não é sequer candidato a candidato. Tudo isto, aparentemente, nas costas de Ferro Rodrigues. A que propósito?
Guterres ainda há poucos dias reafirmou a sua indisponibilidade para se candidatar. Jorge Coelho é, ou era, um dos seus mais próximos conselheiros e amigos. Logo, sabendo da sua absoluta indisponibilidade para ser candidato porque faria estas declarações?
Jorge Coelho diz que "milhões de portugueses teriam gosto" em ouvir essa notícia. A sério? Serão os mesmos que ficaram “órfãos” a chupar no dedo na noite de 16 de Dezembro de 2001 e que se viram no olho da rua dos seus excelentes cargos passados três meses?
Coelho ainda disse mais: Guterres na presidência será "uma garantia de que os portugueses terão os seus direitos e liberdades plenamente defendidas". Disso não tenho a menor dúvida, nomeadamente os militantes do PS. Vá lá que o controlo das contas públicas não é competência do Presidente da República, se não teríamos muito mais para esperar de Guterres.
Para terminar com chave de ouro, Coelho rematou: António Guterres pode ter defeitos, mas, ao longo dos anos em que foi primeiro-ministro, demonstrou grande preocupação com os portugueses que vivem em maiores dificuldades". Defeitos? O Guterres tem defeitos? Não se nota assim nenhum em especial. Ajudou os portugueses com maiores dificuldades? Não tenho sequer dúvidas disso, nomeadamente aqueles que normalmente não gostam ou não sabem trabalhar ou ainda os que sofrem de preguiceira aguda. Sempre é melhor ficarem em casa do que no trabalho a fazer asneiras e a empatar quem quer trabalhar. A chatice é que somos sempre os mesmos a pagar a factura da preguiça. Enfim: - É a vida!
Nada de novo. Mantenho a minha. Os candidatos são Cavaco e Guterres e o povo que escolha. Eu, ao contrário de Coelho, não estou mandatado por “milhões” de portugueses para dizer quem eles preferem.
Guterres ainda há poucos dias reafirmou a sua indisponibilidade para se candidatar. Jorge Coelho é, ou era, um dos seus mais próximos conselheiros e amigos. Logo, sabendo da sua absoluta indisponibilidade para ser candidato porque faria estas declarações?
Jorge Coelho diz que "milhões de portugueses teriam gosto" em ouvir essa notícia. A sério? Serão os mesmos que ficaram “órfãos” a chupar no dedo na noite de 16 de Dezembro de 2001 e que se viram no olho da rua dos seus excelentes cargos passados três meses?
Coelho ainda disse mais: Guterres na presidência será "uma garantia de que os portugueses terão os seus direitos e liberdades plenamente defendidas". Disso não tenho a menor dúvida, nomeadamente os militantes do PS. Vá lá que o controlo das contas públicas não é competência do Presidente da República, se não teríamos muito mais para esperar de Guterres.
Para terminar com chave de ouro, Coelho rematou: António Guterres pode ter defeitos, mas, ao longo dos anos em que foi primeiro-ministro, demonstrou grande preocupação com os portugueses que vivem em maiores dificuldades". Defeitos? O Guterres tem defeitos? Não se nota assim nenhum em especial. Ajudou os portugueses com maiores dificuldades? Não tenho sequer dúvidas disso, nomeadamente aqueles que normalmente não gostam ou não sabem trabalhar ou ainda os que sofrem de preguiceira aguda. Sempre é melhor ficarem em casa do que no trabalho a fazer asneiras e a empatar quem quer trabalhar. A chatice é que somos sempre os mesmos a pagar a factura da preguiça. Enfim: - É a vida!
Nada de novo. Mantenho a minha. Os candidatos são Cavaco e Guterres e o povo que escolha. Eu, ao contrário de Coelho, não estou mandatado por “milhões” de portugueses para dizer quem eles preferem.
Aristides Sousa Mendes
Hoje é um dia especial.
Comemora-se hoje o 50º aniversário da morte de um dos mais corajosos diplomatas portugueses de sempre, Aristides Sousa Mendes. Foi em 3 de Abril de 1954 que aquele que é hoje conhecido como o Schindler português morreu na miséria e no esquecimento no Hospital da Ordem Terceira em Lisboa.
Sousa Mendes nasceu no ano de 1885, numa pequena localidade do distrito de Viseu, mais precisamente em Cabanas de Viriato.
Depois de várias missões diplomáticas pelo mundo fora, Aristides Sousa Mendes foi parar a Bordéus, contra a sua vontade, depois de Salazar lhe ter recusado a permanência em Antuérpia, onde desempenhava funções. Quis o destino que esta recusa de Salazar e consequente transferência para França viesse a ter um resultado verdadeiramente vital para a vida de muitos judeus.
Quando a tropas de Hitler invadiram a França, um elevado número de refugiados deslocaram-se para sul com o objectivo de passar a fronteira para Espanha. O perigo era uma constante para estas pessoas que estavam destinadas a morrer em campos de concentração nazi.
Instruído pelo regime salazarista para não conceder vistos a gente “indesejada”, tais como judeus e anti-fascistas, Sousa Mendes considerou essa ordem despropositada e racista. No seu mais profundo humanismo e misericórdia, contornou as instruções vindas de Lisboa, concedendo vistos a muita gente que, caso contrário, ficariam à mercê das tropas alemãs.
A PIDE acabou por descobrir a desobediência do cônsul português em Bordéus e informou a tutela. As ordens foram clara. Sousa Mendes foi avisado para parar imediatamente com as suas iniciativas “ilegais” caso contrário sofreria pesadas sanções disciplinares. No fundo Salazar não queria afrontar Hitler na sua maquiavélica progressão pela Europa e no extermínio de judeus, comunistas e resistentes. Em 1940 as tropas de Hitler avançavam perigosamente para o Sudoeste francês e Bordéus estava repleto de pessoas em busca de uma salvação.
Na vizinha Espanha, Franco era um apoiante confesso de Hitler e não queria “inimigos” do fascismo no seu território. Os únicos que eram tolerados eram aqueles cujo visto indiciava apenas uma passagem por Espanha a caminho de Portugal.
Sousa Mendes era, todos os dias, visitado por centenas de pessoas desesperadas à procura de um visto que lhes permitisse salvar a vida. O diplomata português não se fez rogado e continuou a passar visto e consequentemente a salvar vidas inocentes. Sem que haja um número rigoroso, é provável que Sousa Mendes tenha salvo para cima de 10.000 refugiados, através da sua iniciativa de conceder vistos.
Mas isto teve um fim. Salazar percebeu o quanto Sousa Mendes estava a ser inconveniente para a estabilidade do seu relacionamento com Hitler e mandou-o regressar a Portugal. Não se ficou apenas por um puxão de orelhas ao diplomata português, Sousa Mendes foi expulso da carreira diplomática, à qual se tinha dedicado de corpo e alma durante 30 anos, sem direito a receber qualquer compensação remuneratória. De aqui em diante, Sousa Mendes entrou num processo de degradação, tendo falecido na miséria.
Este era um homem de excepção que arriscou a sua vida e a sua carreira pela sobrevivência de seres humanos cujo único defeito era serem judeus e anti-fascistas.
Esta é a história de um dos maiores símbolos da nossa memória colectiva. Pouca gente o recorda e não sei mesmo se o Estado lhe prestará hoje alguma homenagem.
A minha fica aqui.
Sousa Mendes nasceu no ano de 1885, numa pequena localidade do distrito de Viseu, mais precisamente em Cabanas de Viriato.
Depois de várias missões diplomáticas pelo mundo fora, Aristides Sousa Mendes foi parar a Bordéus, contra a sua vontade, depois de Salazar lhe ter recusado a permanência em Antuérpia, onde desempenhava funções. Quis o destino que esta recusa de Salazar e consequente transferência para França viesse a ter um resultado verdadeiramente vital para a vida de muitos judeus.
Quando a tropas de Hitler invadiram a França, um elevado número de refugiados deslocaram-se para sul com o objectivo de passar a fronteira para Espanha. O perigo era uma constante para estas pessoas que estavam destinadas a morrer em campos de concentração nazi.
Instruído pelo regime salazarista para não conceder vistos a gente “indesejada”, tais como judeus e anti-fascistas, Sousa Mendes considerou essa ordem despropositada e racista. No seu mais profundo humanismo e misericórdia, contornou as instruções vindas de Lisboa, concedendo vistos a muita gente que, caso contrário, ficariam à mercê das tropas alemãs.
A PIDE acabou por descobrir a desobediência do cônsul português em Bordéus e informou a tutela. As ordens foram clara. Sousa Mendes foi avisado para parar imediatamente com as suas iniciativas “ilegais” caso contrário sofreria pesadas sanções disciplinares. No fundo Salazar não queria afrontar Hitler na sua maquiavélica progressão pela Europa e no extermínio de judeus, comunistas e resistentes. Em 1940 as tropas de Hitler avançavam perigosamente para o Sudoeste francês e Bordéus estava repleto de pessoas em busca de uma salvação.
Na vizinha Espanha, Franco era um apoiante confesso de Hitler e não queria “inimigos” do fascismo no seu território. Os únicos que eram tolerados eram aqueles cujo visto indiciava apenas uma passagem por Espanha a caminho de Portugal.
Sousa Mendes era, todos os dias, visitado por centenas de pessoas desesperadas à procura de um visto que lhes permitisse salvar a vida. O diplomata português não se fez rogado e continuou a passar visto e consequentemente a salvar vidas inocentes. Sem que haja um número rigoroso, é provável que Sousa Mendes tenha salvo para cima de 10.000 refugiados, através da sua iniciativa de conceder vistos.
Mas isto teve um fim. Salazar percebeu o quanto Sousa Mendes estava a ser inconveniente para a estabilidade do seu relacionamento com Hitler e mandou-o regressar a Portugal. Não se ficou apenas por um puxão de orelhas ao diplomata português, Sousa Mendes foi expulso da carreira diplomática, à qual se tinha dedicado de corpo e alma durante 30 anos, sem direito a receber qualquer compensação remuneratória. De aqui em diante, Sousa Mendes entrou num processo de degradação, tendo falecido na miséria.
Este era um homem de excepção que arriscou a sua vida e a sua carreira pela sobrevivência de seres humanos cujo único defeito era serem judeus e anti-fascistas.
Esta é a história de um dos maiores símbolos da nossa memória colectiva. Pouca gente o recorda e não sei mesmo se o Estado lhe prestará hoje alguma homenagem.
A minha fica aqui.
Os verdadeiros objectivos e motivações do terrorismo islâmico.
O engenho explosivo (Goma 2 ECO) – igual aos utilizados no 11-M - encontrado na linha férrea entre Madrid e Sevilha, estava a ser preparado para mais tarde explodir e fazer as suas vítimas. Partindo do princípio académico que também este é um acto terrorista com assinatura da Al-Qaeda, surgem-me duas perguntas:
- Se os atentados do 11 de Março serviram sobretudo para castigar o governo de Aznar, agora que ele foi derrotado, quais as motivações da Al-Qaeda para repetir mais um massacre em solo espanhol?
- Se Zapatero já revelou a sua intenção de retirar do Iraque as tropas do seu país, que mais quer a Al-Qaeda?
Entretanto esta organização terrorista fez saber que a Espanha encontra-se entre os três principais objectos das suas acções, mesmo depois da alteração democrática verificada.
Na mesma circunstância, a Al-Qaeda fez igualmente saber que independentemente das nações, os seus alvos são também seleccionados em função da religião das suas vítimas. Os judeus primeiro e os cristãos depois. Todos eles infiéis.
Ou seja, estamos perante a maior espiral de fanatismo religioso que não se esgota apenas em questões políticas de castigar quem encabeçou e apoio as operações no Iraque, mas também na escolha de credos.
O chefe da Al-Qaeda na Arábia Saudita, Adulaziz Al Mukrin, desafia os apoiantes do movimento terrorista islâmico a transformar “a terra dos infiéis em zona de guerra, através de uma “prática diplomática escrita com sangue e decoradas de membros humanos” conforme notícia do El Mundo.
Ora aqui está aquilo que eu alertei nalguns post escritos aqui no Almariado na sequência dos atentados do 11 de Março. A acção do terrorismo islâmico não é apenas político e persegue fins que não se esgotam no conflito israelo-árabe. Os seus objectivos são, de alguma forma, semelhantes aos de Hitler quando deu início ao holocausto com o qual purificaria a raça ariana, matando judeus, comunistas, ciganos, homossexuais e por aí fora.
Estamos portanto perante algo que não pode ser negociado com acções diplomáticas. Para que haja diplomacia é necessário haver duas ou mais partes com objectivos claros e honestos sobre o futuro. Esta canalha não tem esse tipo de objectivos. São criminosos que se divertem assassinando gente inocente sem dó nem piedade.
O grande problema entre o mundo ocidental e o fundamentalismo islâmico está quase todo fechado na questão da diferença de religião. Eles não admitem a nossa diferença de sermos católicos ou pura e simplesmente ateus. Para eles só existe Alá e a sua divina graça e quem não perfilha os seus mandamentos e ignora a sua mensagem, deve morrer.
- Se os atentados do 11 de Março serviram sobretudo para castigar o governo de Aznar, agora que ele foi derrotado, quais as motivações da Al-Qaeda para repetir mais um massacre em solo espanhol?
- Se Zapatero já revelou a sua intenção de retirar do Iraque as tropas do seu país, que mais quer a Al-Qaeda?
Entretanto esta organização terrorista fez saber que a Espanha encontra-se entre os três principais objectos das suas acções, mesmo depois da alteração democrática verificada.
Na mesma circunstância, a Al-Qaeda fez igualmente saber que independentemente das nações, os seus alvos são também seleccionados em função da religião das suas vítimas. Os judeus primeiro e os cristãos depois. Todos eles infiéis.
Ou seja, estamos perante a maior espiral de fanatismo religioso que não se esgota apenas em questões políticas de castigar quem encabeçou e apoio as operações no Iraque, mas também na escolha de credos.
O chefe da Al-Qaeda na Arábia Saudita, Adulaziz Al Mukrin, desafia os apoiantes do movimento terrorista islâmico a transformar “a terra dos infiéis em zona de guerra, através de uma “prática diplomática escrita com sangue e decoradas de membros humanos” conforme notícia do El Mundo.
Ora aqui está aquilo que eu alertei nalguns post escritos aqui no Almariado na sequência dos atentados do 11 de Março. A acção do terrorismo islâmico não é apenas político e persegue fins que não se esgotam no conflito israelo-árabe. Os seus objectivos são, de alguma forma, semelhantes aos de Hitler quando deu início ao holocausto com o qual purificaria a raça ariana, matando judeus, comunistas, ciganos, homossexuais e por aí fora.
Estamos portanto perante algo que não pode ser negociado com acções diplomáticas. Para que haja diplomacia é necessário haver duas ou mais partes com objectivos claros e honestos sobre o futuro. Esta canalha não tem esse tipo de objectivos. São criminosos que se divertem assassinando gente inocente sem dó nem piedade.
O grande problema entre o mundo ocidental e o fundamentalismo islâmico está quase todo fechado na questão da diferença de religião. Eles não admitem a nossa diferença de sermos católicos ou pura e simplesmente ateus. Para eles só existe Alá e a sua divina graça e quem não perfilha os seus mandamentos e ignora a sua mensagem, deve morrer.
2004-04-02
EURO 2004
Talvez seja a última vez que falo sobre isto pelo menos desta maneira.
Eu não sou contra a realização do EURO 2004 em Portugal mas gostava que tudo tivesse sido feito de outra maneira. Podíamos fazer uma festa bonita sem entrar num clima de exageros, construindo estádios a eito como se essa fosse a primeira prioridade nacional. Podíamos inclusive ter organizado o EURO em parceria com Espanha e daí não teriam sobrado menor prestígio para Portugal. Julgo mesmo que isso funcionaria como um reforço dos nossos laços políticos, sociais e económicos. Numa Europa cada vez maior em número de Estados e território, é necessário perceber a geo–política estratégica que melhor nos defende e no meu caso não tenho nenhumas reservas em relação aos nossos vizinhos. Além disso, as últimas grandes provas futebolísticas foram organizados por países com uma dimensão económica superior à nossa e em situações de parceria. O EURO 2000 e o Campeonato do Mundo de Futebol 2002, são provas factuais do sucesso de soluções alternativas à que estamos a praticar.
Por aqui estamos conversados. O EURO vai realizar-se e a partir de agora não faz mais sentido discutir a origem do problema, sendo certo que no final será necessário fazer o balanço e perceber se valeu a pena.
A hora é de nos juntarmos para receber quem nos vai visitar, deixar uma imagem positiva na hora da partida e, claro, vibrar com a nossa selecção.
Ontem mesmo fiz uma brincadeira própria do dia 1 de Abril, para relatar o desânimo de ver a nossa selecção a jogar a meio-gaz. A coincidência feliz das datas permitiu um texto humorado, longe da realidade mas reflectindo o meu sentimento. Isto é inócuo.
Mas inócuas não sãos as declarações feitas ontem pelo presidente do FCP, Pinto da Costa. Este homem tem responsabilidades no futebol. A sua opinião é ouvida e comentada por todo o país. Das palavras que profere, tresanda um cheiro a fel intolerável com o único objectivo de magoar e diminuir aqueles que não o veneram. Ontem então foi longe demais.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol é o que é. O seleccionador também já provou que em matéria de teimosia tem para dar e vender. Mas a dois meses do início do EURO afirmar que o seleccionador não tem condições para continuar à frente da selecção significa um rude golpe na auto-estima que precisamos manter e na expectativa que tanta falta nos faz para estes próximos dias.
O problema é este: não há volta a dar e o único caminho é em frente. Goste-se ou não, este é o seleccionador escolhido e contratado. Foi a primeira escolha da Federação e não é a dois meses de ser colocado à prova que dever ser julgado.
Depois do que ouvi ontem tenho sérias dúvidas se Pinto da Costa torce pela selecção nacional treinada pelo Senhor Scolari. Muito sinceramente.
O presidente do FCP vai mais longe e diz mesmo que é o único capaz de criticar o seleccionador. Talvez fosse bom alguém lhe dizer que sendo a única voz nesse sentido da crítica, isso não se deve a maior coragem mas sim à mais elementar falta de bom-senso e pudor. Se não existem mais críticas, nomeadamente por parte da imprensa é porque as pessoas sabem que isso, nesta fase, não adianta, complica e atrasa. Se Scolari e os seus jogadores falharem rotundamente em campo, nessa altura devem erguer-se as vozes da crítica, nunca antes. Mas se acontecer o inverso, não nos podemos esquecer que nem toda a gente esteve de boa-fé neste processo, sendo certo que nessa altura vai ser difícil perceber quem puxou para cima ou para baixo.
Pinto da Costa não gostou do afastamento de Vítor Baía da selecção. Eu também não. Acho-o muito melhor guarda-redes que Ricardo. Mas o treinador pensa de forma diferente e é a ele que cabe a responsabilidade de decidir quem põe a jogar. Naturalmente que seleccionar o terceiro guarda-redes do FCP conforme fez uma vez é uma atitude provocatória que merece censura, mas isso são contas de outro rosário.
A partir deste momento o mais importante é estarmos todos do mesmo lado. Quando a festa acabar, voltamos a conversar.
VIVA PORTUGAL.
Eu não sou contra a realização do EURO 2004 em Portugal mas gostava que tudo tivesse sido feito de outra maneira. Podíamos fazer uma festa bonita sem entrar num clima de exageros, construindo estádios a eito como se essa fosse a primeira prioridade nacional. Podíamos inclusive ter organizado o EURO em parceria com Espanha e daí não teriam sobrado menor prestígio para Portugal. Julgo mesmo que isso funcionaria como um reforço dos nossos laços políticos, sociais e económicos. Numa Europa cada vez maior em número de Estados e território, é necessário perceber a geo–política estratégica que melhor nos defende e no meu caso não tenho nenhumas reservas em relação aos nossos vizinhos. Além disso, as últimas grandes provas futebolísticas foram organizados por países com uma dimensão económica superior à nossa e em situações de parceria. O EURO 2000 e o Campeonato do Mundo de Futebol 2002, são provas factuais do sucesso de soluções alternativas à que estamos a praticar.
Por aqui estamos conversados. O EURO vai realizar-se e a partir de agora não faz mais sentido discutir a origem do problema, sendo certo que no final será necessário fazer o balanço e perceber se valeu a pena.
A hora é de nos juntarmos para receber quem nos vai visitar, deixar uma imagem positiva na hora da partida e, claro, vibrar com a nossa selecção.
Ontem mesmo fiz uma brincadeira própria do dia 1 de Abril, para relatar o desânimo de ver a nossa selecção a jogar a meio-gaz. A coincidência feliz das datas permitiu um texto humorado, longe da realidade mas reflectindo o meu sentimento. Isto é inócuo.
Mas inócuas não sãos as declarações feitas ontem pelo presidente do FCP, Pinto da Costa. Este homem tem responsabilidades no futebol. A sua opinião é ouvida e comentada por todo o país. Das palavras que profere, tresanda um cheiro a fel intolerável com o único objectivo de magoar e diminuir aqueles que não o veneram. Ontem então foi longe demais.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol é o que é. O seleccionador também já provou que em matéria de teimosia tem para dar e vender. Mas a dois meses do início do EURO afirmar que o seleccionador não tem condições para continuar à frente da selecção significa um rude golpe na auto-estima que precisamos manter e na expectativa que tanta falta nos faz para estes próximos dias.
O problema é este: não há volta a dar e o único caminho é em frente. Goste-se ou não, este é o seleccionador escolhido e contratado. Foi a primeira escolha da Federação e não é a dois meses de ser colocado à prova que dever ser julgado.
Depois do que ouvi ontem tenho sérias dúvidas se Pinto da Costa torce pela selecção nacional treinada pelo Senhor Scolari. Muito sinceramente.
O presidente do FCP vai mais longe e diz mesmo que é o único capaz de criticar o seleccionador. Talvez fosse bom alguém lhe dizer que sendo a única voz nesse sentido da crítica, isso não se deve a maior coragem mas sim à mais elementar falta de bom-senso e pudor. Se não existem mais críticas, nomeadamente por parte da imprensa é porque as pessoas sabem que isso, nesta fase, não adianta, complica e atrasa. Se Scolari e os seus jogadores falharem rotundamente em campo, nessa altura devem erguer-se as vozes da crítica, nunca antes. Mas se acontecer o inverso, não nos podemos esquecer que nem toda a gente esteve de boa-fé neste processo, sendo certo que nessa altura vai ser difícil perceber quem puxou para cima ou para baixo.
Pinto da Costa não gostou do afastamento de Vítor Baía da selecção. Eu também não. Acho-o muito melhor guarda-redes que Ricardo. Mas o treinador pensa de forma diferente e é a ele que cabe a responsabilidade de decidir quem põe a jogar. Naturalmente que seleccionar o terceiro guarda-redes do FCP conforme fez uma vez é uma atitude provocatória que merece censura, mas isso são contas de outro rosário.
A partir deste momento o mais importante é estarmos todos do mesmo lado. Quando a festa acabar, voltamos a conversar.
VIVA PORTUGAL.
Emídio Guerreiro
Aos 105 anos a falar de lucidez democrática é um facto notável. Este homem há muito que conquistou o seu lugar de grande notoriedade na galeria dos grandes políticos de Portugal.
Regresso
2004-04-01
Olha se a moda pega
Conforme reza aqui, um deputado irlandês perdeu o seu mandato por prevaricar a lei. Não matou ninguém, não roubou ninguém, não corrompeu nem foi corrompido. Estava apenas a fumar um cigarro no bar do parlamento. Fê-lo consciente da infracção.
Por muito absurda que seja a sua destituição, uma coisa é de facto de sublinhar, as leis são para cumprir, doa a quem doer.
Ao mesmo tempo surge uma pergunta pertinente. E se fosse em Portugal? E se fosse um deputado português a fumar no bar da Assembleia? Aconteceria o mesmo?
Por muito absurda que seja a sua destituição, uma coisa é de facto de sublinhar, as leis são para cumprir, doa a quem doer.
Ao mesmo tempo surge uma pergunta pertinente. E se fosse em Portugal? E se fosse um deputado português a fumar no bar da Assembleia? Aconteceria o mesmo?
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Portugal esmaga Italianos
Portugal fez ontem em Braga um jogo magnífico perante um estádio completamente cheio na expectativa de ver os nossos jogadores a brilharem contra a formação transalpina.
Revelando excelentes mecanismos na transposição defesa ataque, Portugal jogou desinibido e em grande velocidade. A defesa revelou-se em todos os momentos do jogo muito acertada e com uma concentração fora daquilo que é habitual.
O meio campo mais parecia uma muralha intransponível deixando os italianos reduzidos ao seu meio campo. O ataque lusitano foi um autêntico quebra-cabeças para o último reduto da selecção de Itália, revelando grandes dificuldades em suster o ímpeto atacante dos avançados portugueses.
Nota positiva para Ricardo que revelou uma grande autoridade dentro e fora dos postes, nomeadamente em lances de bola parada, com particular destaque para as que eram bombeada para a sua pequena área através de pontapés de canto.
No fim do jogo Scolari era um treinador feliz, nomeadamente pela dinâmica que os seus jogadores apresentaram em campo. A poucos meses do início do EURO 2004, o seleccionador não tem muito com que se preocupar, bastando agora limar algumas arestas nomeadamente no eixo da defesa, cujos centrais foram particularmente autoritários nos lances aéreos.
Gilberto Madaíl foi ovacionado no fim do jogo pelo muito público presente, não só pela grande campanha de preparação que a selecção das quinas tem realizado, mas também pelo seu contributo na credibilização do futebol português.
Foi mais um excelente ensaio para as cores nacionais que revelaram uma grande ansiedade com a chegada da grande competição europeia agendada para Junho deste ano.
Revelando excelentes mecanismos na transposição defesa ataque, Portugal jogou desinibido e em grande velocidade. A defesa revelou-se em todos os momentos do jogo muito acertada e com uma concentração fora daquilo que é habitual.
O meio campo mais parecia uma muralha intransponível deixando os italianos reduzidos ao seu meio campo. O ataque lusitano foi um autêntico quebra-cabeças para o último reduto da selecção de Itália, revelando grandes dificuldades em suster o ímpeto atacante dos avançados portugueses.
Nota positiva para Ricardo que revelou uma grande autoridade dentro e fora dos postes, nomeadamente em lances de bola parada, com particular destaque para as que eram bombeada para a sua pequena área através de pontapés de canto.
No fim do jogo Scolari era um treinador feliz, nomeadamente pela dinâmica que os seus jogadores apresentaram em campo. A poucos meses do início do EURO 2004, o seleccionador não tem muito com que se preocupar, bastando agora limar algumas arestas nomeadamente no eixo da defesa, cujos centrais foram particularmente autoritários nos lances aéreos.
Gilberto Madaíl foi ovacionado no fim do jogo pelo muito público presente, não só pela grande campanha de preparação que a selecção das quinas tem realizado, mas também pelo seu contributo na credibilização do futebol português.
Foi mais um excelente ensaio para as cores nacionais que revelaram uma grande ansiedade com a chegada da grande competição europeia agendada para Junho deste ano.
